Home Avaliações Avaliação NA – Chevrolet Cobalt 3 – Comportamento e consumo na cidade

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Quando fiquei pensando em como seria andar por trechos mais longos com o Cobalt na cidade, imaginei que o desempenho e consumo dele seriam um pouco piores que os do Agile. E, resumindo foi exatamente o que aconteceu.

O conjunto mecânico dos dois modelos é o mesmo. O motor é o 1.4 Econo.Flex, desenvolvendo até 97 cavalos de potência com gasolina e 102 cavalos com álcool. Só que o Cobalt é maior. Então imaginei que seu peso seria também maior, mas a GM informa 1.072 quilos para ele, contra 1.075 do Agile equipado com ar-condicionado. Praticamente a mesma coisa.

Não sei se o desempenho fraco que encontrei foi devido à pouca quilometragem do carro avaliado (menos de 200 quilômetros) ou se ele é anêmico assim mesmo. Me lembrei rapidamente do C3 Picasso, outro caso de modelo pesado demais para o motor que tem.

Creio que com o tempo o Cobalt fique mais esperto, afinal, o Agile que a GM nos cedeu tinha pouco mais de 6.000 quilômetros e um desempenho bem melhor. O Cobalt de nossa avaliação teve certa dificuldade em subidas e exigiu reduções de marcha constantes, ainda mais do que acontece no Citroen C3 1.4 2011 com 7.000 quilômetros que comprei há alguns meses para minha esposa, e que tem um dos 1.4 mais fracos do mercado.

A performance do Cobalt ficou prejudicada especialmente em duas ocasiões: quando usamos ar-condicionado e quando rodamos com ele cheio, com quatro pessoas. Ligar o ar-condicionado refletiu claramente no desempenho, deixou o motor 1.4 um pouco mais amarrado do que acontece em modelos 1.4.

Isto é preocupante, pois o perfil de quem comprará o Cobalt é aquela pessoa que tem família relativamente grande e fará viagens com o porta-malas cheio. Neste tipo de uso, a paciência e as reduções de marcha terão de ser abundantes, tanto na cidade quanto na estrada.

Fica claro que o sedã precisaria mesmo de um motor pelo menos 1.6, o que será parcialmente resolvido neste ano, com o lançamento da versão 1.8. Digo parcialmente pois com esse motor o preço do Cobalt certamente não será o mesmo que temos hoje.

O ponto onde o Cobalt acordou foi sempre nas 3.000 rotações. Abaixo disso, o motor 1.4 parece ter 16 válvulas, e não rende bem. Só que o problema de se manter sempre acima de 3.000 giros é que o consumo vai lá em cima.

E você já sabe que a combinação de motor Flex, pé lá embaixo e ar-condicionado ligado sempre trazem resultados desastrosos. Em nossa avaliação na cidade, tivemos médias de álcool de no máximo 6,8 km/l sem o ar-condicionado ligado. Com ele ligado, ficamos em 5,9 km/l, o que é tão frustrante quanto as médias que vimos nas avaliações de Aircross e C3 Picasso.

Já com gasolina, o proprietário conseguiu um consumo melhor, mas não muito. Em torno de 30% melhor. Mesmo assim, também é um consumo alto. Não testamos o modelo com gasolina pois não se trata de uma avaliação mais longa, de pelo menos uma semana, como geralmente acontece com carros cedidos pelas montadoras.

Falando um pouco da suspensão: ela é firme, e um tanto saltitante. Passando em trechos com asfalto ruim, o carro quica e chacoalha demais. O corpo do motorista balança mais do que o normal. O nível de ruído é bom, digno até de modelos um pouco mais caros. Eu diria que chega no nível de ruído interno do Cruze, que não é dos melhores do segmento de sedãs médios.

A alavanca de câmbio é bem diferente das encontradas em outros modelos da marca com o mesmo motor 1.4. Até mesmo melhor que a do Agile. No Cobalt, as trocas de marcha são bem mais lisas e precisas. Ponto positivo e que contribui para mais prazer na condução.

De um modo geral, notamos que se a GM não acertou tanto no preço do Cobalt, pelo menos acertou na sua proposta. Em 2012, vindo o motor 1.8 e o câmbio automático, teremos um desempenho mais interessante, apesar de o fato de que com essa configuração o modelo certamente passará dos 50.000 reais. A relação custo/benefício deixará de ser tão convidativa.



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