Carros são um mal desnecessário
28/06/2006

Em uma reunião recente feita no United Nations World Urban Forum, os “congregados” chegaram a uma conclusão: O automóvel colocou a humanidade na estrada para a destruição.
O maior inimigo do automóvel na citada reunião foi Enrique Penalosa, que está na figura acima. Ele defendeu a idéia de que as ruas deveriam ser devolvidas para o cidadão que quer andar a pé, de bicicleta, ou para andar de ônibus.
Melhorando as ruas e estradas ou mesmo criando novas ruas para os carros significa deixar a coisa desigual entre quem tem um carro e quem não tem.
Penalosa não apenas fala, mas bota em ação. Ele, quando foi prefeito da cidade de Bogotá na Colômbia, passou a verba de US$ 5 milhões que iria ser usada em uma expansão de uma estrada para projetos sociais como bibliotecas, escolhas e ajuda aos pobres.
“O interesse público tem de prevalacer sobre o privado,” disse Penalosa. “As cidades precisam ter mais espaço para os pedestres; isso não é um luxo, e sim a mínima democracia que oferecemos aos cidadãos. Construir estradas maiores somente nos leva a mais e mais engarrafamento. Estamos tirando o dinheiro de ajuda ao pobre para servir aqueles poucos que tem carro.”
O ambientalista David Suzuki também falou no fórum. Contudo, Penalosa foi o mais elogiado.
Não temos números para nos basear, mas chamar os que tem carros de minoria está um pouco equivocado. Sabemos que ele fala como um colombiano, mas mesmo na Colômbia, não deve ser uma minoria que tem carros.
[Fonte: Toronto Star]
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