Hoje estivemos no lançamento do Chevrolet Cobalt no Campo de Provas da GM em Indaiatuba, no interior de São Paulo.
O novo sedã compacto-médio da GM chega com a pretensão de atender a nova Classe C brasileira, oferecendo como destaques espaço interno generoso, porta-malas com grande volume e bom conteúdo de equipamentos.
O Chevrolet Cobalt traz a mesma linhagem de estilo usada pela GM em todo o mundo, no caso representado pela grade cortada por um friso e a famosa gravata dourada.
Mesmo assim, os faróis parecem exagerados demais e destoam do conjunto, que por ser mais conservador, como diz a GM, poderia ter um conjunto menor e igualmente eficiente.
Com cintura alta e vincos suavizados, o Chevrolet Cobalt agrada em outros detalhes estéticos, onde destacamos as lanternas traseiras inspiradas em escapamento de motos e o desenho das rodas.
Por dentro, o Chevrolet Cobalt tem bastante espaço para motorista e passageiros, com destaque para a parte de trás. Dois adultos de 1,80 metro podem sentar-se na frente e atrás ao mesmo tempo sem prejuízo do conforto. Quem vai atrás, mesmo com 1,89 metro, não bate a cabeça no teto.
Isso é graças às suas medidas, especialmente da plataforma, que tem 2,62 metros e apresenta maior espaço interno que o Cruze, inclusive também do porta-malas. O Cobalt tem ainda 4,47 metros de comprimento e 1,73 de largura.
O desenho do painel possui duas linhas de expressão que já vimos em outros carros globais da GM, apresentando bom aspecto. O volante e as alavancas (semelhantes aos do Cruze), também passam boa impressão.
O painel de instrumentos tem desenho interessante, mas para um carro com estilo mais conservador, destoa bastante. Mesmo assim, tem fácil visualização e é fácil de manusear as informações no display digital. A inspiração do desenho também veio das motos. A iluminação Ice Blue é feita por LED.
Já no console, o sistema de áudio 2din é bastante completo e conta com Bluetooth, mas o desenho parece antiquado. Ao lado do freio de estacionamento, úteis porta-copos. Aliás, há ainda 18 porta-objetos espalhados pelo interior, incluindo dois porta-garrafas nas portas.
O acabamento interno é muito melhor que o do Agile, por exemplo, tendo materiais de melhor impressão visual e toque, bem como encaixes mais bem feitos e sem rebarbas aparentes.
Os bancos possuem forração macia e agradável ao toque. As portas possuem desenho harmônico, embora com muito plástico, deixando apenas uma pequena parte forrada em tecido. As maçanetas são cromadas e podem ser travadas individualmente ou através de comando no painel.
Apesar do bom espaço interno e acabamento razoável, o Chevrolet Cobalt LTZ (topo de linha) ainda não traz luzes de leitura, comandos de áudio no volante, abertura interna do bocal do tanque e espelho no para-sol do lado do motorista.
No entanto, o segundo item será compensado quando chegar a versão LTZ automática, daqui a seis meses. Esta terá volante revestido em couro com comandos de áudio e telefonia. Há ainda abertura da tampa do porta-malas através da chave, que é do tipo canivete.
Outro grande destaque do Chevrolet Cobalt é o porta-malas. Com 563 litros, o volume interno é enorme, podendo-se acomodar bagagem de uma família de cinco membros adultos e talvez ainda sobre algum espaço.
O que oferece?
O Chevrolet Cobalt chega nas versões LS, LT e LTZ. Disponível apenas com motor 1.4 Econo.Flex, o modelo entrega 102 cv com etanol e 97 cv com gasolina. A transmissão tem cinco marchas e a velocidade final é de 170 km/h.
De 0 a 100 km/h, o Chevrolet Cobalt faz em 11,5 segundos com etanol e 11,9 com gasolina. A versão automática tem seis velocidades, contando com trocas manuais em um botão ao lado da alavanca. Essa opção será oferecida no modelo porque a GM constatou que 40% dos entrevistados em clínicas desejavam este tipo de transmissão.
