Ford pode deixar de vender no Japão e Indonésia

26/01/2016

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A Ford está planejando encerrar suas operações no Japão e na Indonésia neste ano. De acordo com o presidente da divisão asiática da empresa, Dave Schoch, em um e-mail enviado aos funcionários na região, em ambos os mercados não há “um caminho razoável para a rentabilidade”.

No mercado japonês, a Ford atua desde 1974 e hoje dispõe de uma rede de 52 concessionárias, empregando 292 pessoas, responsável por vender os modelos Fiesta, Focus, EcoSport, Kuga, Explorer e Mustang, além dos Lincoln MKX e Navigator. Em 2015, a empresa conseguiu emplacar cerca de 5 mil veículos por lá, com uma participação de 1,5% no mercado de importados. No Japão, o mercado é dominado pelas marcas Toyota, Honda e Nissan.

Já no mercado indonésio, onde atua desde 2002, há 44 revendas franqueadas, com participação de apenas 0,6 por cento. Por lá, a Ford oferece os modelos Fiesta, Focus, EcoSport, Everest e Ranger.

Todo o desenvolvimento de produto realizado no Japão será transferido para outro local, ainda não divulgado.

[Fonte: Reuters]













  • Felipe

    É… a situação não está legal.
    Depois de abandonar a produção na Austrália, agora Japão e Indonésia estão nos planos de abandono da Ford. Talvez se a montadora adotasse uma postura diferente nesses mercados, poderia ter uma participação maior (liderar no Japão concorrendo com “as nativas” é pensar muito alto) e não pensaria numa atitude drástica como essa.

    • Newton Freitas

      Finalizar a produção na Austrália foi por culpa do dólar australiano alto.
      Assim produzir lá não se tornaria viável.
      Além de as exportações para as grandes economias mundiais serem caras.

      • Lord Saboteaur

        O dólar australiano está quase 2×1 comparado com o dólar americano. Não serão as leis trabalhistas e os sindicatos?

        • Foxtrot

          Acho que essa desvalorização foi recente, me lembro de ter olhado o valor do AUD$ no fim do ano passado e estava valendo pouco menos que o USD$.

        • Newton Freitas

          Também, mas um dos problemas é a localização geográfica da Austrália. Fica caro demais exportar para a América do Norte ou Europa

    • Paulo Reis

      Lembre-se que na crise de 2008 a ford foi a unica americana preparada e, não precisou de socorro nenhum… Então, estratégia a ford tem…

      • Felipe

        Justo! Mas uma postura correta da Ford diante de um momento específico/delicado da economia, não torna correras todas as decisões dela.

    • celso

      “Liderar no Japão” nunca passou pela cabeça dos Chefões da Ford, porque isso é simplesmente impossível. A Ford atua no mercado de importados, que já é pequeno e dominado pela Mercedes e pela BMW.

      • Felipe

        liderar no Japão concorrendo com “as nativas” é pensar muito alto”. ;-)

    • Pedro Henrique

      simplesmente não tem como dominar no japão se não for japonesa.
      o mercado não deixa, ali falaram em só três, mas tem suzuki, mitsubishi, subaru, mazda, daihatsu(toyota)… simplesmente não dá, é concorrência de peso pra todo lado e no mercado nativo delas.
      se a briga é feia até entre as nativas, as estrangeiras são estupradas na briga.
      aposto que BMW vendeu mais que a ford lá, porque pra aguentar lá só sendo de nicho mesmo.

      • Felipe

        Sim. Ford não é líder nem “dentro de casa”, quiçá no Japão, de onde vem as marcas que dominam nas terras da Ford. Por isso eu disse “liderar no Japão concorrendo com “as nativas” é pensar muito alto”.

        • DFARAUJO

          A Ford (marca) é lider dentro de casa. A Ford Motor Company (Ford + Lincoln) perde para a General Motors (Buick, Cadillac, GMC e Chevrolet). Sobre o Japão, todas as estrangeiras somadas (TODAS!), têm apenas 6% do mercado total de lá. As 9 primeiras marcas em vendas são japonesas e apenas a décima é estrangeira (Mercedes). Não é só concorrência pesada de “super” carros japôneses, é mercado fechado mesmo.

          • Felipe

            Verdade, a marca Ford se tornou líder em 2015. Até 2014 quem liderava era a GM (com a soma das vendas de suas quatro marcas). Ano passado ela ficou em segundo lugar. Fora Ford e GM, dados do ano passado apontam Toyota, Honda e Nissan, respectivamente como terceiro, quarto e quinto lugares. Um ponto curioso é que as vendas do trio nipônico somadas, mostram um volume maior que Ford e GM (Buick, Cadillac, GMC e Chevrolet) juntas.

