Governamental/Legal Mercado Montadoras/Fábricas

Anfavea quer Inovar-Auto melhorado

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O Inovar-Auto termina em 2017, mas a Anfavea quer um novo programa automotivo para o Brasil, que tenha efeito a longo prazo. A ideia é que o novo programa tenha validade de 10 anos com revisão em 5 anos. O objetivo é que o governo permita que as montadoras possam definir estratégias e se organizar melhor para atender as exigências do governo.

A Anfavea recebe o apoio do Sindipeças e ambos pedem que haja uma política industrial mais sólida, que atraia o interesse dos fabricantes e autopeças em investir no mercado brasileiro.

As duas entidades também pedem a manutenção de incentivos para eficiência energética, pesquisa e desenvolvimento, conectividade e segurança, além do adensamento da cadeia de autopeças nacional.

Os fabricantes de autopeças exigem maior participação do setor em um novo programa automotivo, já que o Inovar-Auto prejudicou o setor, cuja participação nos carros importados, por exemplo, caiu e 25% para 14%.

[Fonte: Automotive Business]





  • Fanjos

    Tem que dar fim nesse lixo de lei comunista….ops…desculpe, como já falei, até os comunistas cobravam menos imposto de importação.
    O HuEzil é Ultra Comunista Esquerdista

    • leomix leo

      Sindipeças é um sindicato? Opa então não preta e não vale de nada esse inovar-auto…

    • Louis

      Citaram Sindipeças, mas certeza que CUT, Força Sindical, etc também darão “pitacos”, afinal os sindicatos mandam e desmandam neste país.

      • Rodrigo

        Mandavam (se Deus quiser e a Presidanta for impichada).

        • Louis

          Ainda mandam, o Paulinho da Força (deputado) é forte no congresso, tem muito deputado que é próximo aos sindicatos, pode ver que quanto o Temer tenta fazer algum corte para o bem do país, não consegue aprovar. Por isso o governo abre as pernas para os sindicatos, eles conseguem muita coisa ainda… Mas no fundo a culpa é de quem votou nesses esquerdinhas fd p.

          • Rodrigo

            Nem tanto ao céu nem tanto ao inferno, hehehe.
            Não sou esquerdinha que fique claro, mas fiquei p* da vida com o que o Temer disse que não vai mexer nos direitos dos militares na reforma da previdência que pretende fazer. As milhares (talvez milhões) filhas solteironas (no papel) de militares agradecem pela pensão vitalícia!

            • Louis

              Também não gostei, os direitos deveriam ser todos iguais.

    • Renato

      As coisas nesse país só “funcionam” por força de lei. Só temos airbag e abs porque obrigaram por lei. Tiveram que criar outra lei para tornar item de série o brake light, que deve custar 10 reais para a indústria automotiva.
      Hoje as montadoras estão investindo em motores 3 cilindros, e turbos, devido essa lei de lixo que vc se refere.

      • Ernesto

        Agora imagine um mercado livre, onde teríamos carros importados com todos ou quase todos os opcionais? As montadoras aqui, para concorrer com esse importados, eles teriam que também oferecer mais opcionais em seus carros. Você se lembra quando a JAC lançou aqui o J3 “completo”? O que Ford fez com o Fiesta? Precisamos sim é de menos Estado!

        • Eduardo

          Boa Ernesto!

        • Daniel

          Mercado livre no Brasil? O país dos carteis?

          O maximo que conseguiriamos com isso seriam um monte de chineses inseguros.
          Nos anos 90 foi a mesma coisa com os coreanos… vieram aos montes, e acabaram nos ferro velho pq não tinha peças, não tinha segurança nenhuma pro consumidor.

          O sistema tá errado, mas, propor um pior ainda?
          Inovar-auto fez muita coisa boa, obrigatoriedade de airbag e abs tbm, hoje nossos “bateu-morreu” são os carros 3-4 estrelas de 5 anos atras, ou seja, já melhorou um monte.
          Outra coisa boa do inovar-auto é que forçou as fabricas (que antes eram livres pra trazer os melhores motores, mas não traziam, pq aqui só tem macaquito) a trazerem motores modernos e economicos.
          Ou vc acha que se não fosse o inovar auto a GM ia colocar direção eletrica na linha de entrada? e a caixa de 6 marchas? (e foi a que menos fez!)
          Nessa brincadeirinha, hj temos Jetta 1.4T no lugar do 2.0 “santanossauro”, temos o Cruze 1.4T no lugar do “corsatec”… temos o Golf que vai receber o 1.0 TSi (e eu já vi testando na Bandeirantes… aceleração que não deixa a desejar!) tudo isso fazendo boas médias de consumo.
          Antes do inovar auto e com o “livre mercado”… o Cruze era 1.8, mesmo tendo o 1.4T lá fora… o Jetta era 2.0 8v beberrão e com 116cavalos mancos…

          Precisamos sim do Estado! O que precisamos é de uma reforma no Estado, mudar o sistema com seus toma-lá-dá-cá… diminuir o numero de deputados, senadores, etc…
          E, se temos os problemas que temos hoje é pq os políticos se corrompem junto com os industriários… o tal do “livre comercio” seria entregar na mão dos industriários tudo de uma vez…
          Por isso é importante temos um governo que ao menos de vez em quando, se importe com a população.

          • Renato

            Exatamente Daniel.
            O mercado no Brasil é um verdadeiro cartel.
            Com a alta do dólar, as alemãs justificaram o aumento de preço dos carros que eram vendidos por volta de 120k. Agora vendendo os importados por 150k, abriu espaço para Toyota, Honda, gm, Ford, venderem os carros médios por 107k… 125k….
            Piada

            • Ernesto

              Piada é usar esse seu argumento para ser contra o livre mercado. Justamente por não haver livre mercado é que existe alguma forma de cartel.
              Sobre aumento, existe não somente a questão do dólar, existe também a inflação que é muito maior que a divulgada pelo governo.

          • Ernesto

            Mais Estado? Sabe o que é mais Estado? Antes de escrever tanto como você escreveu, leia o que é livre mercado. Iria poupar meu tempo.

            • Daniel

              Sim, já li a teoria do livre mercado, e linda e emocionante!… cite algum lugar que ela funcionou na pratica. Cite motivos pra acreditar que ela funcionaria tão lindamente no Brasil.

          • Tosoobservando

            Querendo ou nao melhoraria os nacionais com a concorrencia, carros importados baratos é um mal que vem pra bem. Trazer tudo que vc falou mas cobrar o absurdo que estao cobrando por isso nao resolveu nada e nao da credito ao Inovar Auto.

