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Mercedes-Benz vê risco de extinção do setor automotivo no Brasil

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Mea culpa. É o que a Mercedes-Benz está abertamente confessando em sua previsão nada otimista do setor automotivo e da economia brasileira atualmente. A montadora alemã – através de seu presidente Philipp Schiemer – vê que o atual modelo vigente no país pode, a longo prazo, levar à extinção da indústria local, mesmo reconhecendo o potencial do país.

A montadora percebeu que o modelo de negócio imposto pelo governo anterior, notadamente protecionista, fechou o mercado brasileiro, alimentando-o com incentivos. A ideia de intervir no setor privado foi válida quando estourou a crise econômica mundial, onde o Brasil se saiu muito bem, graças às comodities e a um certo equilíbrio das finanças públicas.

Mas o remédio de promover incentivos para que o mercado automotivo e outros setores da economia ficassem em alta foi prolongado demais, pois o governo acreditava que o modelo funcionaria em longo prazo, mas esqueceu-se de que uma hora a conta ficaria no vermelho. Com forte alta até 2011, o mercado automotivo era um reflexo de boom brasileiro.

O setor de caminhões, onde a Mercedes-Benz disputava diretamente com a Volkswagen, as vendas chegaram a 170.000 unidades em 2011 e o Brasil era o maior mercado do mundo para a fabricante germânica sediada no ABC paulista. Só a Mercedes respondia por 40.000 por ano naquela época. Hoje, o segmento está com 50.000 unidades.

Por conta disso, a Mercedes-Benz teve que reduzir a produção e o quadro, de 14 mil para 9,5 mil já com as recentes 1,4 mil demissões. O ato de dispensar toda a fábrica sem uma previsão de retorno dos empregados chamou a atenção do mercado. Afinal, nenhuma montadora fez isso em tempos recentes.

Para a Mercedes, oferecer R$ 100 mil para quem saísse, ficou mais barato que entrar numa briga, conforme ilustra Schiemer. A medida é um acordo e, para o executivo, acordos são bons. Mas, o chefe alemão espera que haja um acordo melhor com o novo governo.

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Mea culpa

A Mercedes-Benz reconhece que também bebeu da mesma fonte de incentivos que está agora criticando. A montadora diz que só percebeu muito tempo depois que o negócio iria prejudicar o mercado como um todo, quando a crise deixou de ser momentânea e se transformou em longa e duradoura.

O Brasil está em um regime fechado, protecionista, na visão do executivo. O governo baixou juros sem fundamento e deu isenções tributárias para muitos setores. Os consumidores já tinham comprado geladeiras, TVs planas e automóveis, mas ficaram endividados. O crescimento só viria de investimentos em infraestrutura e aumento de produtividade, o que não aconteceu.

Para Schiemer, o governo deveria ter deixado o setor privado caminhar livremente sem incentivos, mas continuou a alimentar a atual gestão de negócio, que agora indica um cenário obscuro para o futuro, com a possível extinção do setor automotivo no país e igualmente de outros setores da indústria.

Hoje, o mundo está mais global. Ele dá o exemplo da Alemanha, que consegue exportar muito mesmo com o euro em alta, já que seus produtos possuem tecnologia de ponta e as empresas podem comprar peças e componentes de qualquer país.

No Brasil, importar insumos ficou mais difícil e caro. A burocracia e o dólar ajudam a dificultar a situação. A volatilidade da moeda americana também é apontada como um prejuízo para investimentos futuros. Não há como aplicar dinheiro no Brasil sem que haja confiança e garantia de estabilidade nos próximos anos.

O mesmo é em relação ao investidor no mercado de caminhões. As empresas não compram se não estiverem seguras do retorno adiante, mesmo com dinheiro em caixa. Dessa forma, o setor de caminhões reflete a atual situação econômica do país.

No caso das montadoras, sem importar componentes mais baratos, fica difícil ampliar as exportações. A saída? Um ajuste fiscal para começar e a reforma da previdência, que ajudarão a dar credibilidade ao país e trazer de volta a confiança do investidor.

Assim, é possível reduzir a inflação e as taxas de juros. Atualmente, ninguém vai comprar ônibus e caminhões com 14% de juros. Para a Mercedes-Benz, se o cenário não mudar, as consequências serão drásticas, pois nenhuma indústria conseguirá manter-se no Brasil.

A grande questão é se o Brasil quer seguir o caminho da Venezuela ou da modernidade. O país tem um enorme potencial, já demonstrado pelo crescimento expressivo no período pós-crise mundial. Schiemer diz que já existem conversas com o novo governo, que parece mais inclinado a resolver problemas do que a defender uma ideologia, como o anterior, bastante conservador.

[Fonte: Revista Veja]





  • cepereira2006

    Como não investimos em infraestrutura? Estamos com estádios de futebol novinhos!!!! Temos um parque olímpico de primeiro mundo!!!
    É triste ter que vir alguém de fora para apontar a nossa ferida.

    • Esse governo que aí está, não esqueça, foi o principal estruturador do que foi cassado, inclusive, o ministro da fazenda atual foi presidente do BC nos dois mandatos de Lula. Dizer que este é outro governo diferente do outro é questionável. Possuem ideologias diferentes, mas a grosso modo ainda é a mesma base que estava antes, porém, agora não mais fazendo fogo-amigo. Somos contra a política de isenções e a favor do ajuste fiscal corroborado com parcerias público-privadas e apoio à Lava-Jato que suspeito não ser foi interesse deste governo de oriundos do anterior. Este governo provisório precisa sair, precisa dar espaço para algo realmente novo. Não se iluda achando que mudou….. Ainda falta muito.

    • BrPb

      Eu acredito que existem mais pessoas boas do que ruins no mundo. Deu pra ver bem nos protestos que aquela multidão cansou e queria Dilma fora. E conseguiram.

      Falta mais mobilizações e de forma mais inteligente. Precisamos identificar pessoas comuns e competentes e através delas juntarmos forças para serem eleitas.

      Não precisamos de ideologias, nem de torcidas, nem de partidos, nem de muita grana. Apenas mobilização inteligente. Começando nos grandes centros e partindo para os interiores. E mesmo que façamos um julgamento de carater errado de algum eleito por “nós”, usaremos da mesma inteligência para resolver.

      Em política não existe escolha de lados. Enquanto muitos escolhem lados, nós (povo) é quem ficamos de escanteio.

      • Alfredo Araujo

        Eu discordo de vc…
        Mesmo naquela multidão que pediu a saída da Dilma, teoricamente “direitistas”, pergunta qual deles é conivente com uma possível reestruturação da CLT (por exemplo). Poucos !!
        O país é esquerdista de corpo e alma… e adora uma “assistênciazinha”. O pobre vive para os bolsas, a classe média adora um empreguinho público… e o rico sonha com incentivos do BNDES !!

        • BrPb

          Citei um exemplo de como a mobilização faz mudar o mundo. Falei de lados. Daí você vem com essa velharia de ‘esquerda’ e ‘direita’. Não alimente essas palavras.

          O pobre que é pobre, ele é vítima dos políticos mal intencionados. A seca é grande, a educação é ‘por dizer’, se não fosse o dinheiro dessd bolsa família, o que haveriam de comer?

          Andando por aí a gente vê o abandono do povo. Não tou aqui pra defender assistencialismo não. Apenas para dizer que, mesmo tendo alguns pobres espertos se aproveitando de assistencialismo para não ir trabalhar, tem uma populção enorme que é isso ou nada.

