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Ford Sierra era sofisticado – Modelo teria feito sucesso no Brasil

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Ford Sierra Notchback

No começo dos anos 80, a Ford preparava não só o Escort como um carro mundial, mas também um modelo maior, cujo projeto era conhecido como “Toni”. Naquela época, a Ford Europa era quase como uma “outra Ford” e tinha produtos muito diferentes daqueles vistos nos EUA.

A GM preparava o Monza como carro global e a Ford queria ter um concorrente à altura. Dentro de casa, a missão era substituir o Cortina, um sedã com origem nos anos 60. Assim, em 1982, surgiu o Sierra. O novo carro era sofisticado para a época, embora ainda apostasse na tração traseira, mas com suspensão independente.

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Ford Sierra Turnier

Com estilo bem aerodinâmico, o Ford Sierra logo chamou a atenção do consumidor europeu com sua carroceria em estilo notchback com duas ou quatro portas. A frente com faróis retangulares e a ausência da grade eram um retrato da modernidade do modelo.

A motorização era composta pelos propulsores Pinto 1.6, 1.8 e 2.0, sendo posteriormente adicionado um 1.3. Versões diesel 1.8 e 2.3 também apareceram. Na gama de opções, o destaque ficava para as versões Ghia e XR4i. Em 1985, o Ford Sierra recebeu uma versão XR4x4 com motor V6 2.8. O modelo tinha à disposição V6 2.3 e 2.9, todos da linha Cologne.

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Ford Sierra XR4Ti (Argentina)

Um ano depois surge o Sierra RS Cosworth, que tinha motor 2.0 DOHC Turbo de 204 cv. Em 1987, a Ford promove a primeira grande mudança no Sierra, que já oferecia uma perua e agora passava a ter também um sedã, chamado Sapphire. Mas a sensação mesmo foi o Sierra RS Cosworth 500, que tinha 225 cv e 500 exemplares feitos.

Em 1988, o esportivo tinha motor 2.0 Turbo de 220 cv. O sedã Sapphire 4×4 também teve uma versão Cosworth. O XR4i passava do V6 2.8 para o 2.9, mas preservava os 150 cv. Na Finlândia, a Ford lançou o Sierra com motor 1.3 de 60 cv, que naturalmente era insuficiente. A solução dos proprietários foi instalar um kit turbo que entregava a performance do 2.0. Em 1992, o modelo sai de cena e em seu lugar chega o moderno Mondeo.

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Ford Sierra RS 500 Cosworth

Fora da Europa

O Ford Sierra foi feito na Inglaterra, Bélgica, Alemanha e na Irlanda. Apesar de seu foco principal estar na Europa, o modelo seguiu outros caminhos, sendo feito na África do Sul, Argentina, Nova Zelândia e Venezuela.

Na África do Sul, o Sierra ganhou uma interessante versão picape chamada P100. A ideia foi tão boa que o modelo seguiu também para Portugal, onde foi fabricado. A capacidade de carga era de 1.000 kg e chegou a ter versão XR e Cosworth. Seu maior motor foi um V6 3.0.

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Ford Sierra XR8 (África do Sul)

Ainda no país africano, a Ford lançou a único Sierra V8 que existiu, o XR8. Este tinha motor V8 5.0 Coyote, o mesmo usado no Mustang. Já na vizinha Argentina, o modelo tinha motor 2.3 feito na fábrica de Taubaté/SP, que na época fornecia também para a picape F-100.

Ele teve uma versão barata com motor 1.6 de 75 cv. A produção durou até 1992, quando o Versailles brasileiro assumiu seu lugar. Na distante Nova Zelândia, o Ford Sierra também chegou por volta de 1984 e usava motores 1.6 ou 2.0, tendo ainda uma versão XR4. Foi retirado em 1992.

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Ford P100 (África do Sul)

Na Venezuela, foi fabricado entre 1985 e meados de 1990, chegando a ter versões sedã, hatch e perua, esta chamada Ranchera. O Sapphire teve motor V6 2.9i e surgiu por último o XR6i. Nos EUA, o Sierra foi oferecido como Merkur XR4Ti, mas a submarca da Ford durou apenas quatro anos e a Mercury passou a ter importância maior que a antiga divisão da Lincoln.

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Ford Sierra Sapphire

Brasil

Sob a proibição de importação, o Brasil e seu mercado automotivo perderam muito entre 1976 e 1990. O Ford Sierra foi um dos vários modelos que por diversas razões, especialmente econômicas, não chegaram às garagens dos brasileiros.

Feito em General Pacheco, Argentina, o Sierra usava motor 2.3 de produção brasileira e até foi testado por aqui antes da metade dos anos 80. Ele teria como missão substituir o Corcel/Del Rey, mas a política na época inviabilizou até sua importação.

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Merkur XR4Ti (EUA)

Se tivesse sido fabricado em São Bernardo do Campo/SP, o Ford Sierra sem dúvidas teria feito sucesso e dado trabalho aos concorrentes da época. Provavelmente o motor 1.6 não seria oferecido, centrando-se no 2.3 ou mesmo passando a fabricar um 1.8 ou 2.0.

Além do notchback, o Ford Sierra brasileiro poderia ter tido versões sedã, perua e picape P100, que teriam sido bons sucessores para Del Rey, Belina e Pampa, respectivamente, oferecendo mais espaço, conforto e tecnologia.

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Ford Sierra em corte

A picape Ford P100, por sua capacidade de carga, até poderia receber o motor diesel no começo dos anos 90 e assim concorrer com a Peugeot 504 Pickup, importada da Argentina.

A Autolatina não teria tido efeito tecnológico sobre o Sierra, pois o mesmo continuou original na Argentina até o fim de sua produção, quando então o “híbrido” Ford Versailles (VW Santana) o substituiu.





  • Osni Duarte

    Lembro de vê-lo bastante em SC quando os argentinos vinham para a temporada de verão nos anos 80 e 90. Eu babava pelos carros argentinos daquela época! Além do Sierra, que vi também na versão XR4, havia o Renault Fuego; dois esportivos médios moderníssimos para aqueles tempos!

