
Antes de 1997 – ano em que todos os veículos nacionais passaram a sair com catalisador e sonda lambda – os automóveis não tinham muita proteção contra emissões de poluentes.
Hoje em dia, o mercado está em alta com a redução do IPI, que dita o movimento das vendas em níveis que superam o melhor de todos os anos na história do país, o ano de 2008.
Neste panorama, com tamanha saída de novos veículos as ruas, deveria haver uma frota bastante reduzida de veículos antigos, sendo a maioria produzida antes de 1997.
Pois bem, de antes de 1997 temos hoje circulando e poluindo a atmosfera pelo país, cerca de 3 milhões de veículos! Isso mesmo! Um número superior ao vendido em um ano.
Mas no patamar que vão as vendas, seria natural que em apenas um ano de vendas todos eles poderiam ser substituídos, não é mesmo? Mas não é bem assim.
Primeiramente não há uma política de renovação da frota. Existe uma política de inserção de uma nova frota, mais moderna e limpa.
O que acontece é que se acrescentam mais carros aos que já circulam, ao invés de substituir os mais antigos e poluentes.
Segundo a Umicore, associação dos fabricantes de catalisadores, por ano cerca de 600 mil carros antigos deixam de circular, sendo que no mesmo período são inseridos mais de 2 milhões de modelos novos.
Assim, seria natural que em apenas cinco anos toda a frota de 3 milhões de veículos anteriores a 1997 deixe de circular.
Embora muitos saíam das ruas, muitos outros ainda são mantidos pelos proprietários por razões variadas.
Não há legislação que obrigue os proprietários de carros mais antigos, trocarem seus veículos por novos. Aliás, nem deveria haver.
Quem gosta de seu modelo antigo e quer preservá-lo inteiro e em ordem, tem todo o direito assegurado pela lei.
Muitos destes veículos anteriores a 1997 são movidos a álcool, o que reduz em até 59% os níveis de gases tóxicos emitidos em relação aos modelos a gasolina.
Mas muitos não ligam a mínima e usam seus carros de forma inadequada, não tendo os devidos e necessários cuidados básicos na manutenção dos seus veículos.
Estes são os que mais poluem e contribuem para um ar ruim de se respirar. Isso sem contar em outros riscos, como a falta de segurança para seus ocupantes e terceiros.
Fonte: Umicore.
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KamatsuKyoto
3/07/2009 as 19:44
O meu é um 95 a álcool. :-)
Luis.J.R.
3/07/2009 as 20:42
Bom o negocio é usar alcool né!Até que alcool tá barato.
Letto
3/07/2009 as 21:52
O meu é 95 e é menos poluente que os flex, aliás basta ver o consumo dos flex, para ver que qualquer carro com injeção antes dos flex são mais economicos, agora quanto a poluição, realmente carrros mais velhos e mal cuidados tendem a poluir mais, o problema é que muitos donos de carros ditos novos acham que seus carros estão ótimos por ser de 2000 para cima e não fazem a devida manutenção, ai vemos carros ditos novos aparentemente não poluentes poluindo a bessa!
Tem que ser que nem no Japão, quer ter carro, passe obrigatóriamente numa revisão, e se o carro for mais antigo, mais severa ainda a revisão, carro velho pode, mas em ordem!
renzohenriques
3/07/2009 as 22:46
Em um mundo onde as pessoas gastam seu dinheiro (na maioria das vezes difícil de se conseguir) comprando cigarros, qualidade do ar é um assunto que não tem importância para muita gente…
ZeroKelvin
3/07/2009 as 22:56
Mantenho minha botinha 89 em ordem, se fica ruim não sai da garagem até ficar zerado de novo, sem “gatilho”. Mal de brasileiro é querer economizar em tudo, um gatilhozinho alí, um arame aqui, e por aí vai.
Não é à tôa que tem trocentos fumantes sobre rodas por aí!
Marlon
4/07/2009 as 17:11
O problema para renovar a frota é o PREÇO do carro novo por aki, é um GRANDE absurdo……………………………………………!
Rafah990
6/07/2009 as 09:26
2 milhões de carros por ano? tomara que seja uma estatística mundial… pouco provável se fosse no Brasil. Precisa-se vender 170 mil carros por mês pra chegar nisso.