          Pra mim, quase 100% dos políticos que aí estão são verdadeiros malandros. Eu sou publicitário e fiquei envergonhado, aterrorizado e com nojo da campanha de ataques, fantasias e engancão feita pelo PT.

          Pq eu tou falando no PT?

          Pq aquela propaganda do PT em 2014 foi desumana. Não se engana e nem se ilude um pobre sem estudos. Ele só tem essa esperança na vida. Ilidir um rico não tem problema, pois com dinheiro ele se recupera rápido, faz uma terapia, viaja e compra um audi na taxa zero.

          O pobre é iludido pelo marketing do PT e continua sem ter assistência médica básica e nem interpretar um texto.

          Como falei, existem pessoas boas e ruins em qualquer classe, lugar e profissão. As boas são a maioria. É nessa maioria que devemos concentrar e resolver. Papo de esquerda ou direita, é a velha política encardida. Política não tem lado. A política é simples. Quem complica são os malditos.

          • Alfredo Araujo

            Minha intenção não foi polarizar o discurso nem comentar os nossos recentes acontecimentos… nem entrei no mérito de discutir se bolsa isso e/ou aquilo é justa ou não é.

            Falei de mentalidade da população… uma mentalidade esquerdista, sindicalista, que temos desde os nossos avós !! É uma tradição que temos de longa data !! Somos o povo do jeitinho, da burocracia, dos intermináveis feriados, e milhões de ETC !!! …… ETC esses, que são corroedores do liberalismo e do capitalismo de mercado, que segundo centenas de exemplos pelo mundo, é o regime “menos pior” e “menos injusto” que existe…

            Quando “ataquei” as manifestações pró-impeachment, o fiz no intuito de sublinhar o que. na minha opinião, é o câncer de nossa sociedade. A hipocrisia !! O que adianta dizer fora Dilma e fora PT, se todos somos intrinsecamente ligados aos nossos “benefícios esquerdistas” ?

            Entendeu meu ponto ?

            • Bruno_O

              concordo plenamente, mas a unica saida sao os aeroportos internacionais amigo…

              • Alfredo Araujo

                hahahaha
                Para nós sim, mas temos que lutar pelo país dos nossos filhos e netos.

            • BrPb

              Agora sim entendi.

              Quanto a mentalidade, é algo difícil de mudar. Mas uma coisa é certa: precisamos de um mecanismo de melhor escolha de políticos.

              Sobre segurança: esse negócio de polícia prender bandido e a justiça soltar, prendrer bandido e ele passar menos de um terço da pena, prender bandido e ele comandar o bando de dentro do presídio, isso é péssimo e é também simples de resolver. Mas dependemos de políticos que se comprometam em alterar as leis. É só um exemplo.

              Falta identificar o bem intencionado e levá-lo ao cargo.

              E por fim, acho que o Brasil é muito maior que qualquer outra coisa que nos defina ou nos rotule. A gente só precisa agora de mecanismos para escolher as pessoas corretas e leis para punir com rigor as incorretas.

              • celso

                O Brasil precisa de uma reforma jurídica (Código Penal).
                Ela é a mãe de todas as outras reformas.

                • BrPb

                  Pois é, cara. Não existe dificuldade em realizar uma reforma dessas. Mais complicada é a da previdência , mas é necessária e pede urgência.

                  Essas reformas nos códigos precisam punir o irresponsável. Sabe aquele cara de moto que faz um retorno irregular e acaba sendo abalroado por um carro? O cara do carro vai pagar a franquia do seguro e perder tempo. O governo vai perder dinheiro com o atendimento médico. Nós vamos pagar impostos mais caros para pagarmos a irresponsabilidade do cara da moto. E, pra ser bem frio, vamos perder tempo com a lentidão do trânsito causada pelo acidente.

                  Esse cara da moto tem que ter punição exemplar. Enquanto o governo gasta uma nota na cirurgia cheia de pinos do cara da moto, outros tantos (crianças, idosos, etc) não tem acesso rápido a um exame corriqueiro.

                  A irresponsabilidade de poucos é o prejuizo de muitos.

                  • rogeriuslima

                    Eu sempre tento bater nessa tecla, de que o interesse coletivo deve estar acima do interesse individual, mas é dificil falar disso com as pessoas. Infelizmente acho que a única lei que é seguida no nosso país é a lei de Gerson.

                  • EduPerrone

                    Ótimo exemplo. O problema é que somos condescendentes demais com os ilícitos e isso está influindo pessimamente no “caráter nacional”.

                • Hen_Par

                  Na verdade, antes de se reformar o Código Penal, deveríamos reformar a Constituição.
                  É garantista demais, esquerdista demais, carrega o ranço do medo da ditadura.

                  • celso

                    Sem dúvida.

                  • 4lex5andro

                    Bem isso, principalmente o art.5 das garantias e liberdades individuais da margem á judicialização de assuntos que são de foro informal, onde chega a regrar como deverão ser reuniões nas ruas e permite-se iniciar processo por emissão de opiniões.
                    Por outro lado, salvo engano, no art. 37-9, superprotege os agentes políticos, vide exemplo do tal foro privilegiado.

                    • Hen_Par

                      É… muito garantismo e muitas regalias aos agentes políticos. Os caras são tratados como semideuses.

              • Edson Fernandes

                Cara… não precisa alterar a lei. Seria apenas seguir o que existe na lei.

                O problema é que a lei é tão estuprada em dizer que não serve, que fica facil para quando se fala de seguir a lei, as pessoas serem as primeiras a passarem por cima disso.

                O que eu quero dizer é… se muitos cidadãos respeitarem e seguirem a lei, o governo ser exigido e seguir a lei, existir fiscalização daquiloq ue não é seguido, a lei funciona.

                Agora, se nenhum lado considerar que existam leis e essas deixam de ser aplicadas com vigor, ela nunca será existente para dizer que é valida.

              • Mestre Fioda

                BrPb concordo com seu ponto de vista e estou tentando fazer algo para mudar o estado das coisas. É preciso unir as pessoas de bem desse país e fazer elas se mobilizarem. Hoje os maus estão no comando, e isto está errado, pois são a minoria da população. Por exemplo: se todos os moradores de uma favela fossem bandidos não teria como viver nas capitais deste país. Não é uma situação terrível porque a maioria das pessoas que vivem nas favelas são pessoas de bem. Não receberam uma Educação de qualidade, mas procuram trabalhar e viver honestamente. Precisamos fazer essas pessoas se conscientizarem e eleger bons representantes. Eu estou com um projeto para tentar unir e mobilizar as pessoas de bem através de mídia social. Preciso trabalhar e não tenho tempo para sair nas ruas batendo de porta em porta. Espero ter sucesso e que nas eleições de 2018 limpamos Brasília, que os velhos caciques sejam banidos de lá. E que novos representantes competentes e comprometidos com o Brasil sejam eleitos.

                • BrPb

                  Força e vá em frente. Se falta tempo, vá no seu ritmo.

            • Louis

              Perfeito. Quantos realmente apoiariam uma reforma na previdência e trabalhista? Eu apoio! Idade mínima? Eu apoio!!!
              A maioria vai vir com discurso de “perda de direitos”, mas tem que ser enfrentado. Com a crise em que os pettisttas nos colocaram, TODOS têm que pagar, todos vão perder um pouco.
              Mas os políticos, juízes, também deveriam perder benesses, mas isso duvido que façam… A conta vai ficar para o povão mesmo.

