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Kaiser Manhattan: O americano que virou clássico argentino

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Kaiser Manhattan 1954

Em 1945, surgia em Nova Iorque a Kaiser-Frazer, que reunia as linhas de compactos da primeira com os médios da segunda, estes de tração traseira. A partir de 1947, as duas marcas começaram a compartilhar motores e adotaram a mesma filosofia das Big Three para seus futuros modelos.

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Kaiser Manhattan

Por conta de desacordos entre os sócios, Frazer sai e a empresa é renomeada Kaiser Motors em 1952. No ano seguinte, a companhia compra a Willys Overland e adiciona a produção do Jeep em Toledo, Ohio, que passaria a centralizar a produção a partir de 1955.

Foi nesse ano que houve uma reviravolta drástica no destino da Kaiser. Com os olhos na bem-sucedida Jeep, que era o filé mignon da Willys, a companhia abandonou a produção de automóveis, centralizando-se nos utilitários da Jeep.

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Kaiser-Frazer Manhattan 1950

A Kaiser havia comprado não só as operações americanas da Willys, mas também a recém-inaugura no Brasil. Nesse caso, a empresa não considerou a introdução de um sedã até 1960, quando chegou o Aero Willys de 1955, centrando-se inicialmente nos utilitários Jeep e Rural. Apenas uma nova operação na Argentina receberia um sedã, que no caso seria o Manhattan rebatizado de Carabela.

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Frazer Manhattan 1951

Nascido no começo dos anos 50, o Manhattan é considerado o melhor carro da Kaiser no pós-guerra, mas inicialmente suas vendas não empolgaram. Com 5,34 m de comprimento, o modelo tinha linhas arredondadas e elegantes, lembrando bastante um cupê. Ele era movido por um motor seis em linha 3.7 de 115 cv e fazia uso da caixa automática Hydramatic da GM e com quatro marchas.

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Kaiser Carabela

Argentina

Em 1951, o governo argentino enviou um general aos EUA como emissário para tentar obter a instalação de um fabricante de automóveis no país. Três anos depois, apenas a Kaiser Motors se interessou e, em 1955, o negócio foi firmado, resultando na Indústrias Kaiser Argentina S/A. Assim, a empresa americana desmontou a linha do Manhattan nos EUA.

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Kaiser Carabela – Dimensões

A cidade de Santa Isabel, na região de Córdoba, foi a escolhida para a instalação da fábrica, que começou a operar em 1958. Mas antes, um lote de carros e equipamentos havia sido importada pela Argentina. O Manhattan virou Caravela e ganhou somente câmbio manual, por conta da falta de assistência em regiões remotas do país.

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Kaiser Manhattan 1953

Vários itens foram modificados, mas boa parte de peças e manuais continuaram em inglês. No entanto, a vida do Manhattan foi curta também na Argentina. O modelo foi fabricado até 1962, juntamente com modelos da Alfa Romeo e Renault, licenciados pela IKA.

Por fim, toda a gama foi substituída por carros Rambler da AMC – que surgiu da fusão entre Kaiser e Hudson – e a fábrica permaneceu sob controle da empresa até 1970, quando a Renault assumiu as operações, o que permanece até os dias atuais.





  • Mr. Car

    Ah, vá, este negócio de subir e descer escadaria o Fiat 147 também fazia, he, he!

  • Jad Bal Ja

    Esse Kaiser Carabela tinha era uma “cara” muito feia isso sim.

  • Marco

    Gosto é gosto, mas fico pensando que graça tinha esses pneus “faixa branca”? Não vejo finalidade nenhuma nisso.