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Temos certeza que a opinião sobre o motor 1.8 de 108 cavalos da Spin é dividida aqui no NA. Alguns acham que se trata de uma potência muito baixa para um motor desse tamanho e outros acham que o torque dele em baixa rotação fará dele um motor adequado para uso no dia-a-dia, independente da potência. Nessa matéria mostraremos o que realmente acontece.

Muito se fala que a Spin é um projeto de baixo custo perante Meriva e Zafira, que se vão para dar lugar a ela. E isso é verdade sim, hoje as montadoras precisam de modelos mundiais feitos especialmente para mercados emergentes. O preço da Spin mostra isso.

E por se tratar de um veículo de baixo custo, na motorização também teve de ser adotado algo mais em conta, um motor que já equipava os modelos da GM aqui no Brasil por um bom tempo. A questão do torque é muito importante, pois em uma minivan com mais de 1.200 quilos e ainda sete pessoas dentro, torque certamente é mais importante que potência.

Não digo que isso anule completamente o fato de a Spin ter uma potência baixa. Isso é claramente notado usando-se ela na cidade, é preciso um pouco de paciência em certos momentos. Andamos com a Spin na cidade e também na estrada com quatro pessoas, e nessas horas é claro que o comportamento dela com uma ou duas pessoas é um… e com mais peso é outro.

A junção de um câmbio moderno, automático com seis marchas, com um motor não tão moderno assim, mostra que essa combinação não é das mais adequadas. Em alguns momentos os dois não conversam muito bem, parece que o câmbio hesita e leva um certo tempo para “pensar” que marcha ele pedirá.

Mas se analisamos o desempenho da Spin na cidade como um todo, o nosso veredicto não é de que ela tenha um conjunto motor/câmbio inadequado para o uso rotineiro que terá. Sua performance não é muito inferior ao que existe no segmento aqui no Brasil.

A Nissan Livina tem, na versão 1.6, potência similar à Spin, mas tem torque bem menor. Na versão 1.8, a potência é maior que na Spin, mas o torque é o mesmo. Ou seja, não fica muito diferente da novidade da GM. Tem sim um desempenho superior na versão 1.8, mas não é nada muito superior, lembrando que a Grand Livina, que é o modelo que compete diretamente com a Spin de sete lugares, é mais pesada.

E aí também temos a comparação de preços entre as duas. Revistas automotivas compararam os dois modelos e comentaram sobre o preço das versões topo de linha que a Spin é 3.000 reais mais barata que a Grand Livina com equipamentos similares. Isso é bastante, tanto para famílias numerosas quanto para taxistas.

E a suspensão da Spin? Ela é bem macia, de acordo com a suspensão do Cobalt. Aqueles que aprovaram o comportamento dinâmico do Cobalt (e que certamente não gostaram de um motor 1.4 em um sedã daquele tamanho) irão gostar da Spin.

Não apenas a sua suspensão tem regulagem visando o conforto como também os pneus são de perfil mais alto, ajudando neste sentido. O consumo da Spin na cidade, com ar-condicionado ligado, foi de 7,3 km/l, e com gasolina ficou em 8,2 km/l, o que nos surpreendeu.

Com álcool o modelo teve um consumo razoável, sendo uma boa surpresa, assim como o Sonic nos mostrou que não bebe muito na cidade. Mas, com gasolina, ficou pesado. Sorte de quem vive em regiões com álcool barato, não acha? Em São Paulo, os taxistas só usarão ele.


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