          • Pedro Rocha

            Nem lá nem cá. Defendo o Estado mínimo menor até do que o aceitável por muitos liberais, mas o liberalismo por si só, sem o Estado como “player” na defesa da concorrência (disse defesa da concorrência, não controle ou intervenção econômica) tende naturalmente ao monopólio. Para não sairmos do assunto, basta compararmos a quantidade de marcas independentes de veículos existentes antes da 2ª Guerra Mundial (quando as grandes marcas encheram as burras de dinheiro vendendo veículos de transporte e mesmo de combate para os Estados em guerra) com a que temos hoje.

      • Pedro Rocha

        Antes do INOVAR-Auto, quem procurava sedan médio japonês TOP de linha também olhava a C-180 e picapeiro com carteira C podia comprar RAM 2500 pelo preço de Hilux SRV.
        Estaríamos mais evoluídos se nosso mercado fosse livre, não com o desgoverno criando dificuldades para vender facilidades para quem pagasse propina, como vimos a CAOA dando dinheiro para familiares de Lula.

    • Luis_Zo

      Não é Lei (Inovar Auto) Fanjos, é programa. As montadoras assinaram por livre e espontânea vontade, tanto que teve algumas que escolheram não fazer parte.

    • T1000

      O Brasil já viu esse filme e não aprendeu.
      Lei comunista para reserva de mercado.
      Vai se transformar numa quebradeira quando aparecer outro presidente doido que nem o Collor para revogar as taxações sobre os importados.

    • Dezen Seide

      A matéria deveria começar assim: “Anfavea quer lucro das montadoras melhorado” e já sabe por onde começar

  • Louis

    Faz teempo que perdi o prazer de trocar de carro. Dou valor ao meu din-din.

    • Fanjos

      Tb, alias eu vou é vender meu Cruze esse mês e ficar só com o Upzinho mesmo, nada de comprar carro novo para mim.

      • Franco da Silva

        É por aí. Com as ruas cada vez mais cheias, andar de carro é (infelizmente), cada vez mais, só ir de um lugar para outro. O prazer de dirigir acabou!
        Então, quanto menor for o carro e menos gasto ele der, melhor.

  • Alexandre

    Durante todo esse Inovar-Auto, a ANFAVEA ao invés de facilitar a aquisição do automóvel, só encheu o bolso das montadores e sem contra-partida para o consumidor e ainda assim quer mais outra projeto como esse? Vai mama na teta do estado pra lá rapaz…

    • Zoran Borut

      Desde o descobrimento dessas terras, a maioria se ferra a vida inteira para uma minoria tirar um bom lucro e mandar para o outro lado do Equador. E o nosso Estado, ao invés de ser controlado pelo povo para atender realmente às demandas deste, sempre foi controlado por essa minoria para atender às próprias demandas. Nada mudou.

      • Rodrigo

        Eu acho muito bonita essa estória do “povo controlando o estado”, só não vi isso na prática dar certo até hoje. E acho que nunca vou ver, pois fatalmente acabará no cenário inicial. Mesmo na extinta URSS que foi o modelo mais próximo do verdadeiro socialismo, a coisa acabou no que acabou.

        • Zoran Borut

          A URSS parou no socialismo (propriedade estatal dos meios de produção e das terras, portanto com economia planificada), mas não avançou até o comunismo, que seria a participação da comunidade em sua própria gestão. Poderíamos ter um país melhor se houvesse meios de o povo participar ativamente usando as tecnologias atuais, porém o conflito de interesses seria gigante e obviamente quem detém o poder econômico jamais permitiria isso.

          • Rodrigo

            Pois é, somente como consequencia de uma catástrofe de proporções globais ou mesmo a total falência do capitalismo nos moldes em que o conhecemos, permitiria a implantação de uma sociedade nos moldes que você apresenta. Digo isso pq a Globalização está aí e é um caminho sem volta. Ainda que toda uma nação esteja orientada a esse tipo de sistema político-econômico, ela não se sustenta se tiver nações contra (afinal, mercado interno é limitado em termos de consumo e produção).

            Percebo uma mudança comportamental nas gerações mais jovens (mais notadamente nos países desenvolvidos), onde o “ser” vem cada vez mais tendo prioridade em relação ao “ter” e o coletivo está mais evidente que o individual (uber e outros serviços de compartilhamento são tendências para o futuro), startups, moeda virtual, entre outras coisas, que talvez permita algo próximo disso que você acredita ser certo. Mas acho que levará pelo menos mais uns 50 anos até que isso comece a se consolidar.

  • Herminio Botelho

    O Innnovar Auto foi uma das pouquíiiiiiiiiiissimas coisas legais que o governo dessa miserável fez. Bem ou mal, obrigou os carros a progressivmente consumir cade vez menos ano a ano, e isso já aparece efetivamente no line up das montadoras. Ponto pra quem conseguiu convencer aquela anta.

    • Eduardo Brito

      Mas tbm pôs um imposto abusivo de 30% de IPI em cima dos importados e está sendo contestado na OMC.

    • T1000

      o inovar auto criou reserva de mercado para as carroças nacionais.
      se continuasse deixando os importados entrarem, as nacionais seriam obrigadas a melhorar seus produtos.
      quando o inovar auto e a sobretaxação acabarem, vai ser uma quebradeira geral no setor, como já vimos no passado.
      Parece que o Brasil não aprende com os erros.

    • João

      Eu também aprovo…
      Esse negócio de “carroças” era o discurso do Collor, um demente que se locupletou das POUPANÇAS (o investimento bancário mais seguro que existe), apenas para ver carrinhos mais bonitos nas ruas, porém acessíveis a uma pequena camada…
      É a mesma coisa que acontece em Cuba: agora vendem carros importados lá, mas custando 200 anos de trabalho de uma pessoa pobre…
      Ou seja, “abrir importações” para que as pessoas sonhem com carros bonitos não adianta nada, pois vão continuar pobres babando nas vitrines.
      É preciso fortalecer a renda…. E o Inovar Auto tem esse condão: gerar empregos, melhorar a renda de famílias, fazer o Brasil EXPORTAR.. Nós já estamos exportando até BMW X1 para os EUA (ou em vias de exportar), e assim vai.
      Um dos conceitos mais básicos de economia é exportar mais do que importar… Só que os alienados/viciados em carrinhos bonitinhos só pensam em embelezar sua garagem.
      Eu gosto de carros também… Se não não estaria aqui. Mas em tudo na vida é preciso bom senso

      • Daniel

        Perfeito João.

