Adensamento urbano ao longo dos eixos de transporte de massa não é suficiente

27/03/2016

curitiba

Existe um planejamento urbano chamado DOTS ou Desenvolvimento Orientado de Transporte Sustentável. Ele consiste em promover o adensamento urbano ao longo dos eixos de transporte de massa, a fim de ampliar a eficiência do transporte público de alta densidade e reduzir o número de construções nos bairros adjacentes, incluindo também seu tráfego de veículos.

Esse tipo de planejamento é usado em Curitiba, onde a aglomeração urbana está mais concentrada ao longo das linhas de BRT (Bus Rapid Transit), que são aqueles ônibus articulados que correm em faixas exclusivas e possuem estações ao invés de pontos comuns. O planejamento é feito pela prefeitura, que permite mais prédios altos e outras edificações importantes nas regiões diretamente atendidas por corredores de BRT, BRS, Metrô ou VLT.

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Da mesma forma, os bairros tradicionais são poupados de grandes construções, priorizando os moradores que defendem as características originais da região. Além disso, a oferta de moradias nas regiões centrais aumenta.

Assim, da mesma forma, o trânsito se concentra mais ao longo dos eixos de transporte público de massa, onde há maior adensamento urbano. São Paulo também vai adotar esse planejamento em seu novo Plano Diretor. Mas, de acordo com o site Caos Planejado, o DOTS com estas características já não é suficiente.

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O DOTS promove muitos benefícios em termos de mobilidade urbana, mas privilegia os moradores dos bairros em detrimento de outros, que são pressionados em direção à periferia. Isto ocorre porque construções novas, que foram impedidas nos bairros, não encontrarão espaço no centro e naturalmente serão empurradas para a periferia.

Dessa forma, os custos com infraestrutura e o tempo de deslocamento seriam ampliados. Moradores que não têm opções de moradia nas regiões mais demandadas, acabarão indo para a periferia. A saída pode ser o adensamento urbano no interior dos bairros não servidos por redes de transporte de massa. Mas, nem todas as regiões seriam servidas, apenas as de maior demanda.

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Em São Paulo, o Plano Diretor contempla a criação de adensamentos urbanos no interior de alguns bairros, onde a ideia é fazer com que se crie um microcosmo, onde a inexistência de um eixo de transporte de massa seja compensada pela proximidade dos centros de comércio, cultura, lazer, etc. O tráfego de veículos seria menor, exatamente por este motivo.

Ainda assim, essas microrregiões de adensamento urbano devem ser ligadas às de adensamento por eixos e ao centro através de transporte de massa, criando-se assim novos corredores entre regiões tradicionais.

Nos demais bairros, onde a demanda populacional é menor, as características permanecerão, favorecendo quem quer continuar em uma região mais tranquila e menos cosmopolita. Ainda assim, mesmo que haja um incremento na demanda por transporte e a criação de linhas ou corredores de maior capacidade, o custo por habitante será menor que um espraiamento horizontal e, por vezes, desordenado.

[Fonte: Caos Planejado]

Agradecimentos ao Sergio Quintela.









  • Gustavo Miranda

    O sistema de trens e o metrô de São Paulo é genial e ele pode ter sua capacidade de transporte aumentada, assim como o número de estações, desse modo seria possível criar um sistema secundário de expressos como os de Curitiba cortando os bairros perpendicularmente às linhas férreas até as estações de trem isso facilitaria o acesso ao sistema principal de transporte e reduziria em algumas horas o deslocamento de milhares de pessoas. O grande problema é depender de ônibus que transitam em ruas e avenidas comuns, roubando muito tempo. É claro que isso não seria um processo fácil, envolveria desapropriações para criação das vias exclusivas dos expressos, novos terminais para baldeações, aquisição de centenas de veículos, etc… porém facilitaria o acesso ao coração de todas as vilas e bairros, reduziria o desgaste físico e psicológico da população e faria um bem danado ao comércio.

