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Carros verdes: O que precisa ser feito no Brasil

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Carros verdes no Brasil ainda são raros. Até agora, a Anfavea estima em 2,5 mil o número de carros híbridos, híbridos plug-in e elétricos vendidos num mercado cuja frota é de 50 milhões de automóveis.

Apesar de ações feitas de forma independente por parte de alguns fabricantes, através de parcerias com iniciativa privada e órgãos públicos, o Brasil ainda vê o carro verde como um veículo caro e raro.

O motivo é que não há incentivos para se criar uma demanda que no futuro possa ser taxada adequadamente. Hoje, o carro elétrico paga 25% de IPI, embora tenha obtido isenção de imposto de importação em 2015, o valor continua sendo proibitivo para muitos consumidores, que partem para carros comuns de preço equivalente.

Hoje, um Toyota Prius custa R$ 119.950, preço que permite adquirir carros de luxo “compactos”, utilitários esportivos bem equipados e até sedãs grandes, entre outros. Apesar da intenção da marca japonesa, que quer ter 30% das vendas em carros verdes até 2020, o panorama brasileiro é totalmente desfavorável. Mesmo com 5,7 milhões vendidos no mundo, o híbrido emplacou apenas 783 exemplares em quatro anos de mercado.

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Incentivos fiscais

Montadoras e especialistas são categóricos ao afirmar que o carro elétrico e os demais “verdes” precisam de incentivos fiscais para tornar o preço atraente para o consumidor comum. Sim, aquele que não conhece um carro com emissão zero. Isto porque quem se interessa sabe exatamente o que está comprando e busca uma experiência diferente.

Atualmente, a carga tributária que incide sobre os veículos gira em torno de 55%, de acordo com a Anfavea, o que prejudica não só as vendas de carros comuns, mas especialmente as de carros elétricos e híbridos, onde o peso dos impostos é um pouco maior. A saída para a fomentar um mercado de carros verdes no Brasil é a criação de um plano de incentivos a longo prazo.

Atualmente, com a instabilidade política e a crise econômica, dificilmente o governo abrirá mão de tributos em favor do setor automotivo, ainda mais no caso dos verdes, embora reconheça que esse é o caminho a seguir. Para Anfavea e ABVE (Associação Brasileira dos Veículos Elétricos), não dá para cobrar mais por um segmento que não vende.

Para as duas entidades, o governo deve promover uma redução de preços nos veículos de emissão zero e baixa, através de incentivos fiscais. O IPI é tido como o maior entrave para essa redução, de acordo com as montadoras. Com renúncia fiscal inicialmente, o governo poderá futuramente rever o benefício, quando então o mercado de carros verdes já estiver caminhando com as próprias pernas. Ou seja, em quantidade suficiente para se igualar às demais categorias.

Quando o governo zerou o imposto de importação, que nem é o principal motivo do custo elevado do elétrico no Brasil, de acordo com os fabricantes, o preço do BMW i3, por exemplo, despencou imediatamente de R$ 220 mil para R$ 170 mil.

Há algum tempo, a Nissan chegou a afirmar que o elétrico Leaf poderia ser vendido por R$ 90 mil, mediante isenção de IPI e II. Naquela época, o dólar estava em um patamar menor que o atual, que também é um fator para manter os preços altos. Contra esse, infelizmente, não há o que fazer neste momento.

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O exemplo de outros mercados

O modelo de incentivo proposto é o mesmo existente em países desenvolvidos, onde os governos cortaram encargos sobre carros verdes para criação de demanda. Muitos ainda não atingiram suas metas, mas já existem exemplos em que o próprio carro elétrico será o denominador final da equação automotiva nacional. Noruega e Índia já anunciaram a extinção do carro comum em prol do elétrico para os próximos anos, por exemplo.

No Japão, já existem mais pontos de recarga do que postos de combustíveis e sua frota verde é a segunda do mundo, ficando atrás apenas dos EUA, que tem o triplo da população. A China também corre nesse sentido, criando benefícios fiscais atraentes para substituir parte da frota por elétricos e híbridos. Sua corrida é contra o tempo, por conta da grande poluição ambiental.

De volta ao Brasil, além de incentivos iniciais para redução de preço, que deverão ser atrelados à produção nacional e criação de um parque industrial que atenda essa demanda, alvos prioritários do Inovar-Auto, os elétricos também precisarão de infraestrutura para recarga de baterias em pontos estratégicos, tais como estacionamentos, aeroportos, shoppings, entre outros.

