China Finanças Governamental/Legal Mercado Montadoras/Fábricas

China estuda dar mais poder aos fabricantes estrangeiros em joint-ventures

renault fabrica china 5

A China está estudando dar mais poder as fabricantes estrangeiros instalados no país. Atualmente, a regra local permite que empresas de fora só fabriquem seus veículos mediante joint-ventures com montadoras nacionais.

Essa parceria pode ser constituída em até 50% das ações para cada sócio. Até pouco tempo atrás, as montadoras chinesas só podiam ter dois sócios no máximo, em operações diferentes. Agora, Pequim quer revogar a regra, estabelecida em 1994.

A Geely, por exemplo, é um dos fabricantes que apoiam a ideia, alegando que haverá mais competitividade, beneficiando o consumidor. A empresa é dona da Volvo. No entanto, a associação das montadoras chinesas se mostra contra, pois acredita que as empresas locais morreriam diante das estrangeiras, já que estas poderiam tornar suas operações independentes.

Mesmo com a alta nas vendas das marcas chinesas, motivadas pela crescente demanda de utilitários esportivos leves, as montadoras locais dizem que os estoques ainda estão acima do nível saudável, mesmo após nove meses de alta. O mais provável é que Pequim autorize um percentual maior nas joint-ventures, mas não exclua a obrigatoriedade de associação.

[Fonte: Automotive Business]





  • Eduardo Brito

    Pra mim poderia ser como no resto do mundo, com montadoras com até 100% de capital estrangeiro, mas como a china é um capitalismo de estado…

    • Tosca16

      O correto é ser como o Brasil e abrir as pernas as estrangeiras como fizemos e acabar com a industria nacional, vê só o sucesso de país que temos; líder em inovação, líder em competitividade. Dá orgulho de viver neste “resto” do mundo.

      • Cão Preto

        Ainda que ultimamente andaram obrigando as montadoras a montar carros aqui, né (JAC, Mercedes, Jaguar Land Rover, BMW, Audi etc), gerando empregos e tributos em solo brasileiro.

        Só que o povo brasileiro não tem qualificação, vc espera o quê?

        Veja o tanto de brasilóide que sonha em virar operário nos Estados Unidos, só porque tem preguiça de estudar (e se qualificar) pra conseguir alguma coisa aqui ou mesmo fora, só que de nível melhor.

        Os caras querem ir lá rejuntar azulejo pra poder comprar iPhone, roupas de grife, carros usados, etc., ou seja, meras vítimas da vontade desenfreada de consumir para se afirmar socialmente, sem uma aspiração maior…

        • Leonardo

          Exatamente o que você falou, mas acho que essas pessoas assim como eu (não no exemplo dos EUA, pois vou para Portugal com minha família), vão atrás não somente de iPhones, roupas de grife, carros usados, etc … Elas (nós) vamos atrás de coisas que não encontramos em nosso país como: saúde, educação, e o primordial: SEGURANÇA.
          Aqui não importa sua classe social, mas você diretamente ou indiretamente sofre com todos esses itens citados.
          Se você for um Eike Batista da vida (cheio de dívida, porém ainda milionário kkk) e sofrer um acidente de trânsito, adivinhe onde vai parar, no hospital público é claro, imagine se não houverem condições de atendimento, claro que por ele ser rico e famoso vai haver uma mobilização maior a ele, porém ainda existirá um descaso, quanto a segurança e a educação não vou nem comentar, pois um puxa o outro. Um país que investe pouco em educação, dobra esse investimento em segurança (que ainda é falha).
          Voltando ao assunto, sim as pessoas vão lá atrás de comprar iphones, carros, porque lá fora você sendo um limpador de pratos você tem condições de comprar o comprável e o não comprável (a vida), pelo menos a minha eu vejo que não existe um valor.
          Para você estar aqui, é porque gosta de carros, então sabe que lá fora a questão de segurança nos automóveis é outra história né? Então, sua vida é menos valorizada do que do brasileiro que limpa pratos lá e teve condições de comprar um carro com 10 airbags e todo o tipo de assistencial de segurança ativa e passiva. E ainda existe outra um formado aqui no BR (sei lá, digamos um administrador que ganhe algo em torno de R$5000), aqui você paga milhares de impostos absurdamente absurdo que para você manter um carro do nível do mesmo brasileiro que lava pratos lá seria quase que impossível (tiro isso pelo pai de um amigo que ganha isso e tem um cobalt, sim se ele quisesse ele poderia fazer uma força e conseguir comprar um carro melhor, pelo menos com mais segurança, mas para isso como disse antes ele teria que gastar mais). Aí eu volto ao carinha que está lá lavando pratos que tem um carro cheio de segurança.