    • th!nk.t4nk

      O duro vai ser tirar da cabeça do povo brasileiro a ideia de que transporte coletivo é “coisa de pobre”. Tá muito enraizado na cultura, é uma pena. Outra razão é que pra fugir da violência o carro é um refúgio, então no fim das contas não adianta só melhorar a infra-estrutura, o país como um todo precisa se desenvolver junto.

      • SDS SP

        Concordo. É o mesmo mantra de morar em algum imóvel alugado, que muitas vezes, do ponto de vista estritamente financeiro é mais vantajoso.
        Eu mesmo, sempre que possível ando de transporte público. Se eu trabalhasse próximo de casa, meu carro só seria usado nos finais de semana.

      • Mr. Car

        Não acho nem que seja por julgarem “coisa de pobre”. O fato é que é um lixo mesmo, sob vários aspectos (conforto, limpeza, segurança, pontualidade). Daí, fica difícil que o sujeito se sinta estimulado a usar o transporte público.

        • SDS SP

          Olha, pelo menos em SP para aqueles que moram e trabalham na região que compreende o Centro expandido, dá para se virar bem com o transporte público, o problema é para quem mora longe, ai o transporte público deixa muito a desejar e quem não pode comprar um carro, acaba adquirindo uma moto.
          Mas ultimamente em várias ocasiões, andar de carro em SP chega a ser pior que andar de ônibus.

          • Mr. Car

            Dependendo de onde se está (um bairro mais nobre, em região “central” e bem servido por muitas linhas de ônibus e metrô), e de para onde se vá (relativamente perto), ainda dá para “se virar bem”. Caso contrario…Outra coisa: dia destes fui ao banheiro em uma estação do metrô, aqui na “Cidade Olímpica”, cuja propaganda oficial vende a cidade ao exterior como sendo o paraíso na terra. Desisti, sem condição. Imagino a turistada dando de cara com “aquilo”. Qualquer chiqueiro é mais limpo. Vergonha absoluta.

            • CharlesAle

              Minha nossa, acredito que foi uma roubada o governo do Rio aceitar sediar essa olimpíadas! Muito investimento em coisas “supérfluas” e que logo ficarão abandonadas, como os estádios da copa. E esse desgoverno federal, que deve estar deixando o abacaxi todo na mão do gov. do RIo…

              • Mestre Fioda

                Considero uma roubada não só as olimpíadas. A copa do mundo também foi uma fria. Na minha opinião, mais um erro estratégico do governo do PT. Bilhões de dinheiro investido (bilhões porque houve muito roubo), sendo que o Brasil é um país carente de infraestrutura, principalmente logística, que torna os produtos aqui ainda mais caros. Além disso, duvido que deve o retorno alardeado pelas autoridades. A maior parte dos turistas eram latinos, que não gastaram tanto dinheiro assim. Além do erro de decidir sediar esses eventos não tiveram critério na hora de investir o dinheiro. Bilhões de Reais jogados no lixo Literalmente. Ainda bem que o brasil perdeu, mas parece que o povo não aprendeu com a derrota. Queria que o povo desse mais atenção a coisas mais importantes que o futebol. nada contra o esporte. Gosto e jogo minha pela da no final de semana. Porém, o futebol no Brasil para a maioria tem alto grau de importância. E nem é tão bom assim. é um futebol corrupto, mau planejado que privilegia somente os interesses dos empresários. O torcedor mesmo que se foda.

                • CharlesAle

                  Exatamente. Até havia me esquecido da roubada que também foi a Copa…

        • Sergio

          Tb acho que é pq é ruim mesmo. É igual qdo falam ‘ah, é todo metido aqui no Brasil, mas lá nos EUA eu sei que tal fulano trabalha limpando banheiro dos gringos…’
          E daí? Lá este emprego é digno e vc vive bem nesta profissão. Até por ser um emprego ruim ninguém quer fazer, e quem se sujeita, pode cobrar mais.