A expectativa da ABVE é que entre 30 mil e 40 mil verdes serão emplacados por ano em 2020 e apoio a essa frota é necessário. Ainda assim, os tributos continuarão pesando forte sobre os carros verdes. A prefeitura de São Paulo, por exemplo, abriu mão de sua parte (50%) no IPVA de carros desse segmento. O efeito agora ainda é pequeno, servindo mais como um estímulo ao debate sobre o tema. No entanto, já é um começo.

Isenção de rodízio, zona azul gratuita, vagas exclusivas em estacionamentos, entre outras ações realizadas em esfera municipal e estadual, servem também como estímulo ao uso do carro elétrico. Em alguns estados brasileiros, há isenção total ou parcial de IPVA para carros plugados. De acordo com especialistas, se o Brasil não fizer algo agora, ficará para trás em relação ao restante do mundo.

[Fonte: Exame]

Agradecimentos ao Diogo Muniz.





  • Normal, cada povo com seus carros. Mudando de assunto, sou mais o Prius de 119 mil, do que o Corolla Altis de 110 mil. Ou até mesmo o Cruze de 108 mil. Vi uma avaliação japonesa com gerente de vendas da Toyota, e mostrou que o novo Prius é bem diferente do modelo anterior. Trocaram tudo, feito do zero, mudaram plataforma, e colocaram dupla vedação pro carro ser o mais silencioso possivel. Até o vidro do carro ficou BEM mais grosso. Coisa graúda esse carro.

    • Roger Rosato

      Se apenas não fosse tão… extremo no design…

      • Ah, o bom é que consigo ver ele andando a quilometros de distancia. É exotico para chamar atenção mesmo. Olhe ele tunado kkkkkkkk.

        • Roger Rosato

          HAHAHHSHSHSHSHSH
          De fato, “exótico” é a mais precisa palavra. LOL

      • A traseira ficou melhor kkkkk.

        • tjbuenf

          Os mano pira no rebaixado…

        • Leonardo C.

          Definitivamente o Prius ficou um carro “atrevidamente exótico”.

        • Magnamox

          Lembrei de velozes e furiosos…rsrs

        • Bruno Wendel Marcolino

          A traseira realmente ficou bem melhor, porém eu não gosto de carros rebaixados, acho bonito e tal, mas jamais teria, me irrita só de pensar que tem que andar de lado em paralelepipidos.

          Acho o Prius tão exótico quando um C4 Cactus por exemplo, é um carro diferente de tudo e tudo que é diferente a maioria começa a detonar chamando de feio.

      • Gabriel

        Devo ser um dos poucos que não vê nada de errado no design do Prius, acho até bem bonito na verdade.

    • Pacheco

      Concordo contigo, seria uma opção melhor que esses modelos citados.

      Para quem usa na cidade, o carro hibrido é otimo.

  • Tosca16

    Simples, mudar o país …

    • Mr. Car

      Mudar DE país talvez seja mais simples, he, he!

      • Tosca16

        Isso é …

  • afonso200

    solução é devolver o Brasil para os Indios
    e Pedir desculpa

    • Pacheco

      Duvido que eles aceitem sem uma indenização… kkkkkk

  • Holandês Louco

    E qual o impacto de um carro destes na conta de energia elétrica?
    Quantos kWh para “encher o tanque”?
    E de milhões deles na bandeira vermelha que tínhamos até poucos dias?

    • Que conta de energia? País de primeiro mundo é lotado de paineis solares nos telhados das casas. Olha o vulcão Fuji no fundo da iamgem.

      • Holandês Louco

        Me refiro ao Brasil…
        Bandeira vermelha na conta de energia elétrica é aqui, né?

        “No Brasil, se consideradas todas as tarifas, este custo estaria em torno de 3,5 mil euros por kWp. Por isso, investidores explicam que, nesse momento, o consumidor que optar pela energia solar terá que possuir uma disposição para que o valor da aplicação seja amortecido em 25 a 30 anos, que é o tempo médio de duração dos painéis e módulos fotovoltaicos.”

        • O que é bandeira vermelha?

          • Mr. Car

            Para mim, é coisa de comunista, he, he!

