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Como evitar a compra de um carro roubado

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No Brasil, em torno de 40% dos carros roubados não são recuperados e muitos deles acabam sendo “esquentados” com documentação adulterada e vendidos como usados no mercado nacional ou nos países vizinhos.

Mesmo que a fraude seja difícil de detectar na hora da compra, o veículo acabará sendo retido em blitz policial ou na hora da vistoria. Então, para evitar de perder o bem – pois o mesmo será devolvido ao verdadeiro dono – e ainda ter que se explicar na polícia, algumas dicas do Cesvi ajudarão dores de cabeça no futuro.

Como já se sabe, boas ofertas podem ser encontradas junto a particulares e feiras de automóvel, mas nessas horas, onde não há uma loja regulamentada oferecendo o veículo, é bom verificar alguns detalhes que dirão se o carro foi ou não roubado.

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Placa

Apesar do documento ser um item relevante, confira inicialmente a placa para ver se não há queixa de roubo. Existem aplicativos de smartphone de alguns Detrans e órgãos públicos estaduais que vão informar se há alguma coisa errada com o veículo.

Mas isso é apenas o começo. Ainda na placa, vale uma verificação do estado de conservação. Não pode haver desalinhamento na furação, assim como rebarbas e marcas de lixa. Os furos têm de ser perfeitamente circulares, caso contrário, pode ser sinal de problema.

Na identificação da placa, existe uma reprodução com algarismos bem pequenos, gravados discretamente no metal da placa. Só olhando de perto dá para ver. Na sequência, as duas letras no meio são referentes ao estado de origem e as duas últimas o ano de fabricação da placa ou do lacre. Elas têm de corresponder com o ano/modelo do veículo.

A análise da placa não é tão simples assim, pois como exemplo, carros de ano 2000 podem ter placas de 1999 em estados com grandes estoques de veículos. Isso não significa exatamente fraude. Além disso, o veículo pode ter perdido a placa em enchente, furto da mesma, acidente ou transferência de estado.

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Vidros

Ainda olhando por fora, o veículo desejado precisa mostrar que está dentro da lei com a numeração correta dos chassis nos vidros. Os números devem corresponder ao do chassi e não podem ter alterações. Marcas de polimento ou lixa indicam que o vidro foi quebrado e depois trocado.

Em alguns casos, a gravação – que tem algarismos quadrados – pode ser facilmente adulterada com um 0 virando 8 ou 8 virando um 9, por exemplo. Uma dica é colocar uma folha branca atrás do vidro. A sombra dos números tem de ser perfeita, caso contrário houve adulteração.

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Motor

Já se foi a época em que podíamos facilmente trocar o motor do carro. Hoje o processo é bem mais complexo. No bloco, uma plaqueta ou gravação em baixo relevo tem os números do chassi. Qualquer sinal de lixa, solda ou rebite recente ou mal feito, desista do negócio.

Além disso, o número do chassi também vai gravado no cofre do motor, assim como na coluna da porta do condutor e no assoalho. Verifique o estado dos mesmos. Mesmo que um pareça correto, olhe todos. No caso das etiquetas, elas trazem o final do chassi e se destroem ao serem retiradas.

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Peças

Todas as peças possuem uma data de fabricação. Verifique algumas delas para ter certeza de que o veículo não foi adulterado ou seja, por exemplo, um dublê. Cintos de segurança, vidros, rodas, mangueiras, radiador, reservatório do fluído de freio, entre outros, podem ser facilmente verificados.

Caso a peça seja mais nova que o ano/modelo do veículo, ela pode ter sido trocada por conta de acidente. Se muitas peças foram substituídas, as chances do carro ser roubado são bem maiores.

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Documento

O documento de automóvel pode ser facilmente falsificado, já que existem quadrilhas especializadas nesse tipo de crime. Elas invadem ou têm acesso aos Ciretrans e furtam os documentos necessários para adulteração do CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo).

A primeira observação é o estado do papel do CRLV, que é feito como se faz com notas de dinheiro. Este documento possui gravações em alto relevo sensível ao tato. Nesse caso, o documento tem de vir com as inscrições “República Federativa do Brasil”, “Denatran”, “Contran” e “Ministério da Justiça”.

Além disso, o CRLV vem também com pequenos traços coloridos, que funcionam como uma marca d´água. Esfregar em um papel em branco para ver se solta tinta verde e realizar uma comparação visual com um documento legítimo, pode ajudar a descobrir se o documento foi ou não adulterado.

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Pesquisa

Não basta apenas consultar a placa através de aplicativo. Observar outros detalhes da procedência e estado do veículo perante a lei também podem ser feitos através da internet.

Multas ou IPVA em atraso, por exemplo, podem ser verificados nos sites dos Detrans ou através de sites especializados, tais como o Check Auto ou Car Check, por exemplo, que cruzam vários dados para descobrir qualquer irregularidade no histórico do veículo.

[Fonte: Revista Quatro Rodas]





  • Mr. Car

    Compre “zerinho”, em concessionária da marca. Pronto, evitou! He, he, he!

