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Brasil fecha acordo com Uruguai para exportar mais

Pátio da Chevrolet

O Brasil fechou um novo acordo automotivo com o Uruguai, que prevê um aumento de 25% nas exportações para o país vizinho sem incidência de imposto de importação, mas válido somente para veículos leves.

O volume autorizado subiu de 8.504 para 10.056 unidades, que poderão ser exportadas no período de um ano. O reajuste na cota já é válido para o montante do período 2015-2016. Já as importadoras terão direito a cota de US$ 49,7 milhões, mas de acordo com o desempenho anterior. A cota para autopeças continua com limite de US$ 99,6 milhões.

[Fonte: Automotive Business]





  • André Maia

    Parece muito em percentual, mas em número unitário é bem pouco.

  • CorsarioViajante

    Agora vai! Incríveis 10.000 unidades… rs
    Falando sério, é sempre bom ver novos acordos e tal, mas este, no caso, me parece praticamente insignificante.

    • V12 for life

      Eu acho qualquer acordo é válido, mas para realmente ajudar na crise interna o volume de exportação tem que ser grande, e só com grandes mercados isso será possível.

      • Tosca16

        agora qual grande mercado compra do Brasil ? O jeito é aproveitar as fábricas que estão fechando nos países vizinhos e tentar usar a capacidade das fábricas aqui existentes para suprir a demanda nestes países, se é que com a crise há demanda …

        • V12 for life

          Acho que não me expressei direito, o desgoverno tem que fechar acordo com Estados Unidos ou Europa. Ambos estão querendo e isso é bom para o consumidor local mas provavelmente não para as montadoras, ou ir atrás da China que tem regras até mais permissivas que as nossas.

          • Tosca16

            não vejo como escoar a produção local à não ser para esses países vizinhos; não adianta pensar em tais países, à não ser para importação de peças diminuindo o índice de nacionalização pedido as montadoras, vá que assim diminua as custos de produção e melhore a qualidade dos produtos que vem até nós, como também facilite a manutenção de alguns veículos importados .

            • V12 for life

              Um acordo com esses países obrigada as locais a desenvolver seus produtos rapidamente, e ainda vai segurar os preços dos nacionais além de autopeças fazer parte desses acordos.

            • CharlesAle

              Tosca. No passado, na época que o Brasil funcionava, já exportamos para os EUA Voyage e Parati, e mais recente, o Golf. E na época que eu trabalhava na Ford, via os Ford Cargo sendo também exportados para lá. Ou seja, em uma época que os carros piores que agora, já exportávamos e muito, por que não agora? O que faltou foi apoio politico, além de as montadoras falharem ao deixar de lado o mercado de exportação. Agora, o que sobrou só os “paísecos” que , nem de longe, ajudarão a produção nacional..

              • Tosca16

                o contexto hoje é bem diferente, não vejo veículos oriundos daqui serem exportados para tais países hoje, vejo até com maior facilidade projetos desenvolvidos aqui sendo exportados quê o produto final em si, simplesmente por questão de custos de produção, logística e demais que travam o crescimento aqui …

  • Tosca16

    O pessoal acha insignificante o volume total mas tem que reconhecer que os demais mercados dos países que fazem parte do mercosul são bem menores quê o nosso …

    • Foxtrot

      E é por isso que defendo o afastamento total ou parcial do Brasil no Mercosul. O único mercado maior que temos para fazer negócios é a protecionista Argentina (40 milhões de hab.). Todos os demais mercados são pequenos como o Uruguai (3,5 milhões de hab), Paraguai (7 milhões de hab.) ou é falido como a Venezuela (28 milhões de hab.)

      • Tosca16

        A Venezuela se vc ver até que tá investindo bem nos transportes, não estou dizendo dos Cielo Táxi, mas se vc ver os novos ônibus e alguns outros lá tá melhor que o Rio de Janeiro que vai sediar as Olimpíadas de 2016.

        • Foxtrot

          Mas o Mercosul vai muito além do mundo automotivo. Posso estar sendo preconceituoso, mas imagino que o poder de compra da família venezuelana deve ser muito baixo, o que inviabiliza a importação de muitos produtos industrializados como eletrônicos.

          • Tosca16

            sinceramente só vejo o agronegócio como forte aqui, para fazer frente à muitos países, industrializados só alguns poucos produtos e a parte de eletrônicos e informática nem perto disso.

            • Foxtrot

              Citei eletrônicos como um exemplo pois foi o que me veio a mente no momento. O que eu acredito que seja o melhor para o país seria a procura de novos mercados (se possível maiores) para que o país não fique muito limitado a 4 mercados muito menores que o nosso. E como o Mercosul defende uma maior presença do estado na economia, parece que o bloco tem que aprovar novos acordos comerciais que o Brasil fecha com países fora do bloco. Me lembro de ter lido a respeito disse ha alguns dias quando Brasil e Uruguai demonstraram insatisfação com a atitude da Argentina no bloco e ameaçaram sair.

            • CharlesAle

              Não sei muito a respeito. Mas creio que se não fosse o agronegócio e suas volumosas exportações, o Brasil já teria ficado ,economicamente, em situação pior que a de agora..

