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Ao desenvolver a nova geração do EcoSport, a Ford brasileira procurou dar mais substância ao modelo que foi seu maior “ganha-pão” na última década. O novo jipinho usou todo o “know-how” adquirido em quase 10 anos de mercado do primeiro “Eco” – que inaugurou o segmento de utilitários esportivos compactos no país, em 2003.

Na segunda geração, a Ford incorporou ao veículo a tecnologia e modernidade “embutidas” na plataforma do New Fiesta. Pelo menos nesta fase inicial da chegada ao mercado, a novidade parece ser o suficiente para embalar as vendas do modelo. Foram 6.525 carros emplacados em outubro – retomou com boa folga a liderança do segmento do arquirrival Renault Duster, que ficou nas 4.871 unidades no mesmo mês.

Em novembro, os números ainda não estão fechados, mas na primeira quinzena o modelo da Renault ensaiava uma “virada”. Nessa disputa ainda indefinida, a versão topo de linha Titanium 2.0, recheada de equipamentos ainda raros mesmo em carros nacionais, é a estrela da Ford para o segmento. Com direito a lugar de destaque nas campanhas publicitárias.

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Sob o capô está o conhecido Duratec 2.0 16V de 147 cv e 19,7 kgfm de torque a 4.250 rotações, quando abastecido com etanol. O propulsor é o mesmo utilizado pela Ford no Focus e até no antigo EcoSport. Mesmo tendo aparecido no Brasil em 2005, o motor ainda pode ser considerado moderno, com cabeçote em alumínio e comando variável – tanto que equipa até mesmo a nova geração do Focus à venda na Europa e Estados Unidos.

Acoplado a ele, um câmbio manual de cinco marchas. Segundo a marca, o conjunto é capaz de levar o utilitário de zero a 100 km/h em bons 10,5 segundos e à velocidade máxima de 180 km/h limitada eletronicamente. A versão do jipinho com o câmbio automatizado de seis marchas e dupla embreagem Powershift chega em dezembro às concessionárias.

O visual do modelo é um dos pontos altos. A Ford foi além de apenas fazer um Fiesta “musculoso”. As linha seguem o mesmo estilo “Kinetic” do hatch, mas as lanternas traseiras divididas entre carroceria e tampa do porta-malas são exclusivas do SUV, assim como a frente, com faróis menos pontiagudos.

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O desenho é harmonioso e características marcantes – principalmente para os proprietários do antigo “Eco” – como a tampa do porta-malas com abertura lateral com o estepe pendurado, foram mantidas. As dimensões também quase não mudaram em relação à geração antiga, com 4,23 m de comprimento, 1,76 m de largura, 1,67 m de altura e 2,52 m de distância entre-eixos. Ele é 3 cm mais largo, 4 cm mais alto e tem 3 cm a mais entre os eixos que o primeiro EcoSport.

Por dentro, o painel é quase idêntico ao do New Fiesta. Está lá badalado sistema Sync da Ford, com comandos de voz para o som – também operado por botões no volante – e o mesmo arranjo visual. No alto do painel, uma pequena tela exibe informações do próprio Sync e do computador de bordo.

A lista de equipamentos de série é palpável, com ar-condicionado automático, airbags frontais, controle de estabilidade e tração, “hill holder” – que segura o carro por alguns segundos e ajuda o arranque em subidas –, keyless – que dispensa o uso da chave para abrir, trancar ou ligar o motor – e ainda sensores de estacionamento, crepuscular e de chuva. Entre os opcionais, apenas bancos em couro e airbags laterais e de cortina.

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O problema é que todo esse “recheio” tem consequências no preço final. Um EcoSport Titanium 2.0 não sai por menos de R$ 66.490. É cerca de R$ 5 mil a mais que um Renault Duster Dynamique Tech Road 2.0 equipado à altura – que custa R$ 61.040.

A diferença, no entanto, paga itens que o SUV paranaense não oferece no Brasil, como controles eletrônicos de estabilidade e tração. Equipado como a unidade testada, o EcoSport Titanium 2.0 pula para salgados R$ 71.275. Pode não ser o EcoSport que mais vende, mas é o que mais junta gente em volta nas concessionárias.

