O desperdício de espaço que são os estacionamentos

07/02/2016

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Quanto mais carros em circulação nas cidades, maior é a necessidade de espaços para estacionamento. No entanto, por mais que se construam tais locais reservados, parece que sempre faltarão vagas.

De qualquer forma, estudos apontam que os estacionamentos são de fato desperdícios de espaço. Para cada novo empreendimento, a área para estacionamentos tem d ser enorme, algumas vezes igual ou maior que a área construída para o fim comum.

Nos EUA, por exemplo, estima-se que o total de vagas de estacionamento ocupe uma área de quase 10,5 mil km2, quase o tamanho do estado de Connecticut. Essa pesquisa foi feita em 2011, quando circulavam no país em torno de 253 milhões de veículos. Na mesma época, existiam pelo menos 1 bilhão de vagas no território americano. Ou seja, quatro vagas para cada veículo.

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O problema de toda essa área é que ela é subutilizada, pois em 95% do tempo, os automóveis estão parados, seja perto do trabalho, escola, lazer ou compras. Além de esteticamente inadequado, os estacionamentos também ajudam a ampliar as emissões de poluentes, já que em média um motorista gasta 20 minutos para achar uma vaga.

Nos EUA, a busca por vagas de estacionamentos gera uma queima de 47 mil litros de gasolina e 730 toneladas de CO2 por ano. Com poucas sombras, a grande área asfaltada – quando não coberta – aumenta a temperatura do local e consequentemente contribui para o aquecimento da cidade, gerando bolhas de calor e suas evidentes consequências negativas para o clima local.

Além dos efeitos climáticos e ambientais, os estacionamentos também aumentam os custos dos empreendimentos, seja na aquisição de um imóvel ou seu aluguel. Neste último caso, inquilinos de Seattle, por exemplo, pagam em média 15% do contrato em vagas de estacionamento, com ou sem utilização.

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Em cidades antigas, espaços públicos de estacionamento geram custos que podem ou não ser repassados para todos os habitantes, independentemente de terem ou não automóveis. Isso depende de cada administração. Mas há um porém. Se as vagas de rua não são cobradas, a prefeitura é quem paga por elas. Por isso, algumas localidades cobram, o que ajuda a desestimular o uso do automóvel.

Outros estudos apontam para a má gestão dos estacionamentos, já que os mais novos em geral são muito maiores do que as necessidades reais do empreendimento. Ainda em Seattle, descobriu-se que 37% das vagas residenciais ficavam desocupadas durante a noite, quando se esperaria que estivessem completas. Ironicamente, a gestão municipal determina um número mínimo de vagas para carros nas residências, mas não um número de quartos.

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Com o passar dos anos e o aumento não controlado do tamanho das cidades, fez com que o proprietário de automóvel fosse cada vez mais impelido a usá-lo no meio urbano e, consequentemente, procurar uma vaga em estacionamento. Em centros densamente habitados, a solução foi a construção de garagens subterrâneas ou mesmo edifícios garagem. O impacto ambiental não é muito menor que os abertos, mas os custos são bem maiores.

Nos EUA, a promessa no passado era de que haveria muitas vagas gratuitas, estimulando o uso do automóvel e o mercado que necessitava de cada vez mais volume. Hoje, estima-se que 76,4% dos trabalhadores americanos moram na mesma cidade de seus empregos e fazem uso diário de seu automóvel. Apenas 7,8% usam transporte público.

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No mundo

Um estudo global, apontou surpreendentemente que o crescimento uso do automóvel diminuiu com o passar dos anos. De acordo com essa análise, nos anos 60 o uso do automóvel cresceu 42%, mas nos anos 80 caiu para 23%. Entre 1995 e 2005, a alta foi de apenas 5%. Algumas cidades importantes apresentaram queda no uso do carro, tais como Londres (-1,2%), Atlanta (-10,1%) e Houston (-15,2%).

Nesse período, houve um aumento expressivo no preço dos combustíveis, o que desestimulou seu uso. No entanto, agora o problema é ambiental e as restrições para circulação ajudam a reduzir o uso do carro no dia a dia. Na outra ponta, o transporte público melhorou e muitas pessoas passaram a trabalhar de bicicleta ou a pé.

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Mas, atualmente com a gasolina barata na maior parte do mundo, as pessoas são estimuladas novamente a usar mais seus carros e consequentemente, os estacionamentos. Isso é verificado em maior parte nos EUA, onde até a venda de determinados tipos de veículos é orientada pelo preço do galão de gasolina.

No entanto, de 2001 a 2009, o número de milhas percorridas anualmente caiu 23%, no caso de motoristas com faixa etária entre 16 e 34 anos. Em 1983, 87,3% dos jovens até 19 anos tinha carteira de habilitação, mas em 2010 esse percentual caiu para 69,5%. A nova geração de jovens está mais conectada com o mundo e conscientizada dos efeitos ambientais decorrentes do uso do automóvel.