  • th!nk.t4nk

    Todo país desenvolvido possui programas de incentivo a P&D. Não faz sentido esse ódio que muitos sentem pelo Inovar Auto. Não foi tão bem executado, lógico, mas é um começo. A respeito do preço dos automóveis, esse é um assunto totalmente diferente. Pra início de conversa o preço dos carros no Brasil é bastante similar ao da maior parte do resto do mundo (tirando EUA e meia dúzia de países). Pesquisem. O grande problema do Brasil é a perda do poder de compra do Real, e dos baixos salários. Incrível como ninguém enxerga isso ou faz de conta que não vê.

    • Victor Porto

      Cara, na realidade eu acho q essa falta de visão é cultural do brasileiro, que só enxerga o resultado no fim da cadeia. Nesse caso específico dos preços cobrados aqui, tudo aqui é caro, mas bem mais caro devido à desvalorização da moeda e diversos outros fatores, mas a única coisa q o pessoal comenta é “o carro no Brasil é o mais caro do mundo”.. Resumindo: falta informação e pesquisa a boa parte da população para respaldar uma informação e repassá-la de imediato..

      • Dezen Seide

        Falta de visão?
        Até um cego, surdo e mudo sente a carteira esvaziar quando compra qualquer coisa nesse país corrupto
        Brasil é um dos países com pior distribuição de renda per capita, piores níveis de IDH (índice de desenvolvimento humano), pior educação, saúde, infraestrutura básica, enfim passaria horas citando exemplos
        Não venha com esse papo de desvalorização de moeda
        Argentina tem um câmbio flutuante desfavorável e mesmo assim tem condições de um argentino consumir e ser gente num mundo capitalista

        • Heisenberg

          “um argentino consumir e ser gente num mundo capitalista” ele consegue apenas sobreviver… nada diferente de um brasileiro. O custo de vida aumentou horrores.

          • Dezen Seide

            Vc está falando do brasileiro, que sobrevive com um salário miserável e ainda trabalha 6 meses do ano pra sustentar o governo (seria comunismo ou capitalismo?)
            Regime comunista, tipo Cuba, Venezuela tem essa situação estapafúrdia
            Opa espera, estamos numa democracia com eleições seguras, com urnas absolutamente invioláveis

            • Heisenberg

              Exatamente esse brasileiro… não difere do argentino do governo neoliberal de Macri.
              El País: “Argentina tem 1,4 milhão de novos pobres desde que governa Macri”
              El País: “Por que a Argentina é o país mais caro da América Latina?”
              Dinamarca se trabalha 175 dias é comunista? França 165 dias é comunista? Itália 162 dias é comunista? Pelo teu raciocínio EUA é comunista, já que lá se trabalha 89 dias e o México é o mais democrático de todos com apenas 71 dias… A falta de retorno desses impostos é inquestionável, mas usar esse argumento é estapafúrdio.
              *E a tributação não foi invenção do Comunismo… dá uma olhada de onde originou as % dos impostos no Brasil e quem assinou.

              • Tosoobservando

                NOssa quem afundou a Argentina foi os Kichner, nao confunda alhos com bogalhos, o Macri ta tentando tapar o sol com a peneira. A America Latina se estrambelha com estes governos de pseudo esquerda que so aumentam os carteis e as desigualdades, e deixam os países quebrados.

                • Heisenberg

                  Confundi nada… Macri possuía como bandeira um governo de zerar a pobreza (com o projeto Pobreza Zero) e criticava o governo de Cristina (que foi um desastre) devido aos altos números. Até o lastimável governo de Cristina não alcançou esse nível.
                  *Menem que levou a Argentina ao buraco

                  • Tosoobservando

                    Quanto tempo tem Machi no governo mesmo?

                    • Heisenberg

                      Muito pouco para fazer tamanho estrago…

                    • Tosoobservando

                      Baixar impostos em setores chave, como o automotivo, e retirar subsidios que estavam quebrando o país, alias muito parecido com um certo outro país vizinho, é estrago?

                    • Heisenberg

                      O meu ceticismo com o que Macri está fazendo não é por menos… Menem andou por esses caminhos e levou a Argentina para o buraco. Espero mesmo quebrar a cara, os números da Moody’s indicavam um crescimento (mesmo que tímido), mas agora indica um recuo da economia.

                    • Tosoobservando

                      Serio mesmo que vc nao atribui aos Kitchner o buraco que a Argentina esta? Tambem nao deve responsabilizar o Lula e a Dilma pelo que o Brasil virou ne, sera culpa do Temer que governa ha o que , nem 3 meses?

                    • Heisenberg

                      Releia o q escrevi… Chamar o governo de Cristina de desastre com certeza não é elogio. Entretanto esquecer a situação em que ela pegou (e o finado Nestor) seria o mesmo que esquecer a situação atual do Brasil e querer que ao final do mandato do próximo presidente o Brasil já esteja de volta ao eixo…

                    • Tosoobservando

                      Daqui a pouco vc vai dizer que a situação atual do Brasil é culpa do FHC, que Lula e Dilma passaram estes anos todos so consertando o que ele deixou.

                    • Heisenberg

                      Se for pra vir com ideias pré-concebidos melhor nem debater…

      • carroair30

        Mas o poder de resolver isso esta com o povo que vai na realilidade comprar o carro,apartir do momento que nao se comprar ,nem que seja por um determinado tempo ,tudo vai mudar vcs imaginem as montadoras nao vendendo carro o que sera delas? isso forçaria as montadoras a reverem seus lucros,mas aqui na banania ninguem entende isso,entao se eu fosse dono de uma montadora ia cobrar caro mesmo,e dai tem quem pague!!!

        • João

          Isso seria ainda pior. Empresário não vive sem lucro.. Elas iriam fechar as portas e ir embora, ficando milhares de empregados a ver navios.

          Se vc tivesse grana e uma ideia genial… Vc iria vender a preços módicos p/ ser bonzinho ou vc iria querer ficar rico vendendo tal produto?

          E outra, tá provado que as quedas nas vendas causaram demissões e aumento de preço. Essa teoria é furada.

          PRA MIM, o preço dos carros aqui é caro por: Juros altos (bancos, e não governo) + impostos no consumo. (vale lembrar que nos EUA TODO MUNDO, EU DISSE TODOS, compram carros “financiados”, naquele sistema de leasing pelo qual se devolve o carro no final do negócio. Aqui chamamos de “financiamento balão”. Mas lá os juros são baixíssimos).