              Sobre a MB, não adianta estar em conversa com o governo, pois o Temer não conseguirá aprovar nada sem apoio do congresso. E tem muita gente ligada a sindicatos lá, que o próprio povão colocou.

            • celso

              Perfeita a sua colocação, Alfredo.
              Só faltou a mentalidade assistencialista.

        • zekinha71

          Aqui é assim, quero que mudem tudo, mas não pode mudar nada pra mim, só pro outros.

          • Alfredo Araujo

            Perfeito

        • duhehe

          Esse comodismo que você chama de ”assistenciazinha” foi algo que o ex governo durante quase 14 anos implantou na população.
          Felizmente isso esta com os dias contatos, ou acaba a mamata ou vamos para o brejo.
          Todas essas ”fugas” tem explicação justamente no esquerdismo.
          O estado virou uma super mãe, onde cabem todos, seja dando bolsa, dando emprego ou emprestando dinheiro.
          Uma vez que o estado deixa de ser uma ”super mãe”, todas as pessoas migram.
          E o brasileiro é um ser rápido para se ”arrumar”.

        • Hen_Par

          Só uma pergunta: desde quando emprego público é “assistencialismo”?
          É importante distinguir servidor público de carreira, concursado, com aqueles de livre indicação, que muitas vezes nem trabalham.

          • Alfredo Araujo

            Oooo irmão… interpreta melhor ai por favor. Faz uma forcinha…

            Está claro que eu estava generalizando. A palavra não era para descrever uma situação, e sim, para representar um sentimento.

            Sentimento esse que é a indignação com o “sonho” de muitas pessoas… que é se encostar no funcionalismo público.

            E não vem defender o funcionalismo, todos sabemos que é uma merda ! Tem gente q rala ? Claro que tem… mas oq transparece, e que faz a fama, são os vagabundos.
            E para deixar claro, falo com propriedade. Canso de passar raiva na Caixa Econômica e trabalhei anos, como terceiro, na Petrobrás e na Transpetro…

            Tem os poucos que carregam essas empresas nas costas, mas a maioria ta lá para mamar gostoso nas tetas do “emprego público”

            • Hen_Par

              Cara, também sou servidor público, e concordo com você nesse ponto. A CEF reúne o pior dos bancos ao pior do serviço público.
              Realmente o funcionalismo público, como em qualquer lugar, tem os bons e os ruins – ou péssimos. E os serviços públicos, com raras exceções, deixam muito a desejar.

      • Allysson Santos

        Mas aí enfrentamos outro grande problema cultural de nossa população.

        Numa roda de conversa a pessoa sempre admirou o posicionamento político e moral de um certo cidadão oi sempre ouviu vários elogios de uma certa pessoa.

        Pensando no que vc disse, essa certa pessoa, na ausência de alguém que o represente, decide por se candidatar a um cargo público.

        Pronto, 90% daqueles que o admiravam ou que sempre o tinham em alta estima pelos diversos elogios agora tem certeza que ele decidiu roubar, pois quer ser político.

        Isso acontece no Brasil todo, o cara só vira político pois quer roubar.

        Isso afugenta pessoas com boas intenções de entrar na política. E continuamos com péssimas opções.

        Moro numa cidade de 600mil habitantes e depois de um mês conversando com muitos conhecidos e pesquisando na internet só encontrei um possível candidato a vereador!!! O prefeito tenho que escolher o menos pior… Esse não tem salvação.

        Mas acredito que o furacão passou e temos uma pequena chance de reconstruir o país, mas isso passa pela politização da população. O que de forma quase infantil aconteceu nos últimos anos. Ninguém falava de política, agora fazemos briguinhas direita x esquerda, mas acredito que vamos evoluir a partir disso, quando maia se discute mais se aprende. Mas não acho q acontecerá em curto ou médio prazo…

    • Mario

      A Mercedes criou a ‘cobra’ desde os anos 70!!! A ‘cobra’ fez o que quis no governo, com o apoio das montadoras, amigas antigas em São Bernardo. Agora vem dizer que o segmento pode não resistir?!!! Ora bolas, melhor para o consumidor, que poderá comprar carros importados, logo, de maior qualidade. Sem carro, não dá pra ficar, certo? O problema vai ser alocar mais de 200 mil empregados das montadoras.

    • pdiasjr

      Esse governo que aí está, não esqueça, foi o principal estruturador do que foi cassado, inclusive, o ministro da fazenda atual foi presidente do BC nos dois mandatos de Lula. Seu comentário pressupõe que este é outro governo diferente do anterior e isto é questionável. Talvez podemos dizer que eles possuem ideologias diferentes, mas a grosso modo ainda é a mesma base que estava antes, porém, agora não mais fazendo fogo-amigo. Somos contra a política de isenções e a favor do ajuste fiscal corroborado com parcerias público-privadas e apoio à Lava-Jato que, suspeito, não ser algo de interesse deste governo de oriundos do anterior. Este governo provisório precisa sair, precisa dar espaço para algo realmente novo. Não se iluda achando que mudou….. Ainda falta muito. Convém lembrar que Dilma não gostava de Henrique Meirelles porque ele foi o guardião do cofre na era Lula e ela, então ministra-chefe da casa civil, queria recursos infinitos ao seu PAC eleitoreiro. O próprio Lula indicou HM para ela quando presidenta, mas ela não aceitou e colocou Joaquim Levy quando precisou tirar Guido Mantega. Quem atendeu Lula foi o Temer, algo que parece piada, mas não é… Enfim, não se iluda. Vamos torcer pela equipe econômica atual que, embora tenha sido dos governos anteriores, é muito boa. Este governo atual pela sua postura oportunista e ciumenta/traiçoeira, pode atrapalhar o trabalho de Henrique Meirelles e Ilan Goldffjan. Sendo assim, calma ao dizer “povinho burro de esquerda”, pois quem é o líder da pasta econômica foi o ex-presidente do BC de um governo configurado pela aliança entre PT + PCdoB + PL (você sabe que PL significa partido LIBERAL???)… e depois veio um governo PT + PMDB… Então? Que espécie de esquerda é esta que você achou ??? Enquanto ficamos discutindo bobagens sobre o que é esquerda ou direita, eles riem de nós.

  • Bruno Silva

    Tudo bem que há erros, mas tem um certo sensacionalismo também, pudera, revista Veja. Agora é a hora de repensar o modelo de mercado brasileiro, já que temos bastante fábricas por aqui.

    • Airplane

      Tudo que está nesta entrevista da Veja já vem sendo dito, pelo CEO da Mercedes, no site Automotive Business há meses.
      Não é exclusividade e nem sensacionalismo da Veja e reflete o pensamento dele.