    • th!nk.t4nk

      Exatamente. Correção à matéria: “Ford Sierra FEZ sucesso no Brasil”. Mas só no Sul realmente. Lembro que peruas Sierra eram comuns não só em SC, mas também no RS e PR. Perto das opções brasileiras, chamavam muita atenção sim!

    • Em Foz do Iguaçú eu via muitos rodando por lá.

  • V12 for life

    Sem o grande erro que foi a Autolatina para a Ford ela não teria tido opção a não ser fabricar o Sierra aqui, e com certeza brigaria melhor com Santana e Monza que Del Rey e Versales.

    • Paulo_Lustosa

      Ou lançar o projeto CDL40

      • V12 for life

        Bonito e mais condizente com oque existia na Europa na época, mas não conheço a respeito. Foi um projeto nacional?

      • Alligator

        Esse carro é um esboço do que veio a ser o Santana/Versales, pois suas colunas são iguais a do Santana

        • Paulo_Lustosa

          Pior que não, é um projeto próprio da Ford que foi iniciado assim que foi lançado o Del Rey em 1981 e foi tirado da gaveta em 1984, porém voltou a ser engavetado com a Autolatina.

          • Marcelo Henrique

            Os comentários do Carlos Mécia no AE sobre essa época tem um tom de desânimo dos empregados da Ford. Pois desativaram o local de pesquisas e testes para compartilhar com a VW e assim alguns pediram as contas e os outros se desmotivaram.

            • Edson Fernandes

              Mas o que foi mais triste é que realmente o uso de motores 1.8 e 2.0 da VW em modelos Ford, foi o fato de que os testes eram realizados pela VW. Então tinha o desenvolvimento de todo o ssitema mecanico (buchas, bandejas, pivos, suspensão completa, amortecedores) para então os engenheiros da marca alemã darem seu ponto.

              Isso mudou o panorama da Ford e não só isso: Foi a derradeira para a Ford ir perdendo desde essa epoca o bom acabamento (ou uso de materiais) que os Fords dessa epoca tinham.

          • Edson Fernandes

            O estilo desse modelo é bem americanizado!

            Será que na epoca daria certo? Porque os carros tinham linhas mais quadradas a epoca.

            • Paulo_Lustosa

              Quanto ao estilo não sei, só sei que esse sedan tinha cx de 0,35, e ia utilizar o 2.3 OHC com carburador 2E e todo otimizado pra alta rotação, aonde esse motor quando bem preparado até pra Maverick, é de brilhar os olhos.

      • pedro rt

        DEL REY 2 ou CORCEL 3

    • Alligator

      Del Rey não foi um problema da autolatina, ele já vinha do portfólio da FORD, a única coisa que o Del Rey teve de bom foi graças a autolatina chamada AP 1.8

      • V12 for life

        Estava me referindo ao Versales quando falei da Autolatina, e sem ela a Ford teria trazido o que tinha de melhor nesse sentido também, e aqueles motores europeus eram muito superiores aos AP, o Del Rey tem o Corcel II como base que por sua vez é uma reestilizado do Corcel I, o que significa que tem origem na Wilis, pois a Ford o encontrou praticamente pronto quando adquiriu a mesma.

        • fredggp

          Se não me engano o corcel era um projeto Renault, não ?

          • V12 for life

            Não me lembro exatamente, mas acho que Renault e Willis trabalhavam juntas no projeto, ou a Willis comprou o projeto da Renault, sei que tem ligação sim.

        • O Corcel é Renault.

          • V12 for life

            A duvida que tenho é se a Ford pegou um projeto Renault, ou se ele veio na compra da Willis.

            • As duas coisas! Na verdade, você está certo! Ele é um “filho” do Renault 12, mas foi como espólio na compra da Willys. E já tinha participação da Willys no projeto! Boa!

              • V12 for life

                Valeu, muito obrigado.

      • “…, a única coisa que o Del Rey teve de bom foi graças a autolatina chamada AP 1.8..”

        Opa, muito longe disso! Ele era uma referência em equipamento e acabamento. Aliás, esses eram os pontos que ele não devia em nada para concorrência. A suspensão macia não era um defeito, mas uma característica (Embora goste muito do modelo tendo tido dois dele, não gosto). O câmbio com curso de maratona para engatar marchas prejudicava o desempenho, embora ficasse atrás do VW em precisão, era mais macio que o valinhense do Opala e o borrachudo câmbio japonês do Monza (Aliás, desafio NA: Quero ver quem conhece dono de V8 302 fundido, tramulador original do Escort inteiro e câmbio de Monza e Kadett com problema). Antes do Del Rey o cinto era fixo, foi ele quem trouxe o cinto pirotécnico para modelos nacionais. Tinha defeitos sim, como a longarina traseira sujeita a corrosão, mas era um carro que tinha seus méritos.

        • Paulo_Lustosa

          Esses problemas do Del Rey conheço muito bem… tenho um L 1988/1989 que era da família desde 0km que tô arrumando aos poucos para deixar o máximo que posso original. E ainda tem um problema que não sei se muita gente nota, mas os Del Rey com motor CHT a álcool o escapamento corrói direto, além de ser baixo, quase sempre pegando em lombadas.

          • Marcelo Henrique

            Se é para restaurar, coloca um de inox.

          • Paulo Reis

            Aprendi a dirigir em um Corcel, que logo foi substiuído por um Del Rey, 1.6 GLX, motor CHT de 86 cv. Meu, achava o carro o máximo. Para 1.6 a alchool, era economico. O seu é achool? Se for, considera economico para os dias atuais? Entre conforto e estabilidade, aprendi os limites do carro então, achava um bom equilibrio, adorava pegar serra com ele.