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Ponto a ponto

Desempenho – Com seus 147 cv, o motor 2.0 dá conta de empurrar o EcoSport e seus 1.297 kg. Seu desempenho é condizente com a proposta. Não há sensação de falta de motor, tampouco de excesso. Em velocidades de cruzeiro, o propulsor vibra demais e parece pouco à vontade para trabalhar em rotações mais elevadas. Pelo menos, o casamento entre motor e câmbio é bem acertado, com marchas bem escalonadas, que ajudam a extrair o melhor do 2.0. A Ford fala em 10,5 segundos para a aceleração de zero a 100 km/h e velocidade máxima limitada em 180 km/h. Nota: 8.

Estabilidade – Certamente é um dos pontos altos do novo “Eco”. O acerto é dos melhores, com ótimas respostas ao volante e transmite bastante segurança. Mesmo sendo um carro alto, ele topa estradas sinuosas sem medo e brinda o motorista com um comportamento quase impecável. A frente tem uma leve tendência ao sub-esterço, facilmente corrigida aliviando o pé do acelerador. A presença do controle eletrônico de estabilidade – ESP – torna o comportamento bastante sereno na maioria das situações. No entanto, a firmeza da suspensão – responsável pela destreza em asfalto liso – faz sofrer em pisos mal cuidados. O jipinho sacoleja bastante e perde um pouco da compostura. Nota 9.

Interatividade – A versão topo Titanium é bem equipada de série. Itens importantes, como rádio CD/MP3/USB/Bluetooth, tem uso descomplicado. Há comandos no volante para o sistema de som e até partida por botão, com chave presencial. Não há mistérios no uso diário do modelo, mesmo com uma enorme quantidade de botões no painel. Há uma certa confusão inicial, mas em pouco tempo os comandos são intuitivos. A posição de dirigir é das melhores – o volante tem ótima empunhadura – e o motorista não tem dificuldades em achar o melhor acerto. Nota 7.

Consumo – O motor 2.0 não é nada econômico. O InMetro não recebeu nenhuma unidade do carro para testes e o EcoSport testado marcou 5,7 km/l com etanol em ciclo urbano. Nota 5.

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Tecnologia – A segunda geração do EcoSport é moderna. É construída sobre a plataforma do New Fiesta, lançado em 2008 e que chegou ao Brasil em 2010 na versão sedã. O propulsor é basicamente o mesmo Duratec 2.0 que apareceu no Focus brasileiro ainda em 2005, mas passou por atualizações para beber etanol e ainda traz sistemas atuais, como comando variável na admissão e escape para melhor distribuição da força. Por dentro, os maiores destaques da versão Titanium são a partida por botão e uma pequena tela de cristal líquido no alto do painel – que reúne as informações do interessante sistema Sync, capaz de controlar o som e computador de bordo por comandos de voz. Nota 8.

Conforto – A suspensão firme, que dá ao carro um bom comportamento dinâmico, indubitavelmente compromete o conforto. Os passageiros sentem bem as imperfeições do solo e chacoalham um bocado. Além disso, o isolamento acústico deixa a desejar para um carro de mais de R$ 70 mil. Viagens em velocidades acima dos 110 km/h podem ser cansativas aos ouvidos. Pelo menos, há espaço suficiente para quatro adultos sem que ninguém passe aperto. Nota 7.

Habitabilidade – O acesso é facilitado pelo bom ângulo de abertura das quatro portas. Há boa profusão de porta-objetos, com vãos nas portas e um nicho grande entre os bancos dianteiros. Os passageiros de trás têm à disposição porta-revistas nos encostos dos bancos da frente. O porta-malas, no entanto, acomoda relativamente poucos 352 litros e a abertura lateral demanda espaço atrás do carro, sob pena de impedir o acesso ao bagageiro. Nota 7.

Acabamento – Sempre foi o “calcanhar de Aquiles” do utilitário. Na nova geração, embora a evolução seja notável, o interior ainda abusa de plásticos rígidos de aparência pobre e sensação ruim ao tato. Os encaixes até são bem melhores que os do EcoSport antigo, mas a qualidade do material deixa a desejar. Nem mesmo a versão topo Titanium se livra do problema. Pelo menos, o revestimento em couro opcional ajuda a diminuir um pouco a sensação de simplicidade excessiva. O isolamento acústico também só é eficiente até a casa dos 100 km/h, quando deixa o ruído do motor entrar sem muita cerimônia. Nota 5.

Design – O novo EcoSport chama atenção pelos traços esportivos e bem finalizados. A linha de cintura alta cria um perfil atraente, com personalidade mais distinta do Fiesta do que a geração anterior. A frente traz faróis relativamente pequenos e uma enorme grade dianteira, com filetes cromados. Atrás, lanternas horizontalizadas – a do lado direito camufla a maçaneta do porta-malas de maneira sutil. As proporções são corretas e o visual transparece a robustez esperada de um utilitário, reforçada pelo indefectível estepe preso na tampa. Nota 9.