            • Holandês Louco

              Também pode ser de nazista…

              • Mr. Car

                Muito dificilmente se verá um nazista com bandeira nas ruas. Se vir, é bem provável que seja comunista mesmo. Ou “Colorado”, na melhor das hipóteses, he, he!

                • Holandês Louco

                  Pode ser do “atrético” paranaense tbm…

          • Louis

            É uma taxa adicional que estava sendo cobrada nas contas de energia elétrica. Por conta da estiagem, tiveram que acionar usinas termelétricas (que são mais caras em comparação com as hidrelétricas).
            Mas na prática, a bandeira vermelha subiu pouco o preço da energia, subiu mais por causa do aumento de preço por parte das distribuidoras. Tipo, em 1 ano quase dobrou o preço de energia elétrica na Banânia.

          • Louis

            Não sei se você tem ideia de como está aqui na Banânia, mas energia ficou tão caro em relação a renda da população, que muita gente tira microondas, eletrônicos da tomada para não gastar energia em modo stand-by…
            E as pessoas acendem apenas o necessário de lâmpadas.

            Quando estive nos EUA, fiquei impressionado com a quantidade de lâmpadas incandescentes que utilizam para iluminar os ambientes residenciais.

            • Pacheco

              Atualmente na cidade de SP um casal sem filhos não paga menos de 150 reais de conta de luz.

              • Estou duvidando desse valor kkkkkk. Vou perguntar pro meu amigo de SP/

                • Pacheco

                  Pra vc ter uma ideia, minha conta de energia vem 380 reais.

                  • TV grande de plasma pode ser um culpado.. ar-condicionado também… geladeira velha gastona…. ou banhos demorados sem aquecimento solar.

                    • Pacheco

                      Minha TV é LED. O ar condicionado eu ligo sempre, tanto para quente como para frio. A geladeira é nova e bem moderna e tenho aquecedor solar com complemento a gás em casa.

                    • Edson Fernandes

                      Ainda terei uma casa que poderei ter esses itens. Algo que ue adoraria que é muito comum na Inglaterra é ter o chão aquecido. Confesso que acho o maximo evitar pisar no chão gelado na hora de entrar no banho.

                    • Pacheco

                      Isso é algo simples de se fazer. Quando o pedreiro fizer o contrapiso, ele monta um circuito hidraulico que a água passe aquecendo. Casas do Sul tem isso até em algumas paredes.

                    • Edson Fernandes

                      Mas essa agua é recirculada?Quero dizer… é reaproveitada para ficar aquecendo? Pois me parece uma solução de um gasto meio alto em agua. (senão for reaproveitada)

                    • Pacheco

                      Sim, essa água corre num circuito fechado. Ela sai do reservatório, aquece o ambiente e retorna para o mesmo.

                    • Edson Fernandes

                      Mas de tempos em tempos precisa repor um pouco de agua não? (evaporação?)

                    • Pacheco

                      Minimamente… a perda por evaporação é muito pequena.
                      Mas é um projeto que só compensa se vc já tem um sistema de aquecimento para banho e usa um percentual dele pra isso. Nada mais a perda termica é grande e um processo lento.

                    • Edson Fernandes

                      Torneiras com aquecimento, aquecedor (nesses dias frios)…

                • Edgar

                  Quem dera 150 reais fosse caro…

                • Edson Fernandes

                  Eu pago cerca de 127 reais Lucro.

                  Apto com 47 m² que só tem eu, esposa e uma gatinha (animal mesmo…rs)

              • LeoPlugged

                Moro com minha esposa e possuímos uma filha. Nossa maior conta foi de 150 reais. Detalhe: Trabalho no período integral e minha esposa, no período noturno. Ou seja, sempre tem alguém em casa, durante toda semana.

                Agora, impressiona-me bastante em saber que gasta 380 reais de energia. Tem algum eletrônico consumindo energia.

                • Pacheco

                  A unida coisa fora do padrão que tenho em casa é o ar condicionado nos quartos que uso em dias quentes. Sò isso. E olha que todas as minhas lampadas são de led.

