Home Avaliações Avaliação NA – Honda City 4 – Comportamento e consumo na cidade

 Avaliação NA – Honda City 4 – Comportamento e consumo na cidade




Rodamos bastante com o City na cidade. Andamos em trechos lentos, avenidas e também um pouco de estrada. No total foram quase 130 quilômetros que rodamos na cidade. Aliás, fazer isso em uma cidade pequena não é fácil. Cerca de 70% do percurso feito foi com ar-condicionado ligado. Normalmente não é necessário usar ar-condicionado aqui no Sul de Minas, mas essa semana estamos com um calor não muito comum por aqui, e também os bancos em couro fazem com que você sinta mais calor dentro da cabine. O combustível utilizado foi o álcool, e o City acabou fazendo uma média de apenas 5,8 km/l, abaixo do esperado. (Depois da viagem de 400 quilômetros que fizemos com ele, como tinha um resto de gasolina no tanque, fizemos a média na cidade com gasolina, em um percurso de uns 70 quilômetros. Deu 8,2 km/l.)

Não temos como comparar diretamente o consumo do City na cidade com o consumo que o Cerato fez, já que o modelo da Kia é movido a gasolina apenas, não flex. Mas se usarmos a regra de proporção de 70% do consumo com gasolina se usarmos álcool, o City está na mesma média do Cerato. A média é um pouco pior, e aí entra dois fatores. Um a favor do City, que é o fato de que ele é automático. E contra o City temos o fator de que ele é 1.5, não 1.6, e pesa uns 50 quilos a menos. O percurso que rodamos é bem parecido, pois na semana em que avaliamos algum modelo, usamos o veículo exatamente da mesma maneira que fazemos toda semana, com carros particulares. Talvez a média seja um pouco melhor em cidades maiores, já que por aqui os percursos são de no máximo 5 km.

 Avaliação NA – Honda City 4 – Comportamento e consumo na cidade

O City não costuma trocar as marchas no limite de rotações, mesmo quando é exigido a fundo. Ele troca um pouco antes. Por ter câmbio automático com cinco marchas e não quatro, isso acaba não sendo necessário. Ele tem bom fôlego, não parecendo ser 1.5, e tendo desempenho parecido com o Cerato. Nos incomodou um pouco as trocas de marcha do câmbio automático, que dão um tranco um pouco maior que o normal em outros modelos automáticos.

As trocas de marcha no modo inteiramente automático acabam segurando um pouco marchas mais baixas. Por exemplo, em uma reta onde seria possível usar quarta marcha, o câmbio hesita por um bom tempo em passar para esta marcha, e fica segurando em terceira. O bom é o modo S, com trocas de marcha atrás do volante, onde você acaba conseguindo fazer com que o City seja mais econômico, pois fica livre para engatar uma marcha mais alta quando sabe que isso é possível. O ruim das borboletas é que elas ficam presas no volante, e não permitem que você troque de marcha ao girar o mesmo. O melhor seria que elas ficassem sempre na mesma posição, como acontece em modelos esportivos. Assim, mesmo em uma curva, você segura o volante com uma mão e troca de marcha com a outra, tranquilamente.

 Avaliação NA – Honda City 4 – Comportamento e consumo na cidade

As trocas de marcha atrás do volante funcionam assim: quando você para o carro completamente não precisa reduzir até a primeira marcha, ele faz isso automaticamente. E se quiser engatar uma marcha muito baixa ou muito alta, ele não permite. A suspensão é bem firme, dando segurança nas curvas, apesar de o City não ter rodas tão grandes (de 16 polegadas) e não ter pneus tão largos (185/55). Mas é aquilo, um sedã compacto, com 1,70 de largura, não precisa de pneus tão largos.

No final, achamos ele um carro gostoso de se usar dentro da cidade. Mas o consumo muito alto assustou.

 Avaliação NA – Honda City 4 – Comportamento e consumo na cidade



Se você não está vendo os comentários, desabilite extensões do tipo Adblock (que impedem a exibição dos comentários), ou adicione nosso site como exceção.