            • Paulo_Lustosa

              Sim, é a álcool e hoje ele anda com uma preparação básica pra aumentar a disposição dele, embora não afetou muito o consumo, que já é bem ajudado pelo câmbio bem longo dele, que eu acho que é o câmbio mais longo que já equipou um carro nesse país. Ele quando estava com o cabeçote original, logo que andei por uns dias para fazer a funilaria de uns lugares graves (assoalho dianteiro do passageiro, ponteira traseira direita e a caixa do estepe, registrei média de 10km/l em percurso urbano, e isso em um motor com 322 mil km originais sem baixar óleo na época. Depois que eu por conta própria fiz a retífica do motor por conta que começou a rajar em partida a frio e coloquei o cabeçote do XR3 Formula nele, o consumo caiu pra casa dos 8,5 km/l, ainda assim bem mais econômico que o Prisma 2010 que utilizo no dia a dia, que se por no álcool, 6km/l se torna um milagre, porque nunca passou de 5,2 km/l na minha mão.

          • Edson Fernandes

            Não valeria a pena colocar peças em inox para ter melhor durabilidade no seu caso? (e eu sei que exsite para Del rey)

            • Paulo_Lustosa

              Sim sim, tanto que vou ver a possibilidade de confeccionar o escape totalmente em inox nesse caso, já que eu troquei o cabeçote original dele pelo XR3 Formula usado em monoposto de F-Ford com molas duplas de válvulas e buchas dos balanceiros de bronze ao invés das de borracha do cabeçote original pro CHT respirar melhor.

  • Jackson

    A Ford em vez de lançar o Del Rey poderia ter lançado o Sierra e toda sua família que teria feito muito mais sucesso que o Del Rey.

    • Paulo_Lustosa

      Problema que o Del Rey veio antes, e pra bater de frente com o Santana e o Monza, teria que ser o Sapphire, que é de fato o três volumes.

  • Para mim o Sierra não ter vindo explica porque o Ônix vende mais que o Ka, por mais estranho que possa aparecer…

    • motstand01

      Pior é que faz sentido… O Sierra era o carro perfeito pra bater de frente com o Monza, inclusive em prestígio. Mas a Ford brasileira se rendeu sempre à mediocridade, passando anos oferecendo só Corcel (um Renault 12) e Escort com motor Renault e VW. Não é a toa que quase quebrou e saiu do país nos anos 90. Quando resolveu acordar, já era tarde, já não tinha como ter o mesmo prestígio das concorrentes.

    • Foxtrot

      Por favor, continue… (não sou dessa época)

      • Antes, vamos conceituar: Sabe quando a Toyota e a Honda alcançaram a confiança do cliente? Quando lançaram Civic e Corolla? Não, bem antes. Quando vendiam Bandeirantes e Titan (A Honda ainda foi ajudada pela imagem da McLaren do Senna). Foi aí que elas de estabeleceram como fabricantes de confiança (Até acho engraçado algumas pessoas que não levam em conta o valor da confiança em uma marca. Será que eles usam Hiphone? Sonya? Compram EC7?). Os médios só fortaleceram a imagem, fazendo bem o pouco que fazem.
        Mas voltamos com a história das montadoras estabelecidas aqui há mais tempo. A Ford como uma das mais velhas e que fazia carro para os poucos que podiam comprar, logo se destacou. Mas sua conterrânea Chevrolet não deixaria por menos, oferecendo produtos adequados ao gosto do Brasileiro. A VW tinha imagem de carro barato, e na verdade até o Passat o que ela tinha eram variações do trabalho de Porsche da década de 30, o VW sedã, ou Fusca. Com a ajuda da Renault, a Ford entrava no mundo dos carros mais básicos com o Corcel, enquanto a Chevrolet tinha o Chevette para combatê-lo. Chegava o Passat e a VW aos poucos ia abrindo mão da base do velho Fusca, embora ainda tenha utilizado a mecânica do mesmo no Gol até 85 se não me engano. Com a evolução do Chevette (Na verdade a evolução da evolução da evolução….. da evolução de um carro de 1932!) a Ford substitui o Corcel pelo Corcel II, e para mim começou com a série de decisões equivocadas que quase resultaram na sua falência na América Latina. A Chevrolet já mostrava que a tendência era sua linha européia representada pela Opel. Pois bem, já existia o Fiesta na Europa, porque não trazê-lo? Enquanto isso uma empresa italiana alugava os corcéis da própria Ford em BH e quietinha e com um projeto mais criticado que tudo ia comendo pelas beiradas, montando sua cidade Império na Serra Mineira (A maior fábrica do mundo de automóveis). Dado a estratégia errada no lançamento do Maverick 6 cilindros (Uma verdadeira gambiarra) e com a alta do petróleo que dificultava a venda da sua cara mecânica V8, além da surra no ranking de vendas para o Opala, a Ford decidia aproveitar o projeto Corcel e lançava o Del Rey, referência em equipamentos para época, mas muito inferior ao projeto Ascona (Monza).
        E assim a pioneira, referência em acabamento e conforto foi perdendo sua aura. De positivo apenas o projeto Escort, projeto inglês baseado em um projeto da Mazda. Mas era pouco. A mecânica emprestada da Audi fazia muito bem a VW, Chevrolet com Monza, Opala e Chevette e mais tarde o Kadett e a Fiat lançando o que seria seu primeiro pulo do gato, o projeto Uno. A união com a VW que muitos apontam a responsável pela queda, para mim já era consequência do problema. Mesmo eu sendo fã da Ford, reconheço o Monza superior ao Del Rey, e o Escort sim em outro nível, mas ainda era pouco, e o principal problema: A manutenção Ford era sim mais cara que dos concorrentes. A fase de autolatina nem vale a pena comentar, porque engenharia de logotipo não é estratégia e não serve para uma empresa do tamanho da Ford em um mercado como o Brasil. Para mim o caminho só começou a ser corrigido no lançamento do Fiesta, quase 20 anos depois que deveria, e seguiu muitas notícias boas do fabricante americano, sendo a principal na minha opinião a Ecosport. Mas a imagem já estava arranhada. E assim, os órfãos de Monza, Opala, Chevette, Kadett, e até o Corsa, ainda enxergam a Chevrolet com uma aura que ela não tem mais. Mas é justo. Ela investiu no país. Que a Ford dê o troco.
        Por favor, corrijam qualquer informação histórica errada.

