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Dodge Dart se despede em setembro – Saiba porque o sedã da FCA sai de cena

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O primeiro FCA já estão dizendo adeus em Belvidere, Illinois. O Dodge Dart morreu bem antes do esperado e com ele em breve o Chrysler 200. A previsão é de que o sedã saia de linha ainda este mês de setembro, enquanto o irmão mais luxuoso fica para dezembro.

O fim do Dart significa preocupação para a Fiat-Chrysler, pois ele foi o precursor da sinergia entre as marcas dos dois grupos, forçados a um casamento por conta da falência da Chrysler. Quando nasceu, em maio de 2012, o compacto da Dodge era considerado um sucesso.

Mas, com o passar do tempo e problemas aqui e ali, as vendas do Dart começaram a definhar e com ele o belo Chrysler 200. Em 2012, a então Fiat-Chrysler prometia sete modelos com a plataforma CUSW, que na verdade era a usada no Alfa Romeo Giulietta e que deu origem ao irmão Fiat Viaggio na China.

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Confiança no Dart

Dos sete, apenas três foram feitos, sendo a dupla tema da matéria e o Jeep Cherokee. Na época de seu lançamento, a FCA não previa que haveria uma mudança radical nos preços dos combustíveis e consequentemente na preferência dos consumidores. Agora, Sérgio Marchionne diz que se tivesse previsto essa alteração, não teriam investido bilhões nos dois projetos.

Mas ainda assim, Marchionne não teria muito o que fazer. Para ter o casamento com a Chrysler consolidado e acesso a mais ações, era necessário cumprir várias metas, entre elas de oferecer um familiar com consumo médio de 17 km/litro na estrada. Isso só seria alcançado com o Dart.

Só a promessa de louros para a FCA, fez com que o Dart garantisse a confiança da UAW com mais 5% de ações transferidas pelo poderoso sindicato americano. As coisas pareciam boas, mas nem tanto.

Ele começou com 25.304 vendidos em 2012, pulando para bons 83.388 e 83.858 nos dois anos seguintes, mas caiu para 87.392 no ano passado. Não estava ruim, mas este ano vendeu até agora 34.500 exemplares.

Dodge Dart

Parto difícil e mudança de panorama

O Dodge nasceu com câmbio automático da Hyundai e a outra opção seria o de dupla embreagem da Fiat. Este atende bem na Europa, mas o americano não pensa da mesma forma, vide o exemplo da Volkswagen com o Tiptronic ao invés do DSG nos EUA.

A saída para garantir um baixo consumo seria o ZF 9HP, mas este só conseguiu ficar pronto para o Jeep Cherokee, mas não sem dar problemas de integração com o velho Tigershark da Mitsubishi. O Dart também teve problemas de câmbio, o que ajudou a manchar sua imagem.

Nos quatro anos e quatro meses de mercado, nunca foi além do oitavo lugar em seu segmento. As vendas em 2016 estão no mesmo nível do início das vendas em 2012. O que ajudou a jogar uma pá de cal no sedã foi a redução nos preços da gasolina, que fizeram o americano pular de sedãs para SUV, picapes e crossovers.

A FCA pretendia mover a produção para o México, mas agora não será possível. Então, Marchionne teve a ideia de terceirizar a fabricação de Dart e 200, mas até agora a montadora que fará isso não foi anunciada. A empresa tem pressa, pois não pode perder o bonde das altas vendas de utilitários. Por isso o Cherokee será reforçado com as linhas esvaziadas de Belvidere.

Substituto do Caliber, que estava prejudicando as vendas da Chrysler, o Dodge Dart era para ser uma saída segura após a falência em 2008, mas agora suscita em alguns a lembrança ruim da fase pré-2009. Naquela época, com a gasolina cara, carros como Dart/200 eram essenciais, hoje não mais.

[Fonte: Auto News]





  • thi

    Tambem tanta lambanca e alguns defeitos

    • Ricardo Rangel Lirio

      Fiat sendo Fiat. Alguns mercados engolem, toleram, a sucessão de falhas, defeitos, mas em mercados sérios não há perdão.

