
Abaixo, reproduzimos um texto do colega “nickelklaus” do Fórum NA:
A criatividade tem limite?
Cada dia se vê mais modelos de carros parecidos com outros. Antigamente cada carro tinha sua identidade própria: Fusca, Gol “geladeira”, os Fiat, Brasília e até o nosso Kazinho, diferenciavam-se entre si.

Eram de fácil identificação. Hoje, parece que todos pertencem à mesma montadora, a Globalização S.A. Comecei a perceber isso quando do lançamento do novo Corsa hatch e novo Fiesta hatch.
Não sabia quem imitava quem. Bom, dentro de um contexto neoliberal de selvageria competitiva, é isso o que acontece. Atitudes sem escrúpulos, todos dançando conforme a música. Mas e a criatividade?

Ela está chegando ao seu limite? Se sim, talvez a solução seja a humanidade entrar numa nova era não só estética, mas mudar os paradigmas, ou seja, não mudar a maneira de criar veículos, mas sim, antes, mudar a maneira de pensar o veículo como um todo.

Mostramos aqui alguns exemplos de carros nas fotos, que embora de montadoras diferentes, tem desenho geral muito semelhante como no caso dos Suzuki Swift e Skoda Fabia, além de pequenas partes como a frente dos Honda Legend e Fiat Palio 2001.

Mas, embora a maioria dos carros possa se parecer, ainda existem alguns que fogem do padrão como o Renault Vel Satis e o Fiat Multipla da primeira geração. Atualmente este último modelo assumiu características do Fiat Idea, para ficar mais “normal”.

Para você leitor do NA, os carros em geral assumiram uma postura mais conservadora, mantendo um padrão geral ou ainda temos muita criatividade em novos lançamentos?
Agradecemos ao colega nickelklaus pela colaboração.
Texto editado por Moriah.
Notícias Automotivas Ainda vai acontecer, e você já leu aqui



