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ARO 10, o Dacia Duster do passado

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Bem antes do Dacia Duster que conhecemos, a Romênia teve outro utilitário com o mesmo nome, mas não exatamente feito pela marca que pertence à Renault-Nissan atualmente.

Desde 1957, a ARO era um fabricante de veículos da Romênia, que fazia veículos militares e utilitários 4×4. Após as séries IMS e 24/32, a empresa começou a produzir a partir de 1980 a série 10.

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Esta série era centrada em um modelo de utilitário 4×4 menor e mais leve que a série 24, tendo chassi curto ou longo com duas ou quatro portas, respectivamente, além de variante picape para ambos, bem com um conversível no chassi curto.

O ARO 10 media entre 3,91 e 4,81 m de comprimento, tendo entre 2,40 e 2,65 de entre eixos. Por ser leve e versátil, o utilitário esportivo logo chamou a atenção por poder utilizar uma série de propulsores e opções de tração diferentes.

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Dependendo da origem do motor, a tração podia ser dianteira ou traseira, tendo sempre uma opção 4×4. O ARO 10 ganhou alguns nomes, entre eles Enduro e Ischia, este último sendo vendido pela marca ACM na Itália. Mas além da própria ARO, o modelo 10 foi vendido como Dacia 10 e posteriormente Dacia Duster.

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Muitos motores

Ao longo do tempo, o ARO 10 de origem Dacia (1.3, 1.4 e 1.6) com potências entre 54 e 72 cv. Utilizou dois motores Volkswagen, sendo ambos 1.6 com gasolina (75 cv) e diesel (54 cv). Outro propulsor foi um Daewoo 1.6 de 105 cv, o mais potente usado. Motores diesel Renault e Peugeot entregaram de 64 cv a 92 cv. A transmissão era manual de quatro ou cinco marchas.

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Em 1997, a ARO lançou o Spartana, uma versão mais jovial e simples, com duas portas e teto de lona. Os motores eram os mesmos do 10, exceto pela ausência dos VW e Peugeot. Menor, o modelo tinha 3,68 m de comprimento e pesava até 1.040 kg.

A produção regular do ARO 10 e Spartana durou até 2006, quando a empresa fechou. Três anos depois, a Dacia relançava o Duster, um SUV de baixo custo para o mercado global.

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Brasil

A ARO chegou ao mercado brasileiro sob a marca Cross Lander em 2002. O veículo – CL244 – foi montado em Manaus e a produção durou até 2006. A empresa vendeu somente os modelos baseados na série 24, impedindo assim que o ARO viesse a ver terras brasileiras.





  • Ailton Junior

    acho bacana esses carrinhos 4×4 antigos e espartanos

  • Kleverson Gomes

    Nada muito diferente dos carros atuais da Dacia-Renault!

  • millemiglia

    Houve também fabricação portuguesa com o nome de Portaro.

  • millemiglia

    Por falar em Portugal, que tal uma reportagem sobre os UMM que eram lá fabricados? Eles tinham um desenho meio estranho mas eram excelentes 4×4.

    • Yuri Lima

      Dei uma breve “googlada” aqui. Realmente no desenho eles parecem um Toyota Bandeirante com cara de triste. srsrsrrs
      Mas a aparência é de carro robusto.

    • Wendel Cerutti

      Uniao Metala Mecanica .

  • Diego Ferreira De Souza

    Lembra muito nosso saudoso Gurgel.

  • Fernando Bento Chaves Santana

    Lembro destes carrinhos antigo Autohoje Catálogo/Carro Catálogo. Em época pré-internet o anuário era a revista que mais gostava de comprar pois trazia “todas as marcas do mundo” comprei o catálogo, religiosamente, todos os anos entre 1995 e 2008.

    • Mr. On The Road 77

      Eu comprei também. E tinha um anuário da 4 Rodas dessa época também.

  • pedro rt

    ate hj sinto falta de um verdadeiro 4×4 no nosso mercado assim como foi o ARO/CROSS LANDER

  • pedro rt

    e o tal SANTANA JALAPÃO da msm epoca acabou nao vindo pro brasil

  • Douglas

    Muito interessante.
    Se tivesse vindo para cá na década de 80 com motor a diesel poderia ter feito sucesso.

  • Marcos Drawer

    Vi o modelo branco da foto e foquei nas rodas de 3 furos dele. Se fosse um derivado do Renault 12, eu diria que emprestou a base pra Pampa 4×4! rsrs!



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