Home Comprando e Vendendo Carro financiado: quase todo mundo entra nessa roubada

  Silas Clown Nose Carro financiado: quase todo mundo entra nessa roubada




No ano de 2007, nada menos do que 72% dos carros vendidos no Brasil foram financiados. A informação foi publicada no site Interpress Motor. Isso dentre os carros. No segmento das motos, 61% delas foram compradas financiadas. O ideal mesmo é que todos comprassem carros á vista, ou que fossem subindo os degraus de valor de carro aos poucos, mas isso nunca acontece.

Sabemos que existem pessoas que financiam seus carros porque realmente precisam. Veja um exemplo. A pessoa acaba de arrumar um bom emprego na área de vendas, um emprego que exige carro próprio, para viajar por um raio de uns 300 quilômetros ao redor de sua cidade. Só que ela tem um carro velhinho, que não será capaz de aguentar um tranco desses, ou tem um carro gastão, precisando vender ele pra comprar um mais novo e mais econômico. Então parte para o financiamento de um popular. Aí a pessoa está mais do que certa.

Mas e quando a pessoa trabalha em uma entidade dentro de sua própria cidade, como por exemplo um banco. Utiliza o carro para ir ao trabalho, mas são menos de 5 km para ir e para voltar, um trajeto que qualquer carro, mesmo mais velhinho, faria numa boa. Mas, como o círculo de amizades daquela pessoa tem um certo nível social bom, todos tem carros novos e caros, e então ela sai de um popular quase zero quilômetro, da faixa dos 25.000 reais, para um hatch médio, como um Astra, Golf, Stilo, etc, da faixa dos 50.000. É claro, financia a diferença, sendo que poderia fazer a troca pagando a diferença a vista, esperando mais um ano. Aí já podemos definir o financiamento como uma roubada.

Por quê?? Porque os 25.000 reais de diferença a serem pagos vão se transformar em 40.000. São 15.000 reais jogados pela janela, dados de bandeja para o banco ou para a montadora. E temos casos ainda mais absurdos, quando uma pessoa têm o hábito de comprar carros importados, sempre financiados. O juro alto, a prestação alta, mais a depreciação alta do importado, tudo isso faz com que a pessoa muitas vezes jogue fora 30.000, 40.000 reais por ano, tudo para manter uma aparência.

Bom, vamos aos dados apresentados pelo site Interpress Motor. As vendas em 2007 podem ser divididas assim: 38% financiados por CDC, 30% por leasing, 4% por consórcio e 28% por pessoas em sua sã consciência, pagando á vista. O financiamento e o arrendamento de veículos para pessoas físicas cresceu 43,5% em 2007, atingindo o valor de R$ 110,7 bilhões, ante R$ 77,1 bilhões em 2006.

E as entidades citam isso como uma coisa boa, dizendo que a estabilidade e crescimento da economia, junto com elevação da taxa de emprego e aumento da renda familiar, estão dando esse presente maravilhoso para o povo. Sei. Só se for presente de grego. A taxa média praticada pelos bancos das montadoras ficou em 1,49% ao mês (19,42% ao ano). Já a taxa média praticada no mercado financeiro para o financiamento de automóveis foi de 2,13% ao mês (28,76% ao ano).

Sei que essa linha de raciocínio minha está cada vez mais rara na sociedade. Mas sinceramente, no mês que vêm ou no próximo estarei comprando um carrinho de uns 12.000 reais pra mim, só para andar aqui pela cidade, para fazer companhia para meu Landau 71. E estarei bem mais contente de ter uma “velharia” dessas do que ter um carnê para pagar no final do mês.





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