    • Franco da Silva

      Sim. Essa seria uma declaração bem atrasada para um presidente de Mercedes. Critica um governo que (agora) terminou…

  • TijucaBH

    Concordo com a carta, apesar de certo terrorismo.
    A pergunta que eu faço pra voces é : se voce fosse o CEO de uma grande induatria, como o Segio Marchione da FCA e tivessem com 800 milhoes de reais, voces investiriam esse dinheiro no Brasil? Eu nao! Nossa economia é extremamente volátil, nossa infra estrutura é péssima, nossa lei trabalhista defasada, nossa justiça extremamente morosa, nossos políticos sao muito mais corruptos que os de outros paises do mesmo nivel socio-economico e por aí vai. Pra compensar tudo isso, tem realmente que ganhar muito dinheiro, pois o risco é muito grande. Lembram-se da Jac? Começou abafando, contratou o Faustão, criou uma rede nova de concessionárias, investiu bastante e pouco tempo depois, Caoa e Souza Ramos deram dinheiro pro governo para criarem medidas protecionistas e praticamente aniquilou a Jac.
    Vejo 2 pontos positivos de investir aqui: nossa mao de obra (linha de produção) trabalha bem e o país tem proporcao continental, o que faz seu mercado ser bem representativo, mas de qualquer forma dividindo noaso mercado de automoveis pela area do território ou pela população, vemos que estamos bem atrás de outros paises do Brics, uma pena!

    • cepereira2006

      Em grande parte por seguirmos ideologias de esquerda atrasadas.

    • Linkera

      Foi justamente o que fez a Kia. Resolvido o problema com a justiça brasileira referente ao caso Asia Motors, a Kia poderia ter construído uma fábrica no Brasil mas, inteligentemente, resolveu investir no México que tem mão-de-obra tão barata quanto o Brasil (ou mais) e que, principalmente, possui acordos de livre comércio com diversos mercados, desde o gigante americano até o brasileiro.
      Oras, já que é pra vender carro no Brasil, que se produza este carro num país que tenha livre comércio com o Brasil e que cujo cenário seja mais favorável. É conhecido que há cotas atualmente, impostas pelo governo Dilma, mas é uma coisa que também tem prazo para acabar.
      Ponto para a Kia, que graças a uma leitura impecável do cenário global, adotou uma estratégia inteligentíssima. E pena para o Brasil, que perdeu este investimento e vem perdendo postos de trabalho dia após dia por causa de decisões mal planejadas ou tomadas para favorecer uma minoria.

    • Edson Fernandes

      Te faço uma pergunta: Diante de uma crise no setor, sua empresa esteja vendendo o esperado para o periodo e tenha em caixa esse valor dito, porém, você também ganha no mercado externo… porém seu ganho principal sempre foi o Brasil, vc deixaria de vender?

  • Maycon Farias

    Eu tenho a sensação que o pior ainda está por vir, e confesso que sou extremamente otimista kkk

    • Louis

      Governo está quebradinho! Veja os estados do RJ e RS, por exemplo, nem pagar salário dos funcionários estão conseguindo!Mas dinheiro para desviar nos estádios e parque olímpico, isso não faltou. Eu boicotei totalmente a audiência do circo das olimpíadas, tenho mais o que fazer.
      A conta chegou, chuppa banãnios.

  • Halon Ferreira

    O Brasil está parado no tempo a alguns anos, não as indústrias, mas sim o governo, vejam as grandes obras que foram feitas no Brasil, as maiores do país, vejam quem governava. População pobre e ignorante dá muito dinheiro. Vejam o que ele fazem por um sanduíche de mortadela!

  • Danillo Barros

    Tudo no Brasil começa e termina na política. Veja bem… leis rígidas punitivas de verdade, reformas: tributária, política e previdenciária. PLANEJAMENTO para redução da burocracia de maneira eficaz.
    Isso tudo de modo que não venham depois (uma anta e seu dono, amigos e partilhadores de pobreza) acabar com tudo.
    Quem vai fazer isso?

  • Fernando Bento Chaves Santana

    Toca fechar tudo e importar o que precisarmos e só vender soja, boi e minério pra pagar as contas – mas vai ter que ser muito boi minério e soja pras contas fecharem.

    A outra possibilidade é as fabricantes se tornarem de fato montadoras e passarem montar carros e caminhões com componentes 100% made in china.

    Aí depois choramos as mágoa bebendo aquela agua de milho produzida pela ambev.

    • Alligator

      Nem boi , pois o novo ministro quer acabar com as barreiras fitossanitárias, quem vai comprar boi bichado. Resposta o Brasileiro

  • Bernardo Figueiredo

    Todas as montadoras beberam da fonte que afogou a todos nós. Quando estava tudo bem queriam mais redução do IPI, mas agora que afundou o barco ninguém assume que aproveitou.

    Filho feio nunca tem dono, filho que parecia bonito tinha dono, mas quando ficou feio ai sumiu todos.

    • Zé Mundico

      Montadoras, como qualquer outra indústria, não vem para cá para fazer caridade, vem para ganhar dinheiro.
      Geração de riquezas, investimentos e empregos são consequências naturais de um ambiente de incentivo industrial.
      O problema é a alcance, intensidade e qualidade desses incentivos.
      Se a política econômica do país deu preferencia ao protecionismo com privilégios fiscais e tributários, vá reclamar de quem implantou essa política nefasta e não da empresa que seguiu o modelo do mercado.
      É jogo jogado, joga quem quer e arrisca quem pode.

      • Ernesto

        Aqui, tanto o empresário de multinacional como o pequeno empresário, todos se fodem com tanta burocracia, tantos impostos, violência, falta de infraestrutura,…
        Ficar falando mal de empresário é bem o pensamento retrógrado, de sindicalista mamador de tetas.
        Por essas que é cada vez mais complicado ser dono do próprio negócio.

  • Luciano Lopes

    Nenhuma reforma, nada vai acontecer…As medidas protecionistas de vez atrair investimentos, afasta. E triste e vergonhoso alguem apontar nossos enormes erros, e ter que admitir que o CEO esta certo

  • pgoytaca

    Reportagem da veja com previsões catastróficas, apontando como solução ajustes que serão sofridos por quem está na base. Mais do mesmo….

    • José Eduardo Borba

      Comeu sua mortadela hoje?

    • Zé Mundico

      E adivinha só quem colocou o país nessa situação?
      12 milhões de pais e mães de família desempregados agradecem a lembrança.

      • leomix leo

        Esse cálculo aí é errado, vendo que em média uma família tem 4 pessoas dentro de casa, então multiplica esse 12 por 4, são 48 milhões de bocas desesperadas e desamparadas.

        • erick

          Bom comentario! Nao sao 12, realmente sao 48 milhoes.

    • Airplane

      O conteúdo desta entrevista à Veja já vem sendo dito, pelo CEO da Mercedes, no site Automotive Business há meses.
      Não é exclusividade e nem sensacionalismo da Veja e reflete o pensamento dele, que é muito autêntico e tem a coragem de falar o que pensa

      • pgoytaca

        Coragem? Seria se ele desse essa opinião no boom do mercado, reclamar na baixa com certeza não é coragem. Ele segue como todas as empresas do ramo, o governo pode fazer o que quiser contanto que aumente meu lucro, se cair o lucro tudo que o governo fez foi errado.
        Assim é fácil, tipo comentarista de futebol que reve a jogada 3 vezes em câmera lenta e diz que seria melhor dar o passe que chutar a gol.
        Veja que não estou dizendo que as medidas do governo no mercado automotivo foram corretas, mas ir na onda quando tá bom e reclamar depois não é postura de um dirigente de uma empresa tão grande.

        • Airplane

          Ele não era o presidente da Mercedes no boom do mercado !

  • BrPb

    O mundo automotivo no Brasil vai acabar? Vou logo comprar um Corolla e me garantir. Só precisa colocar a gasolina (do pré-sal infinito) e mais nada.