              • Tosca16

                a salvação é nós kkkk, desculpe a falta de modéstia. Meu professor de economia sempre disse isso, economia e administração rural pra ser específico, ” Os EUA investem forte em agronegócio, nem por isso é taxado de agrário…países minúsculos na Europa com altíssimo investimento em produções agropecuárias, produtividade exemplar em terras até consideradas inutilizáveis para alguns de nós … Agora vá dizer que devemos formar mais agrônomos, veterinários e zootecnistas, como também técnicos agrícolas e demais do ramo no Brasil pra vc ser taxado de arcaico, contrário ao desenvolvimento e etc; eles acham que só traz retorno engenheiros civis, químicos, elétricos e essa turma aê; esquecem de nós, sempre dando o superávit na balança comercial desde que o Brasil é Brasil … ” Agora ele fala isso num contexto de aulas e tal, ele também fala como eu mesmo digo aqui e onde seja quê investir aqui não quer dizer não investir em demais setores, todos são importantes só quê olhando nossa dimensão territorial e disponibilidade de terras férteis falar abertamente em agronegócio não quer dizer atrasar tecnologicamente a nação.

          • Rafael Barroca

            Fox: muito além mesmo. Lembro que há uns dois anos, na aduana argentina, uma quantidade de milhares de sapatos brasileiros ficaram parados por uma questão protecionista do lado de lá. No mais, são vários produtos que exportamos para lá. Vi até tênis Rainha nas lojas deles.

      • André Borges

        Nenhum país do mundo hoje abre mão de alianças comerciais regionais, seja na Europa, América do Norte, Ásia, Oceania, África, América Andina, etc. Simplesmente é uma necessidade geopolítica. As nossas dificuldades surgem porque o Brasil faz concessões excessivamente aos vizinhos em troca de exercer uma suposta liderança política na região, o que é necessário, mas deixa de pressionar pela implementação de uma autentica área de livre comércio.

        • Foxtrot

          Não nego ser uma necessidade, por isso defendo o afastamento parcial, para podermos fazer mais acordos com diversos países e, no caso do total, poderíamos tentar entrar no Pacto Andino que parece ser mais pró livre comércio.

    • Rafael Barroca

      Não podemos deixar de lembrar que a Venezuela entrou no Mercosul, mas não incluiu carros na sua parte do acordo. Prova disso é que não foram carros nacionais que foram adquiridos para táxi naquele país. Por falar em eletrônicos, dia desses vi no Chile um tablet CCE na Falabella-cl, uma das maiores lojas de departamento do Chile. Quando estive por lá, vi que nas farmácias e supermercados há bastante produto brasileiro nas prateleiras. Já televisores, equipamentos de som, geladeiras, fogões e etc. eles trazem do México porque além de mais baratos, possuem acordo para tal. Já no Uruguai, basta uma pequena visita ao autoblog deles para perceber que os preços caíram em média 2 mil dólares, inclusive dos que são feitos aqui, porém assim como nós, eles se queixam demais quanto a qualidade dos veículos que exportamos. Mas compram. Muito mais do que compramos deles. E também são repletos de opções. Especialmente chineses e indianos. O Paraguai não conta, praticamente. Além de terem um mercado super aberto, eles podem comprar usados do Japão via Iquique, Zona Franca do Chile. Andei em cada jabiraca dos anos 90, quase todos esfacelados pelo tempo ou mau uso, e caros, diga-se de passagem. Porém são confiáveis e à diesel, automáticos. Argentina também compra chorando, mas compra. Apesar do pouco volume, se não fossem eles, a balança já teria quebrado de vez. Tá na hora de abrir o mercado. Não tem mais como esperar. Esse país precisa virar uma plataforma mundial de exportação já! Se os impostos diminuíssem, quem sabe já não sentiríamos um alívio ainda este ano… Mas daí eu acordo. E caio na sequência.

      • Castle_Bravo

        O Uruguai tem uma infinidade de carros chineses, JACs (sem o abrasileiramento), Chery e mais um monte de outras marcas “piratas” (achei até uma Hilux “genérica” por lá!) e mais um monte de modelos diesel horrorosos, como um Classic diesel que peguei como táxi que tremia e era tão barulhento quanto uma D20 ou F-1000. Reclamam da qualidade com razão, mas compram porque lá roda um monte de lixo também.

  • Thiago_NCO

    Esses Celtinhas já foram exportados dezenas de vezes (entendedores entenderão…)

  • Derek

    Só o Mercosul mesmo para comprar os carros fabricados aqui, e olhe lá…

  • Ramom Alencar

    agora a indústria automotiva embala de vez, parabéns PT!

  • Leonardo

    Sera que agora as montadoras vao melhorar kkkk

  • Nismo

    As montadoras vão continuar mandando gente embora e aumentando os preços dos carros! Infelizmente esses números não vão alterar em nada o cenário atual.

  • ALVIN_1982

    Queria saber que raios é esse de Mercado Comum, onde o Livre comércio é… LIMITADO!