          Quanto aos impostos, novamente nos eua, apenas 30% do tesouro do Estado vem do consumo. 70% é da renda, da propriedade privada, da herança das pessoas.
          Aqui é o contrário: O Governo vive dos impostos praticados no consumo e nos serviços, tributando menos a renda, a propriedade imóvel, não tributando fortunas, e outras coisas.

          Em suma: aqui, quem ganha bem paga menos imposto… E quem ganha mal, não consegue consumir NADA. Isso gera o chamado caráter regressivo dos impostos, fazendo crescer a desigualdade

          • Zoran Borut

            Ufa, alguém lúcido neste site! Todos aqui apedrejam os impostos que pagamos, mas ninguém menciona que 47% desses impostos são para juros da dívida pública, ou basicamente sustentar rentistas e banqueiros.

      • Tosoobservando

        Entao vcs querem dizer que se hoje o 1 real valesse 1 dolar ou 1 euro, teriamos milagrosamente carros pelo mesmo preço que Eua e Europa, como um Nissan Versa por R$12 mil (como nos Eua) ou um Sandero por R$6.990 (como na Alemanha)???

    • Tosoobservando

      Entao a gente devia ganhar em dolares pra comprar em dolares? O que justifica um Civic aqui ta custando entre US$27 e US$38 mil dolares, sendo que nos Eua custa entre US$18.640 a US$26.500??? E vc diz que custa o mesmo que la fora? E olha que nos ganhamos 1/4 do que o americano em medio ganha, em dolares. Vc esta totalmente desinformado.
      O Euro nao serve de base pq ele vale ainda mais que o dolar e nao da pra ficar fazendo conversão assim. E nao sei qual outro país que o preço é igual aqui.

      • Louis

        Grande parte da diferença com os EUA são impostos. Mas tem a questão “custo-Banânia” também, além da cadeia produtiva, o logístico e o comercial têm custos maiores por aqui. E, claro, montadora que se arrisca a investir na Banânia exige um “prêmio” maior pelo risco, assim naturalmente eleva suas margens por aqui.

        • João

          Primeiro que meu país se chama BRASIL… Se vc mora numa Banana, eu moro no BRASIL e sou brasileiro… Vivo muito bem aqui e adoro minhas raízes…
          Segundo, eu diria que o custo-Brasil envolve principalmente os juros e os riscos trabalhistas. Questões logísticas e comerciais não integram esse problema, no meu ponto de vista.

      • Mas via de regra nos EUA tudo custa menos. Tenta comprar um relógio Rolex nos EUA e verás que o preço é menor que na maioria dos países europeus. O mesmo vale para eletrônicos. Se você entrar no site da Bmw da Alemanha e montar um carro com os mesmos equipamentos vai notar que o custo é bem maior na Alemanha do que nos EUA, mesmo que o carro vendido nos EUA seja fabricado na Alemanha. Até onde sei isso não vale só para automóveis, vai desde vestuário e passa até por comida , que na Europa custa bem mais.

      • Marcio Santos

        O que justifica é que lá o imposto é 7% e aqui é de aproximadamente 40%, destes U$27.000 apenas U$16.200 são divididos entre concessionários e honda.
        Mais um detalhe, o preço que nós vemos nos sites dos fabricantes americanos é sem imposto, ponha mais 7% sobre estes valores.

    • Zoran Borut

      Eu estava pensando isso ao ler a reportagem. Vou citar um caso que espero que a moderação não apague como vi apagar o de outro leitor que falou do mesmo assunto. Na época do lançamento do Plano Real, o salário mínimo era 70 reais, e o salário de um gerente bancário girava ao redor de 3 mil reais. Esse gerente pagava na mensalidade de seu carro novo cerca de 300 reais mensais, mas para a empregada de sua casa pagava apenas o salário mínimo, o que já era muito os padrões daquela época naquela cidade. Isso é uma boa ilustração de como se dá a distribuição de riqueza no Brasil. Nossa disparidade salarial é gigante, e não é só questão de salários. Lucros de empresas podem ser vistos sob a mesma ótica. Manda-se para fora muito do que se obtém com a riqueza natural que temos, muito do que se aufere com o trabalho do brasileiro. Com isso, não desenvolvemos um mercado consumidor com todo o potencial que temos. A explosão de vendas alimentada pelo crédito à baixa renda e pelo aumento do salário mínimo acima da inflação mostrou que temos um grande mercado consumidor interno adormecido – e que vai continuar adormecido no que depender dos interesses de quem mais lucra com o trabalho brasileiro.

    • João

      O que eu acho mais engraçado é que as pessoas que foram incentivadas a achar que isso é “comunismo”, e vivem atirando pedras no Inovar Auto, são pessoas que geralmente flertam com o Trump.

      Agora imagina contar para eles que toda a linha econômica do Trump se baseia em parar de fabricar no México e na China, fechando o mercado e obrigando os americanos a comprar coisas apenas feitas em solo nacional, p/ fortalecer o emprego no País e a economia interna?

      Ou seja, é uma opinião ainda muito mal formada, baseada talvez em opiniões alheias de gurus ou ídolos, mas pouco estudada e combatida com ideias contrárias. Muita gente hoje lê qualquer bobeira na internet e acha que aquilo é a reposta final pros problemas do mundo…

      Antigamente a gente ia no médico com o exame lacrado. Hoje o cara chega no médico já tendo pesquisado tudo na Wikipedia e sabendo os remédios para aquilo etc. Só que informação NÃO É conhecimento, o médico ainda é importante pela sua experiência, conhecimento aprofundado, capacidade de filtrar informações boas e ruins ,etc

  • fschulz84

    Tudo que tem iniciativa ou apoio da ANFAVEA, tenho convicção que o correto deveria ser exatamente o contrário.

    • T1000

      ANFAVÉIA

  • CanalhaRS

    Tem é que acabar com barreiras e abrir o mercado para os importados.
    Livre concorrência nunca fez mal a nenhuma economia. Até porque todas as marcas que estão no país são estrangeiras, não há nada de “nacional” para proteger.

    • Heisenberg

      “Livre concorrência nunca fez mal a nenhuma economia” Deve ser por isso que nem há protecionismo nos EUA contra os produtos chineses (assim como com os produtos brasileiros) e vice-versa.

      • Fanjos

        O protecionismo americano é o protecionismo “do bem” porque lá o protecionismo é na base de subsidio do governo e não com impostos proibitivos, os produtos podem ser vendidos lá, mas não conseguem competir com o preço do produto americano x qualidade, já que o valor do americano fica melhor para as pessoas. Já aqui no país Banânico é o contrario, aqui entope de imposto e que se lasque o consumidor, fica na mão dos carteis pagando absurdos.