        • Vin_T

          Excelente revisão, parabéns!

        • Foxtrot

          Eu queria uma informação e você me deu uma aula de historia kkkkk
          Mas foi bacana, agora pude entender o porque do brasileiro ter uma tara pelos Chevrolets mais antigos, porque muitos falam que “6 > 8” ( Opala V6> Maverick V8) o porquê da Ford ocupar sempre a última dos 4 grandes. Com os investimentos recentes que a Ford tem feito aqui, é como você falou, ela esta dando o troco e se aproximando das outras 3. E pelo que entendi,a Fiat era só uma montadora de 2ª categoria até o lançamento do Uno, eu entendi certo?

          Ah! Muito obrigado pela aula!

          • O motor 6 cilindros do Maverick tinha uma bomba de óleo especificamente para um cilindro, para você ver o nivel! E o motor que o substituiu, o 2.3 4 cilindros era mais econômico e mais potente. E esse motor não foi para o Del Rey. A concorrência tinha 1.6, 1.8, 2.0, 2.5, 4.1.. E a Ford? 1.6 só! E ao aposentar o V8 302, ela só voltaria a ter um motor “da casa” produzido no Brasil com o Endura em 1996! Um motor que tinha 20 anos de projeto.
            Eu escrevi que a Fiat era um fabricante de segunda categoria, mas pensei bem e resolvi apagar. Não, não era. Era um fabricante tentando seu lugar ao sol de forma correta, mas vendendo um produto de Quinta! O projeto 147 tem seus méritos, como ser o primeiro a álcool de série, motor transversal, ter gerado uma pickup urbana. Mas era um produto inferior aos Ford e Chevrolet da década de 60! Era mais eficiente que os VW a ar sim, mas mecanicamente inferior ao Gol. O projeto Uno, e principalmente Palio, mostrou que afinal ela estava no caminho certo.

            • jamilton costa

              Os equívocos da Ford começaram já ao invés de trazer o Ford Taunus para competir com o Opala de acordo com a clinica feita pela própria Ford, resolveram lançar o Maverick que se revelou frente ao Opala um fracasso em Vendas e segundo a minha opinião de abandonar o projeto de trazer o Fiesta no final dos anos 70, cujo ela seria pioneira nesse segmento, mas engavetou. Isso mostra o porque dela não conseguir bons feitos em alguns segmentos do mercado.

            • Paulo_Lustosa

              Só tinha um erro, que o Endura é um projeto da década de 50, mais precisamente de 1959. É o mesmo motor que equipava o Ford Anglia, por isso dentro da própria Ford, usaram ele no Ka e no Fiesta, embora os engenheiros lutavam na época pra ser equipado inicialmente o Ka e o Fiesta com os motores Renault por serem mais confiáveis, robustos e econômicos que o “pequenino” motor da Ford.

              • Valeu Paulo! de 76 era o Fiesta, não seu motor, o “Kent”.

                • Paulo_Lustosa

                  Sei, tinha planos da Ford fabricar o Fiesta localmente com os motores Renault ao invés do Kent, porém acho uma mancada a Ford não ter fabricado ele, mesmo com a mecânica Renault, que infelizmente acostumou brasileiro a não fazer manutenção preventiva nos carros.

                • motstand01

                  Motor esse que, pelo que eu sei, ao ser modernizado deu origem ao Zetec Rocam brasileiro.

                  • Edson Fernandes

                    esse que era moderno a epoca e que brasileiro não sabia cuidar. E ainda a Ford sofreu com isso: Porque esse motor não dá retifica!

                    • motstand01

                      Zetec Rocam? Pelo que eu sei tanto o 1.0 quanto o 1.6 dão retífica. Você deve estar se confundindo com o Zetec-SE, aquele 1.4 16V que vinha no Fiesta CLX e que deu origem ao atual Sigma. Essa questão de não dar retífica já foi desmistificada, dá retífica sim, porém na época a Ford não disponibilizava peças para tal e poucas oficinas tinham ferramental para mexer em motores de alumínio. Esse motor no Fiesta, que era leve, fazia milagres.

            • Wolfpack

              Excelente revisão! Além da carga tributária e talvez maior poder aquisitivo do argentino, porque sempre tuvemos carros inferiores (generalizando) aos deles?
              Hoje vemos que continuamos defasados tecnologicamente aos veículos vendidos na Argentina e México. Com a crise, esta distância tende a aumentar.

            • Martini Stripes

              Também gosto muito da Ford, mas acho estranho não trazerem logo os motores ecoboost, vai deixar a VW converter quase a linha toda para TSI enquanto fica nos aspirados.
              Outra, pq o Escape (Kuga) ainda não chegou aqui!?!!
              O Focus que atrasou a planta na argentina e precisou de atualização rápida.
              A Nissan está vindo com os 2 pés no peito com Qashqai e em seguida kicks, carros que serão bonitos e vão dividir muita gente na hora de comprar SUV. Se a Ford não se mexer, não trazer Mustang, Edge e Escape, colocar uma imagem bacana, vai continuar em 4º das grandes.
              Ecosport já ficou pra trás, alguns meses perdendo até pro Duster!
              Enfim, acho a Ford lenta para tomar decisões aqui

              • Duda

                Pensei exatamente isto, outra forma de aumentar a imagem diferenciada seria trazer as séries F para o Brasil, que diga-se de passagem são lindas.

                • Foxtrot

                  Mas já temos a F-series no Brasil (F-350 e F-4000). Se você estiver pensando na F-150 eu não sei se justifica brigar com a RAM por um mercado que acredito ser pequeno.

                  • Duda

                    Digo as 150 mesmo, a Ford tem mais agências que a RAM e como são bonitas e modernas na minha opinião de consumidor as 150 fariam sucesso mesmo sendo inadequadas para nossa vida diária na cidade, até mais que os SUV devido ao tamanho gigantesco delas. Eu teria uma para viagens com certeza. Acho que são as únicas pick ups que me atraem.

