Home Marcas Ford Conheça mais detalhes da Nova Ranger 2.2 4×4 para frotistas




Olá Eber e leitores do NA, tive a oportunidade de conhecer em detalhes a Nova Ranger CD 2.2 4X4 que será destinada principalmente a frotistas e compartilho com vocês algumas informações.

Como podem ver, o modelo apresentado foi modificado pela Rontan (www.rontan.com.br) para uso policial e estava equipado com uma moderna iluminação que utiliza LEDs e luzes de alerta, sirene, rádio para comunicação, suporte para armas, santantônio e capas para os bancos em neoprene e é destinada a apresentação para autoridades e outros interessados.

Diferente da versão topo de linha, a 3.2 com 200 cavalos, câmbio automático, diversas bolsas de ar e outros acessórios que a tornam a melhor caminhonete média do mercado, conforme todas as avaliações de revistas especializadas, a versão mais simples tem o essencial.

Vale registrar que na Ranger o pacote básico inclui bolsas de ar dianteiras, ABS, além da tração 4×4 com reduzida e bloqueio do diferencial traseiro através de botão no painel.

Tive experiências com todas as versões da Ranger movidas a diesel desde o início da fabricação na Argentina, passando pelo fraco 2.5, o durável 2.8 e o 3.0 International, que foi utilizado até a mudança do modelo. A Nova Ranger chegou completamente reformulada e apresenta um salto de qualidade, que não é refletido nos preços.

De cara, percebemos a diferença de tamanho entre as cabines da geração anterior e da geração atual, bem como a facilidade de acesso. O espaço traseiro é generoso e o embarque é feito com facilidade.

Este era um dos maiores pontos de queixa dos policiais que fazem uso do modelo anterior, que segundo eles, é inadequada para a aplicação, pois, de tão apertada, dificulta as operações que requerem um desembarque rápido portando armas, por vezes de grosso calibre, que exigem atenção redobrada.

Como se já não fosse suficiente, o ângulo de abertura da porta era pequeno, mais um complicador para a situação. Na Nova Ranger o problema foi solucionado e a entrada e saída é feita com facilidade, melhor do que na Amarok, antiga referência do mercado.

O banco traseiro pode ter o encosto rebatido e o assento levantado, revelando dois vãos que podem ser utilizados para guardar ferramentas, cordas e outras tralhas que ficarão em contato direto com a chapa já que não possuem revestimento.

O vidro traseiro abaixa quase que completamente e a operação, manual nesta versão, é suave. As rodas de aço calçam pneus Bridgestone Dueler 255/70 R16. O painel integra um computador de bordo que, como qualquer equipamento do tipo, ajuda a educar os condutores para que a direção seja mais eficiente.

Neste ponto, vale o registro que a Ford teve o cuidado de converter as medições para o padrão nacional km/l, o que não aconteceu com a Amarok, que tornou o equipamento um inútil acessório. O carpete foi substituído por um revestimento impermeável, fácil de limpar e muito útil para o uso severo.

O motor 2.2 Duratorq de 130 cavalos de potência e 34,26 kgfm, acoplado a uma caixa de transmissão de 6 marchas, possui válvula recirculadora de gases (EGR) refrigerada por água, sistema de distribuição movido por corrente, bomba de óleo de pressão variável com trocador de calor, sensor que mede a qualidade, temperatura e nível do óleo do motor.

Tive o cuidado de tirar fotos da parte de baixo da caminhonete que mostram a quantidade de válvulas e sensores ligados ao sistema de escape para que o motor atenda as mais recentes normas de emissões. Todo cuidado com o motor é refletido num funcionamento suave e silencioso, interna e externamente, bem como economia de combustível.

A eficiência energética do modelo será de grande valia para o uso policial, visto que o modelo poderá oferecer o menor custo operacional do mercado, além de ser mais amigável com o meio ambiente por ser menos poluente.
Nas fotos citadas podemos visualizar também a posição do motor que aciona a tração dianteira e a reduzida, posicionamento e proteção do tanque, dimensão do chassi, robustez dos pontos de ancoragem da suspensão, diferencial, cardã e estepe.

A carroceria, que antes era presa por seis parafusos pela parte superior, agora é fixado pela parte de baixo do carro e oferece um bom volume para carga com pouca interferência das caixas de roda, porém, não permite fácil remoção da porta traseira nem trava com chave.

O tanque de combustível continua sem acesso pela parte superior e para eventuais reparos é necessária a remoção do componente, operação que é facilitada neste projeto, pois o tanque não encontra obstáculos conhecidos na geração anterior. O diferencial não é mais fornecido pela Dana, tomara que não deixe saudades.

Espero ter em breve a Nova Ranger para testes mais completos, que compartilharei com os leitores do NA. Entre outras coisas, pretendemos prepará-las para uso do B100 durante a Copa de 2014, em algumas capitais, trabalho que será desenvolvido em parceria com a Universidade Federal da Bahia – UFBA, através do Laboratório de Energia e Gás da Escola Politécnica.

Abraços

Fabrizzio Cedraz

Galeria de fotos da Nova Ranger 2.2 4×4 Policial:



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