Captiva Ecotec 2.4 x Tucson GLS 2.0 (Grandes diferenças!)

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Lançada no mercado brasileiro no ano de 2008, o Chevrolet Captiva chegou para representar a marca americana no segmento de SUVs médios e, de quebra, tentar se posicionar na liderança da categoria.

Porém, apesar dos diversos atrativos, ela teve como desafio enfrentar outros modelos já consolidados no mercado, como o Hyundai Tucson.

Na época, o Hyundai Tucson (ainda em sua primeira geração no mercado nacional) ocupava o primeiro lugar em vendas na categoria de utilitários-esportivos de porte médio.

O Chevrolet Captiva, por sua vez, deu seus primeiros passos tendo como destaque o maior refinamento, o porte mais avantajado, a lista de equipamentos mais recheada e também o conjunto mecânico mais potente.

Ele chegou com um motor 2.4 litros a gasolina, enquanto o rival da Hyundai tinha um 2.0 litros também a gasolina.

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A começar pelo visual, o novo Chevrolet Captiva se diferenciava em relação aos demais.

Ele dava a impressão de ser um carro verdadeiramente superior, com formas mais modernas e uma série de recursos até então não encontrados nos outros carros do mesmo segmento. As diferenças ficavam ainda mais evidentes ao lado do Tucson, um carro com projeto de 2004).

Enquanto o Hyundai Tucson era um veículo mais “rústico”, com formas retas e detalhes abaulados por todos os cantos, o Chevrolet Captiva trazia o que tinha de melhor dentro da gama da Chevrolet naquela época.

A dianteira era marcada pela grade bipartida e os faróis bem recortados, enquanto as laterais tinham linha de cintura elevada e, a traseira, lanternas angulosas em formato vertical.

Por mais que pudesse dar um certo aspecto simples ao visual do carro, o acabamento em plástico preto nos para-choques, molduras das caixas de roda, saias laterais e maçanetas conferiam um certo ar de robustez ao Captiva 2.4.

No caso do topo de linha Captiva V6, esses detalhes eram na cor do carro.

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Todavia, um dos desfalques era o cano de escape, sem nenhum acabamento extra para conferir uma aparência mais moderna.

A vendedora da marca diz: “É só botar uma ponteira cromada”! Porém, um desfalque um tanto quanto grave para um carro de R$ 86.990.

Partindo para o lado de dentro, o novo Captiva 2.4 apresentava um acabamento muito superior ao da maioria dos outros SUVs no Brasil.

Porém, a cor clara dos estofamentos dos bancos é um convite para uma capa de banco, já que dificilmente alguém conseguirá evitar uma mancha, que por menor que seja é notada facilmente.

O Captiva 2.4 era equipado com recursos como seis airbags (exclusivos na categoria), controles de estabilidade e tração, computador de bordo, sistema de som com comandos no volante, bancos revestidos em couro, monitoramento da pressão dos pneus, alarme, sistema Isofix para fixação de cadeirinhas no banco traseiro, piloto automático, rodas de alumínio de 17 polegadas, trio elétrico, ar-condicionado automático, entre outros.

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Com 171 cavalos de potência e 22,2 kgfm de torque, o motor 2.4 Ecotec usado no Captiva consegue entregar um desempenho superior ao do Hyundai Tucson, dotado de um 2.0 litros de 142 cavalos de potência e 18,8 kgfm de torque.

Em ambos os casos, o câmbio é um automático de quatro marchas com conversor de torque.

De acordo com dados da Chevrolet, o Captiva 2.4 vai de 0 a 100 km/h em 11,3 segundos e atinge máxima de 180 km/h. Já a Hyundai diz que o Tucson 2.0 cumpre a prova de aceleração nos mesmos 11,3 segundos, mas vai até a 174 km/h.

Como um Chevrolet, a alegação do vendedor é clara.

Mesmo tendo 3 anos de garantia, contra 5 do coreano, o valor de revenda do Captiva cai muito menos que o do Tucson. Claro que é verdade, mas carro é um investimento arriscado, pois desvaloriza.

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Já o Tucson é bem mais discreto, nem é tão bonito como a Captiva, nem agregar tanto marketing em cima como a Chevrolet sempre faz. Mas, agrega um bom custo x benefício, sem dúvidas.

Por R$ 65.000, era possível comprar na época o modelo Tucson GL. Já o Tucson GLS, o mais equipado da linha (e o que mais se aproximava do Captiva 2.4), podia ser encontrado por algo em torno de R$ 75 mil.

O Tucson GLS oferece recursos como sensor de luminosidade, vidros, travas e retrovisores elétricos, ar-condicionado automático, bancos revestidos em couro, direção hidráulica, volante e banco do motorista ajustáveis em altura, rodas de liga-leve de 16 polegadas, banco traseiro bipartido, entre outros.

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O acabamento era bom e moderno, agregando itens semelhantes ao da Captiva Ecotec.

Todavia, o desenho das peças da cabine demonstravam certa simplicidade frente aos do modelo da Chevrolet.

Práticos bancos traseiros que reclinam e vigia basculante, o Tucson é bem versátil. Seu motor 2.0 de 143 cv tem um bom desempenho para a proposta do carro e com um consumo condizente com o mesmo.

Como oferece quase os mesmos itens da Captiva por quase R$ 12.000 a menos, o Tucson parece a melhor compra para quem quer um utilitário esportivo sem chamar a atenção e com um custo x benefício melhor.

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Mas, para quem quer se distinguir da maioria, quer um carro com visual mais bonito, moderno e com um motor mais forte, pode se apoiar na imagem do Captiva, pois são suas maiores qualidades.

Seja qual for, Captiva ou Tucson, ambos reúnem virtudes que certamente ainda conquistarão muitos mais consumidores pelo Brasil.

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Autor: Ricardo de Oliveira

Com experiência de 27 anos, há 16 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz testes e avaliações. Suas redes sociais: Instagram, Facebook, X