        • Zoran Borut

          Qual é a diferença entre aumentar o imposto para produtos estrangeiros, e reduzir o imposto para produtos nacionais?

          • Fanjos

            A diferença básica é que subsidiar deixa os preços para as os consumidores mais em conta e o aumento de impostos, torna o preço mais salgado

            • Zoran Borut

              Pelos aumentos de preços que tivemos enquanto ainda vigorava o IPI reduzido, parece que essa lógica não funciona muito bem por aqui.

              • Fanjos

                Sim, nenhuma lei de mercado funciona bem no HuEzil, aqui é cartel…cartel everywhere

        • Rodrigo

          É, mais ou menos. Os carros mais vendidos lá (tirando as pickups) não são produzidos por lá. Ou são japoneses ou mexicanos.
          O que os EUA fazem é costurar acordos bilaterais / multilaterais com economias fortes, ou explorar as mazelas de economias pobres. Basta ver a etiqueta de cuecas, meias e outros produtos industrializados de baixa complexidade: Made in Pakistan, Bolívia, Honduras,…
          Ao bem da verdade o que os EUA oferecem e praticam é as duas caras da moeda do capitalismo: o lado otimo e o lado péssimo.

      • Filipe Augustus

        Tanto que os carros europeus são bem caros nos EUA, até pela diferença em relação ao Euro e Dolar!

        • Fanjos

          A maioria dos carros europeus são pequenos tambem, americano curte carro grande.
          E praticamente todas as fabricantes do mundo de interesse americano já estão lá, no Canada ou Mexico que são do lado, tirando carros de nicho, americano não sente falta de carro europeu.

          • Filipe Augustus

            Tem muito BMW, Mercedes e Audi, além dos Volkswagen sendo vendidos lá, me refiro a esses carros, ou algumas versões do Golf que custam quase 40 mil dólares, mas que um Cadillac CTS por exemplo! Falta falta eles não sentem, mas tem muitos europeus que apesar de caros, vendem bem lá! O que não é o caso do Golf R, ou do Tiguan/Touareg.

            • Fanjos

              Mas se não me engano essas empresas tem fabrica lá também, então é europeu fabricado lá, americano basicamente não precisa importar carros, só do Canada ou México como falei

            • Guilherme Batista

              BMW, Audi e Mercedes são caros no mundo inteiro, até mesmo na Europa

      • Guilherme Batista

        7 dos 10 carros mais vendidos nos EUA são asiáticos. No ranking das Pickups a Toyota Tacoma já está colada com a GMC.

        Se quando vc diz que os produtos europeus são caros nos eua e se refere a BMW, Mercedes e Audi, essas marcas são caras no mundo todo, até mesmo na europa.

        Então não vejo nenhum protecionismo que atrapalhe a população de lá.

        • Heisenberg

          Não falei de carro… vc confundiu com outro post. Falei do protecionismo no geral (e exatamente na seletividade de praticar o “livre comércio”).

          • Guilherme Batista

            Mas você há de concordar que seu post não especifica produto algum, e o NA é um site sobre veículos. É bem fácil de deduzir que esteja falando sobre carro

            • Heisenberg

              O estudo que referenciei fala do agronegócio… é de se imaginar que não seria no setor automotivo.

        • Gustavo73

          Carros “asiáticos” made in USA, na pior das hipóteses Canadá ou México(NAFTA).

          • Guilherme Batista

            Sim, mas o dinheiro ainda vai pra fora . Além dos carros serem baratos e de qualidade, ja no Brasil…

  • dallebu

    Acho que o governo deveria se meter no setor automotivo com apenas três tipos de regulamentação: Segurança, eficiência e níveis de emissões, sendo que em segurança exigir níveis mínimos para um carro ser comercializado (exemplo 3 estrelas) e ESP.
    Em eficiência deveria ser desenvolvido um coeficiente de eficiência energética que levasse em consideração o Consumo x Potência x Peso x Aerodinâmica, sem levar em conta a cilindrada. (Exemplo, um Golf 1.4 de 1.200kg com 150 cv fazendo 12 km/l na cidade e 15 km/l na estrada ganharia nota A, enquanto um Mobi de 920 kg e 76 cv fazendo os mesmos 12 km/l na cidade e 15 km/l na estrada ganharia nota C).
    Colocaria IPI 2% igual para todos os carros, independente da cilindrada ou utilidade, e colocaria um imposto sobre a poluição, dependendo da nota A, B ou C (5% – 10% – 15%).
    Em relação aos níveis de poluentes continuaria como está.

    • Tosoobservando

      Utopico em terra brasilis, seriamos invadidos por carros do mundo todo vindo de países com excelencia em produção e exportação, por preços muito mais baratos que os feitos aqui. Quebraria a industria nacional (que é composta por multinacionais). Mas eu tambem nao acharia ruim.

    • ViniciusVS

      Na teoria é bom, na prática não sei se funcionaria.

      Nosso mercado é de exploração, as montadoras ou faturam o esperado pela matriz seja com numero de vendas ou com margem de lucro maior, ou simplesmente fecham as portas e vão embora jogando todos os funcionários na rua e deixando quem comprou modelo 0km chupando o dedo sem autorizada ou com pós venda deficiente operando por obrigação legal.

      O Brasileiro reclama de carro Indiano mas esquece que ele é emergente também ( Brics) sofre problema inflacionário, sofre com desemprego, sofre com renda baixa, sofre com péssima estrutura de mobilidade sendo o carro uma necessidade e não um artigo de luxo, o custo de produção irá aumentar e o Brasileiro que hoje compra um meio de transporte como Classic, Onix Joy, Mobi, Uno, Palio e cia conseguirá pagar 60 mil em um 1.0 TurboFlex injeção direta com múltiplos Airbags e itens de segurança? deveria mas infelizmente o mundo real não é assim.

      Independente da origem das montadoras, se tem planta aqui ou importam, o Brasil continuará sendo um mercado de exploração ( Emergente) Pode abrir para todas as montadoras do mundo, não necessariamente concorrência faz os preços caírem. no nosso caso acredito mais no aumento dos preços pois o mercado será dividido em mais fatias. ai entra o faturamento mínimo de operação. e com certeza ocorrerá a formação de cartel. o foco aqui não é entregar qualidade, brigar por vendas mas sim sugar o máximo de dinheiro possível.

      São medidas importantes, na teoria é muito legal mas para funcionar precisa de uma base, e nossa economia está em uma situação lamentável.

      Conseguindo estabilizar esses pilares, acredito que em um futuro podem ser boas medidas, mas hoje isso seria um grande tiro no pé.