          Existem coisas na vida que valem (pelo menos para mim) mais do que uma simples aspiração, como disse anteriormente minha vida é impagável, e não concordo de permanecer em um local que me destrata como pagante de impostos, pois tive que estudar em escolar pagas, tenho que pagar plano de saúde (no caso dos EUA, é uma outra história kkk, mas para onde eu vou, PT, então lá é diferente), ipvas da vida e ainda encontro buracos no asfalto, é complicado ser brasileiro, mas se tem gente que gosta beleza, eu respeito. Valeu!!!

          • Cão Preto

            Li seu texto e achei muito interessante, de verdade.

            Mas não concordo com uma coisa: a questão do dinheiro que a pessoa tem (pior: seja honesto ou não) não mudaria nada.

            Muda sim. O Eike Batista pode ser até atendido de emergência em qualquer hospital, mas assim que possível ele é transferido de helicóptero para o Sírio Libanês. Já o pobre, fica no corredor esperando leito na UTI.

            Carros? Quem tem grana compra um Accord, idêntico ao vendido nos EUA (pois é importado de lá), um Range Rover, Audi A7, Mercedes etc.

            Ou seja, muita gente vive muito bem aqui. Segurança basicamente é ter um carro blindado, uma casa com vigilância e monitoramento, trabalho com garagem fechada e vigilância… Muitos têm.

            Mas, claro, vc pode ser muito feliz em Portugal, nada contra isso… Aliás, um ótimo lugar.

        • Tosoobservando

          Nossa nada a ver, muita gente vai para os Eua fazer pesquisa e criar coisas, ate pq aqui isso tudo é sufocado. Investimento em tecnologia aqui? Nada. Criação de empresas nacionais em varias areas? Nao. Montadora nacional com fabricação de motores e carros, barcos, etc..? Nao.
          Tanto isso é vdd que os Eua dao + de 1 milhão de vistos por ano a pessoas pra estudar ou trabalhar la, desenvolver pesquisa, pq isso interessa a eles.

      • Eduardo Brito

        O problema não é abertura comercial, mas sim lobby.

    • Tosoobservando

      Varios países principalmente na Europa começaram com estatais, Renault ja foi do estado, VW ja foi e ainda tem 20% do estado, na Inglaterra o grupo MG Rover (que ja foi um dos maiores do mundo na area) era estatal. Na Asia sempre teve protecionismo, mas nao o que tem aqui no Brasil, que é para as marcas estrangerias virem fazer a festa e lucrar. O deles era pra proteger a industria nacional, ex claro Japão e Coreia do Sul fizeram com taxas e barreiras e ate hoje manipulam suas moedas pra exportar mais.
      Os eua tem essa aura de serem liberais mas nos anos 80 com a entrada e sucesso dos japoneses tb começaram com politicas protecionistas pra proteger as nacionais e obrigar os japoneses a construir fabricas la, se quisessem vender pra eles. Ese papo de 100% de capital estrangeiro so cola no Brasil, resto do mundo nao aceita.

      • Eduardo Brito

        Não estou falando que o fato de ser estatal é ser ruim, só falei que as empresas poderiam flexibilizar o percentual de capital estrangeiro na china. Isso poderia levar a mais montadoras se instalarem lá, criando mais empregos e concorrência no mercado.

        • Tosoobservando

          Eles nao estao interesssados nisso, eles ja tem + de 100 montadoras proprias, o que eles querem é ter alta tecnologia e ser independentes nessa area. É plano do governo central ter pelo menos 4 marcas de carros mundiais chinesas.

  • Nitrous

    Na verdade os chineses estão de parabens, na decada de 80 não tinham uma unica montadora nacional e hoje são quase 20 enquanto que no Brasil….. Usaram o que tinham, uma grande população e mercado potencial para forçar as montadoras estrangeiras a transferir tecnologia a empresas locais que hoje estão ai exportando. O que seria a FNM hoje se o nosso governo tivesse a mesma mentalidade de desenvolver a empresa e não vender pro primeiro trocado que jogassem ? Infelizmente nunca saberemos.