Custo/benefício – Mesmo sendo bem equipada, a versão Titanium ultrapassa os R$ 70 mil quando equipada com o pacote mais completo. Ela parte dos R$ 66.490 e chega aos R$ 71.275 com todos os opcionais. O concorrente direto, Renault Duster, tem na versão Dynamique Tech Road 2.0 o conjunto mais próximo. Mesmo devendo alguns itens, traz um sistema de entretenimento a bordo mais abrangente e com GPS integrado custando menos – R$ 61.040. Nota 6.

Total – O Ford EcoSport Titanium 2.0 somou 71 pontos em 100 possíveis.

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Impressões ao dirigir – Ajuste fino

Logo de cara, o EcoSport agrada pelo visual interessante. O desenho bem executado se traduz num conjunto bonito e elegante, com raízes claras, mas personalidade própria. Certamente, deixa para trás o estigma de “Fiesta anabolizado” que perseguia o modelo em sua primeira geração. O interior é quase idêntico ao hatch de origem, o “moderninho” New Fiesta.

O que se traduz em visual arrojado e comandos bem posicionados – ainda que o alto do painel seja algo poluído, com botões demais. O interior até é um ambiente confortável, mas sem qualquer requinte. Ainda que itens como partida sem o uso da chave e ar-condicionado com comandos digitais dêem ao EcoSport alguma aspiração ao luxo, os materiais usados na cabine desfazem a impressão. Há plástico rugoso em abundância, mesmo em áreas nobres como o alto do painel e portas. Ainda que os arremates sejam corretos – sem rebarbas –, no geral, fica aquém do que os R$ 71 mil cobrados poderiam sugerir.

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Os 147 cv extraídos do 2.0 quando abastecido com etanol se mostram adequados ao porte do jipinho. As acelerações são fáceis e o “Eco” se movimenta com boa agilidade, principalmente em centros urbanos. Mesmo que todos os 19,7 kgfm de torque apareçam só a 4.250 rotações, há força suficiente para um rendimento aceitável já nas primeiras escalas do conta-giros.

O único senão é alguma aspereza de funcionamento acima dos 3.500 giros, quando o Duratec também se torna bastante audível no interior do carro. O câmbio tem engates precisos e curso curto, mas uma embreagem mais leve melhoraria o convívio com o modelo.

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A contrapartida é o acerto dinâmico do jipinho. Basta atacar uma sequência de curvas um pouco mais velozes para o EcoSport mostrar sua melhor faceta. O acerto mais “durinho” – que cobra seu preço no conforto de marcha – brinda o motorista com um comportamento exemplar.

A direção tem relação bem direta e bom “feedback” do que acontece com as rodas da frente. A carroceria rola pouco e a transferência de forças de um lado para o outro do carro é bem controlada. Mesmo em velocidades mais altas, o modelo segue “plantado” no chão, com pouca oscilação de carroceria. Próximo do limite, as reações são neutras e bastante adequadas à proposta do carro.

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Prós:

# Comportamento dinâmico

# Equipamentos

# Posição de dirigir

Contras:

# Consumo

# Preço

Ficha técnica – Ford EcoSport Titanium 2.0

Motor: Gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.999 cm³, quatro cilindros em linha, duplo comando no cabeçote, quatro válvulas por cilindro e comando variável de válvulas na admissão. Injeção eletrônica multiponto sequencial e acelerador eletrônico.

Transmissão: Câmbio manual de cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira, com controle eletrônico de série.

Potência máxima: 141 cv e 147 cv com gasolina e etanol a 6.250 rpm.

Torque máximo: 18,9 kgfm e 19,7 kgfm com gasolina e etanol a 4.250 rpm.

Diâmetro e curso: 87,5 mm X 83,1 mm com taxa de compressão de 10,8:1.

Aceleração 0-100 km/h: 10,8 e 10,5 segundos com gasolina e etanol.

Velocidade máxima: 180 km/h limitada eletronicamente.

Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com braços inferiores, barra estabilizadora, amortecedores hidráulicos pressurizados e molas com compensação de carga lateral. Traseira semi-independente com eixo de torção, amortecedores hidráulicos pressurizados com molas helicoidais. Controle eletrônico de estabilidade.

