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Nos EUA, Uber e Lyft apostam em transporte coletivo

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Parece que o serviço de transporte particular por aplicativo não tem mais limites. Seja na terra ou no ar – ainda não temos conhecimento por mar – basta utilizar o smartphone para obter uma corrida mais barata que o transporte tradicional.

Agora, nos EUA, uma nova modalidade abre um novo leque de possibilidades. Uber e Lyft, empresas que atuam através de aplicativos, agora apostam no transporte coletivo, mas operando de forma diferente daquela realizada com automóveis.

O programa ainda é experimental e está sendo executado em duas cidades (Condado de Pinellas e Altamonte Springs) da Flórida e uma no Colorado, esta última em Centennial, subúrbio de Denver.

Em todos os casos, as administrações locais firmaram uma parceria com Uber e Lyft para operação de linhas de baixa demanda mediante subsídios. Das 48 linhas de Pinellas, duas foram excluídas e o Uber assumiu, tendo a prefeitura arcado com 50% do custo, enquanto o restante será pago pelo usuário. O limite do subsídio é de US$ 3,00.

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Apesar da ajuda, a administração municipal de Pinellas deve gastar um quarto do montante normalmente desembolsado para operação de ônibus regulares, o que significa US$ 40 mil por ano. Ainda na Flórida, Altamonte Springs o subsídio é de 20%, mas pode chegar a 25% em linhas conectadas com estações de trens.

Já em Centennial, Colorado, a Lyft opera carros no lugar dos ônibus. Com isso, o gasto da prefeitura com o transporte cai para um quinto dos US$ 20 normalmente disponibilizados pelos cofres públicos para cada viagem entre o bairro de Denver e a estação de trem mais próxima. Estima-se em 280 viagens por dia, seis vezes mais do que com os ônibus.

Ainda assim, há dúvidas sobre como usuários sem smartphone poderiam utilizar o serviço, bem como a acessibilidade dos veículos, que atualmente não são adaptados. Além disso, existe o temor de que muitos abandonem o carro e alimentem mais o novo serviço, o que obrigaria o retorno da frota convencional.

A ideia é que serviços por aplicativo atendam apenas rotas de baixa demanda, onde o custo do poder público é maior. No México, o Uber já testa a ideia – batizada de UpperBus – com um ônibus de dois andares e até 2018, espera-se testes em três cidades. Na Cidade do México, a tarifa será equivalente a US$ 4,85, pagos através de cartão de crédito, débito, PayPal ou transferência bancária. Aqui, algo assim ainda não foi testado.

[Fonte: Adamo Bazani/Blog Ponto de Ônibus/PanAm Post]





  • zekinha71

    Já pode vir pra SP, afinal a prefeitura já banca 1 bilhão das empresas de onibus.

  • Maycon Farias

    Só desejo o sucesso para eles.

  • Mumm Rá

    KKKKKKKKKKKKKKK só falta motoristas de ônibus ( por iniciativa própria ou mandados por seus patrões ) tentarem ” fechar ” ou ” jogar ” seus ônibus contra os ” UBERÔNIBUS ” KKKKKKKKKKK

  • Debraido

    Iniciativa privada = eficiência e menor custo.

    Nada mais a comentar.

  • delvane sousa

    E a força do mercado e da inovação trazendo beneficios para a população. Aqui no Brasil não vai ser fácil, esse setor é um verdadeira cartel, onde os grupos de interesse$$$ é muito mais forte que os taxistas. Espero que dê certo, pois um melhor transporte e igual a melhor qualidade de vida

  • Diego Lip

    Não vai rolar no Brasil, transporte público funciona mediante à concessão pública. No caso citado ali, só funciona para linhas pequenas e de baixa demanda.

  • paulo sergio berezovski

    Tem que privatizar todo tipo de transporte coletivo e deixar a concorrência fazer o milagre que todos conhecemos,preço baixo e serviço de qualidade

  • Ilan Oliveira

    Isso é quase um Frescão, a diferença aí, é que não pertence a mesma empresa que opera as linhas convencionais.

  • ‘Eduardo Oliveira

    Quando chegar em São Paulo, preparem-se!
    As empresas de ônibus irão atacar em peso. KKKKKK’ Via Sul, Santa Brígida, Sambaíba, Viação Campo Belo, Transpass, MobiBrasil, Tupi e entre outras. HAHAHAHA’



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