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Austrália: Ethan Automotive propõe o ressurgimento da indústria local

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Após 2017, GM, Ford e Toyota deverão ter arrumado as malas e partido do continente australiano. No entanto, nem tudo parece perdido para a quase extinta indústria automobilística local.

Uma iniciativa nacional pretende resgatar parte dessa indústria. A Ethan Automotive é um projeto de dois empresários do setor imobiliário que pretende criar uma marca australiana e independente.

O projeto contempla a produção de automóveis próprios a partir de 2018, começando por um SUV. A empresa está negociando com os estados da Austrália do Sul e Victória para instalação de fábrica (totalmente nova) e sua sede, respectivamente.

No entanto, a Ethan Automotive busca ser reconhecida como um fabricante automotivo, a fim de conseguir apoio financeiro e fiscal para iniciar suas operações. Os idealizadores estimam em até US$ 800 milhões a quantia necessária para começar, sendo um valor bem menor que os anteriores US$ 1,5 bilhão.

[Fonte: Motoring]





  • Tosca16

    Queria ver a reação dos australianos ao ler esse tipo de notícia lá; se fosse um grupo de empresários brasileiros com essa mesma ideia de fazer uma marca genuinamente nacional já seriam recebidos com paus e pedras aqui, além de serem chamados de picaretas e tudo quanto tiver de “elogios” .

    • V12 for life

      O elogio mais bonito seria: Um bando de ladrão querendo vender lixo.

      • Tosca16

        Picaretas que vão tirar dinheiro do BNDES e importar lixo da china …

    • Murilo Soares de O. Filho

      O Problema que é a realidade de nosso país.

    • Martini Stripes

      Pois é, o que mais queria era ver um empresário bater no peito e fazer com que Gurgel e Troller se tornassem marcas dignas do tamanho deste país.
      Muito triste o golpe que Collor deu na Gurgel abrindo as pernas da importação (assim como JK em 50) e o governo ter permitido que em 2007 a Ford tivesse comprado a Troller e matado projetos como Pantanal (pick-up média) e T1 (compato urbano).
      Enfim, sonhar é pra qualquer um.

      • ObservadorCWB

        Esse ramo é complicado. Ou fazem como os Coreanos, investindo pesado em tecnologia e educação, ou não há futuro. Os encargos sociais e a competição não regrada destruiriam qualquer concorrência. Veja que a TAC está sumindo, por tentar nadar sozinha, e a Troller persiste como marca, nas mão da poderosa Ford. Creio até que os Trollers são melhores que os produtos próprios….rsrsr

        • TAC agora pertence a chinesa Zotye. Não sumiu, mas assim como a Troller, não é mais brasileira.

      • Holandês Louco

        A Pantanal morreu porque era um lixo… Houve recompra pelo fabricante porque era mais vantajoso do que arrumar os problemas das unidades vendidas.

        Pelo que eu lembro o golpe na gurgel foi abaixar o imposto para carros com menos de 1 litro, assim Unos, Chevettes, Escorts e Gols ficaram com preços mais convidativos e eram veículos tecnicamente superiores ao BR-800

        • Martini Stripes

          Entendo o que vc diz, posso até não conhecer toda a história das marcas, mas que apoio o governo deu às marcas nacionais?
          Veja na história da VW, Ford, GM, Toyota, acha que todas chegaram onde estão sozinhas? Sem ajudas governamentais nenhuma seria o que é. Seus países viram que a industria fomenta tecnologia e avanços.
          Nós vendemos comida e compramos carros desde sempre na história! Enquanto formos, e agirmos como celeiro do mundo, seremos um país subdesenvolvido. Só isso que me revolta, entra governo e sai governo, PMDB, PSDB, e agora juntou PT, só fazem manter essa condição de corrupção e falta de desenvolvimento industrial.
          #chateado

          • Holandês Louco

            Vou dar uma de “Pai Diná”: você não vai viver para ver isso mudar… e nem eu…

            • Martini Stripes

              =(

        • Na verdade aquele recall da Ford foi a maior mentira para tirar um modelo de linha. Os poucos problemas que algumas unidades tiveram já haviam sido sanados pela Troller, que já estava o fabricando sem problemas, todavia, como a Ford a adquiriu e não tinha interesse em um modelo concorrendo com a Ranger, foi melhor chamar um recall de recompra das menos de 80 unidades vendidas, assim se isentava de continuar dando manutenção ao modelo com o encerramento da produção. E como não poderia o fazer sem uma justificativa, afirmou que as mesmas tinham problemas irreversíveis (sendo que nenhum Troller T4 que utilizou aquele base os teve).

