Chrysler Dodge História Sedãs

Hillman Avenger, um inglês bem conhecido no Brasil e na Argentina

hillman-avenger-1

Hillman Avenger

A marca inglesa Hillman era tradicional na fabricação de automóveis, quando em 1967 foi adquirida pela americana Chrysler. Em 1970, a empresa lançou o Avenger, um sedã compacto com estilo quase próximo ao de um fastback e inspiração bem americana.

O Hillman Avenger também foi o último carro desenvolvido pela marca inglesa, embora tenha sido o primeiro carro britânico com grade frontal em plástico. Elogiado pela dirigibilidade, o sedã tinha duas opções de motorização: 1.25 e 1.5, além de tração traseira.

hillman-avenger-2

Hillman Avenger em versão duas portas

No mesmo ano de 1970, o Avenger ganha a versão GT, mais potente e equipada com transmissão manual de quatro marchas ou automática com três, tendo ainda as versões DL, Super e GL. Em 1973 surgiu o sedã com duas portas, enquanto o Avenger Tiger era dedicado às competições de rali, entregando até 92,5 cv.

Em 1976, a Hillman deixou de existir oficialmente, tendo então a Chrysler assumido a marca dos carros feitos pela britânica. Com a mudança aparece a versão Estate. A perua chegou junto com o novo motor 1.6, que substituiu o 1.5. A produção foi transferida da Inglaterra para a Escócia. Três anos depois, o Chrysler Avenger saía de linha. No entanto, esse não seria seu fim.

hillman-avenger-estate

Hillman Avenger Estate

Apesar de ter durado pouco no mercado doméstico, menos de 10 anos, o Hillman Avenger seguiu também caminhos distantes da Grã-Bretanha. Considerado um projeto “global” para a época, o sedã inglês foi comercializado com outras marcas que fizeram parte direta ou indiretamente da Chrysler.

plymouth-cricket

Plymouth Cricket Sedan e Station Wagon

EUA

Em 1971, o Hillman Avenger começou a ser exportado para os EUA, onde recebeu o nome de Plymouth Cricket. Foi vendido como sedã de duas ou quatro portas, bem como uma versão fastback e finalmente a perua, em 1972.

Mesmo com a Crise do Petróleo em 1973, que favorecia carros compactos, a Chrysler decidiu barrar a importação do Cricket, que passou a ser vendido como Dodge e depois novamente como Plymouth, tanto nos EUA quanto no Canadá, mas o carro em si já era o Dodge Colt feito pela Mitsubishi.

talbot-avenger-203r

Talbot Avenger

Talbot

A marca francesa Talbot, que era da PSA, adquiriu o Avenger a partir de 1979, substituindo o anterior da Chrysler. Ele continuou a ser feito na mesma planta escocesa até 1981, quando a empresa decidiu fechar a fábrica. Toda a operação da marca americana agora estava nas mãos da Peugeot-Citroën.

hillman-avenger-nz

Hillman Avenger versão neozelandesa

Outros países

Todas as operações da Chrysler em todo o mundo foram comprometidas pela crise da montadora, que se viu obrigada a vendê-las. No entanto, o Avenger já tinha várias versões feitas em regiões diferentes do globo. Na África do Sul foi um Dodge que chegou a usar mecânica Peugeot. Na Nova Zelândia, foi montado em CKD pela Todd Motors.

O Hillman Avenger foi montado em CKD também na Colômbia, entre 1971 e 1976, bem como no Irã entre 1978 e 1980. O Uruguai também produziu uma versão picape do modelo, que dava suporte às vendas da versão argentina. Em outros países da Europa, foi vendido como Sunbeam e até teve uma versão hatchback da Chrysler, batizada como Sunbeam, mas teve vida bem curta entre 1977 e 1979.

volkswagen-1800

Volkswagen 1500

Argentina

O país onde permaneceu mais tempo em produção foi na Argentina. Lá ele chegou em 1971 como Dodge 1500, ganhando rapidamente o motor 1.8 do qual ficou famoso. A versão GT chegou a entregar 105 cv e teve uma versão perua, chamada Rural, em 1978. No entanto, a crise da Chrysler a obrigou a vender as operações da América do Sul para a Volkswagen no começo dos anos 80.