Então, meios alternativos de transporte e mesmo o trabalho em casa, foram caminhos que fizeram muitos jovens a abandonar a ideia de ter um carro. Isso foi um dos motivos que levou ao fim da marca Scion, dedicada a esse tipo de consumidor. Já os consumidores de maior faixa etária estão mais propensos a usar o carro com mais intensidade.

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Meios alternativos

A solução para redução do impacto negativo dos estacionamentos no meio urbano e naturalmente do uso do automóvel reside nos meios alternativos, tais como serviços de carona paga e carros compartilhados, por exemplo. Estudos apontam que o futuro da mobilidade urbana não reside na propriedade privada. Ou seja, indicam o quase fim do automóvel particular.

As montadoras já sabem disso há algum tempo. O leasing é uma forma de não propriedade, embora o cliente faça uso bem particular do veículo. Mas, já existem montadoras que permitem aos donos alugar seus carros para terceiros.

No futuro, há programas em andamento que planejam as vendas para serviços de compartilhamento em primeiro plano, embora se reconheça que uma parcela dos consumidores ainda desejará ter seu próprio carro em casa.

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Com a diminuição do uso do carro, algumas cidades converteram áreas de circulação de automóveis em parques públicos, tais como Seoul e Nova Iorque, atraindo até milhões de turistas a mais todos os anos e diminuindo inclusive a temperatura no meio urbano. Projetos para conversão de estacionamentos, ruas, avenidas e ferrovias em parques já existem em muitos lugares.

No meio oeste americano, há cidades que querem construir habitações em largas avenidas, aproveitando a área ainda disponível com um fim melhor que estacionamento ou via de tráfego. Em Nova Iorque, existem 102.000 vagas públicas até a rua 60. A área total, por exemplo, é equivalente à metade do Central Park. Então, a conclusão é que ainda existe muito espaço ocioso no denso meio urbano da Big Apple.

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Mas para que tudo isso possa virar parques públicos, hospitais, habitações e outros empreendimentos sociais, é necessário o desestímulo ao uso do automóvel nos grandes centros com um transporte mais eficiente. Investimentos em metrôs, trens, ônibus, carona paga e compartilhamento estão sendo aplicados em muitas metrópoles pelo mundo.

Rodízio, pedágio urbano, redução de velocidade e tamanho das vias, estacionamentos públicos cobrados, entre outros, são muitas vezes utilizados para reduzir o número de veículos em circulação sem alternativas viáveis para que os motoristas sejam estimulados a deixarem os carros em casa. Sem outra opção mais eficiente, eles pagam a conta ao não abrirem mão de seus automóveis. Assim, ao invés de se resolver o problema, a administração urbana o torna ainda maior.

[Fonte: Mother Jones]









  • Mr. Car

    Pronto, demorou! Arranjaram mais um motivo para implicar com os carros. Não existe ganha-ganha. Até remédio tem efeito colateral. Daqui a pouco vão começar a implicar com os donos de casas, pois onde está uma casa com um belo quintal, poderia estar um prédio de apartamentos, onde caberia muito mais gente. Só que aí, alguém ia chiar que a estrutura urbana local não suporta uma concentração demográfica daquele porte, que o supermercado está sempre lotado, que o pãozinho da padaria acaba muito antes do que acabava quando o bairro só tinha casas, etc, etc, e blá, blá, blá. O mundo está ficando um porre!

    • Diego Lip

      Comentário tosco, ninguém vai começar a implicar com casas, não tem como comparar. Hoje se construir uma nova avenida, será uma nova avenida engarrafada. A questão ambiental está pegando muito forte nas cidades, os engarrafamentos estão cada piores e não existe varinha mágica pra resolver isso tudo. O negócio é transporte coletivo e transporte sustentável.

      • Mr. Car

        Tosco é o transporte coletivo. Sujo, desconfortável, inseguro, sem pontualidade, com linhas mal planejadas, caro para a imensa maioria dos usuários, e também polui, caso você não tenha visto a fumaça que saí dos escapamentos dos ônibus, especialmente os velhos e desregulados. Quando você resolver tudo isto, me procura Sr. “Sustentável”, que a gente volta a discutir o assunto. Até lá, vou de carro mesmo.

        • Diego Lip

          Melhor ficar acomodado e não fazer nada, apenas esperar. Muito certo isso, claro. Aí entendemos o porquê da qualidade dos transportes, as pessoas não brigam por algo melhor. É a mesma coisa que se aplica ao sistema cicloviários, ao menos lá tem havido investimentos. Mas não se preocupe, fique no carro e aguarde, além do rodízio, a vinda do pedágio urbano.

          • Lorenzo Frigerio

            O pedágio urbano, aqui, não passa. Não existem túneis sob a Cidade para o trânsito de passagem, tampouco transporte de massa de qualidade. Falo em METRÔ de ampla cobertura, com ESTACIONAMENTOS a preços módicos junto às estações. Só isso para enxugar o trânsito.

