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BMW integra Programa Veículo Elétrico e pode ceder motor flex à ônibus híbrido

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A BMW passou a fazer parte do Programa Veículo Elétrico, da Itaipu e diversos parceiros. No início de outubro, a empresa alemã forneceu dois exemplares do modelo i3, que serão submetidos a uma série de estudos e ensaios, como a análise de desempenho e a avaliação de impacto na rede elétrica. Além da BMW, marcas como Fiat, Renault, Agrale e Iveco integram o Programa VE.

O interesse pela BMW surgiu quando os técnicos da Itaipu pesquisavam um motor a combustão movido a etanol para equipar o novo protótipo de ônibus elétrico híbrido, que está sendo desenvolvido pelo Programa VE. O objetivo é investir em uma tecnologia que possa atender à demanda mínima de percurso no transporte público, de cerca de 250 kg por dia, com mínimo impacto sobre o meio ambiente.

A atual tecnologia empregada nas baterias não consegue atender esta demanda de percurso diário com baixo custo. Por conta disso, boa parte dos projetos de ônibus em outros países não utiliza tecnologia puramente elétrica, mas híbrido a diesel ou GNV, com redução de 30% a 40% das emissões. No Brasil, o motor elétrico híbrido a etanol iria oferecer redução de 90%.

Segundo o coordenador brasileiro do Programa VE, Celso Novais, o motor flex da BMW produzido em Araquari (SC), que equipa o Série 3, é um dos que apresentam as melhores características de torque e velocidade para ser utilizado no gerador etanol que será incorporado ao projeto do ônibus hibrido.

Em junho, uma comitiva da BMW visitou Itaipu e reconheceu o programa. “Eles gostaram tanto do nosso trabalho voltado para a mobilidade elétrica sustentável que propuseram ceder dois veículos em comodato como um primeiro passo numa cooperação técnica no programa de mobilidade da Itaipu”, explica Novais.

Além de se integrarem imediatamente ao Programa VE com os dois veículos i3, os representantes da BMW se comprometeram a contatar a sede da empresa, na Alemanha, para avaliar também a possibilidade de participar do projeto do ônibus elétrico híbrido etanol de Itaipu.

A marca alemã não vende motores para aplicações fora dos veículos, mas os técnicos do programa estão confiantes em uma exceção. “Estamos confiantes em conseguir essa autorização, até porque a Alemanha e o Brasil firmaram, em agosto deste ano, um acordo de cooperação tecnológico bilateral, para o desenvolvimento de propulsão eficiente em áreas urbanas, o que está em consonância com iniciativas da Itaipu”, conclui.





  • th!nk.t4nk

    Faz sentido. Hoje na Europa os híbridos estão presentes em praticamente todas as cidades. São muito agradáveis (silenciosos, saídas rápidas, etc). Se conseguirem combinar isso com um motor a etanol, seria fantástico, mas tenho dúvidas se isso seria viável pra um ônibus urbano “full size”.

  • leomix leo

    250kg??