    • zekinha71

      E nem precisa de óleo, teve um aqui que jurou que já viu Corolla que rodou 80K km sem óleo, e o motor não tinha um barulhinho.

      • leomix leo

        Kkkkkkk, vai começar….

  • Leo

    Extinção do setor? É blefe. Mas acredito sim numa indústria cada vez mais sucateada, se a racionalidade não voltar à economia do país.

    • Portuga Goleta

      Na Austrália a indústria automotiva vai ser totalmente 0 a partir do ano que vem, num mercado que é tão grande quanto do Brasil. Então não da pra duvidar.

  • Rômulo M.

    Uma boa dose de verdade, um pouco de exagero, mas define o que aconteceu no Brasil. Na última chance de trazer um pouco de competitividade que foi quando Hyundai, Kia e outras importadas começaram a trazer carros bem melhores que os que os brasileiros estavam acostumados e com um preço bom veio o lobby da Anfavea e o nosso desgoverno esquerdopata fechou o mercado, criou o super IPI e Inovar Auto, com a desculpa de proteger a indústria nacional e incentivar a instalação de fábricas no Brasil, com o aumento da competitividade da indústria nacional. No papel era lindo na prática só incentivou aos lucros das montadoras, estagnação, falta de concorrência e preços altos, anos depois cá estamos com falta de competitividade, preços altíssimos, demissões em massa, compradores endividados. As poucas fábricas que se instalaram por aqui operam em regime de CKD com pouco incremento tecnológico nacional.
    Brasil também colhendo o seu crescimento artificial e frágil.

    • José Eduardo Borba

      Só serviu para ajudar na inflação, com aumentos sucessivos nos preços dos automóveis! Lembra quando um Azera custava o preço de um New Fiesta sedan de hoje?

      • Alligator

        Lembra também o preço que ele foi lançado

    • Freaky Boss

      concordo

    • Linkera

      Nunca vou me esquecer do Kia Picanto que estávamos cotando para minha namorada em meados de outubro de 2011. Um mês depois o carro saltou de R$33.000 para R$40.000 “graças” ao Inovar-Auto e Super IPI!
      Resultado? Ela teve que levar um Sandero “bateu-morreu” para casa mesmo. Exatamente o que o governo queria… empurrar mais uma carroça nacional ao preço de um carro superior importado.

  • Gustavo73

    Está tudo errado? Então façam o lobby de maneira correta. Mas também mudem a maneira a agir e tratar os consultores aqui. Não acho que os consumidores sejam vítimas como alguns acho que a maneira deles agirem ajuda as coisas a se manter do jeito que está. Mas ajudem a mudar o ciclo vicioso do nosso mercado, a longo prazo garanto que não será ruim. O país é grande e tem um potencial maior do que existe hoje e no passado recente. Eu e alguns já vinham falando que se continuasse assim matariam a galinha dos ovos de ouro. Vai dar trabalho, sem dúvida mas não é nada diferente do que já fazem e mercados mais maduros. A coisa está ruim, então agora é a hora de fazer diferente. O atual modelo(que durou muito além do que se) se esgotou.

    • Tosoobservando

      Tudo que a gente estava discutindo em outro post, esta ae, a resposta!

      • Gustavo73

        Aí está a choro dele. Quero ver qual vai ser a solução que o setor irá apresentar.

        • Tosoobservando

          Choro nao, realismo. Estas medidas protecionistas foram um fracasso, como tudo do PT, so ilusão.

          • Gustavo73

            Que a gestão do PT foi só ilusão isso é claro. Mas tem choro sim , quase ou nos ajudem ou setor vai quebrar. Como disse a solução assim como o problema e multifatorial. O governo tem que mudar a política de impostos e melhorar a parte que lhe cabe no custo Brasil. Mas as empresas tem que mudar a sua postura também. Ambos tem que aprender a ganhar no volume e não na unidade. Quarenta, cinquenta por cento de impostos diretos e dez quinze por cento de lucro por unidade está muito acima da média mundial. Aumentar a produtividade para ganhar em escala também é necessário. Mas o preço precisa ser repassado ao consumidor e na tabela. Exemplo o Golf 1.6 ma tabela custa 78 mil mas é encontrado facilmente nas CSS por 69/67, o Focus 1.6 de 75 se acha por 69. Logo dá para fazer por bem menos que isso com menos impostos e um lucro menor. E nem estou pensando nos impostos e lucro de Europa e EUA. E isso vale para quase todos os setores no Brasil. Veja os preços dos smartphones no Brasil e nos EUA.

            • Tosoobservando

              Menos impostos dessa crise que estamos, isso so quase utopico.

  • Joaquim Grillo

    R$2500 reais para trocar a embreagem de uma sprinter tem alguma coisa errada ai né Dna. Mercedes????

    • pgoytaca

      Pois é.
      E o preço da Sprinter e dos caminhões leves da mb?

  • zekinha71

    Lembro que lá nos anos 90, quando a MB começou a construir a fábrica em Juiz de Fora pra produzir o 1º Classe A, o presidente da MB disse que uma fábrica só é viável com uma produção acima de 100K unidades por ano.
    Tanto que o Classe nunca chegou perto disso, e tiraram de produção e converteram a fábrica pra produção de caminhão e do CLC em CKD.
    Agora é um festival de fábrica para produzir 10K, 20K unidades por ano, tem muita coisa errada nesse setor, e tudo indica que dias muitos piores virão.

    • Louis

      Imagina a decepção da Chery, em 5 dias produzem o equivalente a 1 ano de vendas.

  • Airplane

    O mercado brasileiro tem que ser aberto.
    Fim ao protecionismo. As montadoras e os sistemistas recebem incentivos mas não os repassam aos consumidores, nem aos fornecedores e não garantem empregos. Só mamam !

    • Linkera

      Os incentivos acabaram ano passado. Só sobrou o protecionismo, que permite a elas cobrar o preço que querem pela falta de produtos de fora a preços competitivos para o consumidor brasileiro.

  • Freaky Boss

    O pessimismo da indústria está grande, e na minha visão fundamentado.
    Esse modelo econômico que o PT fez só funcionava na cabeça deles. Arrebentou com tudo.

  • Freaky Boss

    “Mas o remédio de promover incentivos para que o mercado automotivo e outros setores da economia ficassem em alta foi prolongado demais,”
    Posso completar a frase??
    “para ganhar eleição , e estourou toda a economia na maior crise econômica desde 1929”.

    • Ernesto

      Exato! Maquiaram a crise o quanto deu para ganhar a eleição. E muitos caíram direitinho.

  • Leonel

    Não precisava ser nenhum especialista para perceber que seguir o caminho do endividamento da população estava longe de ser uma saída saudável. No Brasil é assim, não se resolve o problema, se dá um “tapinha”. A própria população não colabora também. Faltam investimentos em todos os setores, mas principalmente em infraestrutura e educação, o que aumento o custo de tudo.

    Espero que o atual governo e o próximo consigam reestruturar a economia de forma plena, pensando realmente em projetos de curto, médio e longo prazo.