        • Racer

          É ruim mesmo, tem que melhorar muito para se tornar atrativo. Conforto, limpeza, pontualidade, super lotação…são só alguns pontos.

      • Gustavo Miranda

        Aliás, a violência é o nosso maior problema – e crescendo – aqui em Curitiba o negócio anda feio nos ônibus e nos sinais de trânsito, conforme aumenta o desemprego aumentam os assaltos…

        • th!nk.t4nk

          Pra mim o problema número 1 é a violência. Depois vem os pontos citados acima (pontualidade, qualidade). E em terceiro a questão de “pegar mal” em termos de status (tem isso sim, pois muita gente se recusa a andar até mesmo nos ônibus executivos, que são super confortáveis).

      • fbl

        Acho que é muito mais questão de oferecer realmente tranporte publico de qualidade e seguro como vemos em muitos países desenvolvidos do que preconceito das pessoas. Se nossos governantes conseguirem parar de roubar e investirem em transporte adequado sera um caminho natural para todos de todas as classes sociais utilizarem. Os governos alegam demais que metro é caro… Caro é roubar zilhões como estamos vendo as provas mais uma vez. Esse ralo é que nos impede em avançar decentemente em saúde, educação, segurança pública, transporte público, etc

      • Guilherme Borella

        O pior do Transporte Público está longe de ser o meio de transporte somente. Começa no calçamento público, no respeito ao pedestre, segurança pública, limpeza da cidade, respeito aos horários dos ônibus, etc…

      • João Cagnoni

        Eu acho que essa época já foi. Aqui em SP, boa parte da população anda ou andaria de transporte público, só não fazem devido à baixa qualidade do mesmo. Quem quer chegar no trabalho todo suado em um ônibus quente com gente pisando no seu pé?

    • SDS SP

      Apesar dos pesares, pessoal consegue tirar leite de pedra do metrô de SP com seu limitado alcance.

      • CharlesAle

        O Metrô de SP, apesar de insuficiente e lotado, realmente funciona muito bem. Comparável e algumas vezes melhor que muitas metrópoles mundo afora..

  • Rodrigo

    Daí a pessoa paga uma fábula por micro-apartamentos de 50 m2 (já há os nano-apartamentos com metade disso), não tem carro (talvez nem precise), vive neurótica por conta dos males dos grandes centros urbanos, não tem a menor qualidade de vida, não é capaz de produzir em casa seu próprio alimento, enfim, só beneficia as grandes incorporadoras e empreiteiras (e muitos políticos, claro).
    A solução pode ter sido essa há 100 anos atrás, hoje em dia (já há uns 30 anos, melhor dizendo) países desenvolvidos veem como solução o oposto. Quanto mais tirar a concentração demográfica dos grandes centros urbanos, melhor a qualidade de vida para todos (inclusive os que optam por viver neles).
    Pode haver também o meio-termo (muito comum em Londres e Chicago) privilegiar o transporte ferroviário para as periferias ou subúrbios, com grandes estacionamentos próximos às estações principais) subsidiados de modo que valha a pena o cidadão de outras cidades possa deixá-los pela manhã e chegar ao seu destino via transporte público.

    • Louis

      Eu fujo de grandes centros. Nasci em SP e nunca mais volto a morar lá. Meu sonho é morar em alguma pequena cidade dos EUA.

      • Oliveira17

        Nao iria tao longe, uma cidade pequena e se possível bem estruturada no Brasil ja estaria de bom tamanho.

        • Louis

          Moro em uma cidade “pequena” (cerca de 80 mil hab.) do interior de SP, e vou te falar, não é totalmente tranquila, violência chegou, só vivo em condomínio fechado, e praticamente todas as casas precisam de cerca elétrica.

