Infiniti Japão Tecnologia

Infiniti revela seu revolucionário motor de compressão variável VC-T

infiniti-vct-1

A Infiniti está apresentando uma nova tecnologia em motores que promete revolucionar o mercado de carros com motor 2.0 Turbo. O chamado VC-T é um novo tipo de propulsor que altera a taxa de compressão de acordo com a situação.

O Infiniti VC-T irá estrear em 2017 no novo QX50 e será 27% mais econômico que o equivalente mais próximo, atualmente o V6 3.5 usado no QX60. O novo motor entregará 268 cv e 39,7 kgfm, suficientes para fazer o crossover rodar com desenvoltura.

infiniti-vct-3

O VC-T varia a taxa de compressão de 8:1 até 14:1, ou seja, indo de baixa até alta performance. A tecnologia utiliza ainda turbo e injeção direta de combustível, tendo sistema de refrigeração especial e coletor de admissão e escape integrados. Os dois comandos de válvulas são variáveis e há simulação do modo Atkinson.

Mas a revolução mesmo está dentro do bloco, onde o VC-T apresenta um virabrequim elevado em relação ao cárter. O eixo é preso em uma articulação, que por sua vez é ligada a outro braço (inferior) com um atuador.

infiniti-vct-2

Esse último dispositivo aciona o braço inferior que abaixa ou eleva a articulação que move o virabrequim. Assim, o famoso eixo de manivelas sobe para uma posição que permite maior taxa de compressão ou desce para reduzir a taxa de compressão.

Com esse movimento, os pistões com suas bielas apresentam um curso variável com o mesmo diâmetro dos cilindros, alterando assim a taxa de compressão. A Infiniti diz que o VC-T será colocado em transversal no QX50, que naturalmente tem motor longitudinal. Ainda assim, terá tração traseira ou AWD.

A Infiniti explica que o VC-T em transversal terá uma aplicação mais ampla dentro da marca e também da Nissan, evidentemente. Além disso, a tecnologia não pode ser utilizada em motores V6 e V8, o que tornará o motor 2.0 Turbo algo essencial na eficiência energética do fabricante japonês.





  • Khusller

    OFF
    Quanto a Renault ta pagando pra ***** o site? Ridículo ter que esperar 5 segundos pra fechar uma propaganda que impede de abrir abas pelo scroll do mouse e tampa o site.

    • Alexandre Maciel

      Por isso que uso uma suíte de segurança que, definitivamente, bloqueia qualquer coisa. Para falar a verdade só sei que há propaganda dessa marca porque você comentou. No que depender de mim, ela não tem visualizações.

    • Leônidas Salazar

      Addblock neles!

  • Raimundo A.

    É de uma simplicidade esse artifício de alterar a variação da pressão, mas com resultados muito otimistas.

    • Angelo_RSF

      Eu acho que a “simplicidade” do artificio usado, é “compensada” pelo número maior de peças móveis ( + atrito e + custo de produção e balanceamento + difícil ).

      Gostaria de saber o custo de produção frente a um motor 2.0 turbo equivalente mas de taxa de compressão fixa.

      • th!nk.t4nk

        Acho que vocês estão focando nos temas errados. O lance aqui é a economia de combustível. O motor ficou quase 1/3 mais econômico. Isso é absurdamente bom! Chega perto de um híbrido! E garanto que custará menos que um híbrido!

      • Silas Siqueira

        Não seria tanto atrito a mais e sim inercia. que é a energia gasta para tirar a peça do lugar.

  • Zoran Borut

    A eficiência que os motores flex teriam com um sistema desses…

    • Sam86

      Pensei o mesmo!

      Será que a Nissan se interessaria em desenvolver uma família de motores com essa tecnologia para o Brasil?

      • Raimundo A.

        Eu não vejo vantagem. Primeiro que é um motor construtivamente mais caro comparado a outras soluções disponíveis como a simples adoção de injeção direta com e sem turbo que ela mesmo tem e não oferta aqui.
        Seria mais fácil pensar no futuro próximo termos 1.0 3cil 16V e 1.6 16V DI-T(Injeção direta com Turbo) Flex que trariam melhores níveis de eficiência comparados aos atuais ofertados.
        Penso que só com uma legislação num nível alto de exigência para se pensar na viabilidade dessa tecnologia com cilindradas menores. Todavia, o fabricante também pensa que para o produto não ficar tão caro porque tem um mecânica muito eficiente, a tributação deve compensar, e vemos hoje um ainda um estudo se isenta ou não impostos para veículos híbridos e elétricos.
        Pelo que é dito desse motor, deverá ser empregado em veículos híbridos. Ele, com certeza, pode tirar mais proveito do uso de etanol, mas aí compensa isso quando o nosso combustível tem épocas cujo preço perde competitividade sobre a gasolina?
        A Ford teve tempo suficiente para tornar o 1.0 Ecoboost flex e não está ofertando assim. Daí, entra aquele questionamento até que ponto veículos mais caros e com motores mais eficiente, o dono se preocupa em abastar com etanol quando o preço até pode está bom? A pequena redução tributária para veículo flex ou etanol sobre os apenas a gasolina parece não ser um acelerador para criar ou tornar motores mais modernos originalmente apenas a gasolina para trabalhar como flex.