        • Paulo_Lustosa

          Recall da Pantanal era conversa pra boi dormir, só foi tirada de linha e feito recompra porque a Ford não queria dentro da mesma empresa uma picape 4×4 pra concorrer com a Ranger 4×4 a diesel simplesmente porque a Pantanal, por ser feita na base da T4, era uma excelente picape de trilha sem modificação alguma, coisa que não se aplicava na Ranger. Tanto que das 77 unidades que se tem notícia, a Ford só conseguiu recolher poucas delas.

          • Holandês Louco

            “dependendo da utilização do veículo, há o risco de aparecimento de trincas no chassi, que, com o tempo, podem se propagar e comprometer sua durabilidade e integridade.”

            Não me parece que isso seja motivo de eliminar concorrência interna. Era só parar de vender e pronto.
            Tirando a carroceria de fibra de vidro, praticamente o carro todo pode ser montado com peças de terceiros, de pisca-pisca a motor… Então peças de reposição não são problema para também alegar isso como motivo de recall

            • Paulo_Lustosa

              Me explica isso então

              https://www.youtube.com/watch?v=Lsijg1lQgZg

              Vídeo de 2010 e o “recall” é de 2008

              Se realmente existisse essas trincas, a T4, que utiliza mesmo chassis e suspensão seria convocada também.

          • Jad Bal Ja

            Por que diabos a FORD tiraria então a Pantanal se era um excelente produto, afinal a Troller já era dela. Portanto se a Pantanal era tão boa a Ford iria ganhar mais dinheiro.

            Não sei se a historia da trinca no chassi era real, mas um dos motivos poderia ter sido o simples fato que a Pantanal venderia pouco e a Ford seria obrigada a manter a produção de peças para um produto de pouca produção. Era mais barato simplesmente tira-la de linha e recolher as já vendidas.

            E quase todas as Pantanal foram devolvidas a Ford.

      • Jad Bal Ja

        Collor não deu “nenhum golpe” na Gurgel! Caraca que pensamento pequeno, quer dizer que deveríamos manter todo o mercado de automóveis fechado simplesmente para manter a Gurgel??

        Os Gurgel eram carros toscos, sem competitividade alguma. Ate o método de produção era equivocado, não existe nenhuma possibilidade de fazer uma produção em larga escala usando fibra de vidro que é um material de produção basicamente artesanal.

        E não foi o governo que “permitiu a venda da Troller”, o que o governo tem a ver com isso? A empresa era privada e tinha uma lucratividade muito baixa e o dono dela aceitou a proposta da Ford.

        A verdade é que hoje em dia é incrivelmente difícil fazer uma fabrica de carros do nada. Para ser competitiva é preciso uma produção em alta escala logo de inicio. Se vc não começar fabricando logo uns 3.000 carros por mês, não tem condições de competir no mercado. Ou então faz uma produção de carro de nicho (e nem isso hoje em dia esta sobrevivendo).

        • Martini Stripes

          Vc acha que as empresas chinesas fazem como para crescer? Inicialmente muitas eram estatais e foram fabricando através de Joint-Ventures. Por isso vemos tantos carros “cópias”. A marca precisa abrir o projeto para produzir lá, assim a empresa faz sua versão do modelo, até ter capacidade de fazer seu próprio modelo.
          O que Collor fez? Abriu completamente o mercado, quebrando sim a Gurgel. Não acho que os carros eram bons, acho que em nenhum momento houve interesse dos caras (governo) fazerem algo decente aqui. Sempre fomos, e se continuar assim, sempre seremos a fazenda do mundo. Vendemos comida e compramos carros. Logo, eles tem carros bons, e nós ficaremos com as sobras. Maldito Lobby que perjura até hoje.