          • Mr. Car

            Também morei no interior de São Paulo, em uma cidade até menor. Depois que mudei, só voltei após 14 anos. Conselho dos amigos que ainda moravam lá: “não vá andar pela cidade de madrugada como você fazia, que **** não é mais aquela cidade que era quando você morava aqui”. E não era mesmo. Uma coisa que me chocou e entristeceu, foi ver a praça da Matriz, onde tantas vezes fui lanchar em um trailer de madrugada, quando saia das baladas, infestada de travecos e fumadores de crack. Nunca pensei que um dia veria isto por lá.

            • th!nk.t4nk

              Exatamente. A violência até diminuiu um pouco em algumas capitais (como São Paulo), mas aumentou absurdamente no interior. Colocando tudo na balança, o Brasil nunca esteve tão violento. É uma pena ver o interior se deteriorando assim. Era o último refúgio mesmo.

              • Vagnerclp

                Eu sou da região de Jundiaí. Cresceu muito a população da cidade. Cerca de 40% dos imóveis vendidos aqui são para pessoas que eram da capital. O trânsito nos horários de pico está ficando infernal, a violência está aumentando pra caramba (os bandidos também estão chegando na city) e o prefeito evitando a construção de mais prédios na cidade (só estão em construção os projetos aprovados até 2012) e também a chegada de novos empreendimentos comerciais a não ser que tenha uma boa contrapartida na infraestrutura. A chegada da Havan aqui já virou novela, pois eles possuem filosofia de se instalar em beira de rodovias e seria na Anhanguera, mas acontece que nos horários de pico o trecho que corta a cidade já fica congestionado e eles não aceitaram entrar com infraestrutura pra adequar o movimento que a loja provocaria e o resultado foi: Vão montar uma loja muito menor e cerca de 1 km da rodovia (mas que também teve que ter investimento em infra, mas bem menor). Outra obra de grande porte que foi barrada era a construção do Iguatemi Shopping pelo mesmo motivo. Está em desenvolvimento o plano diretor participativo, onde a população pode acompanhar e dar opiniões e o prefeito diz que não quer que a cidade se transforme numa outra São Paulo.

                • CharlesAle

                  Na verdade esse prefeito está remando contra a maré! Pois é só entrar outro prefeito “liberal” com esse desenvolvimento todo..Que todo esse trabalho restritivo vai por água abaixo…

                  • Vagnerclp

                    Bom, tem muito morador aqui que está contra ele justamente por entender que está freando o desenvolvimento. Porém, os moradores mais antigos e tradicionais estão com ele, pois se sentem perturbados com o crescimento da cidade. O prefeito anterior (Miguel Haddad) foi um cara que liberou bastante o crescimento da cidade, provavelmente na próxima eleição, ele volta.

            • CharlesAle

              E esqueçam soluções a nível nacional para redução da violência. A impunidade foi a grande causadora desse mal que vivemos agora. Se mata e rouba pois o marginal muitas vezes sabe que não vai dar nada..

          • CharlesAle

            Quando da instalação da Iveco em Sete Lagoas..Sai daqui do ABC para morar seis meses em Sete Lagoas, a trabalho(instalando máquinas, sistema de produção). E como era a primeira vez que sai do ABC, estava gostando da cidade. Muito aprazível, nos dias de folga, ficava andando em volta de um lago no centro da cidade, agitadinha, bem bacana. Mas mudou muito daqueles anos (2000/2001) e hoje está bem mais populosa e violenta. Segundo amigos que fiz por lá e se comunicamos de vez em quando..

          • Oliveira17

            Nem os interiores estão escapando dessa violência.

      • Rodrigo

        Fiz esse movimento há quase 20 anos atrás e não me arrependo.

    • Marco Antônio

      Mas ai meu caro, o interesse dos políticos que está em jogo. Afinal, são eles que controlam o transporte público.