            • ricmoriah

              Já existe no Rio.

            • Diego Lip

              Com o valor pago do pedágio, pode-se investir no transporte de massa.

          • Mr. Car

            Aguardo. Sentado, sem aperto, no ar condicionado, e ouvindo um som civilizado. Fique você com o “algo melhor”: de pé, espremido como uma sardinha, passando um calor senegalesco, e com um mané ao seu lado ouvido lixo de um funk proibidão, he, he, he!

            • Caio César Ortega

              Nem todo mundo anda no aperto e sem ar condicionado no transporte coletivo, muito menos deixa de curtir um “som civilizado” no fone de ouvido. Sua visão do transporte coletivo não passa de uma caricatura obsoleta e típica de quem não entende do tema, também desenha um quadro de perfeição para o automóvel, como se não houvesse congestionamento, gente sem noção ouvindo música em volumes absurdos no meio do trânsito etc.

              • Filipo

                Realmente nem todo mundo. Cerca de 5% das linhas de ônibus não são lotadas!
                E além de super comfortáveis, são super seguras, pois todos contam com cinto de segurança.
                É impressionante como não se reconhece os problemas do transporte público brasileiro!

              • Racer

                O transporte coletivo, nas horas de interessam (pico da manhã e tarde), entrada e saída do trabalho, andam lotados sim…nem são lotados, são super lotados.

                • Depende do que você considera superlotado, do trajeto a ser realizado, dos custos que você deseja despender mensalmente etc. Eu uso as linhas 7, 11, 3 e 10 com frequência e não vivo metade do inferno que pregam, mesmo me mobilizando por um transporte melhor, simplesmente por não ceder ao simplismo, que acaba favorecendo a indústria automobilística e invertendo a lógica de investimentos a favor do carro.

                  • Racer

                    Pensamento simplista é achar que se está favorecendo a indústria automobilística. Nem sei de que cidade estas linhas são, mas superlotado é superlotado….sem espaço nem para passar no corredor. E isto ocorre em várias cidade do país. Enquanto o transporte não me atender com conforto e agilidade, não dipenso meu carro. Já andei muito de ônibus e parei justamente por não me atender mais.

                    • São da maior metrópole do país e também uma das aglomerações urbanas mais importante das Américas: São Paulo. Superlotação não é um termo vazio, meu caro, é mensurável. Novamente: pensamento simplista.

                    • Racer

                      Se tu acha que andar igual a sardinha em lata é “agradável”…. Simplista demais…

                    • Não vivemos em mundos paralelos, estudamos, pois precisamos estabelecer consensos e diálogos para progredir, ao invés de repetirmos meias verdades e falácias. O sistema não opera sempre na casa dos 8 passageiros por m² e a saturação apontada não pode ser extrapolada para toda a rede e, mesmo que seja extrapolada, não pode ser extrapolada para todo o horário da operação.

                    • Racer

                      Falácias…justamente o que os “estudiosos” espalham. As pessoas entram no trabalho e saem dele, praticamente na totalidade dos casos, no mesmo horário. Horário este que coincide com o escolar. Óbvio, quando ninguém precisa….os ônibus estão vazios… Tu fala da “grande metrópole” como se ela fosse a regra para o resto do país, e mesmo aí sabemos que o transporte é uma porcaria.

                    • Não falo de São Paulo como a regra, na verdade, estou falando de São Paulo, que é minha cidade e também meu objeto de estudo e de atuação. Se você quiser ignorar o que as academias têm produzido e o que outras grandes cidades mundiais estão ensinando, é uma escolha pessoal, mas ela não se aplica a São Paulo.

                    • Racer

                      As academias, em se tratando de Brasil, não conseguem produzir nada que resolva a situação de fato. E eu também trabalho na área, a 17 anos, e o que vejo é o sistema de transporte em declínio. Perdem mais passageiros a cada ano, daí reduzem investimento…e perdem mais passageiros ainda.

                    • Não vejo a perda de demanda que você menciona na Grande São Paulo, ainda mais no sistema de trilhos. Quanto à produção acadêmica, ela é formidável.

                    • Racer

                      Formidável… Há controvérsia. A teoria já mostrou não se aplicar na prática. E de novo: “estuda” também outras cidades….o país não se resume a SP. SP tem “trilhos”….. Que todo dia mostram as pessoas sendo transportadas como gado. Idem no RJ. Quantas outras cidades tem ” trilhos”?

                    • As outras cidades não podem implantar sistemas ferroviários agora? Bom, se você quer falar de teorias, enumere-as e aí a gente discute, não sou aluno de uniesquina e estou bem seguro com relação à universidade.

                    • Racer

                      Então enumera estes “ótimos” projetos, executáveis na nossa realidade. Projetos utópicos, que não saem do papel, não nos servem de nada. Estamos esperando (aqui na minha cidade) a mais de 10 anos um sistema de metro, que nunca vai sair do papel por “n” motivos. E a “teoria” que eu falo é justamente os argumentos que tu usa. Na faculdade, a teoria se mostra muito boa. Chega lá na rua, vai por água a baixo.