      • Rafael Trindade

        e tinha gente dizendo que este carro viria pro Brasil!

      • th!nk.t4nk

        Aí é pura especulação. Modelos da GM e Ford sofrem até mais “lambanças” e falhas nos EUA, se você fizer um levantamento geral. O que ocorre é que os modelos simplesmente não pegaram, seja pelo visual, preconceito com a marca, tamanho (com a gasolina barata, pra quê um mini-sedan?). Pra uma marca que já vende menos que as outras, a queda geral do mercado foi mais crítica ainda.

  • meneghelli1972

    E pensar que esse carro poderia fazer sucesso aqui, bonito e econômico, mas em um mercado evoluído como o americano pra eles é quase uma carroça. É… deixa num queria mesmo :P

    • thi

      Acho q seria um king Kong aqui pode apostar. Esquece man ,esse carro ja foi, a fca esta devendo .

      • meneghelli1972

        King Kong? Pode ser que iriam capar ele, mas feio não é não.

    • V12 for life

      Sendo feito nos Estados Unidos se sairia igual ou pior que o Malibu.

  • Bruno Silva

    Não entendo nunca a FCA. Civic e Corolla, além de Cruze e Sentra (no mercado americano) provam que um bom médio pode vender bem. Descontinuar o Dart sem nenhum sucessor, só prova a inferioridade da Dodge/Fiat perante Toyota e Honda. Aqui no Brasil a Fiat desenvolve tantos modelos, não sei se sairia tão caro projetar um bom médio, usando elementos já presentes no portfólio (pegar plataforma de um, motor, câmbio de outro etc).

    • Leandro Balmant

      Bravo sempre foi um bom carro, e seu preço está dentro da faixa de seu segmento, e nem assim consegue. Já o Linea então… A Fiat fez um sedã de um compacto premium e elevou o seu preço nas alturas, mesmo com a versão Tjet que deveria ser interessante, e foi outro mico.

      • André

        Talvez um Bravo sedã tivesse feito mais sucesso que Bravo e Linea juntos.

        • Leandro Balmant

          Ou até se a Fiat tivesse posicionado bem o Linea, e colocado o cambio automático de verdade, ou um automatizado de dupla embreagem.
          Já o Bravo é um carro que realmente não entendo o seu “fracasso” (a não ser pela falta do cambio automático de verdade).

      • Rodrigo

        Aqui a história é diferente. Tirando os primeiros anos de Tempra, a Fiat nunca emplacou um sedã médio decente. E o Tempra só vendeu muito porque seus concorrentes estavam muito defasados em termos tecnológicos (Santana / Versailles e Monza). Agora com novos players e principalmente depois que os japoneses cairam nas graças do público brasileiro, fica ainda mais difícil.
        De uns 10, 15 anos pra cá a Fiat se enveredou para o segmento de carros populares e picapes leves. Acho difícil ela mudar esse mindset de marca popular e emplacar um modelo médio acima de R$80 mil. No máximo, se vender o novo Tipo aqui seria para ficar no limite desse patamar, pois o carro não vale mais que isso. Se ousasse nesse sentido seria outro Linea da vida.

        • pedro rt

          pode perder as esperanças da fiat fzer um novo medio no brasil, o bravo e linea foram a despedida desse segmento por aqui. a partir de 2017 so teremos novos carros pequenos sendo feitos pela marca a começar pelo novo punto e em 2018 chega o resto da familia como o novo grand siena, nova strada e um novo suv pequeno derivado do punto.

          • Rodrigo

            Não nutro esperanças pela Fiat já faz uns 12 anos +/-. Época que mudei de marca e aprendi o que é carro de verdade… ;)

      • cepereira2006

        Bravo tinha que ter câmbio AT. Na faixa dele a procura por manual é limitada e Dualogic ninguém quer.