  • Pedro Cunha

    hehehehehehehe
    Como são dramalhões esses alemães!
    “Ui ui ui nós vamos embora! Ui ui ui o brasil vai virar um senegal…”
    Cara, eles são co-responsáveis por toda essa “k-h-da” que aí está. Fica fácil responsabilizar o governo, que por aqui é naturalmente ingerente e pródigo, mas é difícil reconhecer que as empresas que por aqui se instalam carecem de mais administração e estratégia de mercado.
    Não tiro a culpa do governo safado e sanguessuga que nós temos, mas apenas acho que é mais fácil retornarmos á monarquia do quê o setor automobilístico ser extinto por aqui.

  • ####Carlao GTS

    Fico tocado com a importância que temos na Mercedes…

  • delvane sousa

    Extinção não, mas vai haver uma depuração, regredindo no tamanho de 15 anos atrás. Não é de todo ruim, até por questões ambientais e também por falta de estrutura das cidades que estão apinhadas de carros.

  • Luiz camurça neto

    Parabenizo o executivo pelo comentário, maduro e isento. Reconheceu quando teve o aproveitamento, e comenta o que qualquer um em sã consciência já via, que o fechamento do mercado e o governo “bancando” a compra dos carros e outros bens, querendo mostrar numeros de crescimento irreais só iria gerar isso.

  • delvane sousa

    Esse modelo protecionista tá superado em todo lugar. Só traz benefícios para políticos e os carteis. Melhor se tivéssemos um mercado aberto, como no Chile onde os carros tem preços acessíveis. Quando estive lá perguntei sobre isso e me responderam: industria automotiva pra que? a gente quer é carro bom e barato. Parecem que eles estão bem melhor do que a gente nesse aspecto

    • Heisenberg

      O mercado no Chile é minúsculo… Anualmente vende 290 mil veículos. Não tem nem como comparar.

      • delvane sousa

        O que eu não entendo é isso. Se em um mercado pequeno conseguem oferecer a um preço menor, por que no nosso, 10 vezes maior tem os maiores preços do mundo.

        • Heisenberg

          Além de n fatores… Se o mercado aceita tal preço por que reduzir? Como muitos já falaram, as empresas buscam o lucro máximo possível.

          • Tosoobservando

            Mas ta ae a e resposta na materia, o mercado nao aceita, tanto que esta quebrado.

            • Heisenberg

              Aceitam com reduções migalhas… E com o fim dos créditos poucos abraçarão a “enciclopédia” de pagamento.

  • Rafael Trindade

    Rumo a Venezuela, é o destino do brasil, por escolha de nossos governantes, parece um caminho sem volta mesmo!

    • Ernesto

      Com a saída do PT creio que não. Um exemplo? A redução dos ministérios e a demissão de várias pessoas em cargos de “confiança”.
      Vai demorar, mas devemos superar essa crise.

      • Alligator

        Eles estão trocando daqui pouco volta todos os CCs, sei disto pq no RS foi a mesma coisa

      • cepereira2006

        O discurso até foi esse, mas não vi isso acontecer na prática. Mudaram o nome de “Ministério” para “Secretaria”, com pouca ou nenhuma redução de estrutura. É o que todo mundo quer, este corte de gastos, mas até agora tá só no discurso.

        • Ernesto

          Isso é o que eu li recentemente sobre a redução: “A medida provisória de número 726, estabeleceu que sejam reduzidos de 32 para 26, o número de ministérios do governo federal. Haverá ainda corte substancial de cargos em funções comissionadas.”

          • cepereira2006

            Que bom, tomara que seja colocado em prática. Precisamos disso e muito mais.

  • Linkera

    “A montadora diz que só percebeu muito tempo depois que o negócio iria prejudicar o mercado como um todo, quando a crise deixou de ser momentânea e se transformou em longa e duradoura.”
    Eu não sei o que se passa com o planejamento estratégico dessas montadoras. Eu não sou nenhum especialista e eu já via em 2011 que este boom não era sustentável. Protecionismo contra o mercado externo + Incentivo fiscal + aumento do crédito + redução da taxa de juros = crescimento não sustentável.
    As montadoras viram este boom e correram para investir nas fábricas, aumentando quadro de funcionários, maquinários e até mesmo abrindo novas plantas. O que não enxergaram é que aquilo não passava de uma bolha e uma hora ela ia estourar, pois bem… agora estourou.
    O mercado precisa se regular sozinho, se toda hora o governo vem e decide mudar a regra no meio do jogo, é claro que alguém vai sair prejudicado.
    A próxima presepada vai ficar por conta do Inovar-Auto que, acredito eu, em breve será extinto. Não sei o que vai acontecer com as montadoras que se instalaram aqui para se beneficiar deste protecionismo (Land Rover, BMW, Chery, Audi…) porque, se o Super IPI for extinto pelo governo atual, os veículos produzidos aqui perderam competitividade pois será mais rentável importar do que produzir aqui.

    • Raimundo A.

      Importar vai depender do câmbio. Se o Real manter desvalorização elevada, o investimento local com elevação de índice de nacionalização será melhor, e a depender da unidade, a mesma pode exportar produtos para o Mercosul, ou até evitar novos investimentos nas linhas de maior demanda no exterior para elevar a produtividade local. A BMW está fazendo isso exportando para complementar vendas no mercado americano, salvo engano.
      A Scania relatou que irá exportar a nova geração dos produtos quando forem feitos aqui para atender alguns mercados complementando linhas de produção europeias.

      As marcas premium, para mim, ganham em manter produção local, embora a sustentação depende de várias análises. O pesa é a alta carga tributária, mas alguns tipos de custos seriam inferiores aqueles europeus, então elas de alguma forma economizam mantendo boa margem de lucro, e por ser nacionais, os donos de veículos premium tem uma menor preocupação no pós-venda.

      No caso da Chery, o problema é outro. O consumidor mantém a desconfiança sobre os produtos que são sem graça ainda que feitos aqui, então a produção local para ela, penso que não surtiu efeito, e deve ter apostado nessa estratégia in loco apenas para ter vantagens com o IPI. Poderiam exportar produtos a partir daqui, mas dá a entender que também não é viável, pois os custos dos produzidos no exterior no caso dela parecem ser bem menores. Não fizeram como fez a Hyundai, esta muito facilitado com a fama que ganhou nos produtos mais caros, desenvolver um veículo focado no gosto nacional reduzindo assim chances de não ir bem nas vendas.

      Enganam-se como eram comentários anteriores, a vinda de marcas chinesas atenderiam a certas regiões do país como o nordeste, em tese porque custariam menos e povo desta mais pobre poderia comprar. A região citada não mostra isso, e pelo contrário, marcas premium é que estão crescendo.

      Em suma, não adianta chegar ao país e ofertar qualquer coisa, pois o povo pode não comprar e nacionalizar não irá resolver o problema. Nacionalizar, todavia, pode consolidar boas vendas de produtos consagrados, e, dependendo do cenário econômico geral, o que era apenas para atender ao mercado local passa a ser matriz para países vizinhos. Obviamente, se o cenário fica insustentável, como já ocorreu no passado, por vezes, erro de estratégia de alguns fabricantes, descontinuam a oferta da produção in loco, mas vale ressaltar, que os benefícios concedidos tem contrapartidas com prazos estabelecidos, e se houver descumprimento, haverá multas e restituição dos valores deixados de serem pagos, sendo proteção contratual válida minimizando falhas anteriores onde fabricantes se instalavam para produção local recebendo várias regalias para depois virarem elefantes brancos, fora impostos abdicados.