fdantasdesa
9/10/2008 as 20:59
Que fique registrado que, no caso do Fiat Múltipla de primeira geração, foi tanta criatividade que o carro não caiu no gosto do povo. Acharam feio (inclusive eu). A segunda geração veio mais ‘normal’ pra agradar à todos. Afinal, carros foram feitos pra vender, e não serem somente observados e admirados. Exóticos? Correm o risco de não venderem. Mais normais? Vendem mais fácil :tong:
Pettrus Ludwig
9/10/2008 as 21:04
:pao: A verdade é que no mundo dos automóveis de hoje NADA SE CRIA e sim se COPIA!!!!!!!! :batman:
Podem ver pelos comentários aqui no NA que sempre tem:
“isso me lembro o carro tal”, “aquilo foi tirado do carro tal”…..”clonaram, imitaram”……………………… :banana:
Claudio
9/10/2008 as 21:39
Até tem muita coisa bem parecida, mas o cara dizer que não sabia diferenciar um Corsa e um Fiesta Hatch, ai tenha dó,apezar das lanternas traseiras serem altas, uma é reta e a outra bem curvada, o capu do corsa tem vincos grandes, o do fiesta é liso e por ai outras diferenças bem claras!
O que vejo de fato é todo mundo adotando o vidro lateral traseiro invertido igual os Peugeot, ai sim da pra dizer que estão iguais!
Claudio
9/10/2008 as 21:41
Essa história de dizerem, carro tal parece com tal, não quer dizer nada, tem um vizinho meu que disse que o novo Gol não mudou nada! Pelo amor de Deus, vai ser cego assim la no inferno!
Claudio
9/10/2008 as 21:44
Teve cara dizendo que a traseira do novo gol é igual a do Pálio! Tenha dó!Ja pensou um cara desses na cozinha, se derem um pinico ele faz a comida nele pensando que é a panela!
lacerdanetto
9/10/2008 as 21:47
e esse Golf VI notchback da Renault?
:OoO: :eyess: :whaaa:
kkkkkkkkkkkkkk
:assob:
Gustavo Miranda
9/10/2008 as 21:49
Isso é reflexo da busca obsessiva pelo “sucesso”, os designer engessaram o processo de design com centenas de pesquisas mal elaboradas, sem foco, análises malucas de tendências e acabam sempre ficando no mesminho lugar, afinal, o que se pode esperar como resultado de um processo tão paramétrico, tão frio? Algo matematicamente previsível, ora… Mas corporações com essa cabeça dificilmente mudam.
Do outro ponto extremo, temos empresas que não têm processo algum, ao menos é o que parece… um grande exemplo são as Ford e GM do Brasil e México, parece que Celta, Prisma, C2, Ka… foram criados com uma total e completa falta de responsabilidade, talvez respaldados pelo volume medíocre das capacidades máximas de suas unidades, que não permitem crescerem mais, ou então como as inovações forçadas, onde têm-se um corpo de profissionais entusiastas da SUA PROFISSÃO, mas não do PRODUTO que cria, aí o caso fica grave, “se todo pára-brisa é inclinado para fora, então eu vou fazer um inclinado para dentro, e vou criar algo diferente…” e acreditam que isso é ser inovador, aí saem criaturas tão bizarras o Multipla, Megane II hatch, Avantime, Seat Toledo II, etc…
E os dois lados estão errados, o que parece é que falta gente que gosta do que faz e de um corpo gestor tão entusiasta dos seus carros quanto os próprios designers responsáveis, aí sim as pesquisas serão perfeitamente traduzidas em belas curvas, em conjuntos divinamente harmoniosos de elementos, desde um mero hatch pop, como o Mazda 2 até um superesportivo como os Audi R8 ou Lamborghini Gallardo. A compreensão do que realmente pode impressionar e cativar o público acaba surgindo automaticamente, fácil de se entender, o trabalho vira uma brincadeira e um trabalho sério ao mesmo tempo e saem produtos tão acertados, capazes de agradar muito a muitos, ao invés de algo medíocre, que agrade um pouquinho a muitos ou que agrida a visão de muitos em prol de meia dúzia que pensam diferente do restante da população… é lidar com cabeças não é nada fácil… :tong: :tong: :tong:
Luis.J.R.
9/10/2008 as 22:15
Mais é verdade?Hoje nada se cria mais tudo se copia, como os chineses por exemplo. :blink:
Luciano Silva
9/10/2008 as 23:03
Em 1997 eu comprei um Ford Ka, logo quando foi lançado no mercado. Perdi a conta de quantas pessoas “zoaram” da minha cara por isso. “Isso não é carro”, diziam uns. “Com esse dinheiro dava para você comprar um Gol, ou então um Palio”, diziam outros. “Dá pra andar na estrada com ele?”, cheguei a ouvir. Eu tentava argumentar, dizendo que gostava do carro justamente pelo design original, que o carro era muito mais moderno e gostoso de dirigir que os concorrentes, que eu comprava carro para usar e não para revender etc. Mas, claro, acabei ficando conhecido como o “cara que não sabe comprar carro”. Detalhe: eu moro numa cidadezinha de uns 5 mil habitantes, e demorou mais de ano para aparecer um outro Ka além do meu por aquelas bandas. Com o tempo, as pessoas foram se acostumando, mas ainda assim de vez em quando eu ainda tinha que ouvir uma piadinha do tipo “esse carro tinha que se chamar é Ford Ku: feinho por fora e apertadinho por dentro”. Agora a Ford “generalizou” o Ka. Já deve ter uns 10 Ka “G2″ na cidade. Todo mundo diz: “nossa, ficou muito melhor que o antigo,né? E aí, Luciano, vai comprar o novo Ka?”. Penso comigo: “essa coisa horrível, nem morto!” Mas acabo dizendo: “quem me dera, ficou legal mesmo, mas a grana tá curta!”
Thiago07
9/10/2008 as 23:04
[Comentario #108899 sera citado aqui]
Essa do pinico foi profunda :hauhau: boa :drinkk:
fr_amaral
9/10/2008 as 23:09
[Comentario #108887 sera citado aqui]
Feio? ele é a pior coisa que ja vi na vida! :hauhau:
Hodney Souza
9/10/2008 as 23:28
Há alguns dias estive comentando esse assunto com meu pai. Realmente os carros já chegaram ao limite do design. Não há mais o que criar. Todos os recursos de designe já foram explorados. A tendência agora daqui pra frente é de todos os carros serem semelhantes. Para mim os únicos carros que evoluiram em design mesmo sendo de mal gosto para uns e bom gosto para outros foram os Chrysler e Ssangyong. O estilo desses carros realmente tem personalidade mesmo sendo discutível mas eles tentam se distanciar da “mesmiçe” automobilístico. Vide também os modelos de TVs de Tela Plana atuais como as LCDs e Plasma e os Audio Systems.
