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O JAC T6 é conhecido na China como S5, mas por ter similaridade de nome com o cupê da Audi, a marca chinesa vai vende-lo com a nova designação no Brasil. Ele é o segundo SUV da Jianghuai Automobile Company, empresa sediada em Hefei, província de Anhui, China.

De porte médio, o modelo é fruto da cooperação da JAC com a Hyundai, que já fez nascer o modelo Rain, primeira geração do Santa Fé. O JAC T6 deverá chegar ao Brasil em outubro, sendo mostrado no Salão do Automóvel. No entanto, não virá como esta versão para o mercado chinês que o NA avaliou por 5 dias.

O JAC T6 deverá chegar com motor 2.0 JetFlex – sem tanque de gasolina no cofre do motor – e potência em torno de 155 cv com etanol. A transmissão de seis marchas sai para dar lugar à de cinco marchas. No carro testado, o 2.0 Turbo entrega 176 cv e é a opção de acesso com este motor no mercado chinês.

Outras duas versões apresentam o mesmo 2.0 de 136 cv da J6. Lá, este custa 109.800 yuans ou R$ 41.822. Aqui, o T6 Flex deverá custar em torno de R$ 70.000. Ou seja, será mais barato que as versões topo de linha de EcoSport, Duster e Tracker, além de ficar muito distante de seus primos coreanos e outros SUV médios, que estão na faixa dos R$ 100.000. Mas vai valer a pena?

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Por fora…

O JAC T6 2.0 Turbo chegou ao Brasil junto com um lote de unidades de testes, que já percorrem o país para adaptação do modelo às nossas condições de rodagem. Este exemplar é o único não alterado e representa exatamente o que o consumidor chinês encontra nas concessionárias de seu país.

O estilo é moderno e atraente, especialmente pelo conjunto frontal. O visual lembra – e com razão – o Hyundai ix35, que lhe empresta a base. No entanto, a semelhança fica mais pelo desenho das janelas e das colunas C. O conjunto é até certo ponto harmônico, pois a traseira tem forte inspiração do Audi Q5 e destoa um pouco do conjunto.

Na parte frontal, os faróis duplos apresentam acabamento escurecido, mas não dispõem de LEDs diurnos. O desenho é interessante. Já a grade do motor é pequena e apresenta friso cromado com o logotipo da JAC, uma estrela de cinco pontas. O para-choque tem grade em formato de “U” invertido, além de faróis de neblina com frisos cromados. O ângulo de ataque da base do protetor facilita a transposição de obstáculos no fora de estrada.

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As rodas de liga leve aro 17 tem desenho agradável e apresentam pneus 225/60 R17. Como o JAC T6 2.0 Turbo é volumoso, elas até parecem aro 16 em uma primeira impressão. Os para-lamas dianteiros apresentam apliques cromados, assim como friso na base das janelas. Os retrovisores tem repetidores de direção em LED, assim como rebatimento elétrico (apenas através de um botão interno).

Com toda a base da carroceria com proteção plástica de cor preta, o veículo fica visualmente interessante na cor branca. O teto apresenta barras longitudinais cromadas, enquanto a traseira tem lanternas (e luz auxiliar de freio) em LED e para-choque com sensores de estacionamento e duas saídas de escape com acabamento cromado. Nesta versão não há câmera de ré. Também não sabemos se será disponibilizada na versão brasileira.

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Por dentro…

O ambiente interno do JAC T6 2.0 Turbo é bom. O painel é contemporâneo, mas apresenta acabamento em plástico duro, infelizmente. O JAC J5, por exemplo, tem a parte superior emborrachada. Os difusores de ar apresentam filetes cromados, enquanto um friso prateado percorre o conjunto frontal de um lado para o outro.

A central multimídia e o ar condicionado manual apresentam acabamento em preto brilhante, o mesmo que reveste o console sobre o túnel da transmissão. As portas apresentam plásticos duros, mas o centro é revestido em couro caramelo, enquanto puxadores, maçanetas e apliques superiores são prateados. O volante de estilo Chevrolet também tem acabamento nesse tom, assim como a base da alavanca de mudanças.

Passam uma boa impressão os comandos dos vidros, de acabamento cromado e iluminados. Pena não ter função de um toque para todos os vidros. Aliás, a chave deveria ter fechamento global dos vidros e rebatimento dos retrovisores. Quem sabe na versão flex. Já a iluminação do painel e instrumentos é azul e o cluster tem boa visibilidade, tanto de dia quanto de noite, ao contrário da J6, por exemplo. Um display central apresenta autonomia, tempo de viagem, velocidade e consumo médio de combustível, além do hodômetro.