              • Perfeito! Mas parece que isso é mesmo uma característica do fabricante. Infelizmente.

              • Gustavo73

                O Kuga ia ser feito na Argentina, depois desistiram o de lá vem da Europa. Aqui desde a saída do Mondeo a Ford não traz nada do outro lado do Atlântico. O Mustang é uma enrolação só (vem si e só quando o câmbio for favorável, isso é se não veio com o dólar a 2,30 agora é que não vem) a Edge deve chegar até o final do ano. Mas Ford não tem pressa nenhuma das grandes tem alguém para brigar com ela. É mais fácil ver uma Edge que uma Touareg(GM não se mete nessa, como também desistiu do Malibu). Quanto ao Ecoboost, era para o 1.0 chegar no facelift da Ecosport. Ambos não chegaram, o motor segundo a mídia especializada pela crise ficou em hold. A Ecosport ninguém falou mais nada, a Ford pode ter decidido espera para ver HR-V e Renegade. Quem o mercado iria preferir (desenho mais urbano ou mais off-road) bom a resposta é um carro moderno. O 2008 também é, mas sofre pelas questões sobre as francesas. As outras também eram, mas essas tem mais crédito, com ou sem razão. Ela poderia importar o 1.5 Ecoboost como faz com o 2.0 GDi e de início poderia ser só a gasolina como firam os TSI durante muito tempo. Mas agora o mercado não parece sentir falta dele no Focus. A questão do sedan é algo que transcende o carro em si, de certa maneira como ocorre com o 2008. Então ela guarda na manga. Ele deve chegar dependendo do que a VWB fizer com o Golf nacional.

                • Martini Stripes

                  às vezes o 4º lugar está bom pra ela, não quer subir em vendas, está contente com focus vendendo dobro do Golf (esperar nacionalizar) e Ka e Fiesta com boas vendas.
                  O design é contemporaneo, mas os motores tem suas particularidades locais. Ela deve lembrar do Fiesta Supercharger e do Focus mk2,5 que não era flex e prefere ficar esperando, toma decisão depois mas o mercado já se adaptou.
                  Eu já teria trazido o 1.0 e 1.5 ecoboost, e feito o 2.0 ecoboost flex

                • Edson Fernandes

                  Taí algo que vc falou que me lembrou a Peugeot!

                  Fui conhecer o ta 408 de “53990”. Não existe para CNPJ é para Pessoas com deficiencia. Dito isso, o transparente, sincero e espontaneo vendedor para PJ (Pessoa juridica) me mostrou muita coisa que eu fiquei espantado.

                  Ao contrário do que achamos no mercado para a PSA, vc sabia que essa anda num ritmo corrido em sua fabrica?

                  Eles andam na capacidade limite da mesma. 308 e 408 ao menos, espera por volta de 15 dias devido aos pedidos. Se quiser um modelo especifico, 45 dias. E isso eu estou falando de vendas para pessoa fiscia. Para juridica para atender grandes clientes, os “pequenos” demoram mais.

                  E então, agora entendo pq a empresa pouco liga para o mercado… tem vendido bem para os parametros dela. Triste visão viu.

                  • Gustavo73

                    Visão curta. Realmente em Buenos Aires(ano passado) vi muitos 308 principalmente. Mais que o Focus que também é feito lá. Se as vendas preenchem a capacidade em uma visão limitada já está bom. No Brasil eles poderiam vender bem mais com poucos ajustes. Realmente não entendo. Mas são eles os donos do negócio. Então devem saber o que fazem.

            • pedro rt

              o uno ajudou muito a fiat mas quem conseguiu reerguer a FIAT e fazer ela disputar de igual pra igual com as outras marcas foi o palio que demonstrou sua superioridade de projeto nos primeiros anos e com o tempo so foi melhorando, mas hj a fiat parou tempo e desde 2012 nao lança nenhum carro de expressividade, o ultimo foi o grand siena

            • Edson Fernandes

              Negativo. O motor que a Ford veio a produzir no Brasil e que foi emprestado ao grupo VW: motor AE 1.0. Era de origem Ford.

              Era baseado no CHT 1.6 (e portanto origem renault) só que silencioso e economico (mas pessimo de desempenho).

              • Então.. Quando falei motor Ford, pensei em motor nascido na empresa ou em uma das suas subsidiárias. O AP tem origem em uma subsidiária da VW.

                • Edson Fernandes

                  Ok… mas o motor AE não tem origem do AP como possa parecer. Ele é de origem do CHT que em relação a parceria entre elas, foi apenas emprestado o 1.0 pois a VW não tinha um motor aqui assim ao mesmo tempo que a VW ofertou o 2.0 AP.

        • CignusRJ

          Parabéns pela sua exposição.
          Compatibilizo-me plenamente contigo. E vc é a primeira pessoa que conehço que concorda comigo, o ocaso da FORD não foi a fusão com a VWB mas sim, a Autoatina, foi um caminho que ela não tinha como evitar.
          .

          • Guilherme Jurinic

            alto nivel a conversa

            • Redpeak77

              agora deu gosto de ler esse forum!

          • Eu apanho sozinho nessas discussões! heheh… É claro que a Autolatina não deu certo para os dois lados e também é óbvio que a Ford foi a que mais sofreu mas vamos aos fatos: O que cada um levou para esse “casamento”? A Ford levou a robustez e a economia da Renault, contra a eficiência da Audi. A VW recebeu um 1.6 (Que já tinha no seu portfólio) e esse motor convertido para 1.0, cedendo 1.8 e 2.0 (Uma dúvida: Existiu Ford 1.6 AP?), além de um câmbio digno de ser usado para quem não era polvo. Melhorou o acabamento dos VW? Caramba, é a fabricante do Fusca! Como iria regredir? Lançando Santana com painel de Willis? A VW saiu melhor mas no meu ponto de vista ela já entrou maior nesse casamento.