IGAUM
10/10/2008 as 01:55
Na verdade SEMPRE há o que se criar.
Basta colocar nas mãos certas.
Todos estão pensando que os computadores estão chegando no limite…ledo engano…
Vem ai pela frente os processadores quanticos.
A coisa NUNCA para. :cool:
rafael.pereira
10/10/2008 as 06:55
Existe sim muita liberdade pra criar ainda, basta olhar alguns carros conceitos que muitas vezes passam despercebidos, como aquele BMW que usa uma carroceria estilo “pele”, que assume diversas formas.
Concordo que os carros hoje em dia são muito parecidos sim, todos seguem aquela fórmula:
“Vamos lançar a nova versão do sedã X”
1º aplicar os faróis que atualmente compõem a identidade da marca.
2º aumentar a grade dianteira até o tamanho no mínimo Audi. Se for mais tá bom!
3º Subir a linha de cintura, criando janelas laterais que são ótimas para se olhar… de fora
4º mescalr as linhas do carro de forma que você nunca vai conseguir dizer aonde acaba o capo e começa o vidro, ou onde os parachoques encontram a carroceria
5º colocar uma tela de GPS no centro do painel e algum sistema “único” que com certeza já tem um semelhante em outra marca.
Mas sério, como estudante de Desenho industrial sei que existe muita margem pra criação, e se um dia essa margem se esgotar, chegará o dia em que o conceito de automóvel será repensado. É o que li na Car and Driver um dia: os carros de hoje em dia são praticamente os mesmos há mais de século, o princípio da construção do veículo continua igual. 4 rodas, ocupantes situados entre os eixos, motor em compartimento separado, direção por pinhão e cremalheira, motor com controle direto do usuário por meio de acelerador com injeção de combustível… acredite, qualquer veículo poderia em tese sofrer um facelift e ficar que nem um carro moderno. Pegue uma Brasilia, coloque uma carroceria nova (mantendo a plataforma), desencaixa aquele painel e coloca um de uma… sei lá Spacefox, e vai tudo dar certo do mesmo jeito.
Não se desesperem, a humanidade tá perdida mas não tanto :tong:
Fafner
10/10/2008 as 07:47
Acho que o que está faltando no desenho de novos carros é saber manter a identidade, a “alma” estética da marca.
Exemplos: Porsche 911 – os atuais não têm quase nada em comum com os longevos de há cerca de 60 anos, mas, qualquer um reconhece um Porsche, antigo ou novo, só olhando de relance.
E a lista é relativamente grande: Alfa Romeo, Bugatti, Rolls Royce, Ford Mustang, etc. e recentamente O Fiat 500.
Este último é talvez o melhor exemplo. Mecanicamente falando a semelhança é que ambos têm um motor, 4 rodas e um volante…
uruca
10/10/2008 as 08:40
Kade os adv da fiat??? falaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa aiiiiiiiii que fiat lindo essa nave ai heim hahahahah :hauhau: putzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz,skoda com farol do palio?este modelo é projeto mesmo antes da fiat pensar em fazer mudanças no palio.
uruca
10/10/2008 as 08:46
[Comentario #108930 sera citado aqui] :hauhau: :hauhau: :hauhau:ficou registrado!!!coisa feia.
alcantara
10/10/2008 as 08:54
[Comentario #108936 sera citado aqui]
O jeito é lançar mais carros inspirados em modelos antigos, tipo o new beetle, PT Cruiser…
A GM até poderia fazer um “Opalão” moderno…Ficaria show!
TiAgUiNhO
10/10/2008 as 10:20
a questão não é que o design está acabando, e sim pq as montadoras não querem “arriscar” e botar no mercado algo que não venda
hoje tudo gira em torno de $$$
eu por exemplo tenho um Tigra, um carro de 1998 que deixa vários carros top de hoje em dia no chinelo. Volta e meia sou parado perguntando sobre que carro é e tudo mais, não tem uma pessoa que não de uma olhadinha pra ele,ainda mais que botei umas rodinhas 16 e talz
Estou até procurando um outro para comprar e deixar “guardado”, daki uns anos vai ser raridade total.
e tem vários outros modelos parecidos, o mazda mx3, o fiat coupe, eclipse, marea, …
altos carros tzaum de poucos anos atrás que simplismente desapareceram e talvez nunca voltem
graças a essa “perca de emoção” atual, pra que vou ter um carro duro, baixo, não tao economico, que mal cabe 4 pessoas, se posso ter tudo isso num carro feio mais confortavel?
mais fazer o que
daqui uns anos feliz vai ser quem olhar para sua garagem e ver um fusca, opala, maverick, eclipse, tigra, marea, …
abraços
helmygalindo
10/10/2008 as 12:29
O Fiat Múltipla era bonito na sua primeira versão, antigona:
http://www.muzeum-motoryzacji.com.pl/photo/Fiat%20600%20Multipla.jpg
A versão atual passou por um facelift para ganhar novos clientes, mas continua agradando bastante seus fãns antigos, pois dá pra levar 6 pessoas com muito conforto, segurança visibilidade e ainda espaço para as malas. Ao contrario da Zafira e Doblo que levam 7 pessoas onde apenas caberiam 5.
Como é que o portamalas do Renault Vel Satis abre?
evandro17
10/10/2008 as 17:45
[Comentario #109062 sera citado aqui]
abre toda, como num hatchback. Lembra bastante a tampa do citroen c5 geração I.
Diguinho
10/10/2008 as 18:38
Estão cada vez mais parecidos e esses conceitos ai cheios d coizinha, mas tudo parecido chega dar raiva :angre: e agora com os chinenes :down:
IGAUM
10/10/2008 as 18:57
[Comentario #108980 sera citado aqui]
Poxalegal heim cara! Eu adoro o tal do desenho industrial. Eu tava pensando em fazer o curso sequencial superior de Design da Mobilidade da FAAP-Sp capital.
Pirei no curso, fui lá me informar e tal. O que ta pegando mesmo é eu ter q ir morar 2 anos fora …e o curso deve custar entre 15~20 mil reais.
Mas q é show, isso é!
:drinkk:
helmygalindo
10/10/2008 as 22:58
[Comentario #109225 sera citado aqui]
Gostei do teu blog. Sabe que eu nunca tinha pensado no motivo do nome Prisma? Parabéns e vida longa ao seu blog. :drinkk:
OBS: só tenta não copiar o NA que fica feio, aquela foto do menininho com nariz de palhaço é uma marca registrada daqui.