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Tanto nós do NA quanto nossos leitores estamos todos já bem familiarizados com o Chevrolet Onix. Compramos um no início de novembro, para fazer nossa Avaliação 365, uma avaliação de um ano e 30.000 quilômetros criada com o objetivo de testarmos lançamentos do mercado na perspectiva real de um proprietário comum, não de um membro da imprensa, que muitas vezes avalia unidades preparadas de maneira especial para não apresentarem problemas.

Além disso, avaliamos também uma unidade LTZ 1.4 do novo hatch, ressaltando as diferenças dele para a versão LT 1.0. E agora que acaba de ser lançado o Novo Prisma, conseguimos com a Chevrolet uma unidade topo de linha para avaliação por uma semana.

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Como já avaliamos extensamente o hatch do qual o Novo Prisma deriva, iremos comentar mais a respeito de algumas diferenças que o sedã tem em comparação com o hatch. A começar no preço, que se não é tão diferente nas versões de entrada, fica bem mais alto nas versões de topo.

O Novo Prisma custa 45.990 reais em sua versão mais cara, LTZ 1.4, que é justamente essa que você vê nas belas fotos feitas exclusivamente para o NA. O carrinho fica bem atraente nesta cor meio marrom. Foi uma escolha feliz na cor dos carros que estão sendo mostrados para a imprensa e que também estão em anúncios impressos e na TV.

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Se trata de um preço perigosamente semelhante aos preços de versões similares do Chevrolet Cobalt. Veja que o Cobalt da mesma versão, LTZ 1.4, custa 45.490 reais, 500 reais a menos que o Novo Prisma. Mas é claro que a GM não se preocupou com essa semelhança de preços, até porque o Novo Prisma é bem mais bonito e atrai compradores mais jovens, que não vão nem mesmo olhar para o Cobalt, “carro de vovô”, ou “carro de taxista”.

Novo Prisma – Impressões do interior e qualidade de acabamento

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O interior do Novo Prisma é quase que exatamente o mesmo do Onix de versão equivalente. Temos apenas algumas mudanças nas cores, com partes do painel acabadas em bege. Esta escolha de cores nos lembra do Chevrolet Cobalt e seu interior igualmente fora do padrão brasileiro que é preto pra todo lado.

Essa diferenciação ajuda a separar um pouco o Novo Prisma de seu irmão hatch e chamar a atenção de compradores um pouco mais conservadores. O quadro de instrumentos é o mesmo e o sistema MyLink também, com a exceção de que ele tem um software atualizado com novos aplicativos e também possibilidade de uso de câmera traseira de ré. O Novo Prisma cedido pela GM tinha esse equipamento, que tem de ser instalado à parte nas concessionárias.

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O mesmo podemos dizer do acabamento em couro dos bancos, que não é um item de série tampouco opcional de fábrica. O Novo Prisma tem preço de 45.990 reais, mais 1.000 reais da pintura metálica. Com esses equipamentos adicionais acima citados, o preço deve encostar nos 49.000 reais.

Se em quase tudo o Novo Prisma é idêntico ao Chevrolet Onix, no tamanho do porta-malas ele é bem diferente. E seus 500 litros são mais do que o suficiente para uma família levar de bagagem em viagens.

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Novo Prisma – Vídeo de detalhes

Novo Prisma – Comportamento e consumo na cidade

O Novo Prisma mantém nossa opinião de que na cidade as versões equipadas com motor 1.4 não apresentam um desempenho tão superior a versões com motor 1.0, isso levando apenas o motorista. Quando temos de ligar o ar-condicionado ou carregar o veículo com quatro ou cinco pessoas, aí sim a coisa muda, e o motor 1.4 de até 106 cavalos se torna a única opção interessante para que o motorista não fique irritado com falta de desempenho.

Achamos que o Novo Prisma tem um desempenho quase que idêntico ao Onix 1.4. A diferença no peso é mínima e a diferença na performance também, apenas prestando muita atenção para se perceber alguma coisa diferente entre os dois.