  • Castle_Bravo

    Quem não estuda história está condenado a repeti-la. Dilma, que por incrível que pareça é formada em economia, repete os mesmos erros do governo Geisel de 1974 / 1979 ao enfrentar uma crise externa, exatamente o mesmo “remédio” que levou-nos à “Década Perdida” dos anos 80. O pior ainda não veio, infelizmente.

  • Raimundo A.

    Se o mercado é aberto viabilizando produtos importados com preço mais competitivo, a indústria nacional reclama da concorrência desleal e cobra taxação ou redução de tributos. Reduzir os seus altos lucros que é bom, nada.

    Enquanto o governo, e concordo, erroneamente cedia redução de tributos em vários segmentos incentivando altos volumes de vendas tentando compensar a redução da arrecadação com volume delas, era tudo uma maravilha. Deixou de dar incentivos significativos sobre o IPI forçando a implantação de novas fábricas e investimento em tecnologias para evitar o SUPER IPI, e em parte surtiu efeito.

    Todavia, a crise perdurou, os empregos se foram, e o mercado estagnou, mas várias montadoras com itens de produção importados não deixaram de repassar os aumentos com a desvalorização cambial cujo ano passado houve sucessivos por várias delas e ainda continuam. Se um produto ganha equipamento, o preço superior vem junto, ou seja, não sai de graça.

    Recuperar a economia não é fácil e estabilizar a inflação, idem, até porque os próprio fabricantes contribuem com o aumento de preços mesmo com vendas baixas.

    Como resolver o problema, se aumentar a competitividade com produtos importados é ruim e incentivar o mercado interno com políticas tributárias também?

    No caso da Mercedes, ele preferiu no segmento extra-pesado, trabalhar sobre o atual Actros ao invés de trazer o modelo Euro 6, que ainda está em testes por aqui. Enquanto isso, a Volvo trouxe o design Euro 6 e vejo bastante nas rodovias. A DAF, novata aqui, veterana na Europa, tem crescido com foco no pós-venda, pois bom produto ela tem.

    Se a longo prazo há risco de não ter indústria automotiva aqui, não sei se é bom ou ruim. O Chile praticamente não tem, mas oferta de veículos lá é superior a nossa e não parecem pagar o absurdo que nós pagamos e só vemos piorar. Há cinco anos, um sedan médio bom custava por volta de R$ 60mil e um popular, em torno de R$ 30mil. Hoje, a partir de R$ 80mil e R$ 40mil, e no andar da carruagem, deve subir mais, mas o povo também não dá um basta e para de comprar para ver se baixam os preços. Vendas baixas com veículos caros sustentadas por pessoas que adoram ter o novo na nossa situação alimenta o cenário ruim de preço, e quando a economia melhorar, aqueles que voltarão a comprar irão pagar ainda mais, haja vista que uma vez o preço alto, os fabricantes não costumam reduzir com a elevação da demanda. Pelo contrário, se der para aumentar, farão, pois acelerá-la o retorno para cobrir prejuízos nas vacas magras.

  • carnero

    Só li verdades…
    Porém oferecer 100k para pedir demissão e ainda sair no lucro é admirável

    • Raimundo A.

      Sim, por que demissão sem justa causa é cara, mas manter vários funcionários ganhando salários sem trabalhar e não havendo retorno sobre as vendas para manter os custos deles, deve ser maior ainda.

  • Mauro Schramm

    Lágrimas de crocodilo, certamente. Na certa está lançando a próxima cartada.

    • Zoran Borut

      E dá-lhe incentivos fiscais e financiamentos públicos.

  • Zoran Borut

    Depois de baterem recordes históricos de venda, vem choramingar e repetir o mesmo discurso que grandes empresas repetem há décadas: “tem que reduzir gasto com previdência, tem que investir em infra estrutura”.

    Sobre os 500 bilhões de reais sonegados anualmente no país, ninguém fala uma única palavra. Sobre a grande desigualdade salarial dentro das empresas aqui instaladas, que alimenta a desigualdade social e impede a expansão do mercado consumidor interno, também nenhuma palavra. Queria ter visto esse cara comparar a desigualdade de salários no Brasil e na Alemanha.

    Multinacionais, enfim.

    • Ernesto

      Por acaso você acha ruim multinacional vir para o Brasil para ganhar dinheiro? Sim, ganhar dinheiro. Esse é o objetivo de qualquer empresa, seja nacional ou de outro País.

      • Zoran Borut

        O dinheiro que uma multinacional ganha vai favorecer a economia de qual país?

        • Ernesto

          Vamos ver se eu entendi. Você é contra as multinacionais? Mas de onde você está escrevendo? De um aparelho celular ou de um computador/notebook fabricado por uma empresa nacional por acaso? Deixe de ser ingenuo. A população no geral se beneficia com a tecnologia das multinacionais. Além do que, as multinacionais investem, trazem emprego, não é pura exploração como você acredita.

          • Zoran Borut

            Não, você não entendeu. Pense mais um pouco.

            • Ernesto

              Sei…daqui a pouco você vai dizer que eu preciso estudar mais.

              • Zoran Borut

                hmmm… já que você deu a ideia, poderia ir estudar um pouquinho sobre controle de capitais, reinvestimento, remessa de lucros ao exterior e tributação sobre elas, o histórico das isenções de alíquotas feitas por Collor e FHC, a importância de tais controles sobre crises especulativas como a de 2008 e temas afins.

                Porque o que eu falei foi justamente sobre todo o dinheiro ganho aqui ser enviado para sustentar a economia e o padrão de vida de outros países, sem beneficiar o local. Multinacionais buscam mão de obra barata e incentivos com dinheiro público para instalar suas fábricas e lucrarem o máximo possível. O governo que invista dinheiro público na qualificação de mão-de-obra, o governo que invista dinheiro público para isentar as fábricas de impostos como incentivo, o governo que invista dinheiro público para financiar essas fábricas – e o lucro pode ir todinho para fora.

                • Ernesto

                  Rsrsrs.
                  Realmente você tem uma visão limitadíssima quanto a empresas estrangeiras.
                  Quer dizer que a culpa é delas é não do Governo que abriu as pernas para elas?
                  Zoran, fico por aquilo já que essé seu pensamento é igual a dos vermelhinhos que culpam os EUA por tudo.

                  • Zoran Borut

                    Depois elogiam o Chile…

  • Alexandre Prado

    Chorando de barriga cheia essa Mercedes

    • André Flandres

      A conferir. Se estiverem mesmo de barriga cheia, não terão por que diminuir a produção a ponto de vislumbrar a possibilidade de encerrar de vez as atividades.

  • paulo sergio berezovski

    Como sempre graças aos malditos burocratas o povo vai tomar naquele lugar,isso é bom pros idiotas verem o que estado causa,alem de roubar as riquezas de quem produz ele cria formas de impedir as pessoas de crescerem

  • Heisenberg

    As mesmas empresas q estão agora reclamando da queda são as mesmas que fizeram o lobby para mudar a regra do jogo… Sem nenhuma intervenção carros, caminhões (e afins) coreanos e chineses entrariam a rodo. As empresas “nacionais” (MB uma delas) ficariam fazendo jogo ameaçando fechar a indústria e demitir meio mundo de trabalhador. Não adianta, qualquer um dos lados iria jogar com governo.