                    • Qual seria a cidade? Em tempo, esperar não costuma dar resultado, talvez a baixa participação e a acomodação sejam as maiores culpadas, enquanto isso, o ITDP segue analisando os novos sistemas de ônibus que surgem no país (do Sudeste ao Sul, passando pelo Triângulo Mineiro), ao passo que São Paulo tem investido no Metrô e na CPTM e o Rio tem expandido o sistema de BRT, o sistema de metrô e esteja construindo também um VLT (bonde moderno) no Centro. Se a base teórica fosse desprezível, poderíamos abolir nossas universidades, mas ainda não chegamos num cenário de causar inveja a Fahrenheit 451.

                    • Racer

                      Não precisamos abolir as universidades, mas sim trazer os projetos para nossa realidade e que sejam executáveis. Eles tem que para de pensar nas cidades europeias, usando elas como exemplo. Temos restrições orçamentárias e de execução. Abrir uma linha de metrô em uma cidade pronta não é nada fácil e nunca se chega a um consenso. Temos corredores de ônibus desde os anos 70 e o BRT foi prometido a 4 gestões….(Porto Alegre). E SP até pode estar na frente em termo de metrô se compararmos com o resto do país, mas se for fazer a comparação preferida dos estudiosos (Europa) vira um fiasco.

                    • Mas nós podemos abrir linhas tranquilamente se usamos o espaço destinado aos carros, de Xangai a Santiago, os exemplos não faltam, o que falta aqui é coragem para peitar as montadoras e, no caso de São Paulo, a minoria que utiliza carro, pois a maioria já usa transporte coletivo. Se fizermos uma comparação com a Europa, vamos precisar de tentas ressalvas, que não chegaremos na comparação de fato antes de dezenas de páginas. Não se engane com matérias jornalísticas que convidam pessoas que estão de acordo com a postura dos patrocinadores, nenhuma comparação entre sistemas de transporte é trivial.

                      Porto Alegre é um exemplo clássico de como é possível fazer uma linha com menor custo, bastando muito mais vontade do que dinheiro (no caso do Trensurb, dinheiro federal até hoje). Resta saber se a cidade está preparada para ceder áreas para mais elevados, trincheiras ou trechos em superfície.

                    • Racer

                      O Trensurb foi executado em outra época, fora das principais aglomerações urbanas. Hoje, não sairia do papel. A própria extensão feita recentemente foi dificílima, justamente por entrar em área urbana, exigindo desapropriações e um custo elevado.

                      Este discurso que as montadoras é que são o empecílio, é só para tirar o foco de quem realmente vai ser afetado e ser contra: a população que mora ao longo da futura linha, e que certamente vai perder com a execução da obra. E não são minoria, querem que se pense assim. Este pessoal que usa transporte coletivo, na maioria é por falta de opção ($$$) em ter um carro. Quando tu diz ” a cidade preparada”, deveria dizer “alguém preparado”. Jeito fácil de tirar o foco de quem vai perder algo.

                    • A principal diferença é a ausência do Pacto Federativo, pois os municípios e estados tinham menor autonomia e a dependência do Governo Federal era maior. Tirando isso, usando o leito de avenidas é mais barato expandir sistemas de maior capacidade, como metrôs em superfície e VLTs (bondes modernos).

                      Bem, se as montadoras nunca foram um empecilho, a história dos bondes em Los Angeles, o processo à General Motors que rendeu uma multa de US$ 1 e todo o escândalo de desmonte de um sistema com mais de mil km, definitivamente, seria uma mentira, mas não é, como episódios parecidos se descortinaram em outras cidades, inclusive fora dos Estados Unidos, algumas vezes usando o trólebus para facilitar o sucateamento e transição para o ônibus a diesel, o que penalizou também o processo de urbanização.

                      Tratar o transporte coletivo como se ele trouxesse prejuízo é bastante questionável, já que ele é, historicamente, o que estruturou e viabilizou nossas cidades mais prósperas.

                    • Racer

                      Ele não traz prejuízo direto, mas as obras trazem, inquestionavelmente. A proposta de usar avenidas seria válida para uma cidade vazia. Hoje, qualquer tipo de ocorrência que gere bloqueio viário, causa transtornos enormes. Imagina uma obra de meses…

                    • Não se faz omelete sem quebrar ovos. No pain, no gain.

                    • Racer

                      E outra: só o fato de dar como opção o espaço destinado aos carros, já não vai conseguir fazer nada “tranquilamente”. Sem contar que vai prejudicar todo o deslocamento da cidade. As míseras obras “da copa” já mostraram como não se fazer uma obra nas cidades.

                    • Então iremos perder dinheiro, tempo e saúde. Ou o espaço é utilizado racionalmente ou a sociedade, incluindo as empresas que adotaram a cidade, vão pagar pelos gargalos logísticos. E cada paliativo que for feito só agravará a situação e queimará recursos do erário.