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A central multimídia deverá ser trocada por uma em português ou inglês e/ou sistema de som 2din com CD player. A unidade testada é muito lenta e quase chega a travar. Tem até navegador e bluetooth, mas o primeiro é apenas funcional na China. Já o ar condicionado é manual e provavelmente será assim na versão flex. Ele esfria bem e garante conforto.

O volante tem apenas comandos de áudio e telefonia, mas é revestido em couro. A regulagem, no entanto, é somente de altura. Falando em ajustes, os faróis e a instrumentação também apresentam opções de posição e intensidade. No assoalho, há um comando manual para abertura do tanque. Já próximo da alavanca de mudanças, estão as entradas USB (padrão BR) e auxiliar, bem como tomada de 12V (única em todo o veículo) e isqueiro.

Entre os bancos, um porta-copos sem tampa e um porta-objeto sob o apoio de braço central estão presentes. O porta-luvas tem pouco espaço, mas apresenta iluminação, assim como os para-sóis com espelhos e luzes de posição nas portas. As luzes de leitura dianteiras são individuais.

Há também porta-óculos e um espaço para o botão do teto solar, não disponível nessa versão. Aliás, o botão de partida também tem seu lugar, mas só oferecido na opção topo de linha na China. Não sabemos exatamente se tudo o que está no JAC T6 2.0 Turbo será oferecido no JAC T6 2.0 JetFlex.

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Os bancos são revestidos em couro em dois tons – preto com centro e costuras duplas em tom caramelo – e os dianteiros não apresentam regulagens elétricas ou aquecimento, itens presentes na opção mais cara na China. Isto é certo, o acabamento interno da versão flex será totalmente preto. No assento traseiro, existem três apoios de cabeça e tem até Latch para cadeirinhas de criança, mas o cinto do passageiro central é subabdominal.

Há também um apoio de braço central com dois porta-copos, que são completados por porta-garrafas nas portas. Ou seja, levar bebida a bordo não será problema. No entanto, uma fonte 12V atrás faz falta, da mesma forma que difusores de ar adicionais. Os encostos dianteiros são equipados com porta-revistas e a luz interna funciona como luz de leitura.

Com rebatimento 2/3, o banco traseiro amplia os 505 litros do porta-malas, podendo assim chegar a 1.100 litros de capacidade máxima. A tampa traseira tem comando elétrico na chave e apresenta fechadura para abertura interna em caso de sequestro ou criança presa. Uma cobertura retrátil deverá ser oferecida, embora estivesse ausente no JAC T6 2.0 Turbo avaliado. Há iluminação, porta-objetos lateral e estepe fino. O espaço é bom para levar as malas em uma viagem mais longa.

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Por ruas e estradas…

O JAC T6 2.0 Turbo não virá à princípio ao mercado nacional. A ênfase da JAC Motors é oferecer uma opção flex, a fim de atender o consumidor brasileiro, que mesmo no segmento de SUVs médios, não dispensa a opção de abastecer com etanol. Comercialmente é bom para quem vende, mas não dá para comparar motor aspirado com motor turbo, por melhor que o primeiro seja.

Então, para quem está esperando pelo flex, é bom mesmo não andar nesta versão. Por dois motivos. O primeiro é óbvio e já foi citado acima. O segundo é que esta versão é voltada para o mercado chinês. Ou seja, apresenta características que não vão agradar os brasileiros.

O motor 2.0 Turbo do JAC T6 se mostrou um pouco ruidoso e áspero, talvez aí teremos mais um mudança no que diz respeito à isolamento acústico. Ele entrega 176 cv a 5.200 rpm e bons 26,9 kgfm entre 2.000 e 4.000 rpm. Aliás, é exatamente acima da rotação menor que a força do propulsor realmente aparece. As retomadas são pontuais e o modelo não deixa a desejar nesse quesito, oferecendo bom desempenho na maioria das condições de tráfego.

Por ser bem mais leve, o JAC T6 2.0 Turbo não dá trabalho adicional para manter a rotação acima desse nível, a fim de permanecer desperto. No JAC T8, por exemplo, quando conduzido na cidade, garantir essa rotação se mostrou mais difícil. A primeira marcha (são seis) é bem curta e até a quarta marcha, dá para explorar bem a força do motor. Os engates são precisos, mas falta maciez. A embreagem tem acionamento suave.