Logo de cara, o Dodge 1500 permaneceu em produção, mas como 1500W. Em 1982, diferentemente do que ocorrera no país vizinho, o Avenger acabou sendo vendido como Volkswagen 1500. O modelo recebeu facelift e durou até 1990, quando foi substituído pelo Gacel/Senda (Voyage). Foi muito popular entre os taxistas, graças à robustez e durabilidade.

dodge-1800

Dodge 1800

Brasil

A Chrysler introduziu o Avenger no Brasil em 1972, rebatizando-o de Dodge 1800. Ele apareceu como um sedã de duas portas e já com motor 1.8. Quase um cupê, o modelo tinha algumas diferenças estéticas em relação ao inglês e também aproveitava parte da versão americana.

Em 1977, o Dodge 1800 passou a ser chamado de Polara, ganhando detalhes do modelo da Chrysler, mas com lanternas e para-choques exclusivos. Mais uma mudança foi feita em 1980, mas a Volkswagen – que comprara a Chrysler do Brasil – decidiu encerrar a carreira do Avenger entre os brasileiros no ano de 1981.

dodge-1800-se

Dodge 1800 SE

Como a VW lançaria o Voyage no ano seguinte, não haveria como manter um “VW 1800”. Além disso, a antiga fábrica da Chrysler seria convertida para a produção de caminhões, não havendo espaço para automóveis. Foram vendidas 92.655 unidades do 1800/Polara no Brasil.





  • Gustavo73

    Lembro lá no início dos anos oitenta de ver um Dodge Polara desses na minha rua em Niterói. Era marron metalico com interior bege.

    • Mr. Car

      Uma lindíssima combinação, por sinal. Para mim, só perde para o de carroceria azul com o absolutamente fantástico interior monocromático azul claro.

      • Gustavo73

        Imaginei que você gostaria. Esse azup com azul eu não vi.

  • Alligator

    A Chrysler adora uma graninha do governo para evitar a falência!!

    • Mumm Rá

      Sim bem verdade parece que está sempre na corda bamba

      Além disso já comprou várias marcas ( inclusive a AMC que fabricara o primeiro ” SUV ” da história ) e mesmo asim ficava na pindaíba além de ter causado sérios problemas para outras empresas que se associaram á ela

      Vamos ver se a FCA vai resistir

      Essa marca sei não …………………………………………………….. chuta que é macumba

  • pedro rt

    ate hj vejo alguns polara nas ruas, ja vi 1 prata 1980, 1 azul claro metalico 1976, frequentemente vejo um vermelho metalico 1978

    • Mr. Car

      Caramba, onde você vê tanto Polara assim? Adoraria ver isto. Eu só consigo ver eventualmente, em um ou outro encontro de antigos, he, he!

      • Quando ainda estava em Sampa, até via alguns bem de vez em quando, aqui na região norte nunca vi.
        Era um carrão pequeno e luxuoso, da Chrysler.

  • Mr. Car

    Ao contrário da imensa maioria dos fãs da Chrysler, que o desprezam solenemente e nem o consideram como tal, só tendo olhos para a linha Dart e em especial para o Charger R/T, eu gosto demais deste carrinho. Tanto que reunidas as condições, ele ocupa o primeiro lugar na minha intenção de ter um carro antigo na minha modesta “coleção de um carro só”, he, he!

  • Maçaranduba o Porradeiro.

    Nossa, gostei muito do ultimo, se pudesse compraria um e colocaria aquele motorzão AP…

  • T1000

    Via muito desses até o começo dos anos 90, nessa época já rebaixados a carro de pedreiros e pintores que tiravam o banco de trás e do passageiro e enchiam de material de construção e ferramentas.
    Faz muito tempo que não vejo um desses.

    • Mr. Car

      Lamentável fim de muitos deles, bem como de tantos outros carros.

      • zekinha71

        Anos 2000 já estão entrando nesse fim. Já vi um Omega australiano com o teto cortado pra carregar recicláveis.
        Cada vez que lembro dessa cena dói o coração.

  • Gustavo Miranda

    O Avenger, junto com o Escort geração 2 e o GM Viva eram tão parecidos entre si que até dava a impressão de serem projetos compartilhados não fosse a rivalidade das empresas:

  • Gustavo Miranda

    O Avenger, junto com o Escort geração 2 e o GM Viva eram bem parecidos entre si tanto nas versões 2 como 4 portas:

    • Mr. Car

      Já tinha notado a grande semelhança entre o Avenger e o Escort Mk2, tendo inclusive colocado em uma matéria sobre o Polara em outro site, o questionamento de serem fruto de um mesmo estúdio de design. Alguém me respondeu que “certamente, não”, mas ainda assim, um remete imediatamente ao outro.