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Borgward quer produzir 1,6 milhão em 2025 – Meta para 2020 é similar ao da Volvo

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Apoiada na Foton, a Borgward quer ir muito além dos atuais 160.000 carros por ano, que é a capacidade instalada de sua fábrica em Pequim. A meta é ampliar esse volume para 360.000 em uma segunda fase. Esta provavelmente deve ser alcançada nos próximos 18 meses ou pouco menos, já que a meta para 2020 é alcançar 800.000 veículos/ano, objetivo similar ao da Volvo, que também tem na China um dos pilares para o futuro.

Mas, nos cinco anos seguintes, a Borgward pretende dobrar a produção, alcançando 1,6 milhão por ano. Para isso, ela já deverá estar produzindo também fora da China. Na Alemanha, a empresa buscar um padrão “German Industry 4.0” para se igualar em qualidade ao exigido pelo país, onde terá uma planta decida a híbridos e elétricos.

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Além disso, a Borgward quer atuar também na Índia e na América do Sul, notadamente no Brasil, visto que é o maior e mais importante mercado da região. Nos dois casos, a montadora terá de erguer fábricas para melhor atender a demanda. Por aqui, uma opção interessante seria fazer tais veículos na planta da Foton Aumark, em Guaíba/RS.

Por enquanto, a Borgward só tem um produto pronto para entrar no mercado chinês, o BX7, que tem motor 2.0 Turbo com 201 ou 221 cv, além de transmissão de dupla embreagem com sete marchas. Ele será acompanhado dos modelos BX5 e BX6. Até o momento, a alemã apenas revelou utilitários esportivos em seu futuro lineup.

[Fonte: Paul Tan]





  • Jorge Osório Cortese Magalhães

    Isto sim que é dobrar a meta!

    • Clovislauro

      Pare de ser injusto, no Petrolão: “Não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta mas, quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta”. Pode ver que foi seguido exatamente o que ela falou.

  • Gustavo73

    Espero que consiga. Mas me parece muito a história de outra fabricante chinesa ligada a Chery. A Qoros também epserava um crescimento interno e focava na expansão para a Europa. Seu primeiro carro chamou a atenção uns 3 anos atrás a tirar 5 estrelas na Euro Ncap e ter pontuação acima dos modelos europeus textados naquele ano. Mas era vendido em uma loja multimarcas em um pais do leste europeu. A expansão nunca veio, e acabou revendo seus planos focados na China. O “problema era ser uma marca desconhecida e ter custo de premium alemão.

    • Bruno Silva

      Mas a Borgward é diferente, ela já existiu, tem um histórico na marca. Isso conta muito, por mais que não pareça…

      • Gustavo73

        A relação com a antiga marca é só o nome. Antes alemã agora chinesa e produzido por lá. Uma marca que morreu nos anos sessenta, não acho que só isso faça efeito. Veja o Qoros era um produto da qualidade pelo menos as avaliações e o crash teste mostraram isso(não sabemos sobre durabilidade por exemplo). Mas o preço matou o carro na Europa, já que custava perto de um A3, na Europa seria mais fácil alguém levar um Skoda. Esse é o problema. Mas eles já viram o que aconteceu com a Qoros e tenham uma estratégia diferente.

        • Bruno Silva

          A pessoa vai procurar pela marca na internet e vai ver modelos antigos. Além disso, ela agora só tem como proprietária a marca chinesa, pois ao que eu sei, ela continua sendo alemã.

          • Gustavo73

            Seu único carro é feito na China e daí partirá a expansão. Mas como disse se tiver preço de alemão ninguém vai comprar. Afinal será uma incógnita no início. Teria na.minha opinião que ter preço de Skoda(Tcheco mas com qualidade alemã) ou ligeiramente a baixo já que a marca de entrada do Grupo VW é bem conhecida e tem bons produtos. É só ver que apesar da qualidade que possui a Volvo cobra menos que o trium virato alemão. Eu pelo menos não arriscaria em uma marca que não faz nada desde os anos 60(e provavelmente não faliu a toa) pelo mesmo preço de um produto de qualidade e conhecido. Mas por menos talavez.

  • No papel tudo certo, vamos ver no mundo real como será essa “expansão”.