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Belo Horizonte e Curitiba terão carros elétricos compartilhados

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O carro elétrico aos poucos está entrando no mercado brasileiro e em breve fará parte das opções de transporte de muita gente. Depois de Recife, que já criou seu próprio serviço, outras capitais já começam a dar os primeiros passos para o compartilhamento de veículos.

Belo Horizonte e Curitiba já emitiram editais para contratação de serviços de car sharing, sendo ambos apenas para carros elétricos. Na capital mineira, a empresa Compacty Moby quer ter 50 carros compartilhados no município, que ficarão distribuídos em estações.

O condutor precisa estar cadastrado e apresentar CNH para retirar o veículo, sendo posteriormente devido em qualquer outra estação do serviço. A partida será feita por um SMS recebido no smartphone/celular. Cada estação terá cobertura de painéis solares e os veículos, para duas pessoas, terão autonomia de 100 km e velocidade máxima de 70 km/h. O tempo de recarga é de 5 horas.

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Já em Curitiba, a prefeitura emitiu um edital no último dia 15 para prestação de serviço de compartilhamento de carros elétricos. O PMI (Processo de Manifestação de Interesse) dá um prazo de 90 dias para os interessados no serviço. Após esse período, a prefeitura avaliará os projetos durante 45 dias e então decidirá quem é o vencedor.

A ideia é ter pontos para retirada e devolução, utilizando-se aplicativos para acesso ao serviço. A capital paranaense já é conhecida por incentivar meios alternativos de transporte, especialmente o uso de carros elétricos.

[Fonte: Estado de Minas/Prefeitura de Curitiba]





  • Guilherme Batista

    Quero ver onde que vão colocar estas estações em BH, a área central da cidade já não tem espaço pra mais nada e o transporte público é tão ruim que cada vez mais o pessoal está abandonando ônibus. Muitos estão migrando pra carros ou motos por causa disso

    • Foxtrot

      Não tenho o que reclamar das linhas que pego aqui em BH (exceto o 2104, essa era f* quando eu pegava…),

      • 0terceiro

        Eu diria que as opções de ônibus aqui em BH melhoraram após o início do MOVE.

        O problema é que muitas linhas continuam fora do sistema (e acho que o 2104 é uma delas, hehe), e não há muita integração entre elas (em algumas você paga meia passagem quando sai de outro ônibus, em outras paga passagem inteira).

        • Guilherme Batista

          Eu já digo que piorou e muito, conheço muita gente que morava na região de venda nova e pampulha que reclama horrores desse sistema. A verdade é que diminuíram o número de ônibus e te obrigam a pegar mais linhas para o mesmo trajeto. Vou dar exemplo de uma amiga minha. Ela mora no bairro Minas Caixa (Regiao de venda nova) e trabalha no Sion.
          Antigamente ela pegava 2 onibus. Um até o centro e outro até o trabalho. Os dois ônibus passavam a cada 10 minutos no horário que ela pegava.
          Com o MOVE ela é forçada a pegar 3. Tem que pegar um no bairro dela, que passa a cada 20 minutos no horario de pico e sai lotado. Esse ônibus a leva até a estação Pampulha. Até ela chegar na estação demora uma eternidade pois a quantidade de veiculos chegando a estação e nas regioes proximas é muito grande, o transito agarra. Depois tem que pegar um outro ônibus até o centro. Todo mundo sabe que na estacao fica insuportável por causa da quantidade de pessoas. Depois disso tem que pegar mais outro ônibus até o trabalho. Resultado, o trajeto aumentou em 1 hora, isso se ela não perder o horario de nenhum onibus.
          Isso aconteceu com muitas pessoas, sem contar os problemas com os ônibus e plataformas

      • Guilherme Batista

        Então está dando muita sorte, porque ta cada dia pior viu, com esse MOVE então, nem se fala. Eu por exemplo usaria tranquilamente ônibus se ele fosse pelo menos rápido e tivesse um AC decente. Meu trabalho fica a 7Km de distância da minha casa e se for de ônibus, demoro no mínimo 1:30 e passando um calor infernal. De carro demoro 15 minutos e ainda gasto praticamente o mesmo tanto com combustível

    • clearboxer

      É claro que estão abandonando, ônibus a 3,40, e irá subir ainda este ano de novo, então dependendo da distância está mais caro que andar de carro… Quem tem condição de ter um carrinho, tem mais é que abandonar esses ônibus caríssimos mesmo.

      Quanto ao centro de BH não ter espaço, basta eles usarem o espaço de algum dos vários quarteirões fechados, onde hoje é estacionamento rotativo, e colocar essas estações.

      • 4lex5andro

        com o advento dos moto-taxi, e talvez, uber, aí que a concorrencia sobre o modal onibus urbano vai pesar nas maiores capitais ..

        e, nesse ritmo, com essa concorrencia e alta de preços dos derivados de petroleo (no mercado interno) a tendencia é as empresas de onibus continuar a aumentarem os preços mesmo ..