Pneus: 205/60 R16.

Freios: Discos ventilados na frente, tambores atrás e ABS de série.

Carroceria: Utilitário esportivo em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,23 metros de comprimento, 1,76 m de largura, 1,67 m de altura e 2,52 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais de série e laterais e de cortina como opcional.

Peso: 1.297 kg.

Capacidade do porta-malas: 362 litros.

Tanque de combustível: 52 litros.

Produção: Camaçari, Bahia.

Itens de série: Ar-condicionado digital, direção elétrica, trio elétrico, rádio/CD/MP3/Aux com sistema SYNC, faróis com led, faróis de neblina, rodas de liga leve de 16 polegadas, computador de bordo, sensor de estacionamento traseiro, controles de estabilidade e de tração, assistente de partida em ladeiras, keyless, sensores de chuva e luminosidade e retrovisor interno eletrocrômico. Opcionais: Airbags laterais e de cortina, bancos em couro e pintura metálica.

Preço: R$ 66.490.

Preço da unidade testada: R$ 71.275.

Por Auto Press


  • http://www.antoniodejulio.com.br Antonio De Julio

    faltou um contra

    Porta-malas

  • rcm88

    Quem procura um crossover (pensando que é SUV) está procurando por uma carro relativamente grande. O consumidor olha esse fiestinha levantado e depois vai ver o Duster, mais quadradão, aparentemente maior… O fator novidade acabou e agora o EcoSport vai levar um pau legal…

    • Louis

      Muito cedo pra falar, o Eco tem fila de espera!
      Eu aposto que Eco vai vender muito mais que o Duster.

      • giodoesitbetter

        Sei não. Estranho ter uma fila de espera tão grande vendendo um terço do que eles esperavam.

    • Antonio_Brust

      Quem procura Crossover na Ford vai de Edge. O Edge sim, é um Crossover.

      • rcm88

        É verdade. Até o Explorer é Crossover. Então o que é o Écocônadasport,além de fiesta levantado? Crossover compacto?
        E ainda vendem como SUV…

  • MagalhanesTppj

    A visibilidade também fica bastante comprometida
    com a coluna A.

  • Renatc_

    Experiência própria, pegamos semana passada…

    O Acabamento realmente deixa muito a desejar, peças com rebarbas, mal encaixadas e até soltas…
    O Motor é ruidoso (versão 1.6 Sigma) externamente e internamente (nesse caso, acima de 110 km/h)..
    Só é estável por causa do controle de establilidade – se tirar fica igual ao anterior…

    As qualidades são as herdadas do Fiesta, como diz o texto…

    • dougkmt

      Mas afinal, valeu a pena?

      • Renatc_

        Pra mim, que uso na cidade, pego estrada de vez em quando, sou solteiro, não tenho filhos e posso rebater os bancos traseiros para levar "minhas tralhas" e moro na Grande SP – vagas pequenas, congestionamentos, lugares lotados – ele satisfaz, mas meu próximo já estou pensando em um hatch médio como um Focus, Cruze Sport6 ou um C30 usado…

        O carro é bonito, as mulheres adoram (comparam com o Crossfox), tem boa posião de dirigir, um sistema de som básico – porem ainda deixa a desejar em acabamento e alguns detalhes – tendo em vista o preço.

        • bedotRJ

          Prá mim, considerando-se o estado civil, a frase mais importante deste relato foi esta: "as mulheres adoram". Isso seria suficiente p/ eu incluí-lo entre as opções de compra, rs.

          Mas seria apenas a versão mais barata 1.6 S, por 50 e poucos mil – as mais caras eu não cogitaria de jeito nenhum. Resta saber se as mulheres também não adorariam outros carros desse mesmo preço como o 308 Active, o Focus GLX 1.6 e o Bravo Essence.

          • Edson Roberto

            É ai que está.

            Pergunte para a maioria das pessoas o seguinte exemplo:
            Voce prefere um:
            - Focus ou
            - Ecosport

            - i30 ou
            - Tucson

            - (vamos supor) Megane hatch
            - Duster

            Te garanto: De cara, 99% das mulheres vão preferir os altinhos. Os homens, 80%. Sabe porque? Porque as pessoas pelo menos nas grandes cidades pensam no conforto e imaginam que os carros altos garantem isso. Isso é herdado de carros como os premiuns que tem atributos para isso.