          Entendo a Troller ser privada, mas o governo não poderia permitir a venda, deveria ter dado ajuda para a Troller, como incentivos ou até mesmo, se o modelo fosse outro, tivessemos carros bons vindo dela e seria muito lucrativa. Sem contar desenvolvimento de tecnologia doméstica.

          Sei que o investimento deveria ser alto, mas o Brasil tinha, e tem um mercado enorme, teria sim condições de adotar uma estratégia diferente. Mas como disse acima. Contente-se com carne e soja.

          • Jad Bal Ja

            Vc mesmo respondeu por q Gurgel não deu certo, Joint-Ventures. Gurgel deveria ter tentado fazer um projeto sob concessão, mas pra isso ele teria que criar uma fabrica de verdade que trabalha-se com chapas de aço, mas não tinha capacidade pra isso.

            • Martini Stripes

              Eu sei meu caro, eu sei, estou falando que em nenhum momento os políticos que governam este país tiveram esse interesse.
              A bancado do Agronegócio manda e desmanda no Brasil desde a época da política do café com leite, e a indústria brasileira morreu na década de 20-30. Depois disso, a grande maioria não investe na industria, até pq o lobby automotivo é muito forte no brasil, principalmente depois de JK. Ou seja, contente-se com açúcar, laranja, soja e carne.

    • Jad Bal Ja

      Quando foi que isso ocorreu? Todas as tentativas de criar marcas brasileiras foram muito bem saudadas no Brasil, mas os projetos ou não eram viáveis ou não suportaram a concorrência. E nem me venha falar da tosqueira da Gurgel por favor!

      Mania de brasileiro ficar criando mitos de perseguição.

      • 4lex5andro

        pois é, o merito do gurgel br800 era ser 100 por cento nacional, mas parava nisso..

        desde a forma de compra (fechado aos acionistas ou de fora tornar-se socio da empresa, estilo “telebras”), ate a qualidade do produto em si, eram um desafio ate ao maior dos patriotas desse país ..

      • Tosca16

        Tosqueira da Gurgel ? A Gurgel se fosse em qualquer outro país do mundo estaria firme e forte até hoje, mas vocês desconsideram a genialidade dos projetos da mesma, muito a frente de sua época …

        • Jad Bal Ja

          hahahaha Gurgel não venderia seus carros nem na Africa. Genialidade em que? Em usar fibra de vidro, peças ruins, projeto feito nas coxas e ser feio de doer?

          • Tosca16

            Em desenvolver um carro nacional, compacto e econômico; mas pessoas tipo vc preferiram o Fusca que até tinha saído de linha ao Gurgel BR 800 .

            • Jad Bal Ja

              E onde esta a “genialidade” em fazer um carro nacional, compacto e econômico? Isso tinha aos montes em vários países e em qualidade muito superior ao BR800. Teria sido genial se fosse um bom carro, mas não era.

              E Fusca? Não obrigado, preferia o Uno que era mais econômico, melhor acabado, tecnologia muito superior e tinha o mesmo preço, alias não só eu, todo mundo preferia.

              Meu amigo o BR800 era uma tranqueira. Já lhe disse que não é viável fazer carro em fibra de vidro em larga escala!! Isso não tinha como dar certo. E Eixo cardã num carrinho daquele tamanho? Pra quê? Simplesmente por que Gurgel não conseguiu desenvolver um projeto com juntas homocinéticas só isso.

  • Tosoobservando

    Como a Australia é o “Brasil que deu certo”, podem apostar que essa marca ira virar realidade. Em vez de ficar choramingando e abrindo mais as pernas para as multi ficarem la, os australianos vao é criar sua marca propria.

  • Kaian Reis

    Alguém pode me explicar porque Gm, Toyota e Ford vão sair do mercado australiano?
    Obrigado!

    • Dado

      Pelo que andei lendo, essas empresas não sairão do mercado australiano, mas sim serão apenas importadoras, já que a fabricação de carros é muito mais vantajosa em países asiáticos próximos da Oceania. Modelos clássicos e que sobrevivem somente na Austrália estão com os dias contados. É algo inevitável num mercado pequeno como o deles.

    • DiMais

      produção local insustentável: custo de mão de obra elevada e volumes de produção baixos. e com um moeda forte não tem como exportar para os países vizinhos que vivem a realidade extrema oposta.