
Depois da isenção de IPI para automóveis com motor até 1.0 litro e de até 3,5% para modelos até 2.0 litro, o governo federal poderá impor uma redução também para modelos acima de 2.0 litro ou mais potentes.
Essa é a intenção do ministro Miguel Jorge, afirmando que é necessário produzir modelos mais potentes e eficientes no país. Tal redução estimularia a indústria.
O ministro não entrou em detalhes da forma que seria utilizada para estabelecer tal beneficio, mas a potencia especifica do motor está fora de cogitação.

Para Miguel Jorge, o objetivo é centrar a cobrança do IPI sobre o consumo dos automóveis, o que beneficiaria modelos mais potentes. O Polo BlueMotion, por exemplo, parece se encaixar neste perfil.
Embora tenha um motor 1.6, ele oferece uma excelente media de consumo, mesmo comparado a modelos populares 1.0 litro. Mas, essa idéia do ministro diverge daquela em que o nível de emissões de CO2 seria o fator determinante na nova cobrança.
Bom, por enquanto idéias não faltam para estabelecer uma nova metodologia de cobrança para o IPI automotivo, mas o que o consumidor ainda espera são preços menores e maior eficiência dos automóveis disponíveis no país.
“Aberração”
Como já dissemos, idéias novas para o IPI existem e Miguel Jorge parece ser o autor da maioria delas. No Domingo, o ministro concedeu uma entrevista onde afirmou que a cobrança reduzida para modelos 1.0 é uma “aberração”.
Jorge defende o fim da alíquota reduzida para modelos com motor 1.0 litro em prol da redução para o “carro verde”, sem dar maiores detalhes sobre como seria tal modelo.
Sem citar a Fiat, ele relembrou que a marca era a única que tinha modelo 1.0 e conseguiu sozinha um desconto de 50% no IPI, que na época era de 40%. Depois disso, as demais montadoras com modelos 1.0 conseguiram o mesmo beneficio.
Mais uma vez, a redução de CO2 surge como única forma justa de redução do imposto nos automóveis. Nenhuma montadora quis comentar a entrevista de Miguel Jorge. Então, vamos ver onde tudo isso vai acabar.
Fonte: Agencia Brasil / O Estado de São Paulo.
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