            As pessoas compram sem conhecer o produto e tomam um susto. E veja… um atributo criticado por muitos é a suspensão e amortecedor do Palio fire. Ele é mole, mas para enfrentar buraqueira ou estrada de terra, é mais confortavel por não transferir tanto justamente as buraqueiras.

            Ok, o Focus aqui é um ponto diferente porque ele é confortavel e estavel… mas as pessoas querem carros altos por isso e por imaginarem não precisar raspar o carro em buracos ou mesmo lombadas e valetas.

            Acredito que outro ponto é pensar no "status social". A impressão que tenho é que um carro "alto" chama mais atenção. Como no escritorio onde trabalho que o pessoal acha um "senhor carro" o Tucson e quando comentado de um Bravo, acham um carro apenas "legal".

            • Romis_gtr

              Concordo, mais um exemplo do tipo que a imagem é passada pelo carro….
              É importante dizer "desta água não beberei", mas eu nunca trocaria um Focus, i30, Megane hatch por Eco, Tucson, Duster….acho muito legal dirigibilidade de carros "baixos".

              No mais, na real do trrânsito, mulher que num sabe dirigir com umas carangas dessas daí SÓ da merda….anda com o carro começando faixas, demora 1 ano pra manobrar em vagas, etc etc etc.

        • granrs78

          Vc que mora na grande SP, não era melhor ter esperado mais um pouco e ter pego a automatica?

          • Renatc_

            haha boa…Olha, eu pesquisaria antes de comprar, mesmo estes não agradando muito a elas, são mais completos e bem acabados (nessa faixa de preço..) já gosto, é pessoal…

            Então, acontece que comprei mês passado, e pensei que o Powershift não viria tão rápido…
            Mas, ao ler a notícia no aqui no NA, veio aquele arrependimento. Porém, o carro ao menos tem engates suaves – o que ajuda um pouco na "hora do sufoco"…mas o consumo, já sabem né…vira um V8 (algo relativamente "normal", na nossa realidade brasileira….

  • brnmilk

    Freios: Discos ventilados na frente, tambores atrás e ABS de série.

    nossa. pagar 70 mil para ter freios a tambores atrás? ficou devendo um à disco também

    • mmcinza

      Jesuiiiis.

      Agora tá virando moda voltar a ter freio tambor atrás??

      Já temos o Cerato, Elantra, C3 (que tinha e perdeu) e agora a Ecosport….

      e ainda o título da matéria é " Reforça com tecnologia….."

    • granrs78

      Imagina então quem paga mais de 170 mil em uma SW4 e ainda por cima leva os mesmos freios a tambor traseiro.

  • fabio_augusto

    Vou entrar dentro de um pq custo a acreditar que o acabamento seja tão ruim assim. Deve ser "culpa" do design do painel que é arrojado e me passa a impressão de ser bom.
    O carro que apresentar um bom acabamento nesse segmento vai ser líder. O Ecosport e Duster escorregam feio. Quem sabe o Tracker, Treking (acho bom a Fiat mudar esse nome no Brasil) e o 2008 façam bonito…

    • mmcinza

      Desiste……

      Estes segmentos estão nivelados cada vez mais pra baixo..

      Até um ix35, se vc olhar a qualidade do plastico, vc tem certeza que está em um carro que não custa R$90k

      • granrs78

        Com certeza, pois em mercados sérios, um IX35 ou Sportage jamais seriam para custar o que custam por aqui, mas vc sabe como são os brasileiros, primeiro olham o design do carro, e não estão nem ai para o acabamento dos modelos, e pagam sorrindo para mostrar para o vizinho que estão com um carro "da moda".

        • HuBrFe

          Realmente, no colégio onde estudo (particular), se vc ficar observando os carros que param na frente dele, puts… Em 10 min vc já viu pelo menos 10 ix35 BRANCAS (5k) e mais as outras pretas e pratas…

  • W_Santos

    Daqui a pouco esse carro tem versões a $90000 contos. A Ford ta de brincadeira….
    Vai tomar couro do Duster…..Melhora o custo/beneficio ai Ford….

    • giodoesitbetter

      4×2 manual já está 70 paus. Imagine uma 4×4 automática diesel quanto custaria?

  • RafaelPimenta

    Fugindo um pouco do assunto, alguem pode me explicar pra que serve as opçoes 1 e 2 no cambio automatico do ecosport 2.0 xlt?