      • Erick Terto

        Mas o mercado de Hatch Médio caiu muito no Brasil, para mim o último grande sucesso da categoria foi o I30 antes da renovação e redução na cota de importação, nem mesmo o novo Focus é visto com frequência, pelo menos em BH. Talvez seja esse o motivo do Bravo não ter emplacado.

        • Ernesto

          Sim, o mercado de hatch médio caiu bastante, mas o Bravo, desde o seu lançamento, nunca foi muito bem de vendas em relação aos seus concorrentes.

    • Lorenzo Frigerio

      Lá vêm novos modelos da Fiat, mas com plataforma de Palio, e eu acho que é até possível que tenhamos aqui o Tipo/Viaggio também com plataforma de Palio… e se não aguentar, botam plataforma de Idea ou Doblò.

      • pedro rt

        plataforma velha na marca esta saindo de linha so vai ficar a do uno/new palio o tipo e o viaggio como ja dito ha muito tempo nao tem a menor possibilidade de vir pro brasil

    • Rômulo M.

      A FCA enfiou o pé pelas mãos diversas vezes, especialmente por pressa. Tinha pouquíssimo tempo pra desenvolver produtos, tinha que fazer a integração das marcas e tinha que renovar o portfólio de todas as marcas sem ter tempo ou dinheiro pra isso. Consequência foram as chuvas de recall que mancharam a reputação de vários modelos, mas acima de tudo desenvolver projetos bilionários como o Dart e o 200 e não levar pra vários mercados, apostando todas as fichas apenas no EUA é falta de visão, na primeira queda dá nisso. Agora fico pensando o que eles vão fazer se ano que vem o preço do petróleo disparar de novo e não tiverem nenhum compacto.

  • Lorenzo Frigerio

    O que o Macarrone quer é fechar a Chrysler e a Dodge, e aí vender a Fiat falida, junto com a RAM e a Jeep, para a VW. Aí, ele pegará uma aposentadoria triliardária e irá jogar golfe.
    E outra, o motor Tigershark não é Mitsubishi. Tigershark é um reprojeto que a Chrysler fez do antigo motor “World”, esse sim, projetado pela Chrysler em conjunto com a Hyundai e Mitsubishi, sendo que o bloco foi desenvolvido pela Hyundai.

    • Murilo Soares de O. Filho

      Não acredito que O Marchionne queira fechar Chrysler e Dodge e vender o restante, não faz sentido, ainda porque a Exor (acionista da FCA=família Agnhelli) mudou para Holanda , o que reforça sua posição acionista na FCA. A verdade é que a Chrysler ainda sofre da negligência sofrida desde da é poca da Daimler.

  • DinhoRoxxx

    Ficar tirando e colocando carro numa categoria disputada num mercado amadurecido como o mercado americano é receita para o fracasso.

    Civic e Corolla sempre venderam bem lá, porém não são vendidos apenas por lá

  • Gustavo Miranda

    Um dos grandes pecados do Dart / 200 é o espaço interno, essa caída do teto que é belíssima fez ele ter a altura do teto do Maverick em um mercado de pessoas gigantes que prezam pelo conforto. Aliás, alguém da FCA comentou uma vez que eles não entendiam, essa caída era a mesma que consagrou o Sonata revolucionário de uns anos atrás e foi a coisa mais criticada na dupla Chrysler e Dodge. Bom, eu acho que depois de fazer um carro pequeno e tentar vender como algo maior como eles fizeram com o Regatta, com o Tempra, com o Marea, com o Linea e com o 200, tá na hora de aprender com os erros do passado, até parece que esse povo não gosta de fazer sedãs…

  • ####Carlao GTS

    Nasceu,Viveu,Morreu… e nem quatro cilindros pudemos ter…

    • Walter Augusto

      Nasceu, viveu, morreu em 4 anos de mercado ? Gasta bilhões no projeto e depois….. depois….depois não vende nada e abandona o projeto….que mico…kkkkk. tá sobrando dinheiro né FCA ?

  • RKK

    É um crime matar o Chrysler 200, esses americanos tem um péssimo gosto.