      • Ernesto

        Pelo que a matéria diz, a Ford tem 1,5% do mercado de importados. Sem dúvida ela tem números irrisórios no mercado japonês.

  • Clovislauro

    Powershift, é voce o responsável?

    • Gabriel

      Acho q o responsável é Toyota, Honda e Nissan. Mas, se eles tem powershitft por la com certeza tem sua participação.

  • Murilo Soares de O. Filho

    Japonês só compra carro Japonês, não adianta, marcas estrangeiras não tem vida fácil lá, o governo também não facilita com marcas estrangeiras.

    • Retrato do Papai

      e isso ocorre em várias outras áreas… na área de videogames, por exemplo, nintendo e sony lideram com folga

      • Gran RS 78

        Mas no caso dos videogames é diferente, pois os japoneses gostam de jogos diferentes dos ocidentais, e a Sony e Nintendo oferecem esse tipo de games para eles, diferentemente da Microsoft que atua com uma linha de jogos voltada para o gosto dos consumidores ocidental.

        • Retrato do Papai

          exatamente, a sua argumentação apenas detalha o que eu citei… sony e nintendo tem know how e conhecem perfeitamente o perfil gamer dos japoneses (geralmente são aqueles RPGs de histórias muito bem trabalhadas, personagens carismáticos de cabelos coloridos, batalhas complexas, etc), assim como as montadoras japonesas conhecem muito bem o público japonês (o mercado automotivo é bem mais complexo e existem outras variáveis, mas esta não deixa de ser uma, talvez role patriotismo, ações do governo, etc)…

          • Gran RS 78

            Acho que nos carros , os japoneses sejam mais patriotas, mas no caso dos telefones a Apple conseguiu quebrar essa tradição por lá, pois os Iphone são os celulares mais vendidos, e é um produto autêntico americano.

    • Martini Stripes

      Sempre falei que o Brasileiro não podia ter deixado Gurgel e Troller terem o destino que tiveram. Mas os políticos comprados pelo lobby fizeram o que fizeram. Então tome geração anterior de europa e cia.

      • Pedro Rocha

        A questão é que a Gurgel morreu de causas naturais quando o governo tirou os incentivos. Se hoje temos europeus defasados, a Gurgel usava tecnologia ainda mais atrasada, dos tempos da Wehrmacht: se o Fusca desapareceu em 1986, a Gurgel não teria como ir muito longe.
        Teorizando em fatos passados, creio que a única solução seria a fusão da Gurgel com a CBT e o lançamento de um Carajás 4×4 com o know-how do projeto do Javali. Sonhando mais, o ideal seria uma “Auto Union” brasileira, juntando Gurgel (veículos leves), CBT (tratores e jipe), Agrale (tratores leves e implementos agrícolas), ENGESA (caminhões, utilitários e carros de combate), Santa Matilde (veículos de luxo) e ENVEMO: aí sim valeria a pena um empréstimo dos bancos públicos para a criação de um grande “player”, pois essas empresas tinham focos definidos e unidas teriam um bom portfolio de modelos.

        • Martini Stripes

          Como tinha que ser feito, realmente não conheço tanto para afirmar algo, mas que tinha que termos marcas nacionais isso é certeza. Traz emprego, educação, tecnologia… E é mais que sabido que empresas locais melhoram a qualidade de vida de seus nativos. Vide Natura com belos planos e desenvolvimento nacionais. Já as estrangeiras, vem apenas explorar mao de obra. Mas em suas terras natais, tem belos negócios culturais e para desenvolvimento tecnológico. Sempre lá! Bem que os bilionários brasileiros poderiam ser mais brasileiros e apostar em uma marca de carros elétricos por exemplo. Fazer algo mais audacioso do que só comprar carro gringo.

          • dani

            a coisa não é simples assim, em vários países mesmo desenvolvidos as marcas nacionais são como a troller, só nasceu no país mas na realidade estão nas mãos de grupos estrangeiros, marcas do Reino unido, Suécia, Espanha… em outros casos a sede da marca nem fica mais no país de origem, caso da Fiat

            o mercado de automóveis mesmo hoje é pra cachorro grande, Japão, EUA, Alemanha, Coréia do Sul e talvez China

            diversos brasileiros esboçaram ter uma marca nacional recentemente, o dono da Caoa, o representante da mitsubishi, o Eike batista (antes de perder tudo)… e todos desistiram, pq a conta não fecha, nem gigantes do setor estão conseguindo se manter, quanto mais uma entrante de um país que não é lider em tecnologia