                    • Racer

                      E não adianta só colocar o sistema em operação…se o povo não tiver o conforto que exige, vai continuar sem sucesso.

                    • Conforto é algo muito subjetivo, ninguém tem conforto de automóvel no transporte coletivo e, se for para ter muito conforto, só com reforma tributária. Agora… as cidades responsáveis pela maior parte do PIB não possuem muito espaço para escolha ou enrolação, elas precisam de soluções em outro espaço de tempo, é por isso que talvez seja complicado olhar para o restante do país com meu discurso, que vem de quem discute e estuda São Paulo.

                    • Racer

                      Conforto não é nada subjetivo. É andar sentado, sem aperto, com ar condicionado, com alta frequência de horários independente da demanda. Quem tem dinheiro para bancar um automóvel, só larga ele se for muito vantajoso.

                    • Não vai acontecer e não acontece em outras metrópoles, nem por isso o automóvel é vendido como solução ou colocado num pedestal.

                    • Racer

                      Não é a solução…mas é vendido como simbolo de conforto e liberdade de locomoção.

                    • Liberdade? Não seria dependência?

                    • Racer

                      Dependência é ficar em uma parada, com chuva ou sol, carregado de sacolas ou com filhos pequenos, esperando um ônibus lotado…aguentar uma hora de viagem, por depender só daquele meio de transporte.

                    • Tenho impressão que a minha “uniesquina” é melhor que a sua (Em teoria: Talvez você seja um aluno melhor que eu. Mas minhas uniesquinas são aquela perto do jóquei na sua cidade e no bairro/distrito de Barão Geraldo, na cidade das Andorinhas, a Princesa D’Oeste). E não. Campinas por exemplo não pode implementar um sistema de trens agora, embora Dom Pedro tenha feito isso há quase 200 anos atrás. Porque isso tem um custo, e esse custo tem que ser pago. E a terceira maior cidade do Estado não paga esse custo, então por consequência Santos e Ribeirão também não pagam (E olha que uma tem o maior porto do país). E sobre a segunda cidade (NA verdade o maior “bairro da Zona Leste, Guarulhos) ouvi algo interessante: A extensão dos trens/metrôs até o aeroporto foi barrada por causa do lobby… Dos taxistas! Claro, como informação não oficial não posso usar como argumento, mas imagina só: Interesses alheios ao progresso barram projetos que beneficiariam milhares/milhões. A questão é que se a situação fosse fácil de resolver já estaria sendo resolvida. E isso existe no nosso país! Não adianta ter projeto que não contemple essas questões se você não pretende comprar essa briga. Os taxistas, ou qualquer outro grupo como motoristas de vans, donos de comércios em áreas afetadas, moradores… são um empecilho para uma obra de mobilidade? Então isso tem que entrar na conta. Tem que haver um diálogo produtivo, mas seja franco: Você já viu algum diálogo desse produtivo? O que vejo geralmente é gente que não abre mão de sua postura e nem aceita ouvir o outro lado.

                    • Engraçado que Campinas não possa, ao passo que o AUJ é atendido por trens metropolitanos regulares e com intervalos comparáveis a certos sistemas de metrô mais badalados. Estranho, não é? Quais critérios você usou, o fracassado VLT eleitoreiro do Quércia?

                      Santos já tem trem operando, trata-se de uma linha de metrô leve da EMTU, que vem para requalificar e retomar o gap deixado pela desativação do antigo TIM da Fepasa. Pesquise sobre o VLT de Santos, cuja tarifa custa R$ 3,80.

                      Se a expansão foi barrada em Guarulhos, então seriam miragens as obras da Linha 13-Jade, que estão em andamento e podem ser vistas por quem trafega na Rodovia Ayrton Senna? Os problemas na Linha 2 dizem muito mais respeito à Lava Jato e abandono pelas contratadas (que são investigadas) do que lobby por um setor tão duvidoso, ainda mais num caráter metropolitano, que ultrapassa provincianismos.

                      Ainda sobre Guarulhos, a cidade não funciona como um bairro da Zona Leste, quais foram os critérios para concluir que a cidade tem tão baixa autonomia e tão elevada dependência, que funciona como bairro?

                    • O custo recai sobre o governo estadual e uma reforma tributária feita pela União resolveria boa parte dos problemas. Assim, simples. Queremos ser uma Noruega com um padrão tributário angolano e depois não sabemos por qual motivo vivemos tão mal. Outra coisa: quer reduzir custos? Use o espaço desperdiçado pela infraestrutura de baixíssima capacidade voltada ao automóvel.

                    • Não reconheci as linhas pelos números mas com certeza não são a vermelha ou esmeralda, que conheço. O tratamento nessas duas linhas é sub humano.

                    • O tratamento nessas duas linhas pode ser rapidamente resolvido usando o sistema viário que corre paralelo e adjacente.