    • Mumm Rá

      ” bem vindo ” á uma nova : O início da indústria SUVmobilística

    • Murilo Soares de O. Filho

      Também acho, mas mesmo assim acho prematuro a saída dos dois, principalmente o 200, onde ainda é possível melhorar as vendas. Não sei porque não serão mais transferidos para o México…quem sabe a resposta surja em em alguns meses…

      • DiMais

        acredito numa sobrevida para o Lancer numa possível parceria com a Mitsubishi (que também precisa se salvar, reduzir custos e agora tem o suporte da Nissan, essa sim conhece bem os EUA).

    • Diogo Oliveira

      Americano gosta de carro grande, quadradão, monstruoso, um carro que diga: Olhem, sou um Magnata e domino o mundo.
      Os americanos realmente têm péssimos gostos, por isso prefiro a Europa que tem carros mais bonitos e as pessoas lá tem bom gosto

      • Tosoobservando

        Acho engraçado falar isso pq entre os 10 mais vendidos esta Camry, Corolla, Civic, Accord e Altima. E não vendem pouco. Não seria sim um erro estrategico da Chrysler, ou os japoneses tambem sao “barcas” e ninguem percebeu hheheh???

  • Murilo Soares de O. Filho

    Realmente, um carro bonito, teve alguns problemas no início, mas não é ruim não, o problema é competir com a dupla japonesa a anos no mercado, e com boa imagem…Acho precipitado a retirada, poderia muito bem reduzir a gama e preços, para pelo menos para não ficar sem representante no segmento, o mesmo vale para o 200. Onde a maior critica está no acesso ao banco traseiro. acredito que FCA terá ainda modelos nos segmentos, mas compartilhado com outra montadora…, esse segmento realmente vem caindo, tirando os modelos que dominam o segmento anos, outras marcas terão problemas também. Outro Detalhe que chama atenção, Dart e 200 não vende como a concorrência, em compensação, o Cherokee, vende muito, e usa a mesma base…

  • Marcelo Paiva

    Que pena, os carros são belíssimos. Erro feio de prognóstico do mercado.

  • Edson Fernandes

    Pra mim boa parte dessa não aceitação tem a ver com o mercado atual americano que tem comprado carros altos. As demais fabricantes também já acenaram a possibilidade da parada de produção de médios.

  • tiago

    “A saída para garantir um baixo consumo seria o ZF 9HP, mas este só conseguiu ficar pronto para o Jeep Cherokee, mas não sem dar problemas de integração com o velho Tigershark da Mitsubishi.”
    Errado, o TigerShark é uma evolução do WGE World gasoline engine, que foi fruto de uma parceria entre mitsubishi, hyundai e chrysler, em 2009 a chrysler comprou as participações de mitsubishi e hyundai na joint venture.

    • Murilo Soares de O. Filho

      Tigershark, provavelmente será substituído pelos novo 2.0 turbo que será lançado na nova geração do Wrangler, que se não me engano é derivado dos novos Alfa 2.0 Turbo.

  • Rafael Guerra

    Pode mudar a grade, volante, rodas e lanterna traseira central e trazer pra cá como Novo Marea.

  • Luis Felipe C D

    “Naquela época, com a gasolina cara, carros como Dart/200 eram essenciais, hoje não mais.” hahaha enquanto isso nós continuamos, e cada vez mais, na época da gasolina cara!

  • Nunes Nunes

    A Chrysler passou por uma crise nos anos 80 e foi salva pelo lendário Lee Iacocca. Depois passou por uma crise nos anos 90 e foi salva pela Daimler Benz. Nos anos 2000 a Mercedes se retirou e nova crise sendo salva por um acordao com a Fiat. Agora o grupo FCA caminha a passos largos para mais uma crise, pois a dívida é enorme. Quem salvará?

  • DiMais

    pelo andar da carruagem a FCA está pendendo para o lado dos franco nipônicos da Renault-Nissan (e Mitsubishi), eu acreditava numa maior integração deles com a Suzuki mas parece que isso esfriou..



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