            • Paulo_Lustosa

              Tem Ford 1.6 AP. As Pampas 4×2 1.6 de 1991 até 1997 e os Escort sapão de 1995 até 1996 eram equipados com motor AP com carburador eletrônico, e ainda tinham capacidade de carga reduzida em relação às 4×2 CHT no caso da Pampa em virtude do menor torque.

              • Ou seja: Foi uma “troca” de motores 1,6 litros. Acredito que só o 1.0 AE a Ford colocou na união…. Cedeu e recebeu 1,6, apenas cedeu 1,0 e recebeu 1,8 e 2,0.

                • Edson Fernandes

                  Ela colocou:
                  Motores 1.0 e 1.6 e além deles essa divulgou como a Ford buscava equipar seus carros (material de acabamento).

                  Acredite… mas esse tipo de segredo industrial é terrivel para ser revelado porque demonstra a caracteristica da marca…

                  O que mais sinto falta na Ford (ainda que ela até hoje saiba acertar muito bem seus carros) é o estilo macio de suspensão que tinham seus carros. Como era gostoso rodar no Escort em lugar esburacado. (Del Rey também).

                  • Eu até sentia viu! Mas depois que você anda em carros que sabem dosar isso, é muito melhor na minha opinião.

              • Edson Fernandes

                Paulo, teve Escort Sapão já com motor com injeção tambem. Eu andei em um durante exatos 5 minutos antes de pifar na minha mão. Revoltante, um carro que depois de 5 minutos tirou meu sonho de consumo para virar um carro que não desejaria para ninguem.

                • Paulo_Lustosa

                  Era um XR3 2.0?

                  • motstand01

                    Escort Sapão com injeção teve tanto o XR3 2.0 quanto as versões 1.8, pelo que sei.

                  • Edson Fernandes

                    Não era um 1.8 mesmo. Era a versão intermediaria do modelo cujo não me lembro agora te dizer a sigla.

                    O carro foi comprado por um pai de ex minha…. eu quase comprei aquele carro, até andar 5 minutos nele. O antigo dono vendeu pq precisva de grana e pegou uma bomba… nunca vou esquecer do mau negocio que fez. O Escort estava inteirinho… mas depois do problema, ele foi apagado da memoria.

                    • Paulo_Lustosa

                      Ih era o com injeção monoponto FIC, aquela injeção era uma bomba mesmo. Se não me engano as injeções mais confiáveis da época era a Magneti Marelli monoponto e a Bosch Motronic que equipava os GM da época.

            • Edson Fernandes

              Existiu sim. Porém o cambio e mecanica de Ford. Digamos que rodar em um Escort “AP” 1.6 não é agradavel além de ruidoso. (pois esses motores AP apesar de eficientes, eram barulhentos! e bem mais que o CHT!).

            • ltd76

              Sobre a Autolatina, o pessoal tema tendência de ver sob a ótica de consumidor ou entusiasta de automóveis, e esquece que a joint venture foi concebida do ponto de vista empresarial/industrial.
              Dito isso, a Autolatina foi um ótimo negócio para ambas. Me lembro de ter lido uma entrevista com um dos executivos do Ford à época, em que ele disse que senão fosse a Autolatina, a Ford teria deixado o mercado brasileiro. A sinergia das empresas foi grande, com o compartilhamento de áreas como engenharia,fundição de motores e outras, que possibilitaram o corte de custos e evitaram a necessidade de investimentos numa época que é bom se lembrar, a economia brasileira estava numa situação ainda pior que a crise atual.

              O caso dos motores 1.6 veio disso, pois a VW não tinha mais capacidade de expandir a fundição de motores sem fazer grandes investimentos em instalações fabris, tanto que quando lançou o Gol, ela o lançou com o motor do fusca ao invés do MD 1300, pois tinha a
              produção desse motor toda voltada à exportação. Enquanto isso, a Ford tinha sobra de capacidade de fundição do motor CHT. A solução foi simples: Utilizar o CHT 1.6, que tinha alto volume de produção nos modelos da alto volume de vendas, Gol, Parati e Voyage e usar os AP em modelos de produção menos, Del Rey, Belina e Escort, equacionando a questão da produção de motores com a produção de veículos.

        • Martini Stripes

          Interessante o a contextualização. Explicou muita coisa atual mesmo.

        • Edson Fernandes

          Só algo a acrescentar da historia: Na epoca, conseguir trazer mais produtos era um problema!

          Falamos de fechar nosso mercado para os importados hoje… mas mesmo com intensão de produção no Brasil, essa epoca as coisas eram mais burocraticas e deixamos de ter otimos carros devido as politicas do Brasil e sua demora natural em epoca para tudo.

          O cara podia comprovar sobre um carro e mesmo assim havia burocracia. Muita coisa boa foi deixada de lado devido a isso. A VW mesmo queria invadir com muito mais produtos que ficaram mirrados por isso.

          Mas o fato do Fusca ter existido por tanto tempo, é que ele era o unico produto a venda em nosso mercado com uma manutenção realmente baixa. O que forçou e dificultou na verdade o Fusca foi…. a modernidade!

          Sim… pq de repente, os pneus que eram radiais passaram a ser feitos como são os de hoje e isso deixou um nicho menor para esse tipo de pneu (que eram de carros antigos devido ao eixo-sem-fim, ou seja, não haviam ajustes de suspensão fazendo com que muitos dos outros modelos recebiam o Fusca não tinha como receber. Alias, um Fusca mexido hoje, se gasta bem mais justamente para adaptar peças modernas e só deixar a casca de um Fusca, esse se bem preparado).

          Seguindo essa historia, percebemos porque brasileiro é ligado e gosta de coisa antiga… ele realmente pensa no menor custo possivel de manutenção abrindo mao de coisa melhor. Só conversar com muitos senhores de idade que irão dizer que muitas coisas que podem ser superfluas (e para eles o são) hoje fazem parte do exigido para o consumidor. Ou seja: Antes se um vidro eletrico poderia queimar e dar manutenção, hoje é necessário em um carro e ai de pensar em não ter na traseira (isso só é reclamado no NA, porque muita gente tem configurações de carros 4 portas sendo a traseira na manivela).