      • Rodrigo

        Pois é, foi o que escrevi. Na vdd o político ganha de todos os jeitos: na especulação imobiliária, no transporte público, na valorização do centro, na gestão pública, etc. só quem perde é o munícipe que acredita piamente que vive em uma megalopole no seu micro/nano apartamento

    • SDS SP

      Olha, trabalho em Jundiaí e moro em São Paulo e ainda não consegui me desligar da capital.
      Jundiaí é uma cidade muito agradável, mas ainda fica devendo alguma infraestrutura (em especial de saúde), além dos preços de venda e aluguéis dos imóveis não ajudarem em nada também. E para piorar, o trânsito piourou sensivelmente nos últimos anos.

      • Vagnerclp

        Sou desta região. Saúde você fala número de hospitais? Realmente tem poucos, público então piorou, só um pra atender todo o aglomerado urbano, pois os hospitais de Várzea e Campo Limpo são básicos. Eu faço o caminho inverso, trabalho em SP (zn). Imóveis aqui estão caros devido a especulação imobiliária e a restrição de oferta (novos projetos de ap sem aprovação e restrição na construção de condomínios horizontais), o que torna a oferta menor que a procura (que está aumentando por conta das pessoas que querem sair de São Paulo e aproveitam que a cidade tem proximidade com a capital). Outro problema e a falta de terrenos disponíveis, pois já se está chegando nas áreas limítrofes do município, atingindo a região rural e da Serra do Japi (no vetor Oeste, que aliás, é o que mais tem crescido na cidade nos últimos anos). Tenho acompanhado o plano diretor e a ideia é frear o crescimento da cidade.

        • SDS SP

          Hospitais e clínicas de algumas especialidades. Há pouco tempo, tive que ir para São Paulo para fazer alguns exames, pois em Jundiaí não era possível fazer pelo meu convênio.
          O que você comentou a respeito da especulação justifica os preços elevados, que chega a ser igual o superior que da capital.
          Uma pena, pois eu acho a cidade bem agradável

  • Pedro Henrique

    infelizmente, planejamento urbano tem que começar do 0…
    não da pra começar a fazer planejamento urbando em uma cidade que é histórica e cresceu descontroladamente, as medidas serão paliativas e só agravarão problemas já existentes..
    Quer planejamento de verdade? ou começa do zero ou vai refazendo tudo que ta errado de acordo com um real planejamento (tipo, aqui a rua VAI ser assim assim assado, com largura tal e VAI permitir prédio tal, não do tipo “aqui a rua É assim, então só pode prédio assim”)

    no fim, ambas custam caro

  • cefaf

    É muito mas MUITO melhor morar numa casa bacana com quintal e espaço em volta que num apartamento sem espaço e cheio de barulho e outras coisas. Não há nem como comparar.

    • CharlesAle

      Opa, com certeza..Já morei 12 anos em ap, e agora moro em uma casa térrea antiga, mas com terreno grande.E não volto para o ap por nada rsrsrs..

  • Mr. Car

    Ao NA: é sério mesmo que vocês vão censurar minha resposta ao Rodrigo? Uma vez que concordei com o exposto por ele, e em nenhum momento o agredi, não resta outra razão que eu possa imaginar para a censura, que a maneira veemente (porém sem nenhuma palavra de baixo calão) com que demonstrei meu desagrado com uma certa metrópole. Isto aqui não é um convento, onde qualquer palavra mais contundente vá chocar as freirinhas, ou um jardim da infância, no qual coisas como “bobo” ou “feio” ditas por uma criança, sirvam de motivo para uma reprimenda por parte da “tia”. Então, façam-me o favor!!!

    • Porque não pergunta o que está acontecendo antes de falar besteira? Não tem nenhum comentário seu apagado ou “censurado” como você está inventando.

      • Mr. Car

        Não? Escrevi há mais de quatro horas, e o NA o colocou imediatamente “sob análise”. Fora que até agora, não apareceu por aqui. Quando aparecer, eu apago a queixa, que não é “invenção” nem “besteira”, e sim, fato.

      • Mr. Car

        Agora sim, depois de cinco horas, apareceu, e retirei a reclamação.