    • fbatti

      opção 1 : o carro anda somente em primeira marcha
      opção 2 : o carro anda em primeira e segunda marcha

      • RafaelPimenta

        Obrigado. é que meu pai comprou um ecosport automatico e eu nao conhecia o cambio dele. vi o 1 e o 2 e fiquei meio perdido. kk

    • bedotRJ

      São opções que limitam as marchas. Imagine uma ladeira daquelas bem pesadas – se vc entra nela c/ o câmbio em Drive, corre risco, no meio da subida, dele aumentar uma marcha e o carro perder força, empacando repentinamente. A mesma situação vale p/ descidas de serra, quando é importantíssimo utilizar o freio-motor como auxílio; se vc estiver em drive, corre risco do câmbio subir uma marcha próximo a uma curva, deixando o carro mais difícil de se controlar. Vc mete uma dessas marchas 1, 2 ou 3 (de acordo com cada situação) e resolve os problemas.

      Detalhe: câmbios que tenham a opção de trocas manuais, por óbvio, podem dispensar essas opções limitadoras de marchas.

      Detalhe 2: só dirigi carro automático uma vez na vida, kkkkk.

      • mmcinza

        muito boa a sua explicação. Simples e prática.

      • RafaelPimenta

        Verdade. Depois que eu soube que era primeira e segunda marcha pensei a mesma coisa. Mas achei que faltou uma Opçao S como a do civic, que deixa a troca de marchas mais esportivas. O eco 2.0 anda bem mas nao da pra vc sentir o torque todo do carro com um cambio automatico trocando sempre em 3mil giros. Mas quanto a troca de marchas, ele é muito suave. pena que se nao me engano sao apenas 4 marchas

        • Edson Roberto

          Rafael, é questão de costume e saber usar. Ele passa sim em rotação mais alta… mas em modelos como do Eco, vc precisa deixar mais pressão no acelerador para o cambio entender que sua ideia é reter mais a marcha. É estranho no começo mas depois acostuma.

          Quando vc aprende a trabalhar com o cambio, consegue economizar e extrair melhor. Te falo por experiencia no meu carro que de diferente ele possui 1,2 e 3 antes do D (mas também é 4 marchas).

          Não fique com medo de "afundar" o pé no acelerador (diferente de carros manuais onde esse controle é diferente por acompanhar de forma linear o peso do pé), o automatico tem um curso de aceleração totalmente diferente e te dá essas opções justamente para vc usa-la. Experimente a 60km/h em uma via de maior velocidaade e transito livre, afundar o pé no limite e sentir o kick down…. vc verá a rotação alta e verá que o carro vai até o limite de giros e faz a troca. Não que vc deva fazer isso, é mais como aprendizado mesmo.

          Abraços!

  • zzzepa

    não consigo gostar deste carro…..com esses preços fica pior…perto da robustez exposta do duster..a eco fica muito delicado…

  • Neanderthal_Man

    Mesmo motor de Focus nos EUA? O Focus americano usa 2.0 sim, só que com injeção direta de combustível, o que garante 160hp.
    Agora este Eco Titanium é um atestado de burrice ao comprador disso aí. Pagar 71k para ter este interior pobre? Com tela ridícula de 3.5"? Merecia no mínimo uma tela multimídia de verdade. Até Onix da GM já tem. E quanto a teto solar? Negativo, não terá. Freio a tambor, é piada isso?
    Para finalizar com o carimbo da insensatez, a bela melancia pendurada do lado de fora. Mas experimentem botar aquilo pra dentro. Se couber ficarão sem porta-malas.
    Se alguém vai pagar 71k numa coisa dessas, que tal juntar mais 5k e investir num Fusca, com motor 2.0 turbo? Esta seria minha opção.

    • Rods

      Você foi bem até a página 9… Na 10, borrou tudo….

      O Fusca está sendo vendido com um ágio de 17 mil… No mínimo….


      http://carsale.uol.com.br/editorial/noticia/10202

      • Neanderthal_Man

        Ok, questão de esperar passar o faotr novidade do Fusca. Mas quer outra opção? Tem DS3 por 75k.

        • granrs78

          Mas são públicos diferentes, pois um Fusca, é mais voltado para um cara solterio ou no máximo casado e sem filhos. A Ecosport atende a maioria dos consumidores, dos solteiros aos casados e com filhos, pois além de ser 4 portas, tem um porta malas maior que o da VW.

          • Edson Roberto

            E também porque o mesmo é alto e pode (e deve) passar por alguns poucos lugares onde o Fusca não teria a mesma desenvoltura. Caso de casa de campo e tal.