            • Martini Stripes

              O ponto é que perdemos o timing de fazer bonito quando tínhamos Troller e Gurgel. Agora, entrar nesse duelo de gigantes e exigências tecnológicas fica mais difícil mesmo. Mas falta vontade sim dos magnatas e governantes brasileiros.
              O Governo Alemão tem ações da VW até hoje, e existe a Lei Volkswagen que garante umas vantagens a industria nacional.
              Nos EUA, recentemente o governo abriu uma nova empresa com nome quase igual ao da GM, comprou todas as ações da falida GM, e reergueu a empresa, e revendeu ações com lucro. De quebra, os processos contra a GM antiga deixaram de valer, pq o foi como o “CNPJ” da empresa não tivesse o que penhorar pra pagar. Olha que lindo!!
              Japonês fez uma engenharia reversa absurda nos carros americanos depois da segunda guerra, e agora, são o que são.

              Pq tudo isso dos países desenvolvidos?
              Pq eles sabem que a industria automobilística da um suporte fora de serie no desenvolvimento tecnológico. Que leva a melhor educação, e uma melhor sociedade.

              No Brasil, tivemos um golpe forte na industria nacional na crise de 1929. E em seguida, JK deu o golpe de misericórdia abrindo as pernas para o Lobby fortíssimo que Ford e GM tinham no governo a época. Aí até tentaram incentivar o Gurgel, mas sempre vinha um politico mais ligado ao lobby e matava as medidas que protegiam.
              Restou a Troller, que se mantinha quase artesanalmente o T4, e quando apareceram projetos como a Pantanal (ok, tinha seus problemas mas era novo) e o compacto T1 (natimorto), a Ford comprou a marca e fechou os projetos, mantendo-a como marca de nicho.

              Enquanto isso, as empresas estrangeiras vêm aqui, exploram nossa mão de obra, exploram no sentido capitalista de menor custo maior lucro, e mandam remessas de lucro comprando componentes tecnológicos da matriz, onde fazem carros lindos, mais limpos, modernos, seguros, e desenvolvem ações sociais com seu povo.
              E o Brasil, continua vendendo carne, soja e laranja e comprando iPhone. Pq a bancada agricola está sentada no poder desde a porrada que a industria tomou em 1929, e nunca teve apoio para levantar.

              Entendo o que vc diz, mas a Volvo, Jaguar-Land Rover, são marcas da europa que fazem carros para Europa, para seu povo. Tem china no meio? Tem, mas eles fizeram isso para comprar a tecnologia da marca e levar para os carros chineses. Quase a mesma coisa que o Japão fez depois da segunda guerra, só que os China tem dinheiro, e o Japão não tinha, fora o plano Marshall.

              • dani

                o ponto é que o Brasil perdeu o bonde muito antes da gurgel, o momento de se pegar o bonde era até os anos 60 em que a tecnologia pra se fazer carros ainda era baixa

                hoje é necessário tecnologia intensa com investimentos arriscados, isso num país onde a mão de obra qualificada é escassa, é um risco imenso que não é qualquer um que vai arriscar

                como disse o Marchionne da Fiat, hoje quem produz menos de 1 milhão de carros/ano não é viável, precisa se aglomerar com outras marcas (caso da troller, Peugeot, Jaguar, Fiat…)

        • Martini Stripes

          Dei uma resposta pro dani aqui embaixo, dá uma lida. ;) Veja o que acha.

      • dani

        essa idéia de que se tivéssemos marcas nacionais seria diferente é fora da realidade, taí CAOA que não deixa mentir, pq seria diferente se o logotipo no carro fosse o dela e não o da Hyundai?

        • Martini Stripes

          Dei uma resposta bem completa acima, mas o principal é desenvolvimento tecnológico, que puxa educação, que puxa uma sociedade melhor, que puxa orgulho nacional, de quebra, poderíamos ser um país desenvolvido hoje.
          Sem contar as inúmeras ações sociais que a empresa costuma fazer em casa, mas fora, só faz por lei pra cortar imposto.
          Mas leia a resposta completa também, gastei um tempão escrevendo. hahahah

    • celso

      Mercedes e BMW têm boa aceitação por lá.

    • Sergio

      imagina se o americano pensasse assim

    • Vagnerclp

      Eu ACHO que é assim em quase todos os mercados. Olha na França: normalmente só dá Renault e Citroên nos primeiros lugares. Na Alemanha a mesma coisa: Audi, bmw, MB e VW. Na Rússia também, entre outros. Não sei bem como está o mercado UK. Talvez a saída para Ford [risos] seria montar um caixotinho sobre rodas pra lá (KeyCar).