      • Heisenberg

        “Pode abrir para todas as montadoras do mundo, não necessariamente concorrência faz os preços caírem. no nosso caso acredito mais no aumento dos preços pois as vendas pois o mercado será dividido em mais fatias.” Descreve exatamente a aberração que há por aqui.

      • Edson Fernandes

        “Ai entra o faturamento mínimo de operação. e com certeza ocorrerá a formação de cartel.”

        Além do que vc disse, eu discordo veemente do que vc disse nessa frase acima. Pense comigo: Você tem um mercado que vende 10 laranjas por dia. Amanhã, abre um mercado ao seu lado e das suas 10 laranjas, agora vc vende 6 ou 7 e os demais do outro mercado.

        De repente… abrem mais 5 mercados ao lado e vc se vê vendendo 3 laranjas. O que vc vai fazer para manter seu negocio atrativo? O que irá atrair consumidores?

        Então… se coloque agora no lugar de concessionarias… vc acha mesmo que não haveria pressão para tornar o mercado competitivo a ponto de não rolar uma baixa de preço para vender melhor?

        Ninguem desejaria ser uma marca que ocupava 15% a 17% e de repente ocupar cada um patamar de 3% a 7% do mercado. Ou seja… a empresa teria de se mexer para ser competitiva. E isso seria OTIMO para o consumidor.

        Quando as chinesas vieram agora, isso ajudou e no passado as coreanas e japonesas.

        • ViniciusVS

          Não é tão previsível assim, a prática é diferente da teoria, deveria ser assim mas aqui nem a simples lei de oferta e procura funciona direito na indústria automotiva.
          Então acredito muito mais na possibilidade de uma manobra com capacidade de estabilizar e manter todos com um faturamento equilibrado, que alto investimento para brigar por uma possivel fatia maior.

          Reduzindo a fatia( aumento de concorrência) as montadoras ficam com duas opções para nao reduzirem a margem de lucro.
          Ou cortam custos ou sobem os preços e cartel é um exemplo de manobra que estabiliza o mercado ( no pior sentido) sem investirem tanto dinheiro para ser atraente ( forçando o consumidor a aceitar os preços)

          Infelizmente nosso mercado o que vale para eles é o faturamento e não vendas e satisfação do cliente.

          • Edson Fernandes

            Vinicius, esqueceu que quem vem para o nosso mercado iria vir atrativo e querendo comer uma parte da fatia? O que ela faria? Era isso que estava acontecendo quando o governo incluiu o percentual do IPI.

      • carroair30

        A economia é lamentavel,a mente empresarial é lamentavel,a mente do consumidor é lamentave,o gestao politica é lamentavel ………………………é lamentavel……….

  • Edu.ch

    A única coisa que o Inovar-Auto conseguiu foi afastar vários investimentos para o México e Argentina.

    • Bruno Silva

      Fale isso para as fábricas da Land Rover, BMW, Chery, Mercedes, Audi que se instalaram por aqui.

      • Edu.ch

        E todas elas investiram muito mais México. Enquanto a BMW investiu $264 mi aqui, por lá foram $1 bi. A Audi investiu 1 bilhão de Euros no México. A Mercedes mais de $ 1 bilhão. A linha do Cruze foi parar na Argentina.

      • CignusRJ

        As que investiram aqui já estava programado antes do inovar-auto.
        O que de fato houve foi que prejudicou as importações de autos, principalmente as chinesas que deram uma sacudida no mercado e protegeu o cartel da ANFAVEA.
        Cade itens de segurança? Cade equiparação com veículos europeus?
        Até a Argentina recebe mais investimentos que o Brasil.

        • Bruno Silva

          Amigo, há pouco tempo sequer tínhamos airbag e ABS como opcional nos populares, época em
          que apoio de cabeça e no banco de trás era opcional. Hoje temos alguns 4-5 estrelas na segurança, ESP, airbags laterais, isofix, fora evoluções tecnológicas, como motores 3 cil, populares com turbo, câmbio automático, LED, direção elétrica. Falar que nesse período não teve evolução é fechar os olhos e ser complexado.

          • Edu.ch

            Air bag e ABS existem nos populares desde a década de 90. Se você se refere ao fato de virem de série, é devido a um projeto de lei muito anterior ao Inovar-Auto.

            A febre dos crash tests começou graças ao Latin NCap e mesmo assim algumas montadoras não tomaram vergonha.

            Popular com motor turbo existe desde 2000 com o Gol e depois com o Fiesta. Mas foram rejeitados pelo mercado e eram gastões. A injeção direta agora viabiliza esse tipo de projeto.

            Câmbio automático é um modismo que vem se espalhando desde o início dos anos 2000, foram popularizados com os novos “queridinhos” da classe média, Civic e Corolla.

            ESP existe faz tempo. Mas virou febre recentemente porque a internet alertou o brasileiro. Mesmo assim só depois de 2020 será obrigatório e nada disso por causa do Inovar-Auto.

            Para um montadora investir aqui, ela tem que fazer uma gordura, trazer carro importado para ver se dá mercado. O Inovar-Auto simplesmente capou as marcas importadas dessa possibilidade.

            • Edson Fernandes

              Negativo. E o Uno turbo?

              • Edu.ch

                O Uno turbo tinha uma proposta de nicho e custava o mesmo que o Tempra de entrada.

                • Edson Fernandes

                  Vc comentou de primeiro turbo… o primeiro compacto turbo foi o Uno, independe se foi de nicho ou não. (isso no Brasil)

          • CignusRJ

            A pouco tempo quanto? Diz.
            Realmente não tínhamos até que chegaram os chineses e sacudiram o mercado.
            Houve evolução, sim por causa da concorrência e por leis que nada tinham a ver com o inovar-auto.
            E mais, o Latin NCAP tem regras menos rigorosas que o Euro NCAP que por sua vez tem regras menos rigorosas que o IIHS. Quero carros que sejam seguros, vc não quer? Onde esta o complexado? Quero exigir o máximo mas sei que não teremos em pouco tempo então lutarei por isso.
            “Quem não luta pelo que quer tem que aceitar o destino que vier” Santo Agostinho.

            Vc não me contradisse em nada, então de onde vc tirou o “fechar os olhos e ser complexado”?

      • Guilherme Batista

        Não chega nem perto do investimento que os outros paises da America latina receberam

  • Bruno Silva

    Pode melhorar como todo programa, não vejo mais a necessidade do super IPI para os importados, e sim incentivo para os nacionais com níveis melhor de segurança e eficiência.

