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China migra para o interior e GM lidera vendas de carros baratos

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Os grandes centros urbanos da China estão poluídos e congestionados. Como não há mais espaço para carros e ter um automóvel licenciado é uma verdadeira loteria, literalmente, o mercado automotivo local está de mudança.

Agora, as montadoras estão focando em carros baratos para os consumidores de cidades pequenas e mais distantes das metrópoles chinesas, indo cada vez mais para o interior do país. Para conquistar esse comprador de primeira viagem e baixo poder aquisitivo, marcas de baixo custo se aproveitam e começam a dominar com seus modelos mais em conta.

Nas regiões mais distantes e rurais, as vendas estão crescendo rapidamente e a GM é praticamente a única montadora estrangeira presente nesse mercado de acesso, entrando forte com a marca Baojun, criada pela joint-venture SAIC-GM-Wuling. Além dela, Geely e Great Wall também estão vendendo muito nesse filão que foi aberto.

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Estima-se que o mercado de entrada na China pode crescer em até 7 milhões de veículos, o que significa ter um novo Japão (em seus melhores dias) apenas com carros de baixo custo. Nos grandes centros, várias marcas já apresentam resultados negativos, enquanto cidades pequenas acumulam alta de dois dígitos.

Criada em 2011, a Baojun tinha a missão de ir atrás de consumidores do interior e da zona rural. De lá para cá, seu lineup cresceu assim como as vendas, que em 2016 devem alcançar 600 mil veículos. A empresa diz que a China é “um mercado de muitos mercados”. Apesar de a GM ter apostado nesse novo mercado, ela não foi a única a lançar submarca de carros baratos.

O governo chinês determinou que as estrangeiras criassem submarcas para carros baratos – e também elétricos – com suas parceiras locais. Mas, apesar disso, quase todas se limitaram a manter as vendas dessas bandeiras entre as metrópoles, continuando a focar nos emplacamentos de carros modernos e sofisticados para o consumidor de alto poder aquisitivo.

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Como a alta nas vendas de carros baratos não passou despercebida para algumas dessas empresas internacionais, já existe um movimento em busca desse novo mercado, mas ainda bem tímida, o que dá enorme vantagem para a GM.

A Volkswagen quer uma marca para esse consumidor, mas as melhores projeções apontam para perto de 2020. A Nissan lançou a Venucia, mas não está dando a atenção devida, tendo lineup pequeno e vendas de 122 mil carros em 2015. Números ainda bem modestos diante da Baojun, Geely e Great Wall.

[Fonte: Economic Times]





  • delvane sousa

    Coitado dos chinas. Mistura de GM com as porqueras de lá… Pelo menos eles pagam um preço decente por estes veículos. Sem falar que lá a tradição é comprar o carro a vista.

    • arzanette

      Qual a sua experiência real com os carros chineses para chama-los de porqueiras , a GM e uma montadora premium por acaso ?????

      • Mumm Rá

        Brasileiro é um povo engraçado mesmo : somos NADA em relação á marcas próprias de carros além de estamos entre os PIORES PAÍSES para se comprar carros ( ultracaros e ultrapassados ) e mesmo assim criticamos outros países e seus carros

  • Vinicius Luz

    O problema é quando a GM e as tranqueira de lá resolvem trazer pra cá ao preço de carro de luxo, financiado em 60x!!! Aí eu te digo…. coitados dos brasileiros!!

  • Serkot

    Mais um item pra esse exemplo de País… Só que não…

    – completa ausência de Leis Ambientais (check)
    – só rico consegue emplacar nas grandes cidades (check)
    – 90% da população na extrema pobreza (check)
    – 90% da população são escravos que não escolhem trabalho, onde moram, nem nada (check)

    Tem uns doidos ai que aplaudem e falam da China como um super país…
    “Isso que é país!!!”
    “Um exemplo”
    “Que crescimento!!!”

    HueZil ta ruim, mas eu queria que aqueles que aplaudem e endeusam a China fosse morar lá pra ver como é gostoso!

    • Tosoobservando

      A China vende só 21 milhões de carros por ano, nesse ritmo em 10 anos eles terão mais carros que gente no Brejil, se ja nao tiverem. E o Brasil tambem tem tudo isso que vc citou ae.

    • Triton

      Um estudo que analisou a redução da pobreza extrema em diversas regiões do mundo indicou que a população da China que vivia na pobreza extrema era de 84% em 1981; de 60% em 1990; 36% em 1999 e 12% em 2010. Segundo o gráfico apresentado, nenhuma outra região do mundo experimentou redução tão significativa da taxa de pobreza.
      Mais recentemente (2015), levantamento do Bando Mundial indicou que a parcela da população chinesa vivendo na pobreza extrema é de 5,4%. Tais dados não são do governo chines, mas sim de organizações internacionais.
      Além disso, uma rápida pesquisa na internet revela que a China é o país que vem conseguindo maior crescimento do IDH desde 1990.
      Como se pode ver, alguma coisa está dando muito certo por lá.