  • Roberto

    Uma reportagem da Veja só podia vir com esse papo liberal calhorda, ora, a Mercedes vem chorar as pitangas, tava tudo bem quando tinha incentivos do governo, agora tá chiando. Esse é o custo das empresas multinacionais de capital especulativo, são obrigadas a valorizar suas ações, um caminhão nunca pode baixar de preço, porque a moeda (caminhão) tem que valorizar acima do que o banco paga, isso vale para todas as empresas de automóvel, nada de benefício para a população, seria o momento de a Mercedes reduzir seus lucros proporcionar uma linha de crédito acessível. Mas não, picas pro pequeno investidor e trabalhador! Como isto está fora de questão, os amigos liberais que também são trabalhadores ou empresários fulecos acham que devem enriquecer a Mercedes e destruir a CLT, esse discurso só interessa a 1% dos mais ricos. Isso aqui não é discurso socialista isso é discurso de sobrevivência e manutenção de direitos. Sempre o mesmo jogo, “nos vamos demitir”, “nos vamos embora”, ameaças para que o governo salve a pobre Mercedes! Vão se catar, vão embora de uma vez seus podres calhordas, vão vender caminhão na China ! Há lá não vende, então fica e faz algo pelo país ao invés de só sugá-lo seus mercenários sangue-suga da Mercedes!

    • André Flandres

      E é você quem vai produzir os caminhões que a Mercedes deixará de produzir por aqui, com a mesma qualidade, e vai vendê-los a preço de banana para fazer caridade?

      • Roberto

        Com certeza é só me dar uma fábrica de presente, é mais ou menos o que estas empresas exigem para virem para cá.

        • André Flandres

          Ahã…, e elas também não investem absolutamente nada, não empregam ninguém e obrigam os consumidores a comprar seus produtos. Bom mesmo é pagar e prestar tributo a governo, que é algo que a gente faz por livre e espontânea vontade.

  • Roberto

  • Roberto

    Uma reportagem da Veja só podia vir com esse papo liberal calhorda, ora, a Mercedes vem chorar as pitangas, tava tudo bem quando tinha incentivos do governo, agora tá chiando. Esse é o custo das empresas multinacionais de capital especulativo, são obrigadas a valorizar suas ações, um caminhão nunca pode baixar de preço, porque a moeda (caminhão) tem que valorizar acima do que o banco paga, isso vale para todas as empresas de automóvel, nada de benefício para a população, seria o momento de a Mercedes reduzir seus lucros proporcionar uma linha de crédito acessível. Mas não, picas pro pequeno investidor e trabalhador! Como isto está fora de questão, os amigos liberais que também são trabalhadores ou empresários fulecos acham que devem enriquecer a Mercedes e destruir a CLT, esse discurso só interessa a 1% dos mais ricos. Isso aqui não é discurso socialista isso é discurso de sobrevivência e manutenção de direitos. Sempre o mesmo jogo, “nos vamos demitir”, “nos vamos embora”, ameaças para que o governo salve a pobre Mercedes! Vão se catar, vão embora de uma vez seus podres calhordas, vão vender caminhão na China ! Há lá não vende, então fica e faz algo pelo país ao invés de só sugá-lo seus mercenários sangue-suga da Mercedes!

    • André Flandres

      E é você quem vai produzir os caminhões que a Mercedes deixará de produzir por aqui, com a mesma qualidade, e vai vendê-los a preço de banana para fazer caridade?

  • OtarioBrasileiro

    É o governo brasileiro corroborando com o meu apelido: Otário Brasileiro! O Brasileiro acha que é malandro, mas na verdade é mané! Tenta dar jeitinho e ele mesmo acaba se ferrando. Esta política automotiva foi mais um jeitinho neste país da gambiarra!

  • André Flandres

    Chamar o governo anterior de “bastante conservador” é apostar numa confusão conceitual dos diabos. Só se, por “conservadorismo”, o redator entenda práticas econômicas heterodoxas que remontam aos tempos das economias soviéticas planificadas. Em qualquer outro sentido, o termo usado não poderia estar mais longe do que foram os governos petistas, sempre bastante sintonizado com a agenda progressista moderna, senão exatamente em matéria de macroeconomia, em todos os demais campos.

  • Daysan Medeiros

    Kkkkkk reportagem cheia de contradições, comparações equivocadas e tendenciosa…

    Quando o setor automotivo Brasileiro não foi protecionista?

    Falar de Alemanha… como o Brasil vai abrir seu mercado sem eficiência produtiva e inovação? Vai competir de igual para igual com quem?

    Pq produzen em sistema de SKD ou CKD… inovacar tentou mudar isso em vão…

    Esqueceu de mencionar a inflação de custos ou oferta… que realmente o protecionismo é culpado… junto com o oligopólio, faz com que as empresas aumente o preço do produto acima do preço de custo….

    Estamos em uma crise… essas tendência são extremistas… no fim passa mão no novo governo…

    Esee vai abrir mais subsídios? Vai abrir o mercado? E os empregos? Qual retorno de investimentos as empresas farão para aumentar a inovação interna? Fica em aberto… e sem explicação… meio tendencioso…

  • Tosoobservando

    Ou seja mais uma vez perdemos o bonde da história do progresso, ordem e progresso vai continuar so na bandeira…

  • CanalhaRS

    Amiguinhos, são tantas coisas erradas que foram feitas no passado e continuam sendo feitas hoje que não há mais volta.
    Qualquer país que sonha ser potência econômica precisa ter um governo que trabalhe por seu povo, visando seu desenvolvimento. E não falo de um conceito socialista, eu quero dizer devolver todo o dinheiro pago em impostos com educação de qualidade, infra estrutura, saúde, incentivo a competitividade, etc.
    No Brasil, os governos trabalham para arrecadar o máximo e explorar a população. É uma mentalidade quase de empresa, um absurdo, está tudo errado.

  • jkpops

    Engraçado que eles não admitem que fazem praticamente um monopólio. Liderado pela montadora e pelos grupos empresariais de ônibus. Como os grupos Ruas,Br mobilidade,Jacob barata Sambaíba entre outros que são concessionários MB e impõem que outras empresas menores comprem chassis MB. E aqui em são paulo ainda obrigam que 90% (por baixo) comprem carrocerias Caio de grupo ruas, que detêm mais de 50% do transporte na cidade de São paulo..Duvido que venha um prefeito ou prefeita que acabe com essa patiaria que há decadas vem imperando aqui em são paulo todos sabem quem serão os vencedores desta licitação. Serão os grupos Ruas,NSO,Sambaiba, e aquele conglomerado de empresas menores essas sim merecedoras de estarem prestando o serviço como Tupi,Gatusa,gato preto e transkuba e aquelas ex-cooperativas que s´mente tem nome de empresa mas são a mesma mer.a de sempre..e me corrijam se eu estiver errado

  • André Maia

    Difícil é botar isso na cabeça de um esquerdista.

    • Renato Dias

      Difícil é botar algo na cabeça de um esquerdista.

  • oscar.fr

    Rindo até agora. Empresário adora mamar na teta do governo e arrotar liberalismo.

  • erick

    Como assim? Nao houveram investimentos em infraestrutura?
    COPA e OLIMPIADAS foram grandes investimentos em infraestrutura, fora os portos, estradas e hidrelétricas construidas em outros paises sul americanos e africanos. Marcelo Odebrecht e cia que o digam…

  • Cristiano Moura

    É de chorar a quantidade de analfabetos políticos alimentados pelo chorume da Veja que se pode ver nesses comentários. A classe média é realmente o problema desse país…



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