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As quinta e sexta marchas são mais longas, especialmente a última, que praticamente serve apenas para cruzeiro. Pisando mais forte, o motor nem parece que tem turbo. Enfim, é apenas para reduzir a rotação e garantir menor ruído e consumo em cruzeiro. O JAC T6 2.0 Turbo roda a 2.100 rpm a 110 km/h e nessa condição, marcou 11,5 km/litro. Na cidade, o modelo fez 8,0 km/litro.

Com bom espaço na frente e atrás, o ambiente interno do JAC T6 2.0 Turbo é projetado para dar conforto em viagens longas. A ergonomia é boa para o condutor e a posição de dirigir é confortável. Os bancos são firmes, mas não cansam e atrás, um adulto de 1,80 m não se sentirá apertado se o condutor/passageiro de mesma estatura estiverem na frente. A altura do teto é boa e não deixa raspar a cabeça. Naturalmente, o quinto ocupante terá menos conforto.

De vidros fechados, o ruído interno do JAC T6 2.0 Turbo ficou um pouco acima do desejável, conforme já dito acima. Ao contrário do T8, ouve-se pouco a turbina e o ronco é áspero e pouco agradável. A suspensão tem ajuste muito macio, privilegiando o conforto, mas deverá ser mais firme e menos barulhenta que a do modelo testado. O SUV da JAC dispõe de ESP e TCS para dar mais segurança, assim como assistente de partida em rampa e controle de descida.

Airbags laterais e de cortina não estavam presentes nessa versão. A direção é elétrica, mas tem ajuste muito leve em baixa, ficando mais firme de forma progressiva. Ela também apresentou ruídos – já visto em alguns carros chineses não adaptados… – em piso irregular. Os freios são um pouco baixos, mas é outro item que deve ser modificado aqui no Brasil. Ainda assim, apresentaram funcionalmente normal. A estabilidade é satisfatória, apesar da moleza da suspensão, que filtra bem até certo nível, embora ressentindo-se disso.

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Por você…

O preço em torno de R$ 70.000, segundo intenção da JAC Motors, se mostra competitivo, já que se trata de um SUV médio com belo design, bom nível de equipamentos (espera-se no mínimo os mesmos da versão) e com motorização flex, uma preferência “quase” nacional.

Ainda não sabemos como ele andará com 155 cv e nem como será seu consumo, já que terá cinco marchas, o que deve ajudar nesse aspecto. O que podemos imaginar é que o JAC T6 2.0 JetFlex será mais confortável e silencioso, embora naturalmente ande menos. A garantia de seis anos vai ajudar também. No entanto, a ausência de câmbio automático será muito mais sentida do que nos rivais de porte compacto.

Com ar condicionado, direção elétrica, trio elétrico, alarme, rodas de liga leve aro 17, sensor de estacionamento, ESP, TCS, ABS, HSA, DSC, airbag duplo, computador de bordo, multimídia com MP3/USB/Aux, bluetooth, faróis de neblina, sensor crepuscular, bancos em couro, entre outros, o JAC T6 em versão brasileira será uma opção muito interessante no mercado. Já o turbo, quem sabe mais para frente… Se vai valer a pena? Provavelmente sim.

Medidas e números…

Ficha Técnica do JAC T6 2.0 Turbo

Motor/Transmissão
Número de cilindros – 4 em linha, turbocompressor e intercooler
Cilindrada – 1997 cm³
Potência – 176 cv a 5.200 rpm (gasolina)
Torque – 26,9 kgfm entre 2.000 e 4.000 rpm
Transmissão – Manual de seis marchas

Desempenho
Aceleração de 0 a 100 km/h – ND
Velocidade máxima – 190 km/h

Suspensão/Direção
Dianteira – McPherson/Traseira – Multilink
Elétrica

Freios
Discos dianteiros e traseiros com ABS e EDB

Rodas/Pneus
Liga leve aro 17 com pneus 225/60 R17

Dimensões/Pesos/Capacidades
Comprimento – 4.475 mm
Largura – 1.840 mm (sem retrovisores)
Altura – 1.670 mm
Entre-eixos – 2.645 mm
Peso em ordem de marcha – 1.505 kg
Tanque – ND
Porta-malas – 505 litros

Galeria de fotos do JAC T6 2.0 Turbo:



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