    • kravmaga

      Acho que não é só patriotismo não. Os japoneses compram mais modelos bem pequenos, como aqueles Kei Cars, e as montadoras americanas e européias não têm modelos nesse segmento.

      Japonês gosta de fabricar carros grandes para americanos comprarem, porque eles mesmos não compram SUVs e sedãs grandes.

  • edgar__rj

    Acho que no Japão o povo é bem patriota, e também desconfiado dos produtos não nacionais. Estão bem avançados em tecnologia, responsabilidade ambiental. tanto que os principais veículos vendidos lá são os Híbridos e Keycars. Daihatsu e Suzuki vendem muito bem por lá também…

    • Gabriel

      Né pq comprar algo de outro pais se o que tem do seu pais é tão bom quanto ou melhor??

    • José Márcio Moura

      Estou impressionado com a quantidade de veículos híbridos em circulação no Japão. A todo momento deparo-me com um, e o Toyota Prius domina, creio eu.

      • Pedro Henrique

        tem o aqua também…
        fora as minivans, SW’s e sedãs híbridos que só se diferenciam dos normais por causa da etiqueta em baixo do nome atrás do carro.

    • Castle_Bravo

      Há incentivos tributários e também restrições de estacionamento que beneficiam os Kei japoneses aumentando suas vendas. Não é apenas “consciência”, é decisão política, que também ajuda a fechar o mercado, já que não é viável marcas estrangeiras investirem em modelos apenas para o mercado local.

  • zekinha71

    Pelos números de vendas, devia é dar prejuízo, a Ford lá seria igual algumas marcas chinesas aqui, falam que existe mas vc nunca viu uma ccs ou um carro na rua.

  • Tosoobservando

    americanos compram carros japoneses mas japas nao compram carros americanos. É, souberam aproveitar a sua ida para a Terra do Tio Sam.

    • Pacheco

      Isso foi um enorme problema quando começou a entrada dos japoneses nos EUA. Os carros eram mais confortaveis, economicos, andavam mais e davam menos problema. Foi realmente uma época de reestruturação geral das marcas e até hj os Japoneses dominam por la.

  • Rodrigo

    Não tem jeito, Ford goza de algum prestígio em alguns países Europeus (Grã-Bretanha e Holanda, se não me equivoco) e nos EUA (principalmente por Focus e Pick ups).
    Aqui já está quase perdendo o 4o posto para a Hyundai (se já não perdeu).

    • Pacheco

      Só não perde pq a Hyundai aqui trabalha de duas formas… uma pela propria Hyundai e outra pela CAOA.
      Se a Hyundai marca assumisse tudo e trabalhasse serio no mercado (diferente da CAOA que parece só sacanear o consumidor), ela ja estaria entre as 3 maiores.

  • FocusMan

    A Ford está viva a tanto tempo porque sabe ganhar dinheiro. Vender carro apenas para aparecer no mercado não é viável em muitos mercados, principalmente nos JDM. Para sobreviver nesses lugares, ou você vende carros com alta margem de lucro, ou melhor nem vender.

  • fbl

    Enquanto isso toyota, honda e nissan fazem a festa na terra da natal da ford.

    • Thiago Maia

      Esqueceu da Subaru, quarta que mais vende.
      Essa.sim.deve ser a.mais americana das japonesas.

      Os EUA são, de longe, o maior mercado.

      As outras três ainda vendem bem.em.outros mercados

      • fbl

        Sim. Foram as principais que vieram à mente. Mas tem a subaru, a mazda… E a performance destas fabricantes japones no maior mercado do mundo explica mta coisa que acontece em outros mercados, inclusive no brasil.

        • Na verdade o maior mercado do mundo é a China, a qual VW, Great Wall, GM-Buick e Wuling dominam. EUA é o vice-líder há uns bons anos.

  • Thiago Maia

    Japonês só compra estrangeiro duas coisas: o ” melhor” da indústria em termos de.dinâmica ( clássicos esportivos ou luxo) ou algo exótico, como um Fiat 500.

    Carro comum(prático) por melhor que seja, tal qual hatch, sedan… Só compram as japonesas

  • inuyasha

    Vende mais Prius,Fit Hibrido,I road ,Mirai e I road
    PS 4 e nintendo

  • Fernando S.