          • T1000

            leia sua conta de luz

            • Holandês Louco

              Ele deve morar fora do Brasil…

          • Holandês Louco

            O que são Bandeiras Tarifárias?
            Desde janeiro de 2015, as contas de energia serão são faturadas de acordo com o Sistema de Bandeiras Tarifárias, segundo a Resolução Normativa nº. 547/13 da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL.
            As bandeiras verde, amarela e vermelha indicarão se a energia custará mais ou menos, em função das condições de geração de eletricidade. O sistema possui três classificações de bandeiras: verde, amarela e vermelha – as mesmas cores dos semáforos.
            O acionamento de cada bandeira tarifária será sinalizado mensalmente pela ANEEL, de acordo com informações prestadas pelo Operador Nacional do Sistema – ONS, conforme a capacidade de geração de energia elétrica do país.
            A informação da bandeira vigente estará disponível permanentemente na homepage do nosso site e o período de aplicação da bandeira tarifária será o primeiro dia do mês subsequente à data de divulgação.
            Para acesso a mais informações acesse o site da ANEEL.

            Entenda abaixo como funciona e os valores:
            Bandeira Verde: Sem valor adicional cobrado na conta de luz. Aplicada quando as condições de geração de energia estão favoráveis.
            Bandeira Amarela: A bandeira Amarela será de R$ 0,015 para cada 1 quilowatt-hora (kWh) consumido. Este valor será aplicado quando as condições de geração de energia estão menos favoráveis.
            Bandeira Vermelha: No acionamento da bandeira vermelha teremos dois valores, divididos conforme abaixo (estes valores serão aplicados quando as condições de geração de energia estão críticos):
            • Patamar 1 (divulgada também como bandeira rosa): A bandeira vermelha patamar 1, será de R$ 0,030 para cada 1 quilowatt-hora (kWh) consumido;
            • Patamar 2: A bandeira vermelha patamar 2, será de R$ 0,045 para cada 1 quilowatt-hora (kWh) consumido.​​​​​

      • Pacheco

        Eu trabalho com isso e te falo: É a realidade de SP em menos de 5 anos. Pode preparar. A energia solar vai se transformar em padrão nas grandes cidades em no maximo 5 anos. Atualmente, todas as casas de alto padrão já possuem e está se popularizando.

        • leandro

          Já q vc disse q trabalha com isso… consegue um projeto ou Eng elétrico pra assinar o projeto p mim num preço camarada??? Rs

          • Pacheco

            Consigo.

        • Louis

          Pacheco, uma dúvida: paga imposto na energia consumida de fonte solar ?

          • Pacheco

            Vc nunca consome energia da fonte solar. A resolução da Aneel exige que vc envie para a companhia e consuma dela. E a conta chega completa, com o valor que vc consumiu total. O que existe é o abatimento do valor gerado. O imposto vem sobre a conta bruta.

            Atualmente, uma casa que tem conta de 300 reais reduz para uns 80 a conta. Esses 80 é imposto e as taxas da concessionaria local.

            • Louis

              Isso que é “duro”, você gera a energia mas o governo dá um jeito de cobrar imposto… Mas creio que seja possível no futuro alguma “artimanha” para, durante o dia, gerar e consumir energia sem jogar na rede, pessoal costuma ser bem criativo para arrumar soluções hehehe

              • Pacheco

                O problema é que isso é gato e fiscalizado pela companhia de energia. Se vc for pego, alem da multa ser altíssima, terá o sistema inviabilizado e será cortado o fornecimento pela companhia.

                Não compensa amigo. O melhor é instalar corretamente e arcar com os custos que retorna com a economia.

                • Edson Fernandes

                  Pacheco, fiquei realmente interessado. Só falta uma casa agora… pois moro em apto.

                  Tem algum contato que poderia ter seu? Pois pretendo ter uma residencia no interior no ano que vem no maximo e já gostaria de montar uma casa com o sistema de paineis solares além de ar condicionado (que será também frio/quente).

                  • Pacheco

                    Vou te chamar em particular e conversamos.

              • T1000

                fácil resolver.
                só usar baterias para o período da noite e cancelar a sua ligação com a cpfl.

        • Edson Fernandes

          Poxa, adoraria ter uma casa com placas solares. O tanto que economizaria seria otimo!

          • Pacheco

            A questão não é tanto economia Edson, é muito mais a questão ecologica. Como falei, os impostos e taxas continuam vindo e um projeto de qualidade ainda custa o valor de um carro popular.