            Mas é aquela coisa também… quem tem um Fusca como segundo carro, deve ter um carro para esse proposito…

      • zzzepa

        vi a matéria…ágio de 17k. DESCARADO……fora o sobre preÇo..que é de regra…Brasiiiiisiiilll…..

  • Felix_S

    Pra que comprar um carro mais alto (pra andar no asfalto) mas que precisa pagar o preço do desconforto pra ser estável? Difícil de entender… Por que não comprar por ex. um Fluence, que quem conhece sabe como a suspensão é bem acertada para o conforto (sem ser instável). E se for para usar no sítio de fim-de-semana, o Eco pelo visto vai desmanchar por dentro (será que não tem coisa melhor e bem acabada para isso também?)

  • Louis

    Uma coisa que achei estranho nos Ford é a luz diurna de Led. São muito fracas. Tanto no Eco quanto no New Fiesta, em dia de sol nem dá para ver que estão acesos. Então pra que serve a luz diurna se não dá para ver de dia?
    Agora, do C3 dá pra ver de longe, parece com dos Audi e Mercedes.

    • Rafael_rec

      Penso a mesma coisa, esses leds do New Fiesta e Ecosport só servem, e muito mal, para se mostrar à noite. Luz diurna de verdade é nos Audi, BMW, Kia, Mercedes, Citroen e Peugeot.

  • dudupruvinelli

    A diferença é que lá na terra do Tio Sam o motor é só à gasolina e a gasolina deles é melhor.

  • Mc_

    Não consigo engolir o preço desse carro e muito menos quem compra. Minha cidade já está cheia deles e obviamente, todos da versão de entrada que não possui diferencial nenhum, mais um carro como outro qualquer.

    • granrs78

      Olha, olhando os preços de todos os modelos vendidos no Brasil, acho muito dificil engolir qualquer modelo viu, pois estão todos inflacionados, com pouquissimas excessões.

  • greicemari

    Sou mulher e este carro e sim é o tipo de carro que chama atenção, pelo tamanho e pelo design, pena que o preço não é lá essas coisas…Pessoalmente prefiro neste valor pegar uma TR4 65K uma 4×2 ou 75k 4x4AT :)

    • Edson Roberto

      Interessante.

      Chama atenção por ser alto, algo que talvez seja um fator de mais gosto das mulheres. Além desse que vc cita Greice, poderia também considerar o Suzuki Vitara que além de maior e servir com o proposito de carregar uma familia sem aperto e com bom porta-malas, deve com toda a certeza atingir a necessidade de quem quer um carro confortavel para os ocupantes.

      Ainda que o Eco tenha itens a mais de série de segurança, o Vitara é um carro interessante nesse patamar de preço.

  • http://www.motorpasion.com.br Focusman

    Depois dizem que pego no pé… de novo um Teste com a nota geral 71…

  • Renan21

    Por 70k pego:
    - Captiva 2011
    - Santa fe 2010
    - TR4 2013
    - CR-V 2011
    - Kyron (diesel) 2010

    São os que lembro no momento, sem falar nas picapes.
    SIM, TODOS USADOS, porém com 100% de certeza que é melhor que esse Ecosport.

    - Que comecem a me criticar os críticos….

    • greicemari

      Com 70 pega a TR zerinho inho inho…que ao meu ver é um carro mais legal que a Eco..bem mais legal por sinal…

      • granrs78

        "legal"não quer dizer que seja uma boa opção, pois o espaço interno dela é ridiculo, o projeto dela é de 94, o cambio automatico só tem 4 marchas, só tem 2 air bags e custa bem caro tanto na compra, como na manutenção, que tbm é bem salgada. Acho que pelo preço temos opções melhores no mercado, tanto de Okms quanto dos usados.

        • Renan21

          A diferença é que vc pode colocar o TR4 na terra sem medo.
          O ecosport deve encalhar na primeira poça de esquina srsrsrrs

          .

          • Antonio_Brust

            Sinceramente, até hoje eu me pergunto o motivo das pessoas acharem que a galera que compra o Ecosport compra pensando em OFFROAD. Quando eu comprei meu Eco em 2004 a última coisa que eu pensei foi meter o carro na lama.

            O Ecosport é um carro como um outro qualquer. Ele só é alto, nada mais. E quem realmente entende de Offroad não vai de TR4 senão vai passar vergonha. Vai de Troller pra cima.