    O último dado japonês que encontrei refere-se a janeiro de 2014 e tem a seguinte ordem de montadoras e porcentagem do mercado no Japão

    1 – Toyota 28,20%

    2 – Nissan 14,70%

    3 – Honda 14,50%

    4 – Suzuki 13,00%

    5 – Daihatsu 12,10%

    6 – Mazda 4,60%

    […]

    22 – Ford 0,10%

    • Pacheco

      Caramba, melhor ir embora mesmo.

      • Fernando S.

        É basicamente o que a JAC vende aqui no Brasil, realmente insustentável manter uma linha de produção para uma parcela assim de venda.

        • Ernesto

          Mas a Ford não tem fábrica no Japão. Inclusive os números apresentados pela matéria diz que a Ford tem 1,5% de participação no número de veículos importados.

  • Média de seis funcionários por concessionária. Isso é um gerente , secretária, dois vendedores e dois responsáveis pela oficina. Creio que deva ser algo bem enxuto mesmo , a não ser que sejam meros pontos de venda.

  • Pacheco

    Ela quase fez a mesma coisa aqui no Brasil nos anos 90. Se preparou para fechar tudo e virar imporadora. Porem recebeu um aporte da matriz e construiu a fabrica de Camaçari e começou a desenvolver o projeto Fiesta/Ecosport.

    Acredito que lá, o mercado é muito mais concorrido e principalmente apertado. Ela já deve ter feito um levantamento completo e uma pena abandonar um mercado assim.

    Nós aqui tivemos marcas q se foram e sabe como é ruim isso. A Mazda mesmo foi embora com magoa do Brasil e nem mesmo nos bons tempos ela cogitou voltar oficialmente, somente através de distribuidor.

    • A CAOA deveria vender a Hyundai Importador para a matriz e assumir a Mazda no Brasil. Mesmo ela sendo péssima com o cliente, é uma ótima formadora de imagem, vide a imagem que construiu para a Hyundai, consolidando-a, somado com os excelentes carros da coreana. Como ambas estão em litígio, vale a separação e se aproveitar da Mazda, que também possui carros excepcionais, com grandes chances em nosso mercado.

      • Tosoobservando

        Poderia ser Mazda, a Proton da Malasia ou alguma chinesa (tipo a tal de Qoros que nao deu certo na Europa seria uma boa).

      • Pacheco

        Tbm acho q a Hyundai Coreana deveria assumir tudo, mas uma vez rolou um boato que a multa é de 27 bilhões. Será q os Coreanos pagariam?

  • HENRY ME

    Os japoneses estão certos em comprar produtos locais.
    Produtos de qualidade igual ou superior aos importados.

  • alex

    Não sou especialista em mercado internacional, mas parece ser a estratégia certa, ter participação ínfima no mercado com carros populares não traz nenhum benefício. A estratégia “global” da Ford tem força no ocidente, onde as pessoas possuem um gosto relativamente parecido.

  • saulo

    A Renault vendeu 180 mil carros em 2015 e o presidente ainda fala que pode sair do mercado brasileiro, manda ele vender Renault no Japão então…..conta outra né!!!

    • Por lá ele é vice-líder com a Nissan e a própria Renault tem participação mais relevante que a Ford por lá.

      • Tosoobservando

        Falando assim tecnicamente a Renault tambem é em parte japonesa ne, ae nao vale

  • Leandro

    O Japão é um país extremamente capitalista e patriota. Inúmeras marcas famosas no mundo todo deixaram o mercado japonês. Só para citar alguns exemplos de cabeça, Nokia, Opel, Hyundai.

  • Vattt

    Mercado que valoriza o produto interno que é retribuido com qualidade e segurança. No Brasil é “protecionismo” que encarece e reduz a qualidade e a seguraça dos produtos em nome apenas do lucro.

    • Tosoobservando

      Em nome dos politicos eleitos pelo povo que recebem as gordas propinas das montadoras. Nada mais justo (pra eles huehueBR)

  • Henrique

    Vai tarde…..

  • 1945_DE

    Esse é um bom exemplo de valorização do produto interno que tem qualidade e preço. Japonês, quando quer ostentar, deve comprar BMW e Mercedes, só para ser diferente.

  • Redpeak77

    É um povo que confia no produto nacional, exatamente porque eles confiam no próprio sistema de trabalho e produção. Não acredito que seja um mercado fechado, como alguns têm dito, pois o Japão é tão capitalista quanto os EUA.
    Em TUDO que se quer denotar qualidade, eles colocam “produto nacional” na etiqueta, desde manufaturados, roupas, frutas, alimentos, com poucas exceções.
    E aqui? Em qual produto nacional confiamos mais do que o importado?…

    • Rafael

      Chinelas havaianas