            • Edson Fernandes

              Entendo… só que se uma conta hoje vem R$120 (meu caso) isso viria a digamos… R$40? R$50?

              Eu penso nisso já prevendo que irei fazer isso em uma casa que quero levantar no interior. Acho que seria bom me antever ao futuro. Gasto agora para algo que vai me durar um tempo.

              Mas é melhor sua visão se isso vale realmente a pena.

              • Pacheco

                Sim, sua redução seria nisso mesmo. Por volta de R$ 40,00 seria mantido.

                Porem, o produto tem vida útil estimada acima de 20 anos. Valoriza o imóvel, reduz o valor da conta e tem um sistema sustentável.

                • Edson Fernandes

                  Interessante. Vou pensar com mais carinho e quando for o momento te chamo.

                  Por favor, pode me enviar um email? assim terei seu contato.

                  eds2000@gmail.com

                  Abraços

                  • Pacheco

                    Enviado.

      • leandro

        Aqui no BR até aproveitamos bem a energia solar pra aquecer água, mas p geração elétrica é inviável devido ao tamanho da burocracia… os equipamentos em si até caíram muito de preço, pra gerar em torno de 180kWh/mês um investimento de 6 mil reais compra todas placas e inversores necessários importados.
        PORÉM, como vc precisa de engenheiro elétrico pra aprovar e os aparelhos precisam do burocrático selo do Inmetro as opções se restringem aos nacionais os custos sobem para 18 mil reais e um tempo de espera de 5-6 meses de trâmites…

        Na Califórnia dizem q vc compra o equipamento, liga p concessionária avisando q vai gerar energia e no mesmo dia já trocam seu relógio para registrar sua produção

        • rgrigio

          Conversei com um produtor no interior do paraná que estará gerando energia por biogerador à partir de granja de suínos. Segundo ele, a concessionária não paga por essa energia. Ele tem que consumir (abate do consumo que ele já tem). Ou vender para terceiros mediante contrato, caso haja sobra de energia. Os Wh ficam “estocados” na forma de créditos, podendo ser vendidos ou consumidos posteriormente. Acho que isso dificulta um pouco…

          • leandro

            Aqui no BR é assim mesmo q funciona a micro geração individual, se quiser produzir p vender a burocracia aumenta tanto que só é viável para quem já é do setor

            • Pacheco

              O setor ainda está sofrendo as homologações e também sendo certificado.

              O grande problema é que existe uma certa demora de alguns setores para desenvolver. O proprio aquecedor de água não tem certificação obrigatorio pq o dono do maior fabricante local que está afundado em dividas e processos é presidente da DASOL e vai atrasando o projeto.

        • Pacheco

          Atualmente já é viavel e no maximo em 5 anos teremos aqui no Brasil a Energia Solar como predominante.

          • leandro

            Espero estar vivo p ver

            • Edson Fernandes

              Que isso! 5 anos é pouco e vc estará sim.

  • Eduardo Santos

    Enquanto os carros básicos elétricos ainda tiverem o preço de um carro de patrão comum (em torno de 100 mil), ninguém vai olhar para eles. Consumidor que tem 100 mil pra pagar num carro tá ligando pra se encaixar num nível socioeconômico/status e explicitar isso com seu carro.
    “Ah cara, mas e a consciência ambiental?”
    Vocês acham mesmo que num país onde uma parcela vergonhosa e considerável da população acha normal jogar lixo na rua, a população irá abrir mão de conforto, status, e individualismo em prol de um bem comum ambiental através do uso de carros elétricos?
    Além disso, como relata a matéria, não há incentivos para esses carros terem preços populares, não há infraestrutura para recebê-los, não há implantação de tecnologia de baixo custo para obtenção de energia elétrica, etc.
    Ou vocês acham que no país que tem o maior potencial de obtenção de energia e, mesmo assim, consegue ter imensos apagões, a energia elétrica de uma hora para outra iria baratear?
    Não dá, o Estado não tem interesse em tornar o país limpo, pois vai ter que abrir mão de muita receita, e o consumidor não quer suportar sozinho o ônus de ter um veículo desse.

  • Douglas

    Deveriam logo desproibir o carro diesel.
    Além de ser uma opção a mais para o consumidor, consome menos e emite menos CO2 que carro a gasolina.
    Na Europa tem carro diesel fazendo mais de 30 km/l.