  • The Monster Man

    O sistema de Curitiba está um caos, o trânsito está cada dia pior e as medidas tomadas pela atual administração só tem feito o mesmo piorar, infelizmente a quantidade de buracos e ondulações está crescendo assustadoramente, morei em Curitiba entre 1995 e 2015 e a mesma nunca esteve tão ruim e tão abandonada como nos últimos 6 anos.

    • Gustavo Miranda

      A cidade toda está jogada às traças, avenidas esburacadas, poucos ônibus nas vias e muitos assaltos… sem falar que esse trânsito 2D de cidade pequena não comporta mais o fluxo de carros. O que cansa é o mesmo discurso bairrista dos cidadãos, sempre contra melhorias para não mexer na estética da cidade, defendendo pedágios no centro, rodízios entre outros sistemas que negam que o aumento da frota de carros é iminente e inevitável. Pontos caóticos como o cruzamento da Av Afonso Camargo da Rodoferroviária com a Mariano Torres e a Visconde por exemplo já necessitam de elevados como os de São Paulo na região da Marginal Tietê com a Lapa, feio ou bonito, evita que todo mundo tenha que passar por um pequeno gargalo para ir a diversos pontos distintos da cidade.

  • Pedro Henrique

    sim, mas foi bem planejada desde o começo, mesmo que “sem querer”
    pegue uma cidade tipo salvador por exemplo, ou rio de janeiro, ou florianópolis(que eu conheço bem hehe)
    florianópolis apesar de não ser uma capital muito grande(a cidade não dever nem 1 milhão de hab) o transito é caótico, e quanto mais vai para a região metropolitana, piora… ruas estreitas + prédios altos + relevo…
    é uma região que, do ponto A ao ponto B você tem no máximo 2 ou 3 alternativas… e quando da acidente na mais usada (Br 101) as outras travam e tudo trava…
    e ultimamente nem precisa de acidente pra travar, só pelo trafego intenso ja fica tudo travado e qualquer idinha ao mercado(uns 5~10 km) pode significar mais de meia hora perdida sentado no banco do carro

    • Augusto

      Realmente Florianópolis tá um caos

  • Sergio

    Pra quem quiser se aprofundar no tema, sugiro a visita do site em questão, fonte desta matéria. Foi eu quem enviou este link, e recomendo o site Caos Planejado.

  • Bruno Silva

    Li um artigo recentemente falando o quanto a descentralização das cidades foi mal planejada. Aliás, a criação de novos “mini-centros” foi extremamente prejudicial, com vários sentidos de trânsito, gerando congestionamentos, necessidade de vários modais de transportes. Enfim, faz sentido.

  • fbl

    O negócio é tao tosco e mafioso que por exemplo no Rio temos as aguas calmas da baía de guanabara e milhões de pessoas dependem de onibus para atravessar pela ponte rio x niteroi para chegar a capital quando o logico seria acrescentar outras linhas maritimas para outros municipios e nao so niteroi x rio. Ta tudo errado. Enquanto isso os empresarios de onibus reinam e sempre dao aquela moral nas eleicoes.

  • Racer

    O DOTS pode ser traduzido em empilhamento urbano. Um monte de gente morando espremida em “apertamentos”, sem qualidade de vida nenhuma.

    • Castle_Bravo

      É que quem idealiza este tipo de coisa é aquele cara que almeja viver num lugar como Nova York ou Londres, que normalmente é solteiro e não tem carteira de habilitação. Este é o modelo perfeito caso todas as pessoas quisessem este estilo de vida, o que felizmente, não é o caso.

  • CharlesAle

    No Brasil pelo menos: Precariedade de empregos, saúde pública muito ruim, falta de oportunidades etc.. Acabam empurrando uma massa de pessoas para os grandes centros. Se tivéssemos um interior onde esses fatores fossem satisfatórios, com certeza muitos nem pensariam em vir para as cidades grandes..