  • Gustavo73

    A ideia da InovarAuto não foi ruim. Mas ao invés de aumentar o IPI em 30% para os importados deveria é reduzir dos produtos feitos aqui de cara. Além de focar na economia de combustível deveria existir um mínimo e equipamentos e olha que muitas são low cost como encosto de cabeça e cintos de segurança retráteis para todos os ocupantes, isofix, repetidores de setas laterais e por incrível que pareça limpador traseiro(quando se aplica né Mobi e desembaçador). Além de usar a pontuação da Latin para redução de mais impostos se o produto atingir 4/5 estrelas nos novos testes.

    • Tosoobservando

      Ae o governo iria arrecadar como?

      • Edson Fernandes

        Com um numero maior de vendas. Só que o Governo deveria atacar a raiz… onde a arrecadação iria existir, as empresas iriam se focar em melhoras produtos (e portanto dessa forma não suprir como lucro essa redução) e dar margem do brasileiro comprar um carro a um preço mais proximo do justo.

        • Zoran Borut

          As experiências mundiais de reduzir impostos para fabricantes mostraram que o abatimento nunca foi integralmente repassado ao consumidor. A verdade é que nós somos tratados como mercado de exploração mesmo. Nossa mão-de-obra é muito mais barata que a americana ou europeia, mas alegam que é cara demais para abrir fábricas aqui. Nossos carros têm os mesmos preços que os europeus, alega o pessoal, porém omitem que temos um nível bastante inferior em qualidade de montagem/materiais e equipamentos.

          • Edson Fernandes

            A diferença é a forma de tributação que fica explicita e o consumidor faz valer seu dinheiro. Isso citando os paises desenvolvidos.

            Sobre nós tem que atacar a raiz. Você não vai reduzir imposto mas pode mexer na forma em que ele incide para diminuir a carga de custos para o consumidor. Eu acho que isso vale muito a pena.

  • Matafuego

    Tenho uma política melhor de incentivos: acabar com as barreiras de importação.

    • Zoran Borut

      Parece fácil, mas isso acaba por favorecer países com mão-de-obra barata, o nosso dinheiro vai para fora de qualquer jeito, e para agravar acaba ficando mais barato importar do que fabricar aqui (como ocorria com Fiat Tipo ou os Ford Fiesta, Mondeo e Ranger nos anos 1990), ou seja, para quê manter fábricas? Fechando-se fábricas, demite-se em massa numa imensa cadeia produtiva, e com isso há menos salários para formar mercado consumidor. Resumindo, povo volta a cozinhar com lenha por falta de grana para o gás, enquanto mauricinho pode comprar Ferrari mais barata. No final da década de 1990, mais de 2000 indústrias de autopeças haviam fechado ou sido vendidas a grupos estrangeiros.

      • Matafuego

        Seu argumento de proteção à industria causou o pior atraso tecnológico que o país já sofreu. É o mesmo argumento dos militares das décadas de 70 e 80.

        A primeira coisa a se levar em conta é que o Brasil é um mercado grande e com potencial para crescimento. É pouco provável que toda a indústria automotiva feche as portas aqui – o México tem mão de obra mais barata e tem acordo de livre comércio com os EUA. Pelo que me consta, tem muita fábrica de automóveis nos EUA.

        Ademais, nossa mão de obra é cara e pouco produtiva em relação resto do mundo – e isso piorou nos 13 anos de PT, que fechou o mercado ainda mais. Curiosamente o setor agrícula, cujo governo pouco interveio, melhorou a produtividade. O jeito de mudar isso é através da concorrência.

        Se as indústrias de autopeças fecharam ou foram vendidas é porque elas produziam peças caras e/ou de baixa qualidade. Adianta proteger o mercado se tudo que é vendido com selo nacional é mais caro e de pior qualidade? O assalariado médio não ganha fortuna para trocar de carro o tempo todo, ainda mais custando o que custam hoje. Nos últimos anos o mercado automotivo sofreu expansão artificial: ninguém ficou mais rico, o governo apenas incentivou o consumo através de endividamento.

        Garanto que os playboys vão ser os menos favorecidos nessa história. Os maiores favorecidos serão aqueles que hoje compram Onix, que poderiam pagar o mesmo por um Sonic com 10 air bags.

  • delvane sousa

    Sem esperanças para o consumidor. Nada de bom será feito. Somente interesses da indústria e governo serão atendidos, tipo a reserva de mercado, restringir importações e atender aos interesses dos cartéis. O resultado já sabemos: continuaremos a ter os carros mais caros do planeta.

  • Felipe

    Melhorado não, redação… Apenas “menos pior”.

    • Zoran Borut

      Melhorado para os acionistas das montadoras, só.

  • guilherme

    Foi um programa protecionista para uma indústria pouco competitiva. “nossos” automóveis não podem ser exportados além da america latina porque não tem segurança e qualidade para tanto, não melhoram porque não tem concorrência. só que o governo, ao invés de incentivar a concorrência, fez o inverso, sobretaxando os importados

    • Zoran Borut

      Não sei se podemos chamar de pouco competitiva, ou se seria melhor dizer altamente lucrativa. Vide outros países pobres que só fabricam projetos porcarias ou defasados: quantos deles exportam? E são projetos fabricados por multinacionais europeias que têm carros bem melhores.

  • Diogo Oliveira

    Que tal um programa que reduza a margem de lucro das montadoras para 20% ou 25% e que reduza a quantidade de impostos para 20% do valor do carro? Todo mundo sairia ganhando…

  • Eduardo

    O grande problema do inovar auto foi o protecionismo absurdo às montadoras instaladas aqui. Aquela coisa de obrigar a fabricar aqui, pra a montadora ter de aderir às regras e vícios deste mercado de m***a que é o nosso.
    Montadora no Brasil não sabe o que é CONCORRÊNCIA de verdade e nem quer saber. O que fizeram com a importação (veja a KIA, que bombava com bons produtos e foi bombardeada); bom exemplo dado pelo Ernesto. Super IPI, aff.
    As vantagens foram as exigências de menor consumo e etc.
    O que as montadoras querem agora é mais 20 anos de Super IPI e não ter de concorrer com importado. Para os que acham que o nacional protege emprego e evita fuga de dólar, ledo engano, protegem empregos da indústria automobilística, as montadoras e o Governo.
    Por um programa de eficiência da concorrência.

    • T1000

      Quando o inovar auto acabar, vai ser aquela quebradeira, como aconteceu na época do Collor. O Brasil não aprende com os erros.

    • Vitão

      Pois é, lembro mto bem na época, a KIA tava vendendo demais… O Cerato tinha o ótimo custo benefício na época… Fazia comercial do SOUL aos montes….