            • Edson Roberto

              Antonio, o uso de um Ecosport não abrange só ser altinho, ela tem função que agradou em cheio muitos compradores. Em epoca de Fiat com seus Adventure, Gm com suas minivans (Meriva e Zafira, sem esquecer do Suzuki Tracker travestido de Chevrolet, um outro SUV verdadeiro 4×4) e VW com seu parco Crossfox, o Ecosport mais alto e atémais espaçoso, agradou em cheio. Mas porque?

              Porque ele deu a possibilidade de um carro que apesar de não ter apelo esportivo era interessante para evitar raspar a frente do veiculo em lombadas e valetas, é um produto que tem uma versatilidade de ir a um sitio sem passar sufoco em estrada de terra batida, como o caso do meu tio que, precisou de um Sandero stepway para não raspar a parte de baixo do carro. Meu primo tem uma Eco anterior 2.0, que faz isso para ir até o pai dele (meu tio) e que a altura auxilia a evitar raspagens.

          • granrs78

            Quase 90% dos compradores desses modelos só pegarão uma estradinha de terra e não vão fazer nenhum rally com esses modelos, e não se esqueça que a Ecosport tbm vai ter uma versão 4×4, como no modelo antigo. Claro que vocação para off road, a TR4 tem bem mais, mas para se usar no dia a dia ou mesmo para cair na estrada, a Ecosport é muito mais carro que o TR4, tanto em segurança, equipamentos, projeto bem mais moderno, espaço interno e acabamento, está anos luz a frente da defasada, cara e apertada TR4.

        • giodoesitbetter

          Aposto que o projeto seja melhor que o Fiestão, O espaço interno não deve ter grandes diferenãs, o cambio automatico o Eco nem tem, além de ter 4×4 e muito mais competitividade offroad que o Eco.

          • granrs78

            Vc só pode estar brincando em falar que o projeto da TR4 é melhor que a Nova Ecosport, pois a TR4 é de 94, só tem versão com no máximo 2 air bags, não tem controle de tração ou estabilidade, o espaço interno é ridiculo, pois parece que foi feita para anões, o espaço do Ecosport é bem maior que o do TR4 é só vc ir conferir para ver do que estou falando. Quanto ao cambio automatico da Nova Ecosport, será lançado no mês de Dezembro, e será um power shith automatizado com dupla embreagem e seis marchas, anos luz a frente do defasado 4 marchas da TR4.

    • mmcinza

      ia fácil…fácil para uma CRV 2011…..e com uma bela garantia de fábrica ainda,

  • AmmmmmP

    Sem isolamento acústico, nem pensar. Os Ford são ótimos mas…. mas em todos se escutam os pneus chiando no ouvido.

  • Veronez

    Por fotos parecia um carro grande, mas vendo ao vivo da de ver que é um carro minúsculo e caro.

  • giodoesitbetter

    Nunca vi uma cor matar tanto um design como um EcoSport prata.

    Ps.: Nunca vi um interior tão apertado quanto esse. É a primeira vez que vejo um banco subindo em cima do painel de tão apertado. Veja a nona foto.

  • cesarcarv

    os retrovisores tem pontos cegos, o que minimiza isso e da para ver muito bem…

  • ElsonMoura

    Essas avaliações da Autopress são bastante controversas e com muitos resquícios de parcialidade. Deram nota 5 no acabamento do Ecoesporte. Na avaliação do Duster dão a mesma nota para o acabamento e ainda dão nota 8 para o design do mesmo (mesmo não sendo um carro feio, o Duster possui design controverso para muitas pessoas), para quem quiser confirmar só olhar o link: http://www.noticiasautomotivas.com.br/renault-dus
    Na tecnologia a nota 7 dada ao Duster também dá margem à críticas, pois diferente do Ecoesporte que é um modelo global agora, o modelo da Renault não foi um projeto bem elaborado, com a participação dos vários centros de engenharia da marca, e sim um projeto para países subdesenvolvidos e emergentes criado pela Dacia, marca de origem romena da qual a Renault é proprietária, onde os custos foram cortados ao máximo. Existe uma lista enorme de itens que o Ecoesporte possui e não são oferecidos no modelo da Renault nem como opcionais, como: 6 airbags, assistente de partida em rampas, sistema de som que lê mensagens (Sync), faróis de Led, e controle de estabilidade. Meu objetivo não é exaltar a Ford e o seu produto, nem falar mal da Reanult (marca que possui carros que gosto muito como o Fluence) e do Duster, mas sim criticar a falta de coerência e parcialidade nessas avaliações da Autopress.