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Denza: Elétrico da Daimler-BYD amplia autonomia para 400 km

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Há pouco menos de 10 anos, a autonomia considera suficiente para os carros elétricos era de 160 km. Esse era o resultado de estudos que indicam um uso diário e urbano deste tipo de veículo nos mercados consolidados, tais como EUA, Europa e Japão.

No entanto, o tempo passou e as montadoras perceberam que tais estudos estavam errados. O consumidor quer mesmo é andar mais e mais com o carro elétrico. Isso significou um aumento considerável na capacidade das baterias e consequentemente na autonomia.

Hoje, praticamente nenhum projeto de carro elétrico de massa ou não contempla autonomia de menos de 200 milhas ou cerca de 322 km. Modelos mais avançados e caros já alcançam 600 km. O movimento começou nos EUA e agora a China também abraça uma autonomia maior.

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A Denza, joint-venture criada pela Daimler e BYD, lançou seu primeiro carro elétrico há pouco tempo com autonomia de 300 km. O alcance é o mesmo do rival doméstico e6, também da BYD. Mas, agora a empresa eleva o alcance das baterias de fosfato de ferro para 400 km.

Isso aconteceu graças ao aumento da capacidade das baterias de 47,5 para 62 kWh. Capaz de ser recarregado em casa ou por meio de carregadores rápidos de parede, que encurtam o tempo para menos de uma hora, o Denza 400 pretende ampliar as vendas na China, seu mercado exclusivo.

Até agora, 3 mil unidades foram vendidas e o preço sugerido é de 369.000 yuans ou cerca de R$ 180.000. O valor não leva em consideração incentivos fiscais locais. Com espaço para cinco e 460 litros no porta-malas, o Denza 400 agora pode fazer pequenas viagens com mais segurança.





  • Rodrigo

    Parece-me que a tecnologia de baterias de fosfato de ferro, embora mais baratas de se produzir, não seja o caminho para aumentar a autonomia dos 100% elétricos.
    A Tesla já achou a solução introduzindo em seus modelos uma inovadora bateria de íons de lítio, mas que são caras demais.
    Talvez um meio-termo, algo utilizando alcalino-terrosos ou só alcalinos, ajude a melhorar a autonomia sem impactar tanto em custo. O sódio, por exemplo, é abundante e pode ser explorado como alternativa viável.

    • Marcos Medeiros

      Existe alguns estudos sobre baterias de sódio na frança, espero que eles consigam avançar nesse processo rapidamente, pois os grupos franceses (PSA, Renault-Nissan) tem bastante pretensão de adentrar no mercado de carros elétricos com força até 2020.

  • Matheus Ulisses P.

    A BYD por sí só já tem prestígio internacional, uma parceria com a Daimler deve ser top.

    • Mumm Rá

      E ainda criticam automobilísticas chineses porque a BYD com sua tecnologia de baterias de fosfato de ferro chamou atenção até da ” dona ” Mercedes Benz do qual surgiu essa marca conjunta chamada Denza ( o carro possui um design simples mas acho bonito )

      Existem automobilísticas chinesas nada confiáveis ? Sim existem infelizmente mas várias delas estão melhorando em vários aspectos ( como Chery, BYD, Geely, Haima etc… )

      • Matheus Ulisses P.

        É preciso mesmo, sempre, separar o joio do trigo.
        Hoje em dia ninguém faz carro sozinho. Componentes e sistemas são projetados e fornecidos por gigantes internacionais. O desenvolvimento e produção podem ser locais, mas o know-how é global.
        Os chineses tem evoluído a passos largos, a BYD está aí pra comprovar. Andei vendo vídeos do E6 e gostei bastante, teria um sem medo pra ir ao trabalho e faculdade se estivesse à venda (por hora só pra taxi) e tivesse $$$.

  • Louis

    Caríssimo. Será que é premium?

    • Diogo Oliveira

      Os equipamentos não sei, mas o design é bem estilo Etios ou seja, estilo ”carrinho indiano pelado”. Mas como eu disse, só parece…

      • Zoran Borut

        Etios, ficou maluco? Creio que você tenha feito essa associação somente pela cor e pela grade cromada, porque esse design é mil vezes mais agradável que o do Etios e nada tem de indiano, que se caracteriza pelo rebuscamento de linhas.

        Uma mudança na grade por outra com menos barras e menos cromado já deixaria o carro ao gosto do brasileiro. Além, é claaaaaro, de uma pintura preta, prata ou branca.

    • CanalhaRS

      Foi construído sobre a plataforma do primeiro Classe B. Mas é provável que tenha perdido a alma MB.



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