        • Herbet Moreira

          16V com 3 cilindros? Refaz essa conta aí… 4 válvulas por cilindro x 3 cilindros…

          • Silas Siqueira

            Devem ter feito as contas, ouviu 4 valvulas e sem fazer as contas colocou 16 v por costume de quase todos os motores hoje term 4 cilindros(que são mais estaveis, o 3 cilindros em um instante do ciclo so se gasta energia para mover o motor e não ha produção. No com mais de 4 cilndros sempre um dos pistões esta funcionando,

        • Paulo Reis

          Isso ai, bem notado! Seria interessante quando esta idéia estiver disseminada em outras montadoras e, já pago o desenvolvimento inicial do projeto – até o momento a infiniti é a única a colocar em prática compressão variável em produção em série. Ainda que a patente da idéia é deles, por enquanto, ou as outras partem para um idéia in-house, ou a Infiniti vende a patente. Um supra sumo muito comentando no ramo onde eles comeram quietinhos a idéia e lançaram sem fazer alarde! Temos que reconhecer que é um grande avanço nos motores a combustão interna, onde, cada dia parece perder espaço para os elétricos. No futuro esse “gerador” acima poderia fazer parte de um super esportivo híbrido, onde, ele o faria mais economico ainda!

        • Silas Siqueira

          Será viavel para os motores flex(bicombustiveis), ja que o alcool é mais eficiente com taxa de compressão maior que a gasolina.

    • Deadlock

      Esse motor favoreceria o uso do álcool e do GNV, o que ajudaria a diminuir a poluição e tornaria os motores mais potentes com esses combustíveis.

    • konnyaro

      Um sistema que seria mais simples e não exigiria mudanças para os motores com comando de válvulas variável seria simular o cilo atkinson (atrasando o fechamento das válvulas de admisão para uns 60 graus depois do PMI) usando gasolina pura, com taxa de 10:1 e quando com álcool trabalharia com o ciclo normal (válvulas de admissão fechando no tempo normal) com taxa de 14:1.
      Seria um motor que trabalharia na faixa otimizada para os dois combustíveis, em vez de se fazer um quebra galho apenas com o ponto de ignição. O único ponto negativo é que o motor teria uma diferença de comportamento muito grande utilizando gasolina e álcool, pois seria muito econômico com gasolina e com baixo desempenho (pelo fato de ser ciclo atkinson) e teria um desempenho bem maior com álcool, com consumo idem.

  • Eduardo Forneck

    com 39,7 mkgf ninguém precisa de V6 kkkkk

  • Rbs

    Muita água vai rolar ainda ate o último adeus à bomba de gasolina.

  • CanalhaRS

    Agora vamos ver essa novidade no mundo real, se não vai virar dor de cabeça para os proprietários e se vai vingar.

  • Ronaldo Santos

    Se esse motor quebrar $$$$$$$$$$$$ pode preparar

  • amarelonãotemcota

    Infiniti e Acura não tem no BR

  • Celso

    Coloque no youtube “variable compression ratio” e verá vários tipos de sistemas q cumprem essa função. Me parece q a Nissan não está aproveitando bem o sistema, limitou a compressão máxima a 14:1, poderia ir até 20:1, 25:1, dando rendimento bem melhor em baixa carga (qdo motorista pisa pouquinho no acelerador).

  • Guilherme Borella

    Achei a projeção de economia baixa. 27% na troca de um V6 para um 2.0 Turbo. Já não era de se esperar números como este??
    No mais, acho que estão investindo na ponta errada. Não adianta melhorar a carroça, nunca será um automóvel. A onda agora é esquecer o combustível fóssil.

  • Sassá

    Parece simples, mas lendo os sites estrangeiros é complicado pra cacete! Se não conseguirem simplificar creio que será um artigo pra carro caro.

  • Sassá

    Parece simples, mas lendo os sites estrangeiros é complicado pra dedeu! Se não conseguirem simplificar creio que será um artigo pra carro caro.

  • Silas Siqueira

    Os carros nacionais bi-combustivel trabalham com um sistema semelhante ou trabalham com uma compressão intermediaria para os 2 combustiveis e não funcionando bem em nenhum dos 2???