Europa Hatches Lancia Salões do Automóvel

Lancia Ypsilon comemora 30 anos com atualização em Frankfurt

lancia-ypsilon

O Lancia Ypsilon está completando 30 anos de mercado europeu, onde vendeu 2,7 milhões de unidades. Agora, o compacto italiano ganha uma leve atualização para Frankfurt, mantendo-se assim firme diante de um futuro incerto. Os faróis ganharam novas lentes, assim como a grade ficou maior e redesenhada. Os para-choques também foram modificados.

O Ypsilon chega ao salão alemão oferecendo três versões: Silver, Gold e Platinum. O hatch da Lancia se destaca também pela introdução de cores de tom pastel e uma nova multimídia com tela de 5 polegadas, que vem com apps de Facebook, Twitter e Reuters, entre outros.

O Lancia Ypsilon oferece também acabamento em dois tons e novas rodas de liga leve aro 15 polegadas. A motorização permanece a mesma, começando pelo 1.2 de 69 cv. O 0.9 TwinAir Turbo de 85 cv é a segunda opção com gasolina. No diesel, 1.3 Multijet com 95 cv. Com GNV, o TwinAir entrega 80 cv.





  • motstand01

    É uma pena matar a Lancia. A Fiat diz não ter dinheiro para reestruturar ela e a Alfa ao mesmo tempo. Como a Alfa é mais famosa e tem alcance mundial, foi escolhida. Só que o espaço que a Lancia vai deixar não poderá ser preenchido nem por Fiat, nem por Alfa, por isso acho que a Lancia ainda teria espaço no mercado.

    Principalmente se a Fiat assumisse a posição de concorrente da Dacia, como efetivamente (e infelizmente) faz hoje, depois de resumir sua linha a carros compactos. Embora tenha tradição e um passado memorável, temos que considerar que a Fiat não emplaca no mercado europeu nada acima dos compactos, isso desde o Tipo, que parou de ser feito 19 anos atrás por lá. E a Alfa Romeo, reestruturada, vai atuar lá em cima, contra o trio alemão e a Jaguar.

    No meio entraria a Lancia, tendo uma linha totalmente nova, pra bater de frente com a Volkswagen, tendo um Delta para concorrer com o Golf, Thema para concorrer com Mondeo e Passat, etc. Já que a Chrysler é mal vista na Europa, vender os carros dela como Lancia não seria ruim também, isso desde que os carros fossem devidamente adaptados ao gosto europeu e à marca italiana. Pois vender 300C e Town&Country com emblema da Lancia já foi provado que não dá certo.

    • Bruno Wendel Marcolino

      só complementando, a Fiat não se destaca em nenhum mercado acima dos compactos.

      No mais, perfeito texto.

    • Thiago Maia

      Isso é despendioso para o grupo que tem muitas marcas a gerenciar.

      Marchione acha melhor investir na Alfa e na própria FIAT, já que esse mercado “intermediário” na Europa, anda capengando. Tem VW e mais quem?

      E a Fiat pode concorrer com as francesas nos segmentos A e B, e até no C, dentro da estratégia de bom custo benefício

      Faz mais sentido investir na Chrysler, que tem uma grande mercado que dê suporte. No futuro, ela poderá ser mais “globalizada”, como a Hyundai, deixando para a Dodge o perfil “exageradamento americano” e ir até a Europa. Por enquanto, Fiat, Alfa e Jeep preenchem bem o mercado europeu, com uma pequena lacuna (sedãs rival do VW Passat) que não vale a pena o investimento.

      • motstand01

        Tem VW, Opel, Renault, Peugeot… Estão todas acima da Fiat, Dacia, Skoda, etc no mercado europeu. Marcas intermediárias entre o baixo custo e as premium.

        • Thiago Maia

          O Fiat 500 é um carro sem 4 portas, mais caro e vende mais que qualquer concorrente dessas marcas. A Fiat vende bem carros pequenos, não necessariamente baixo custo.

          O investimento em uma marca generalista somente para a Europa não se justifica. É melhor até abrir mão de certos segmentos ou preenchê-lo com “modelos alternativos”.

          • motstand01

            Me expressei mal. A Fiat e a Skoda não são do nível da Dacia. Diria que a Dacia tem um segmento só dela no mercado europeu.

            Porém, é evidente que a Fiat não tem forças pra competir com as “intermediárias” que eu citei. Hoje ela está um degrau abaixo de VW, Opel e Renault, é fato.

            Não conseguiu nem mesmo manter o Punto atualizado, um carro que sempre foi fortíssimo no mercado europeu, no segmento de maior importância da Europa, onde a Fiat sempre foi marcante, desde antes do Uno.