          E então chegamos a conclusão que os atrasos automotivos principalmente pela herança de quem está começando a vivenciar um conforto a mais hoje, demonstra que o consumidor durante muito tempo não soube o que era um bom produto. E mesmo os bons produtos de epoca, sequer os consumidores que não podiam pagar, chegaram a procurar conhecer para ter ideia de como é um carro superior e que oferta algo mais.

          Hoje um ar condicionado por mais que seja algo comum, em 1991 era algo raro e de luxo!!! Tanto que são raros os modelos produzidos no Brasil em epoca que possuem tal item! Mas vá lá ver qtos Escorts (até em versão L) tem teto solar!

          Enfim, uma curiosidade a epoca do porque um Fusca ficou tanto tempo em mercado. E sabe porque a Kombi ficou? Porque não tiveram a competencia de trazer um rival a altura que pudesse disputar contra a velha senhora.

      • Paulo Eduardo

        Sobre a questão Maverick, diziam haver dentro da Ford um enorme racha entre os engenheiros para trazer ele ou o Taunus. Entretanto o Maverick teria sido escolhido porque o cofre do motor tinha espaço suficiente para abrigar o enorme, pesado, ineficiente e obsoleto motor Hurricane do Aero e Jeep Willys. O Taunus não. E ainda assim os engenheiros penaram para encaixar aquela geringonça ali. A fábrica que produziria o moderno 4 cilindros só ficaria pronta 2 anos depois.
        A pressa e desespero em combater o Opala deu nisso. Talvez valesse a pena esperar mais um pouco.

        • ltd76

          O problema do Taurus foi esse mesmo, capacidade industrial. Para o Maverick, era só adaptar a mecânica do Aero, o que foi feito e lançar no mercado, enquanto que para o Taurus era preciso um novo motor, nova caixa de direção, eixo traseiro e etc.

    • felipe fernandes

      Concordo com você Alessandro, também gosto muito da Ford e ela errou muito desde o Maverick até o Fiesta. O Maverick Cupê perdia para o Opala em espaço, e o motor 6 cilindros era da Willys-Overland nada mais que o motor do Jeep usado na segunda guerra mundial. Aí a Ford fabricou o Taunus na Argentina em vez daqui do Brasil(segundo a mesma o Taunus não podera aproveitar em nada a atual linha da Ford para o investimento, mas o motor 2.3 cairia como uma luva e foi usado na Argentina).Até aí ok, a imagem da marca não era tão ruim com o Del Rey, que possuia o melhor acabamento da classe, e sim o motor apático 1.6 e o pouco espaço interno (seria corrigido facilmente com aumento do entre-eixos). E você acertou num ponto: A Ford refez sua imagem com o Ecosport que por sua vez tem acabamento ruim. Abaixo citarei algumas derrapadas que poderiam ser corrigidas:
      – Maverick: Teve a versão 4 portas com entre eixos maior, por que não fizera uma versão 2 portas do sedã , já que seu maior defeito era o espaço e consumo (este parcilamente corrigido pelo motor 2.3)
      – Jeep: Se ganhasse motorização Diesel poderia sobreviver mais tempo no mercado
      – Bronco: Versão “Blazer” da F1000 poderia se dar bem com seu 4×4 e substituir a Rura
      – Del Rey: Não deveria existir, mas se usassem o motor 2.3 e um acréscimo no entre-eixos poderia mudar um pouco sua tragetória.
      – Escort: Precisava muito dos motores CVH europeus, teve que surgir a Autolatina para que tivesse um motor com fôlego.
      – Verona: A versão cupê foi um acerto em cheio, meio que tardio e com a carreira curta. A nova versão com base no Orion deveria ter um estilo diferente,principalmente na traseira.
      – Sierra: Concerteza deveria ser feito aqui na versão Sapphire e poderia ser o substitudo do Del Rey até mesmo em 1990 sem problema algum.
      – Fiesta: Foi um erro trazê-lo com o 1.3 Endura, lá na Europa existiam 1.0,1.4 e 1.6 CVH e aqui o 1.0 e 1.6 CHT, que se dariam muito melhor que o ultrapassadíssimo Endura.

      • ltd76

        O Taunus Argentino veio depois do nosso Maverick. O problema foi a “pressa” da Ford em ter um carro para barrar o Opala em vendas, mas no caso a pressa foi inimiga da perfeição, pois o Maverick nunca foi páreo para o GM no mercado.
        Pelo que os Europeu reclamam do motor CVH, foi meio que uma sorte sorte não o termos aqui, pois eles criticam muito esse motor.

  • Paulo Pompozzi

    En Argentina se fabricó con el 1.6 de 75CV (versiones L y GL), el 2.3 de 105CV (versiones GLX y Ghia) y 2.3 de 120CV (XR4 de 3 puertas y Ghia S). Fue producido desde 1984 a 1992

    • Bruno Martinelli

      Recuerdo que cuando era un niño de un viaje a Argentina … Lindos muy superior a los coches que se vendieron en Brasil. Principalmente el Sierra y el Peugeot 504

      • Jackson

        Hasta hoy me recuerdo de los Argentinos de vaciones por Rio Grande do Sul y Santa Catarina en coches mejores que tenian nosotros.

  • afonso200

    se ele tivesse sido feito aqui teriamos algo bem mais moderno para hoje termos coisas mais modernas

  • Alvaro Guatura

    Poxa nenhuma foto do interior

    • Osni Duarte

      É o que não falta na internet!

    • Paulo_Lustosa

      Aí o interior de um Ghia 1984… se quiser depois posso postar a representação interior do RS500 Cosworth em 3D, que é basicamente o mesmo interior, mas com bancos da Recaro, volante menor e manômetro da pressão da turbina.

      • Alvaro Guatura

        Nossa, muito bonito e completo pra época
        Bem interessante

      • Filipe Machado

        Nossa que bagunça esse painel… não curti

      • Ia perguntar se era carro inglês mas os pedais denunciaram… É que a foto está cortada do centro para a direita!