      • Guilherme Batista

        A maioria desses quarteirões estão no centro ou na savassi, acho que seriam pouquíssimos lugares, criando rotas bem limitadas. Deveriam fazer parceria com shoppings, supermercados e estacionamentos para criar uma rede abrangente. Outro fator que pesará é o preço, já que as bicicletas estão caras, imagino quanto isso vai custar

    • David

      Guilherme, e so usarem alguns dos prédios abandonados. Existem sistemas modernos pra estacionamento em prédios onde se coloca centenas e centenas de carros. Aqui falam de 50 veículos. Podem ser acomodados tranquilamente em qualquer andar de um prédio que não esta sendo usado. Uma linda alternativa pra quem não fica perto de uma linha e tem como usa o sistema.

      • Guilherme Batista

        Mas isso aumentaria demais o custo, já que teria que arcar com aluguel

  • Foxtrot

    Pra variar o serviço chega primeiro nas capitais com fama de terem os consumidores mais chatos (mais difíceis de convence-los a comprar algo), se pegar lá, pega no país inteiro. Espero que pegue =D

    • Darwin Luis Hardt

      pega sim, vai faltar carro acho. Igual como funciona aluguel de bicicletas com estaçoes. É até chato porque geralmente não tem bicicleta disponível de tanta gente que anda quando é dia de sol ou fim de semana.

    • Lucas Wietchesky

      Está errado. Como diz na materia o serviço chegou primeiro em Recife. E não acho o povo de BH chato. Curitiba e Porto Alegre são donos destes posto.

      • Foxtrot

        É coisa que também não entendo, mas muitos comentam a respeito dos mercados serem mais exigentes (chatos). Quanto a Recife, o texto falou em compartilhamento, mas não em veículos elétricos. Eu espero que esse meio seja um outdoor para os veículos elétricos no Brasil e que as pessoas passem a prestar mais atenção nesses modelos.

        • Matheus Conrado

          Em Recife são elétricos mesmo, mas o sistema ainda é bem limitado e com poucos veículos,a licença mensal custa 30 reais,se quiser ir sozinho, e cada viagem de de no máximo 30 minutos.se informar que deseja oferecer carona o valor cai pra R$ 10, achando o carona cada um paga 5, mas se não aparecer outra pessoa a viagem se mantém pelos mesmos 10 reais

      • 0terceiro

        Eu sou de BH e não sou chato :-P

      • Deadlock

        Na verdade testam nesses locais não porque o povo seja chato, mas sim porque há um boa classe média, que tem bom poder de consumo e são o grosso do público desse tipo de transporte. Chato é quem fala que são chatos. Isso é negócio e não coisa para amadores.

        • Peninha

          O que eu ouvi a respeito é que os consumidores de BH são mais conservadores e mais fiéis a marcas conhecidas. Isso significa que se os consumidores mais consumidores podem ser convencidos, os outros serão mais facilmente.

        • O “chato” foi utilizado no “bom” sentido. Leia de novo. Eu sou um dos que sou “chato” aqui em Sampa por discordar das humilhações da linha Esmeralda e Vermelha.

    • clearboxer

      Os consumidores mais chatos? Baseado em quê e em relação a quê você diz isso de BH, Curitiba e Recife?

      • Luis_Zo

        Enão tenho como te citar fontes oficiais, mas compartilho essa historia:
        Sou do sul, minha esposa de BH (tem um start-up em fase embrionaria). Fiz um “mba” em gestao na FDC e foram varios os professores que afirmaram: se algo vende em BH ou Curitiba, a chance de vender em outros lugares do país é altissima. Consumidores são mais “chatos” nessas cidades…

        Em casa eu vejo isso todo dia. Minha esposa sai para vender, as empresas recepcionam, sao educadas, conversam, marcam outra visita, acham tudo do produto maravilhoso, elogiam, mas…. Dificil de comprar. E dificil de dizer NAO quero comprar. Sinto que pro mineiro dizer NAO é falta de educaçao, e isso atrapalha demais o processo de venda… Torna oneroso, demorado, enfim “chato”.

        • Deadlock

          Não são chatos, só não vão comprar qualquer coisa que oferecem. Isso denota inteligência e não chatice.

          • Luis_Zo

            Cara, são “chatos” no sentido figurado, de exigentes. Mas discordo que isso denota inteligência. Olha o significado de exigente:

            Severo; que se comporta ou age com rigidez e inflexibilidade: pai exigente.
            Que pede insistentemente; que solicita com obstinação.

            Isso pra mim esta longe de ser inteligente…

        • clearboxer

          Entendi o que você quis dizer. Os consumidores de BH e de Curitiba são mais exigentes, de fato. Chatisse é outra coisa (realmente já ouvi esse rótulo sobre Curitiba e Recife, mas nunca de BH). Essa postura das empresas de não comprar com facilidade é uma consequência do mercado consumidor exigente. Se errar na compra no atacado, encalha, sei disso porque já trabalhei com comércio na região metropolitana de BH. Até mesmo o mercado popular de BH oferece coisas de melhor qualidade que na 25 de março, por exemplo, pois nesse aspecto o Belo-Horizontino realmente é exigente, itens que não agradam simplesmente não vendem.