A proposta da GM para o Cobalt é que ele já nascesse com vários itens de série. Assim, a versão LS traz rodas de aço aro 15 (calota) com pneus 195/65 R15, ar condicionado, direção hidráulica, chave canivete com controle remoto para travas elétricas das portas e porta-malas, banco traseiro bipartido, desembaçador traseiro e regulagens de altura para assento do motorista e apoios de cabeça.
Nessa opção, a GM pede R$39.980. Depois, segue a LT, que custa R$43.780. Esta entrega a mais airbag duplo, freios ABS com EDB, grade cromada, coluna de direção regulável, alarme, vidros dianteiros elétricos, novo tecido dos bancos e painel em dois tons.
Já a topo de linha LTZ custa R$45.980 e entrega rodas de liga leve aro 15, faróis de neblina, maçanetas das portas e botões do ar condicionado cromados, rádio AM/FM/CD/USB, Bluetooth, barra cromada na traseira, computador de bordo, vidros traseiros e retrovisores elétricos.
A versão 1.8 LTZ automática, ainda não disponível, apresenta rodas com novo desenho e acabamento dos bancos em veludo. Preço? Façam suas apostas. Para o Chevrolet Cobalt, a GM está oferecendo três anos de garantia.
Rodando em Cruz Alta
O Campo de Provas Cruz Alta é bastante extenso e possui pistas com vários tipos de pavimento e defeitos. Não se iludam, pois não deu para ir ao “infinito” na famosa reta que eles possuem lá, mas deu para sentir boas impressões do Chevrolet Cobalt. Vamos a elas:
Ao entrar no Chevrolet Cobalt, logo de cara se nota o grande espaço interno. Ao bater a porta, no entanto, o ruído não foi agradável. Aliás, nenhuma das portas. O ruído é seco e como o Cruze, o Cobalt não possui o sistema de descompressão do interior, tão comum nos carros da Chevrolet mais antigos. Assim, fechar a porta só mesmo com maior pressão para evitar ficar aberta.
A posição de dirigir é bastante cômoda. O banco de tecido macio e espuma firme, veste bem o corpo do condutor. Mesmo em curvas mais apertadas, o corpo ficou bem apoiado no assento.
O volante tem boa empunhadura e os comandos são fáceis de manusear. A visibilidade dos instrumentos é clara e objetiva, tendo o conta-giros analógico como destaque. O velocímetro digital e o computador de bordo não apresentam dificuldades de leitura.
A alavanca de mudanças está em boa posição e seu acionamento é suave e preciso, deixando o motorista bastante a vontade para usar e abusar. Os pedais estão em boa posição e a visibilidade externa é boa para todos os lados, sendo naturalmente mais limitada atrás.
Aliás, sem quebra-vento falso na porta traseira, a sensação de maior luminosidade e visibilidade fica evidente, especialmente para quem vai atrás. O silêncio a bordo é bom, deixando pouco do ruído do motor invadir o interior.
A direção hidráulica responde bem e é confortável, bem como os freios também apresentam boas reações, mesmo em frenagem de emergência. Não detectamos o travamento de rodas, inclinação demasiada da carroceria ou desvio involuntário de trajetória.
A estabilidade é muito boa, ainda mais que o Chevrolet Cobalt é calçado com largos pneus 195/65 R15. Eles também proporcionam menor consumo (segundo a GM) e também conforto.
Mesmo em pisos extremamente ruins da pista de testes, a suspensão do Chevrolet Cobalt apresenta boa absorção de impactos, garantindo conforto aos passageiros. O ruído da suspensão foi condizente com a proposta.
O motor 1.4 Econo.Flex responde razoavelmente bem ao conduzir de forma tranqüila ou mesmo quando se exige um pouco mais. As acelerações mais fortes no plano são boas, mas em subidas é necessário reduzir duas marchas para se conseguir um desempenho adequado.
Para o peso e volume do Chevrolet Cobalt, a opção mais confortável para quem pega muita estrada será o velho bloco 1.8 modernizado para Econo.Flex. Para a cidade, o 1.4 deve atender bem. Enfim, agora é esperar por uma avaliação mais completa para colher mais impressões do modelo.
Viagem à convite da GM.
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