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bia figueiredo Lugar de mulher ainda é na cozinha?




Para muitas sim, porém não mais em qualquer cozinha e sim comandando as panelas de restaurantes chiques e famosos na posição de “Chef”, ofício este que era só de homens há não muito tempo atrás – e não raro eram estrangeiros. O glamour da profissão, a criação de cursos de gastronomia e também a curiosidade desbancaram o machismo e puseram muitos machões de Norte a Sul do Brasil pilotando o fogão. E as mulheres, na luta por espaço e não menos talentosas, “invadiram” suas cozinhas.

Não parou por aí: essa conquista por espaço estendeu-se cada vez mais a outros setores do automobilismo, da economia e da política só para citar alguns. Enquanto a piloto Bia Figueiredo está voando nas pistas da Fórmula Indy, a engenheira Grace D. Lieblein assume como presidente da General Motors do Brasil e a economista Dilma Roussef completa seus 100 dias como “presidentA” do nosso país! Torcemos para que as duas últimas, cada qual no seu posto, tragam bons frutos para nossa indústria automobilística.

Talvez fosse difícil imaginar, lá pelos idos de 1970, que teríamos esse panorama no Brasil. Ingleses, dinamarqueses e americanos, por exemplo, já convivem com motoristas de taxis, ônibus e caminhões, empreendedoras de sucesso, executivas, militares, comandantes aéreas e astronautas femininas há algum tempo. Receio que nossa cultura, formada em sua grande maioria por portugueses, italianos, espanhóis e japoneses seja mais conservadora. Ou seria machista?

Uma iniciativa interessante foi adotada desde o início desde século por concessionárias Citroёn no Brasil, que designaram mecânicas para suas oficinas. E aprovaram! Foi constatado que elas têm ótima sensibilidade para detectar ruídos e são organizadas e limpas, guardando parafusos de diferentes tamanhos em recipientes plásticos próprios sem misturá-los ou perdê-los, por exemplo.

Confesso que quando fui conhecer o Xsara Picasso, então lançamento, não pude deixar de dar uma espiadinha. Realmente havia lá profissionais compenetradas em ambiente limpo e organizado. E olha que o piso era branco! Qual seria sua reação, caro leitor ou leitora se, ao chegar ao balcão da concessionária para falar com o mecânico, ao invés de algum Paulo ou Thiago, viesse a chefe de oficina Patrícia ou Viviane explicar o problema do seu automóvel? Sua confiança seria a mesma? E sua segurança?

No papel de consumidoras cada vez mais assíduas e exigentes, as “ladies” certamente influenciaram mudanças.Um exemplo é que a maior frequencia delas em oficinas e borracharias mudou a decoração, tornando aqueles famosos pôsteres mais sensuais e menos explícitos. Nós homens, temos que nos preparar para encarar calendários masculinos pelas paredes. Afinal, direitos iguais…

Dispostas a reclamar por seus direitos e manter o espaço conquistado como profissionais e consumidoras, as damas reclamam, vão ao Procon, fazem a Kia mudar a maçaneta do Soul para não quebrarem as unhas e criam sites como o www.meucarrofalha.com.br mas também fazem a sua parte: mantém manutenções em dia, calibram sempre os pneus, fazem cada vez mais cursos de direção defensiva e pilotagem, o que é muito bom, uma vez que, na maior parte das vezes são elas que levam os bebês ao pediatra, os bichinhos de estimação ao petshop e as crianças à escola. O resultado disso é que elas pagam seguros menores que nós barbados.

E talvez vocês leitoras – claro, leitores podem palpitar também – possam nos ajudar a sanar uma dúvida: embora haja carros mais femininos como Peugeot 206, New Beetle e Ford Ka e EcoSport, por quê cores e modelos específicos para mulheres ainda não existem?

Mas nem tudo são flores: o sexo frágil adora uma buzina, não pode ver uma vitrine que diminui repentinamente a velocidade, adora se exibir nos SUVs (EcoSport, Toyota SW4, Hyundai ix35 etc) e quando esbraveja não gosta do “troco”, ocasião em que geralmente recebe o título de “Dona Maria”.

E pra finalizar, sim, estamos contentes com suas conquistas e achamos “meigos” seus penduricalhos no párabrisas ou seus capacetes cor-de-rosa quando assumem o papel de motoqueiras.

Vamos comentar aí, mocinhas, senhoras e senhoritas que acompanham o NA, até porque, como vovó já dizia: quem cala consente ;-)

Por Gerson Brusco Gonzalez


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