                    • Seria melhor se as pessoas não fizessem um carnaval indefensável quando uma pequena parte da infraestrutura viária é voltada para o transporte coletivo. O governador, como bom covarde que é, nunca vai adotar uma medida similar, mesmo transportando pelo menos 50 mil pessoas a mais por sentido naquele mesmo espaço.

                  • Vagnerclp

                    Me desculpa amigo, usar a linha 7 e falar que não é inferno, eu não sei, você deve ser maquinista da cptm. Eu usei esta linha de 2005 até 2013, na boa, é uma m.e.r.d.a.

                    • Não sou maquinista e inclusive escrevi um artigo a respeito da linha, que tem visão crítica, mas isso não significa que generalizar a situação da Linha 7 torne o carro uma solução para os problemas dela, até porque, se o carro solucionasse algo ali, não teríamos mais problemas para apontar, mas não é o caso. A CPTM também deu vários saltos de 2005 pra 2013, seja na redução do intervalo, melhoria da frota, integração com ônibus e por aí vai. Pra falar de carro, raramente eu vejo tanta generalização, o que é bem curioso.

                    • Vagnerclp

                      Beleza, eu não disse que substituir a linha por uso do automóvel é a solução, só critiquei o fato de você ter elogiado a mesma, eu conheço muito bem o trecho (usava até a extensão pra Jundiaí) e sei muito bem do que estou falando. Muitas vezes morto de cansado depois de um dia de trabalho e uma aula na faculdade, o relógio batendo meia noite e os caras recolhendo os trens da extensão, fazendo você esperar 40 minutos pra embarcar. Não foi nem uma nem duas vezes que isto aconteceu, fora os outros perrengues que já passei nesta linha, que é de longe a mais abandonada pela CPTM e o governo do estado. Graças a Deus não preciso mais utilizar, mas tenho pena de quem usa. Eu usei esta linha no período que você mencionou, e na boa, não melhorou absolutamente nada, tirando os trens mais novos que se arrastam, pois não podem desenvolver a velocidade ideal porque a via não comporta.

                    • Não fiz elogios.

              • André Pessimista

                mimimimimimimi

          • Caio César Ortega

            Existe um problema muito grande quando o assunto é mobilizar, contudo, há uma visão que acredita que a maioria depende do carro em São Paulo, quando não é verdade.

          • Edson Fernandes

            Olha…. aí eu penso assim: Se amanhã todos que usam carros utilizarem o transporte publico? O que acontece?

            As vezes apostar apenas em onibus e metrô não é a solução. A carona compartilhada é bem legal e já ajuda muito nessa questão de mobilidade. Só que sinceramente? O Brasil em especifico não está pronto para que possamos simplesmente usar essas soluções. Precisariam adequação para todos sem ser na canetagem como é feito hoje. Uma solução de mobilidade que não é aplicada em SP mas que poderia ajudar a fluir o transito seriam semaforos inteligentes e abrindo por ordem de aproximação aos centros.

            Sobre estacionamento… o cara que não tem isso perde cliente. Ao menos muita gente qdo vai comprar algo no mercado usa o carro porque grande parte das vezes outros transportes não são eficientes ou baratos.Além do que a pessoa já aproveita a volta do serviço. Por isso eu digo, acho que precisa ser estudada uma forma para facilitar a todos.

            • Racer

              Impossível…Hoje o transporte publico já é deficiente.

              • E o automóvel é plenamente eficiente? :v

                • Racer

                  Para meu uso sim. Não fico esperando na chuva ou no sol, carrego o que quero com facilidade e conforto… Levo meus filhos pra escola sem passar trabalho…

                  • Eu também não costumo ter problemas na espera, meu smartphone ajuda muito nisso.

                    • Racer

                      Se eles fossem pontuais….e dependendo da cidade, não ajuda em nada.

                    • Bom, em São Paulo posso garantir que os municipais da capital são muito mais pontuais do que se pode pensar e temos excelente formas de acompanhamento, inclusive com aplicativos de terceiros, como Moovit e TRAFI.

                • Racer

                  Para meu uso sim.

                • radiobrasil

                  Pra mim é rss

            • Com certeza teremos problemas, mas é muito mais fácil prover capacidade e ampliar as linhas usando o espaço que o carro ocupa do que continuar usando o automóvel como muleta, até porque, não transporta nem ⅓ na capital paulista, que é a área em que eu atuo, estudo e milito, como um bom brasileiro não acomodado.

              São Paulo tem apostado em semáforos inteligentes para priorizar o que carrega mais pessoas/hora: os ônibus.

              Bom, como já dito, a maioria utiliza o transporte coletivo, logo, é a mesma maioria quem consome. Se o estacionamento, que tem capacidade irrisória é mandatório, então temos um problema de lógica ou análise de mercado.