            Se você parar pra pensar, a Fiat está no nível de Skoda e Citroen (que assumiu o papel de marca barata na PSA). Carros baratos, que não são de baixo custo. Só que ainda assim, Skoda e Citroen tem uma linha muito mais sólida do que a Fiat. Se resume hoje ao Punto defasado, Panda e as dezenas de variações do 500.

            A existência da Lancia só seria possível se Fiat assumisse o papel de marca de baixo custo, coisa que a FCA não tem, e rebaixar a Lancia ao nível generalista, pra bater de frente com VW e cia, deixando a Alfa pra brigar lá em cima. Mas como você mesmo disse, o caminho mais fácil é investir na própria marca Fiat, que tem mais alcance, o problema é que isso reduz drasticamente o leque de possibilidades. Certo mesmo era a Fiat vender a Lancia, mas o orgulho dos italianos é algo complexo…

    • Thiago Maia

      Quem deveria ter feito isso, e comprado a Lancia no passado, seriam a BMW e Mercedes. Teriam sua “VW italiana”

      Ou então a Renault, Hyundai, que teriam sua marca premium

      A FCA não é obrigada a reparar um erro das antigas administrações Fiat. Hoje, investir na Lancia é um erro. Alfa e Lancia não podem coexistir nesse conglomerado, pois por mais que se diga “eles têm perfis distintos” , como a BMW e Mercedes, voc~es esquecem de uma coisa: BMW e Mercedes são concorrentes entre si, e a FCA já tem um trabalho a fazer botando a Alfa nesse mercado. Como poderiam bancar duas marcas premium?

      E no mercado generalista, ficaria restrita à Europa, onde esse mercado pode ser preenchido pela Fiat, e no seu “topo”, está sendo afetado pelas premium. A nível Global, eles tem a Chrysler, mais interessante.

      E o desporto? Eles já têm a Dodge, também bancada pelo mercado americano

      • Paulo_Lustosa

        Problema da Fiat que comprou duas marcas estritamente desportivas, vide a Lancia que era muito famosa em campeonatos de rallye mesmo antes da compra da Fiat, e a Alfa Romeo. Se deixasse a Lancia como marca desportiva pro mercado italiano, pra criar veículos de nicho que tivesse apenas versões de rua correspondente às de competição seria muito mais rentável.

      • motstand01

        A nível global, a Chrysler tem mais alcance, exceto justamente na Europa, aí entraria a Lancia. A Chrysler saiu do mercado alemão e francês, e recentemente do inglês, está praticamente extinta na União Europeia. Entre no site da Chrysler da Espanha e você vai ter uma ideia do abandono da marca na região.

        Dessa forma, a Lancia poderia tranquilamente assumir o papel da Chrysler na Europa, com carros usando a mesma base dos americanos, mudando apenas design e acerto para as características dos italianos. Do mesmo jeito que a Alfa está sendo reposicionada pra cima – pois nunca foi do nível da BMW e Mercedes – a Lancia pode perfeitamente ser reposicionada pra baixo e fazer o que a marca Fiat não dá conta, que é concorrer no miolo do mercado com VW, Renault, Peugeot, Opel, etc.

        Não adianta dar murro em ponta de faca, a Fiat não dá conta de preencher o mercado generalista há décadas. A realidade da marca Fiat hoje são carros compactos baratos, nada além disso. Repito, o último carro não-compacto da Fiat que fez sucesso na Europa foi o Tipo, que deixou o mercado em 1995/6 por lá. Desde então, o maior carro que a Fiat conseguiu vender bem foi o Punto, este que também está abandonado hoje em dia. O grupo FCA poderia aproveitar a Fiat como marca de baixo custo (com um prestígio que a Dacia não tem, por exemplo), coisa que hoje a FCA não tem.

        • 4lex5andro

          marcas de baixo custo a fiat já teve, a autobianchi e a innocenti..

          com a extinçao destas , de fato a tendencia da fiat é ocupar esse nicho do mercado, dando oportunidade no segmento de medios e grandes carros para alfa e lancia e, no esportivo, a maserati ..

          • motstand01

            Eu sei disso, mas teve essas marcas numa época em que isso não tinha apelo. Hoje, a FCA não tem uma marca que se situe nessa faixa, numa época em que isso está se tornando importante.

            A Fiat pode até ocupar esse nicho, mas a questão é, quem vai ocupar a parte logo acima, a mais lucrativa do mercado? Pois a Lancia vai ser extinta, então esqueçamos ela. A Alfa está sendo reestruturada pra concorrer com BMW e Mercedes, não no mercado generalista.