      Agora a KIA tá com vendas bem tímidas…. Realmente, já tava na hora do Temer Bananão pelo menos reduzir o I.I (Imposto de Importação), já que o Super IPI foi o motivo do Inovar Auto…

  • João

    Opinião formada a partir de notícias de blogs, Facebooks, Instagrams de política…

    É a versão hi tech do antigo comentarista de buteco, contador de padaria etc.

    • Heisenberg

      O pior que nem reclamava dos comentaristas de buteco e contador de padaria, pois acreditava na falta de informação deles… mas em plena era em que com dois cliques já acesso a informação já classifico isso como má fé…

  • João

    Aos libertários… Vou contar minha história no ramo empresarial.
    Meu avô Paterno começou comprando um ônibus velho, usado, ainda jovem, com 20 e poucos anos de idade, e começou a carregar gente pra cima e pra baixo. Aí uma empresa já estabelecida na época, praticou o dumping e eliminou o trabalho do meu avô (trabalhavam com prejuízo p/ eliminar a concorrência e conquistar todos os clientes). Chamaram ele para ser motorista empregado….
    Ele, embora humilhado pela sacanagem, aceitou, mas não vendeu o ônibus. Com seus primeiros salários, mandou arrancar a carroceria do ônibus e começar a transportar carga (fez um caminhão, antigamente era comum).
    Aí entra a sorte/acaso/destino, alguns chamam de Deus, os filósofos gregos chamavam de fortuna etc: meu tio-avô (cunhado do meu avô, irmão da minha avó) recebeu uma herança pela morte do seu sogro e investiu boa parte do dinheiro junto com meu avô e criaram uma pequena frota.
    Com essa sorte/confiança, meu avô largou o emprego de motorista e conseguiu ao longo dos anos se estabilizar com o transporte de cargas junto com meu tio-avô. Hoje eles têm também pontos de manutenção, filiais em Salvador, Pelotas, SP, Cuiabá e SC, vários empregados, etc. Ambos criaram bem os filhos, sendo que meu pai e tios alguns ficaram na empresa, outros foram estudar (medicina, direito, engenharia etc).
    Só que teve a SORTE… Se não tivesse isso, a grande empresa de ônibus tinha engolido aquele vovô jovem e empreendedor lá no comecinho da história praticando a concorrência desleal, e ele, embora de índole empreendedora, seria condenado a ser um empregado assalariado. Hoje o Estado intervém nisso, pois o dumping é ilegal, e o CADE aplicaria uma multa milionária.
    Logo, leio muito sobre isso, inclusive já trabalhei bastante com a própria empresa (com meu pai e um primo temos outra, mas ligada ao ramo….), porém essa experiência pessoal anula boa parte das opiniões de achistas que eu vejo por aí.
    Obs.: é claro que muito intrometimento do Estado eu sou veementemente contra, pois falta-lhe eficiência, impessoalidade, moralidade e outras coisas (nunca, nunca existirá um político bonzinho). Porém, atividade de regulação de mercado é sim importante. O empresário que diz o contrário desconhece do que fala (a maioria não sabe o que fala) ou está pensando puramente no seu intere$$e pessoal, querendo que se danem os outros.

    • Zoran Borut

      Só uma correção: receber uma herança não é sorte. E ter um conhecido com dinheiro para investir no que você já tem também não é sorte. Tudo isso se chama capital social (não financeiramente falando), e explica por que imigrantes europeus e japoneses conseguiram prosperar (tiveram incentivo e apoio) enquanto os ex-escravos negros acabaram formando a maioria da população pobre e favelada do Brasil.

      • João

        A herança foi da mulher do cunhado.
        O cunhado, esperto, casou-se com uma mulher feia porém filha de um fazendeiro rico e muito apreciador da vida boêmia.
        Logo o velho morreu e deixou tudo. E ele já estava de olho.
        Isso é sorte + estratégia mórbida…

        Quanto ao capital social, você está esquecendo que um imigrante alemão é loiro e tem os olhos azuis, muito mais fácil de conseguir um emprego no período pós-escravidão do que um negro, o qual era tratado (inclusive pela Igreja Católica) como um ANIMAL

    • Edu.ch

      Não tinha demanda para o serviço que teu vô queria explorar. Quantos veículos a mais a empresa estaria disposta a disponibilizar tendo prejuízo?

      • João

        Eles colocaram 2 ônibus na linha que ele operava, cobrando 40% do preço para passageiros normais e grátis para crianças/ estudantes, e boa parte eram estudantes do interior que iam para a cidade.
        Isso não é falta de demanda, é DUMPING, como mencionado

  • Fanjos

    Antes tomar processo da OMC e disponibilizar produtos melhores e mais baratos para a população do que tomar processo da OMC pelo super IPI e fu@#$ a população arrancando o couro dos coitados dos bananensses.

  • Rodrigo

    Se os resultados de todas essas pesquisas forem coisas como Spin, Cobalt, Onix, Mobi e afins,…, prefiro que continuem sendo conduzidas lá fora.

  • Pedro Rocha

    O mais famoso produto de exportação da União Soviética, o fuzil AK-47, era uma cópia do fuzil alemão STG-44.
    Tudo que os regimes socialistas produziam com um pouco de tecnologia invariavelmente é oriundo de desrespeito à patentes e propriedade intelectual. Para não irmos longe, basta vermos os clones chineses de veículos de outros países.

    • Heisenberg

      Qual a relação do que falei? Vai falar que o Brasil é comunista tbm???

      • Pedro Rocha

        A relação é que o socialismo/comunismo não investe em P&D, apenas copia.

        A única coisa que os bolcheviques fizeram que serviu de exemplo para outros foram os sistemas de repressão policial estatal, que compartilharam com a Alemanha nazista, e a profissionalização do terrorismo com publicações como o Minimanual do Guerrilheiro Urbano, de Carlos Marighella. Nesse manual, lemos passagens “edificantes” como essa:

        “A acusação de ‘violência’ ou ‘terrorismo’ sem demora tem um significado negativo. Ele tem adquirido uma nova roupagem, uma nova cor. Ele não divide, ele não desacredita, pelo contrário, ele representa o centro da atração. Hoje, ser ‘violento’ ou um ‘terrorista’ é uma qualidade que enobrece qualquer pessoa honrada, porque é um ato digno de um revolucionário engajado na luta armada…”

        • Heisenberg

          Volto a perguntar… Qual a relação do que falei??? Ninguém falou que comunismo investe em P&D. Tamos no século XXI, sai dos contos de fada de Comunismo / Socialismo.