          • Luis_Zo

            Olha, concordo que o consumidor é mais exigente, mas isso não quer dizer que é só por mais qualidade, mas sim pelo “melhor negócio” em si. Não tenho a experiência que tu teve em BH, de vendas, somente de vendas de meus carros. A “regra” é jogar o valor pra cima, o cara do outro lado joga pra baixo pensando que o valor do meio é quanto ele quer pagar. Quando fui morar em BH e vendi meu primeiro carro, o “conselho” de 100% das pessoas era fazer isso, pois, segundo eles, o mineiro gosta de “levar vantagem” na compra.

            Agora moro aqui em Recife, e essa metodologia de negociação não funciona tão bem. Pra alugar o AP, a “regra” no desconto é 100 reais… sério, independente do preço, baixavam 100 reais só. Ja no carro, o cara quer pagar pouco, independente de FIPE. Pode ter teu carro e outro do mesmo ano e modelo, porém o do lado esta todo enferrujado, pneus velhos, fazendo barulho… o cara chega pra ti e diz que quer pagar o mesmo valor do carro do lado, pois ali ta mais barato… meio que não adianta argumentar que o teu carro é melhor, no final tu diz não e o cara vai la e compra o pau velho mesmo.

            • clearboxer

              Mas o exemplo que você deu sobre o carro conservado x pau velho em Recife mostra exatamente o que eu disse, ou seja, que em outras localidades é mais fácil achar consumidores para itens de baixa qualidade do que em BH e Curitiba.

              Veja que, por exemplo, em BH e região é difícil ver carros em péssimo estado rodando, coisa que no Recife, ou mesmo no Rio e São Paulo é bem mais comum. Antes de chegarem a um estado deplorável, os carros já vão para o ferro-velho ou então, são vendidos em outros estados que tenham mercado para carros mal cuidados. Melhor exemplo que conheço é o interior do RJ, lugar mais fácil de achar carro barato.

              Belo Horizonte hoje em dia praticamente não tem importados da década de 90 rodando, por exemplo. A grande maioria foi para desmanches (ainda que pudessem rodar mais, é difícil achar quem compre carro precisando de reparos), ou então para outros estados, onde terminam de serem esmerilhados até pararem de funcionar. Os que restaram por lá, em geral, são os que estão em bom estado de conservação.

              • Luis_Zo

                É, olhando por esse ponto de vista (comercio de carros) faz sentido mesmo o que tu falou da questão da qualidade.

                Mas eu insisto, minha percepção não diz que é SÓ a demanda por qualidade que faz o consumidor de BH mais exigente, tem mais fatores culturais ai. Mas como comentei, minha unica experiência de “comercio” é com venda de carros, logo não saberia falar de outras áreas pra dar uma opinião.

      • Foxtrot

        Não inclui Recife pq, até onde sei, o de recife não oferece carros elétricos. Digo isso pois já cansei de ouvir falar que muitas empresas, quando lançam algum produto novo elas lançam primeiro em BH e Curitiba por terem os consumidores mais difíceis de se vender.

        • Lucas Wietchesky

          Mineiro cara é o sujeito mais simpático do Brasil. Sou do Sul e sei que estou falando.

          • Foxtrot

            Até editei o comentário depois dessa para acabar com a ambiguidade. Mineiro é simpático mas também tem fama de “mão de vaca” por isso que eu disse que é um consumidor chato, não sai por aí gastando dinheiro com facilidade. E obrigado pelo elogio ^^

        • Luis_Zo

          Em Recife foi a primeira iniciativa do Brasil de carros elétricos compartilhados… tem na região do Recife Antigo, onde é muito se locomover com veículo próprio…

  • Leonardo

    Acho uma ótima ideia se for parecida com os aluguéis de bicicletas, porém se levarmos em conta o estado dessas bicicletas que são alugadas, fico com pena dos carros.

    • Felipe

      Em BH o estado das bicicletas dos pontos onde costumo passar, é aceitável. O grupo responsável pela prestação do serviço tem contrato com uma empresa de manutenção e regularmente a “frota” passa por revisões e reparos. Com carros, penso que não será diferente.

      • Leonardo

        Pois então aki no RJ na maior parte dos locais por onde passo e reparo nas bikes, ou elas tem pneus esvaziados ou furados, ou os bancos ficam rasgados, é mais a quantidade de uso e o jeito que as pessoas utilizam né, vai mais da conservação de cada usuário

        • Felipe

          Talvez pelo fato de a “frota” carioca dessas bikes ser mais velha.
          Mas pelo que vc disse, além de vandalismo, as magrelas sofrem com a falta de manutenção também.

  • Louis

    A ideia é boa, vamos ver se os taxistas não vão depredar os carrinhos…

    • Pacheco

      Nada mais do que aquela empresa que aluga os carros… acho que é Za Za Car…sei lá o nome… lembro q eles tinham até Smart um tempo atras.

      Eu cheguei a me cadastrar uma epoca, mas nunca tinha o carro q eu queria proximo pra retirar. Sem falar que o valor era bem carinho.

  • Lobo

    Tomara que dê certo.
    Estou na torcida.

  • DiMais

    Renault Twizy com o caminho aberto para aparecer com mais frequência por aí



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