              • Edson Fernandes

                Eu li isso certo? A priorização do semaforo é para onibus? Eu tenho carro, uso carro, mas tbm uso transporte publico… a não ser que seja em um lugar especifico, pelo menos na Zona Sul não tem em sua grande maioria esse tipo de inteligencia. Abre um semaforo, fecha o proximo.

                Além disso, muitas vezes vejo semaforos em modo de emergencia.

                Aquelas linhas que o prefeito de nossa cidade tem retirado? essas são as linhas que podem ser aumentadas?

            • radiobrasil

              Vá fazer a compra do mês no mercado e levar tudo pra casa usando transporte coletivo.. não dá rsss

              • E por qual motivo nós precisamos fazer a compra mensalmente?

                • Porque recebemos mensalmente? Porque você não para de usar o SEU ponto de vista como verdade única para todo mundo?
                  Compras semanais geram mais deslocamento, lembrando que o transporte público não é gratuito (Ou seja: Isso gera um custo). E um custo que sempre foge da conta dos entendidos: Tempo. A empresa paga pela minha hora. Logo meu tempo tem um custo. E tempo em fila de supermercado é um tempo perdido que tem que entrar na planilha de custo. Quanto menos vezes você for no supermercado, melhor.

                  • Meu caro, minha verdade é tão verdade quanto aquela que você apresenta. Quem disse que vai ter fila? Quem disse que vai gerar mais deslocamento? Bom, talvez você fale por alguma cidade que fuja muito do que eu observo em São Paulo, vai ver é isso.

                    • Eu digo como usuário da linha Esmeralda e Vermelha. E não sei se você sabe, mas algumas dessas linhas são metropolitanas. A responsabilidade nem é do prefeito do seu partidinho… Mas da oposição… Por isso não defendo nem dos dois maiores canceres do país. E lembro bem dos dois sempre que tenho que esperar dois ou três trens para poder entrar em um.

                    • “Prefeito do seu partidinho” já mostra muito bem o tom vazio do comentário. O cunho metropolitano de um serviço não implica que ele tenha de ser estadual (o Metrô nasceu pelas mãos da prefeitura da capital paulista; cidades podem se consorciar em entidades de fim específico para serviços de transportes), mas é óbvio que eu, como ativista e alguém que conhece até o ex-presidente do Metrô Sérgio Avelleda, sei muito bem de quem é a responsabilidade pelo Metrô, CPTM, EMTU e por toda a Secretaria dos Transportes Metropolitanos. Obviamente você não vai embarcar no primeiro trem e não o faria em uma série de cidades mais cobiçadas, mas, principalmente, não vai embarcar melhor por tentar expor uma neutralidade que revela que nada tem feito e nada fará para mudar a situação paulista e paulistana, que exige infraestrutura e mudança de foco, numa política territorial que tira toda e qualquer prioridade do automóvel. Imobilismo não cura feridas e não constrói um futuro melhor.

                  • O europeu também recebe mensalmente, nem por isso vai em supermercados dignos de estarem na beira de uma estrada isolada. O deslocamento para compras é feito em associação com outro deslocamento, geralmente aquele trabalho→casa ou universidade→casa. Meu ponto de vista não é verdade absoluta, nem nunca afirmei isso. Fiz uma pergunta a outro ponto de vista, mostrando que ele não era absoluto também. Se quer pedir por pluralidade, você terá de primeiro saber aceitá-la.

              • Edson Fernandes

                Bom… a ideia éque vc utilize o taxi para essas situações. Se fosse um serviço mais barato, poderia ser, mas infelizmente não dá.

            • Diego Lip

              Eu concordo, porém, o estacionamento é algo para o proprietário se preocupar, não o poder público que no caso, se preocuparia com as cotas para idosos e deficientes físicos nas vagas que sobram nas ruas.

              • Edson Fernandes

                Ah sim, nisso eu concordo.

        • defotube .

          Concordo plenamente, a questão dos carros na cidade é simples, basta o transporte publico oferecer mais vantagens que o privado(particular), que boa parte dos usuários racionais migram de modal!

          Ninguém gosta de ficar entulhado em congestionamento, agora, para pegar um onibus ter que andar em pé por vários quarteirões, ser acochado, andar feito sardinha enlatada, ser roubado em arrastões, aguardar por longo tempo em pontos sem ter a certeza que não vai ser assaltado, gastar muito mais tempo por causa de interconexões dessincronizadas e o pior de tudo! muitas vezes, pagar mais caro que se usasse seu próprio veiculo com um mínimo de conforto!!! A economia de escala esta sendo usurpada por alguém!!!!

          • Luis Burro

            Ah tah, soh existe carro e onibus! Pra variar, o humano cada vz mais vadio.Mas mesmo pra estes, jah existe eletricidade!

        • Luis Burro

          Aqui no Brasil neh? Vai pra Europa ver!
          Mas tbm,vai esperar o q de um povo q soh obrigando pra tomar uma atitude q poderia ser tomada antes espontaneamente!

          • Mr. Car

            Eu não moro na Europa.

            • Luis Burro

              Mas vc queria um ex que dah certo.