            Se a Fiat vai focar em carros baratos, qual marca do grupo vai concorrer com VW, Opel, Renault, Peugeot, Toyota, Honda, etc? A própria Fiat? Pois lembremos que a Fiat hoje não tem nada acima do Punto, inclusive ele próprio já não tem apelo algum.

            Desde o Tipo, que saiu de linha em 1995, a Fiat não consegue fazer sucesso entre os hatches médios. O Tempra foi o último sedan médio da Fiat a ter alguma representatividade na Europa. São 20 anos de hiato. Brava, Stilo e Bravo não foram sucesso e tem má fama por lá. Será que logo agora, a Fiat, com uma evidente falta de recursos, vai conseguir voltar a ter a força daquela época? Acho difícil.

  • Very luxarious car!!!

  • Milton Baptista

    A Porsche tinha de comprar a Lancia e colocar dentro do Grupo Volkswagen

  • Bittencourt

    Continua assustando…

    • 4lex5andro

      perto do lancia thesis , o ypsilon é ate razoavel ..

  • Bruno Wendel Marcolino

    “…se destaca também pela introdução de cores de tom pastel…”

    Cor em tom pastel?????

    • Bruno Wendel Marcolino

      interior em tom de ovo e carne moida? kkkk

      • zekinha71

        Foram pintados com giz pastel.

        • Bruno Wendel Marcolino

          o óleo do carro é de soja parece. kkkk

  • Augusto Santos de Brum

    A Lancia tem um passado histórico, não deve acabar, apesar de não existir no Brasil, sempre gostei dos modelos da marca, com design cheio de personalidade e que também fizeram um baita show nas pistas e no rally

  • Yuri Chaves Souza

    São motores bem ultrapassados. 1.2 render só 69cv é coisa de 20 anos atrás.
    Se fosse um projeto moderno como os 3 cilindros da Vw, Ford ou Hyundai, um carro 1.2 hoje renderia, no mínimo, de 85 a 95cv. Seria mais até que o 1.4 Fire daqui.

    • dallebu

      Esse 1.2 Fire 8v (No brasil conhecido como 1.3) tem 70cv de potência e 10,4 kgfm a 3.000 rpm, tem as mesmas melhorias dos Fire Evo do Brasil, mas é meio “capado” pra se adequar as exigências de mercado da Europa, assim como emissões, etc. Se p próprio Fire Evo 1.0 no Brasil tem mais potência, é lógico que essa potência baixa no 1.2 é proposital, oferecendo um maior torque em baixa e potência máxima em menor rotação.
      Compare:
      1.2 Fire Evo – 69 Cv a 5.500 rpm – 10,4 kgfm a 3.000 rpm
      1.0 Fire Evo – 73 Cv a 6.250 rpm – 9,5 kgfm a 3.850 rpm

      Qual dos dois motores oferece maior prazer ao dirigir? O 1.2…

    • th!nk.t4nk

      Esse é um motor atmosférico. Praticamente toda montadora européia oferece alguma versão 1.2 atmosférica com potência semelhante.
      Exemplo: Polo 1.0 alemão tem 60 cv. Este mesmo motor rende quase 80 cv no Brasil. A diferença é que no Brasil as montadoras esgoelam estes motores de propósito porque o consumidor é menos informado e só valoriza números de potência. Curiosidade: o Polo alemão de 60 cv anda muito parecido com o Fox brasileiro de quase 80 cv, pois a diferença na cavalaria só aparece beirando os 6000 rpm. É inútil e só serve pra piorar o ajuste do motor quanto a consumo, torque em baixa e emissões.

  • Mr. Car

    Se o Etios tivesse um painel como o deste Lancia, mesmo sem mudar por fora, as vendas já aumentariam, he, he! Acoooorda, Toyota!

  • ALVIN_1982

    Antigamente eu lia a finada revista 0km em 95/96 e um dos destaques era esse Lancia Y e eu ficava admirado por ele vir com o novíssimo motor Fire 1.4 de 4 cilindros e 3 válvulas por cilindro, e vinha 112 cores no exterior e 134 acessórios… ficava sonhando com esse carrinho por aqui… mas só sonho mesmo…

    • Paulo_Lustosa

      Pior que o motor de três válvulas por cilindro 1.4 nem era o Fire, era derivado do 5 cilindros do Marea, o famoso motor Pratola Serra segundo os italianos.

    • motstand01

      Tenho essa edição em algum lugar da minha casa até hoje hehe

  • Eduardo Brito

    O problema da Lancia é que ela só vende bem na Italia e hoje conta apenas com este modelo. Seria melhor outra montadora comprar a Lancia da Fiat, pois investiria mais nesta marca que tem um passado glorioso no automobilismo, principalmente nos Rallys.