    • Pacheco

      Ou exige um Laudo de uma empresa que resolve tudo isso.

  • Confesso que nunca imaginei que 60% dos carros roubados fossem recuperados , apesar de que, creio eu alguns são recuperados batidos. Pessoalmente considero isso um índice alto de recuperação. Fiquei mais curioso em saber qual o índice de recuperação de motos roubadas.

    • V12 for life

      O meu não estava batido mas totalmente desmontado a ponto do motor estar no chão, e por isso a seguradora deu como PT o que acabou sendo bom pois tinha apenas 23 dias que estáva com ele e mal passou dos 1000km. Moto creio ser um pouco mais difícil a de um amigo os ladrões rasparam o número do chassi e rodaram com ela por quase um mês e depois de apreendida teve de remarcar o chassi e fazer nova vistoria e só depois disso ele pode rodar com ela novamente.

      • Pacheco

        O problema é que a moto roubada movimenta um mercado quase do tamanho das novas. Peças e uso para pequenos trabalhos.

        Na Zona Leste de SP, quase que a totalidade das motos usada pelos motoqueiros de pizzaria são pinada sou de leilão. Isso por que, se usar moto documentada e certinha ele será roubado e fica no prejuizo.

        Conheço muito motoqueiro que tem duas… uma no nome certinho que usa para os trabalhos de dia e uma pinada que entrega as pizzas a noite.

        E a Policia não tem como impedir. No maximo aborda, verifica se tem algo de errado com ele, se não tem passagem ou é procurado e libera.

        O motoqueiro que costuma entregar pizza em casa usa uma CG pinada sem farol… kkkk

  • Cléber_V

    Assim a turma do carro usado vai à loucura…
    Se bem que os preços atuais dos carros zero km também é um roubo!
    Acaba que dá tudo na mesma.

  • Marcos Andrew

    Comprar um novo tá complicado… Imagine usado.

  • CharlesAle

    Uma coisa bem simples a se fazer é consultar o Checkauto!! Eu, quando comprava carro, combinava com quem estava vendendo o seguinte: Se o carro está tudo bem como afirma, eu pago a consulta.Caso não e de algum problema, você paga!

    • CignusRJ

      Tem tb o SINESP. um aplicativo que vc vê a situação do carro. Não sei qual exata diferença entre o checkauto e o SINESP só sei que o segundo é gratuito.

      • PedroHMC

        O SINESP só faz uma checagem de acordo com a placa, você digita a placa e o aplicativo informa: Situação do veículo – se o mesmo está declarado como roubado ou situação legal, Marca/modelo/ano/cor, Cidade e estado de registro da placa e os últimos dígitos do # de chassis.
        O Checkauto/CarCheck são bem diferentes, além dessas informações, eles fazem uma busca pelas seguradoras para procurar saber se o veículo já foi roubado/batido, se possui dívidas etc. São informações que estão disponíveis gratuitamente na internet, mas que dificilmente serão encontradas por uma pessoa comum, o site compila essas informações em um lugar só e cobra uma taxa por isso

        • CignusRJ

          Valeu pela informação.
          Agora dívidas quais vc fala? O sinesp informa(que eu saiba) se o carro esta legal, quanto a impostos.
          Por acaso estas dívidas que vc fala seriam relativas à financiamento?

          • PedroHMC

            O Sinesp não informa sobre dívidas de nenhum tipo até onde eu sei, só fala se o carro é roubado ou não, e acredito que os pagos informem sobre dívidas de financiamento. Entre no site de qualquer um dos dois que está divulgado tudo que os “checks” abrangem

  • cepereira2006

    A quantidade de problemas que um carro usado pode ter parece infinita. Por tudo isso, acho altos demais os preços dos usados no BR.

    • invalid_pilot

      Usado custa caro pq o novo nunca para de subir também.
      Fora que proprietários de alguns modelos acham que esses não desvalorizam e o pior que tem gente que acredita e paga.

  • Wald Queiroz

    Aqui no Ceará um casal comprou um Corolla novo na CCS justamente para não ter problemas. Resultado, recebeu várias multas de um clone de outro Estado, inclusive, multas de períodos anterior a aquisição do veículo! Detalhe, se bem me lembro o carro com a mesma placa era um VW Voyage Só Brasil na telha mesmo!

    • Elizangela Oliveira

      Se o carro era novo, como podem ter recebido multas de um período anterior à compra?

      • Wald Queiroz

        Só pesquisar o título do Google. O Carro 0km recebeu uma multa se um período de 15 dias antes do emplacamento. No Estado da Bahia e o carro não era o mesmo modelo do emplacado aqui em Fortaleza.

        • Marcelo Amorim

          Creio que o Voyage rodava com placa fria com letras e numeros nao cadastrados ainda em outro carro,por azar o Corolla pegou no cadastro ela.

  • Rubem

    quando estou para fechar uma compra, dou uma verificada na placa e além disso, mando a seguradora fazer uma vistoria. ate pq não saio com um carro da loja sem seguro. A propria seguradora ja faz essa varredura e te indica até se o carro é salvado.



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