      • Alexandre Aleixo Santos

        Cadê o Serkot? Será que ele foi tomar leite para não engolir seco??? Kkkkk

        • Serkot

          Quanta asneira…
          Sabe o que é extrema pobreza?
          Consumir abaixo de $1… que legal, agora 70% do país consome $2 por dia (a família toda)

          Na China hoje, 12% da população tem carro..

          Vocês estão alucinados com esses dados do Partido Comunista…
          Acordem…


          De acordo com relatório de 2013 do Banco Mundial, cerca de 300 milhões
          de chineses consomem diariamente US$ 1 ou menos. Quando adicionado a
          eles uma classe média baixa estimada pelo Banco Asiático de
          Desenvolvimento em 303 milhões de chineses, isso significa que metade da
          população chinesa é pobre (se incluídos 200 milhões de chineses
          desempregados, de acordo com o ex-primeiro-ministro Wen Jiabao).

    • kravmaga

      Pode até que algumas dessas coisas tenham razão, mas aposto que em muito pouco tempo o chinês mais pobre vai ser mais rico e viver melhor que a classe média brasileira…

      E isso tem uma razão: eles não estão só investindo em obras, carros, indústrias, etc mas em ENSINO ! Mandaram e continuam mandando muitos chineses estudarem nas melhores universidades americanas e européias, enquanto no Brasil fizeram aquele programa ridículo “Ciência sem fronteiras”, uma espécie de bolsa-turismo para estudante.

      Eu seria a favor do governo brasileiro gastar dinheiro mandando brasileiros estudarem de graça no exterior se fossem para fazer o curso integralmente lá e com o compromisso de VOLTAR para trabalhar no Brasil.

      • Matthew

        A questão também é a falta de infra-estrutura aqui no Brasil. Nós já temos vários pesquisadores formados atuando lá fora. Seria necessário criar atrativos para que eles voltassem para o país. Além de uma remuneração minimamente decente, dar a ele um laboratório de ponta para comandar. Seria uma solução mais de curto prazo. Outro passo importante seria a parceria Universidade-empresa.
        Por fim, há algumas especificidades do modelo chinês que são impossíveis de serem reproduzidas aqui. Primeiro que o salto brasileiro já ocorreu entre 1950-1980. Segundo, que pra produzir lá as empresas estrangeiras são obrigadas a se associarem com alguma local. Como diz a matéria, lá um modelo que vende pouco é na casa dos 120 mil. Ouseja, escala monumental.
        Por fim, todos sabemos que os chineses não fazem a menor cerimônia pra quebrar patente e piratear as coisas. Como a escala de produção é muito grande, eles conseguem assimilar facilmente novas tecnologias e, dada a a sua importância no mercado, ninguém bate de frente com eles.

  • zekinha71

    Está aí uma grande oportunidade de enviar nossas tranqueiras pra lá.

  • Marco Antônio

    galera falando de tranqueira, mas se me lembro bem Gurgel não passou de um monte de remendo amador. Eca. Lá pelo menos estão fazendo coisas porcas, mas estão evoluindo.

    • Mestre Fioda

      Marco, Gurgel seria um agrande empresa nacional hoje se tivesse obtido apoio do nosso governo. Infelizmente Gurgel lutou sozinho para criar uma industria automotiva 100% nacional e fez grandes feitos. Até carro elétrico ele projetou na época. Hoje não temos nada, graças aos nossos governantes que até o presente momento nenhum deles governou para o bem do país. Assim, continuamos sendo o país do futuro.

      • Marco Antônio

        Se precisaria da ajuda do governo melhor nem ter continuado mesmo.

  • Gabriel Daveran

    Acho muito complicado falar sobre o mercado chinês … existem muitos vetores positivos e negativos que influenciam em vendas , acho que por tal complexidade marcas que nem a VW jogaram muitos modelos no mercado para ver o que o mercado naturalmente iria consumir para no fim atacarem de forma mais certa e com destreza.

    – difícil analise/definição de produto nesse mercado

    A GM já está nesse mercado a mais tempo do que todas as marcas ocidentais…a GM tem uma experiência de ASIA muito forte com todas as suas marcas , sub-marcas e joint-ventures que já fez ou participou , das ocidentais , a que possui mais expertise( por mais dinâmico que sejam esses mercados )