O impasse entre Brasil e Argentina parece estar cada vez mais longe de acabar. Essa semana foi vez do presidente da Associação de Fábricas Automotores da Argentina, Anibal Borderes, demonstrar uma grande preocupação com esse conflito que já está se estendendo por algum tempo.
Após o Brasil estabelecer as normas para controle do comércio bilateral de automóveis, Anibal menciona que, “A princípio, a decisão coloca em xeque o andamento do MERCOSUL, que já havia demonstrado ser um instrumento válido para o crescimento e desenvolvimento dos países da região”.
Ao explicar sobre o crescimento da indústria automobilística na Argentina, e relatar que representam cerca de 7,5% dos empregos formais nas fábricas, Borderes salientou que “É necessário alertar sobre os eventuais efeitos da medida do governo brasileiro sobre a produção e o emprego na Argentina. Também é preciso dizer que essa decisão pode afetar, a médio prazo, os avanços na indústria automobilística dos dois países, já que a deterioração das relações bilaterais ameaça a potencialidade da região”.
Com um pedido, o presidente da ANFAVEA Argentina deixa claro seu ponto de vista. “Pedimos que os governos dos dois países intensificassem os esforços para chegar a um acordo que permita superar rapidamente as diferenças e continuar o caminho do crescimento econômico do setor, assim como o da região, de modo a complementar força para competir com outros pólos de desenvolvimento mundial.”
Em um encontro entre a ministra argentina de indústria, Débora Giorgi e o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Enio Cordeiro, que ocorreu ontem, for confirmado um encontro entre representantes brasileiros e argentinos, para a próxima semana, em uma tentativa de solução para esse impasse entre os dois países.
Uma reunião específica entre Débora e Fernando Pimentel, o próprio ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior do Brasil, também é esperada. Em resumo a ministra pediu para que o governo brasileiro revise a medida sobre as licenças de comercialização de automóveis.
Isso em realidade não é um pedido sem fundamento, pois, depois da China e EUA, a Argentina ocupa o terceiro lugar como parceiro comercial do Brasil, com um volume bilateral que em 2010 foi constatado ser de US$ 33 bilhões.
Fonte Motor Dream
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