O sedã popular se mostra bem equilibrado entre um carro confortável e também um que tenha uma boa estabilidade. Apenas não gostamos da demora para o motor responder ao comando do acelerador. Quando você para em uma subida e tem um carro atrás, não importa o quão rápido você solte o freio e pise no acelerador, o carro dá aquela descidinha, assustando o condutor do outro veículo.

O consumo foi mais uma vez elogiável, aliás, até mais elogiável do que com o Onix 1.4. Conseguimos 8,0 km/l e 11,5 km/l com o hatch, usando álcool e gasolina respectivamente. Com o Novo Prisma alcançamos 8,4 km/l e 11,7 km/l da mesma maneira, com ar-condicionado ligado o tempo todo.

Depois do Toyota Prius, Novo Prisma 1.4 e Onix 1.4 ficam na segunda e terceira colocações dentre os carros mais econômicos que já testamos aqui no NA.

Novo Prisma – Comportamento e consumo na estrada

Na estrada o motor 1.4 da GM se torna mais querido do motorista do que na cidade. Digo isso pois neste ambiente se mostra muito mais importante ter potência adicional (em relação ao 1.0) do que em espaços urbanos. Conseguimos fazer retomadas e ultrapassagens com muito mais tranquilidade, e as viagens se tornam menos cansativas.

Notamos que o Novo Prisma inclina mais sua carroceria em curvas do que o Onix 1.4, por conta do peso maior e também a carroceria mais longa. Mas não chega a ser algo preocupante, afinal, fazemos curvas sem esquentar a cabeça em velocidades de até 110 km/h.

A forração acústica continua muito boa, isolando bem o motor da cabine e deixando de fora os ruídos aerodinâmicos que permeiam portas com vedação ruim – no Prisma elas são bem vedadas. Apenas não gostamos do som dos pingos de chuva mais fortes em cima do teto do veículo.

Parece que ali a forração é bem deficiente, e sempre que pegamos uma chuva mais intensa, temos que elevar bastante o tom de voz para conversar com os outros ocupantes. O consumo foi surpreendente mais uma vez. Ultrapassamos com folga os bons números do Onix 1.4 na estrada: 13,5 km/l com álcool e 16,8 km/l com gasolina.

Com o Novo Prisma, conseguimos nada menos que 14,2 km/l com álcool e 17,4 km/l com gasolina, sempre com o ar-condicionado ligado e andando a 110 km/h. Os trechos usados para medição de consumo foram os mesmos usados com o Onix, ou seja, quer você escolha um Onix hatch quer escolha um sedã, vai estar bem servido em termos de consumo.

Novo Prisma – Ficha técnica

Motor: Bicombustível, dianteiro, transversal, 1.389 cm³, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro e comando simples no cabeçote. Injeção multiponto sequencial e acelerador eletrônico.

Potência máxima: 106 e 98 cv a 6 mil rpm com etanol e gasolina.

Torque máximo: 13,9 e 12,9 kgfm a 4.800 rpm com etanol e gasolina.

Aceleração de 0 a 100 km/h: 10,1 e 10,7 segundos com etanol e gasolina.

Velocidade máxima: 180 km/h com etanol e gasolina.

Diâmetro e curso: 77,6 mm X 73,4 mm. Taxa de compressão: 12,4:1.

Pneus: 185/65 R15 (LT e LTZ).

Peso: 1.029 kg (LT) e 1.079 kg (LTZ).

Transmissão: Câmbio manual com cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira.

Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais com carga lateral, amortecedores telescópicos e barra estabilizadora. Traseira semi-independente com eixo de torção, molas helicoidais e amortecedores telescópicos hidráulicos.

Freios: Discos na frente e tambor atrás. ABS de série.

Carroceria: Sedã em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,28 metros de comprimento, 1,71 m de largura, 1,49 m de altura e 2,53 m de distância entre-eixos. Oferece airbag duplo de série.

Capacidade do porta-malas: 500 litros.

Tanque de combustível: 54 litros.

Produção: Gravataí, Rio Grande do Sul.

Fotos Fabio Aro


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