    E por-favor, não confundam desproibir com incentivar a compra, o que defendo é que desproíbam, o consumidor tem que ter o direito de poder escolher entre um carro a gasolina, diesel ou híbrido.

    • th!nk.t4nk

      Nao é bem assim… Moro na Alemanha, a maior parte da frota aqui é à diesel, mas mesmo aqui é um combustível bem mais poluente que a gasolina. Esqueça CO2, tem coisas bem piores nas emissoes (NOx, O3, particulados, etc). Entendo a visao libertária sobre o assunto, também tenho uma visao mais liberal da coisa, mas o diesel especificamente traz muito dano ao meio-ambiente e às cidades. Hoje tem saídas melhores, como incentivar o uso de turbina + injeçao direta em motores à gasolina compactos. A longo prazo, híbridos e elétricos.

      • rgrigio

        Mas as turbinas só são eficientes quando se precisa gerar muita energia/potencia. Para pequenos veículos ainda são inviáveis do ponto de vista de consumo específico…

    • Pacheco

      Seria mais viavel uma politica de incentivo ao carro hibrido e um flex mais tecnologico.

    • lheu

      mas qual o sentido para o país “desproibir” o diesel?

      1- Importamos diesel para o consumo atual. Você quer que importemos ainda mais diesel? Aumentar ainda mais nosso déficit na balança comercial? A demanda da gasolina e do etanol iria diminuir, quebraria de vez a indústria do etanol, uma conquista brasileira. Não faz sentido.

      2- o Diesel atual ainda é subsidiado pelo governo. Você quer que retirem o subsídio para poder o consumidor comum poder usar? Nosso transporte de cargas é feito majoritariamente por via terrestre, o aumento do Diesel iria impactar diretamente os preços e a inflação. Não faz sentido.

      3- o Diesel polui mais que a gasolina e o etanol. Liberar seu uso iria piorar ainda mais a qualidade do ar nas grandes cidades. Não faz sentido.

      • Pacheco

        O melhor seria obrigar o abastecimento de etanol e exigir das montadoras um maior desenvolvimento dos carros flex.

        • Danilo Melo

          “obrigar” o uso do etanol é a coisa mais fácil, coloque ele a 60% do preço da gasolina pra vc ver. a frota atual é quase 90% de flex. na minha cidade custa 70% ou mais, só uso gasolina

          • Pacheco

            Só que pra isso, precisa obrigar a ter um abastecimento minimo. Não adianta baixar o preço e os usineiros não entregarem Etanol.

          • Edson Fernandes

            Infelizmente nem para SP é 60% da gasolina. E pra mim deveria ser 50% que é a média ideal.

      • Edson Fernandes

        Lheu, o diesel não é mais subsidiado não. Se fosse nção estaria em um preço até proximo da Gasolina.

        • lheu

          certeza? ele é importado e o dólar chegou a 4,17, não vimos esse aumento todo naquela ocasião… subiu bem gradativo

          • Edson Fernandes

            Subsidiar é quando há algum tipo de valor que “alguem” paga, no caso do Diesel a Petrobrás segura para não subir a patamares absurdos. Até porque, se subir, tudo aumenta de preço.

            E pense inclusive, que não podemos considerar o preço do dolar sem considerar o quanto pagam de refino para o produto ser utilizado.

  • Tosoobservando

    Estamos muito longe dos países ditos “desenvolvidos”, ate nisso ae. É a sina do Brejil e da America Latrina.

  • duhehe

    Um outro ponto que eu acho muito importante ressaltar é a infra estrutura energetica.
    Tirando alguns poucos lugares, não acredito que a infra que existe hoje iria suportar o consumo atual mais os carros carregando.
    Ainda me lembro que algum tempo atrás no pico do calor, o sistema pifou com os ares condicionados que consomem bem menos que um carregador de carro eletrico.
    Um nissan leaf na carga lenta consome igual um chuveiro.

    • Louis

      É preciso incentivar também a micro-geração distribuída, com painéis solares. Mas este não é um país sério….

      • Pacheco

        Isso deve se popularizar dentro de 5 anos.

    • Edson Fernandes

      Obrigado por uma informação que tinha MUITA curiosidade. O gasto de energia para abastecimento. Eu achava que apenas cargas rapidas tinham um ciclo alto de gasto, mas pelo jeito a lenta que já pega pesado.