        • Jackson

          O modelo da foto é com certeza um inglês, pois basta ver a posição das palhetas. Ademais os pedais não são alterados seja na mão inglesa ou na nossa.

          • Sim, é que no caso eles estão a direita do câmbio! Que aliás segue nosso “H” também, estou certo, com a primeira longe do motorista?

            • Jackson

              A primeira longe do motorista também é estranho, mas com a prática se acostuma. Uma coisa que já notei é que em alguns modelos a alavanca do pisca e limpadores está no nosso padrão, enquanto outros modelos está invertido. Pedais e posição das marchas segue o nosso padrão. Dirigir um carro inglês não é muito difícil, basta ter em mente que o motorista precisa estar sempre no lado da linha central da pista. Se ocorrer o contrário, watch ahead…..

              • Pois é. Minha experiência de Reino Unido é como passageiro. Mas carro automático. E de fato, a condução não é nada, ruim é a sensação de estar na contramão..

            • ltd76

              Isso mesmo, mesma posição das marchas, dos pedais, das alavancas no volante. Só o motorista que fica no lado errado. rsssss

              • “Inglês é um povo tão gentil que quem dirige o carro é o carona” Hehehe
                Certa vez vi em um site que 70% das ilhas usam mão inglesa. 70% dos países em continente usam mão francesa. Achei muito interessante, embora não tenha uma explicação para isso.

  • Iran Borges

    Pense numa família de carros feios…

    • Foxtrot

      O Etios tem família?
      (•_•)
      ( •_•)>⌐■-■
      (⌐■_■)
      Nothing to see here.

      • Iran Borges

        kkkkkk boa!

      • Iran Borges

        Imagina um Etios perua, Etios cupê, Etios pick-up, Etios van… as possibilidades são (quase) infinitas! hahaha

        • Foxtrot

          Você me deu pesadelos o suficiente para um mês inteiro com esse comentário.

        • João Felipe Machado Silvestre

          Iran, pelo amor…não dá ideia!!!

  • Hernan Carlos Granda

    Na minha familia tivemos 2 Ford Sierras, um carro 10 anos adelantado

  • Vinicius

    Ainda preferiria o Scorpio. Na família, na terrinha, ainda mantemos um, apesar de antigo, pois era relíquia do tio da minha esposa, quando possuía uma revenda Ford.

  • Cris Dorneles

    Enquanto isso por mais de 20 anos fez um filho da Renault… Ford a montadora mais atrasada no Brasil de outrora.

    • Mas ela já bastou o bastão faz tempo… Para sua irmã americana, sua antiga esposa alemã e o vizinho novo rico italiano…

  • pedro rt

    in off – sobre a historia do monza esqueceram de dizer que ele era um projeto do final dos anos 70 da mercedes-benz nao da opel, ele era um projeto de sedan compacto da marca e seria a 1° geracao do classe C! mas os engenheiros de mais alto cargo da marca nao gostaram do modelo e venderam o projeto, a opel se interessou e comprou todo o projeto do carro, fez aperfeiçoamentos e o lançou da europa para todo o mundo

  • Vinicius

    A Ford, na minha opinião, das quatro mais antigas, foi a única que não teve ambição de ser a primeira em vendas.

  • Bittencourt

    Agora eu sei de onde vieram as lanternas do XR3 conversível e as calotas do Escort de 2* geração.
    Obrigado, NA!!!
    Kkkkk

    • ltd76

      Eram parecidas, mas na verdade as lanternas do conversível eram da Perua Escort européia da época.
      Calotas e rodas eram comuns mesmo, como era normal em vários fabricantes na época utilizar as mesmas rodas e calotas em vários modelos. As calotas aro 14 do Del Rey Guia eram as mesmas do Sierra Guia (lindas calotas por sinal, devem em nada em beleza a rodas de liga), enquanto pode-se notar que as rodas do Sapphire mostrado eram as mesmas do Verona GLX 91 e as rodas do XR4 tinhas o mesmo desenho das rodas do Escort Guarujá. Não apareceu nessa reportagem, mas esse carro usou também rodas com o mesmo desenho das do nosso XR3 1.8.

      • Bittencourt

        Grato pelas informações e parabéns pelo conhecimento!
        Um abraço!

  • Jad Bal Ja

    Me lembro que na época eu não conseguia entender por que os Argentinos podiam ter o lindo Sierra e nós tínhamos que ficar com o sem graça do Del Rey.

    Esse foi sem duvida uma das maiores furadas da Ford do Brasil, talvez por isso a Ford quase fechou as portas no Brasil e teve que se abraçar na VW criando a falecida Autolatina.

  • Marcelo Henrique

    Só sei que foi tão icônico na Europa que as versões awd são caras no mercado de usados.
    E ainda serviu de base para o mítico Escort Cosworth R.S.

  • David

    Cheguei a ter um Merkur Scorpio. Um pouco maior que o Sierra foram criados para serem dirigidos pelos executivos na Europa. Otimos veiculos importados pros EUA por menos de dois anos e vendidos atraves de uma divisao Merkur pela Ford que oferecia carros Ford importados de outros paises. Era uma maravilha, maior que os Sierras que com aerofolio traseiro lembravam Escort Cosworth, vinha com linhas mais retas em formato de hatch com carroceria 4 portas e um “liftgate” ou cinco portas, e um motor 2.9 em V6. Entre muitas coisas Um dos itens de luxo que gostava de mostra pros amigos era o botao pra encosto do banco traseira. Ela inclinava mais 10 centimetros quando acionado possibilitando ao passageiro que ia no banco traseiro uma boa soneca enquanto viajava. Infelizmente era muito caro ate pros padroes dos EUA pois competiam em preco com os BMWs juntamente com um marketing pouco agresivo e um estoque de pecas muito limitado (ja fiquei um mes esperando peca chega da Europa) fez com que a Ford desistise desse belo carro.



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