      Por isso insisto que o Brasil ainda tem apenas infra estrutura para lidar com hibridos. Se eu fosse pensar em adquirir um, ele seria hibrido por pelo menos 10 anos…

      • duhehe

        Eu tive que entrar no site da montadora pegar os dados tecnicos do carregador e bateria e calcular, eu estava muito curioso tbm.
        O X da coisa é a quantidade de energia que a bateria armazena, que é muita energia, quanto menor o tempo de carga maior o pico, um carregador rapido exigiria uma nova instalação eletrica vindo desde o poste, considerando o padrão das residencias brasileiras.

  • Bruno Wendel Marcolino

    Nem vou ler a matéria pra não me estressar com nosso país de novo…

  • zekinha71

    Pra ter carro verde no huezil, só se pararem de comprar preto e prata, hhahaha.
    Brincadeiras a parte, se depender do governo e da geração de energia, o carro verde vai se resumir alguns Prius taxi, e um ou outro de particular.
    Agora o que o Pacheco escreveu em baixo, se tornar realidade, teremos uma esperança.

  • Fernando Bento Chaves Santana

    -Carros verdes: O que precisa ser feito no Brasil?
    -Esperar deitado. Pois nossos queridos usineiros não vão deixar isso ir para frente.

    Próxima pergunta

  • Rodrigo

    Fico tentando imaginar como vai ser aqui no BR no dia que essa “onda” pegar (sim, um dia vai).
    Pela quantidade de prédios residenciais e comerciais nas grandes cidades, um estacionamento de 3 ou 4 andares, cada vaga com sua tomada de energia. Pontos de recarga na rua, etc. Vai ser interessante notar também um monte de gente morrendo eletrocultada porque foi lavar a garagem, ou porque a rua X alagou, etc.
    Tomara que até lá exista tecnologia de recarga por sistema de indução…

    • T1000

      é só ter a instalação de acordo com a norma nbr 5410 que ninguém vai morrer eletrocutado. Existe uma coisa chamada disjuntor, outra chamada DR e outra chamada aterramento.

  • Tosoobservando

    O maximo que vamos ter no momento de algum lançamento verde é isso…

  • Fabão Rocky

    Carros verdes: O que precisa ser feito no Brasil?
    R: Melhorar a qualidade da mijolina

  • Lucas Moretto

    Acho que a solução perfeita para o momento no Brasil, seria a adoção de um veículo híbrido com Etanol e Eletricidade!

  • Ubiratã Muniz Silva

    A maior dificuldade (além do custo) para a popularização de veículos elétricos e híbridos é a falta de mão de obra qualificada no setor de serviços, sem a qual os referidos veículos tornam-se, efetivamente, descartáveis (e como conseqüência, não tão “ecologicamente corretos” assim).

    Veja o exemplo do Prius e Fusion Hybrid: Ainda que as baterias tenham uma vida útil **média** em torno de dez anos, aqui no Brasil, é inviável a troca do conjunto de baterias do carro, não existe mercado para que se desenvolvam empresas de reciclagem de baterias de híbridos, o que obrigaria o consumidor com um carro desses com tal idade a correr atrás de concessionárias, para pagar por um serviço que valeria mais que o próprio carro. Já nos EUA, o consumidor tem alternativas, por 800 dólares (algo em torno de 3000 reais no câmbio de hoje) ele troca as baterias de um Prius, entregando todo o seu conjunto à base de troca, com um ano de garantia, para uma empresa especializada que recuperará todo o conjunto de células (substituindo as defeituosas) e revenderá a outro. (ou se quiser apelar para a concessionária num kit de baterias novas o preço é de 2000 dólares, também a base de troca).

    *** Quando fala-se em durabilidade média é o tempo médio para que uma das células do conjunto comece a dar problema afetando a performance do carro e impedindo o uso “normal” do carro, não significa que todas as células do conjunto do carro terão durabilidade igual, por isso a mão de obra qualificada para fazer diagnósticos e reparos é fundamental.

  • Eduardo

    Alguém pode me explicar a questão das baterias? pq já li q depois de um determinado tempo tem q trocar e o valor é um absurdo. Aí fico pensando até q ponto um carro desses (q é muito tecnológico e com um consumo extraordinário, além de ser “amigo do meio ambiente”) se torna vantajoso.



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