              • Mr. Car

                Queria, é? Obrigado por avisar, he, he, he!

                • defotube .

                  Mr. Car
                  Parece que o pessoal não entende o termo transporte coletivo! (trens, ônibus, metrô, barcaça, carona, paga ou não, etc.. Agora táxi, não é transporte coletivo, como alguns prefeitos costumam privilegiar!).
                  Estas mesmas pessoas não percebem a inviabilidade de ir a pé ou bicicleta em algumas distancias ou mesmo perto! Desconsiderando o aspecto conforto, é claro que as pessoas preocupam-se com sua segurança e de seus! Quanto mais tempo na rua, mais exposto!
                  Já tive muitos amigos assaltados nestas “maketeiras” ciclovias! Se contar que elas ligam lugar algum a lugar nenhum, o cheiro de “CC” vencido que o sujeito chega ao trabalho…………

                  • Caio César Ortega

                    Sua afirmação de que elas ligam nada ao lugar nenhum está descolada dos contadores de ciclistas instalados, bem como parece carecer uma análise mínima da infraestrutura cicloviária. O caráter conectivo do plano cicloviário paulistano está escancarado e a ideia é sempre ligar equipamentos, mesmo fora do Centro Expandido.

                    • Rodrigo Barreto

                      Eleitor do Haddad, não é?

                    • Na Grande São Paulo não existe só o Haddad como prefeito, aliás, não só aqui, mas também em outras cidades que adotam medidas similares ao redor do mundo. Partidarizar ou pessoalizar a questão é tolice.

                    • Rodrigo Barreto

                      Não, não é tolice. Isso só ilustra o padrão de pensamento e de comportamento do indivíduo.
                      A solução para São Paulo é, quase que exclusivamente, metro. Trinta anos atras a cidade ja tinha os problemas de hoje, e eles so pioraram. O problema é o excesso de Estado! Pra tudo se depende dos governos, assim não há resolução viável.

                  • Caio César Ortega

                    Outra coisa: táxi é transporte coletivo sim, mesmo restrito a um nicho.

                    • defotube .

                      Discordo meu amigo! Sob meu ponto vista para ser coletivo deveria ter escala, levar mais de um cliente no mesmo sentido, pois, senão, a função é a mesma de um carro veiculo particular com motorista, o que não ocorre com o taxi! Arrisco dizer que o taxi seja mais oneroso, ambientalmente, que um particular, pois temos o trecho entre o ponto e o cliente que deve ser percorrido. Também, como no caso do onibus, se eu for de taxi, apenas para o trabalho, custaria mais que eu manter a posse de um veiculo, incluso todos os custos. Então esta conta também não fecha e os taxistas estão absorvendo o ganho de escala, como nos demais modais, ou seja,o problema novamente é de preço, qualidade e comodidade!

                    • Thales Sobral

                      Não é coletivo, é público (pois qualquer um pode utilizar, desde que pague — assim como o ônibus).

            • Caio César Ortega

              O que não significa que não possa observar e aderir a lições europeias.

              • Mr. Car

                Quando o transporte daqui seguir o ensinado pela lição europeia, quem sabe posso até aderir.

          • Porque não usa o exemplo inteiro em vez de tirar dele apenas a parte que interessa? Se amanhã o europeu quiser ir para o serviço dele encontrará opções decentes? Sim! E se o brasileiro deixar o carro amanhã na garagem?

        • Caio César Ortega

          Sua visão do transporte coletivo é reducionista e não pode ser usada para definir o transporte coletivo em toda e qualquer metrópole, mesmo no Brasil. Como ativista paulista e paulistano, mesmo com todos os nossos problemas, o quadro não pode ser generalizado da forma que você faz, ademais, já está provado que manter um automóvel tem custo muito mais proibitivo do que utilizar o transporte coletivo — talvez seja oportuno estudar o funcionamento do Vale Transporte, do Bilhete Único Temporal e do Fidelidade da STM —, fora que a frota em São Paulo tem uma das melhores idades do país, sendo bastante nova.

          É claro que, o que quer que seja que tenha de resolver, não será feito priorizando o automóvel, até porque, a maioria já usa transporte coletivo na capital paulista e na Grande São Paulo e nosso peso no país é indiscutível.

          • Mr. Car

            Parei no “ativista”. Adeus, tô indo. E indo de carro, he, he, he!

            • Nem todo mundo é acomodado. Você precisa ir de carro, afinal, mora naquele fracasso urbanístico chamado de Brasília. Boa sorte.

              • Mr. Car

                Dificuldade para entender “adeus”? Um bom dicionário te ajuda. Não vou desenhar. E obrigado Lúcio Costa e J.K, pelo “fracasso urbanístico” maravilhoso que é minha amada, adorada Brasília. Eterna gratidão, he, he, he!

                • Entendi é que alguém está correndo depois de trollar e achar que Brasília é modelo para alguma coisa sustentável.

                  • Mr. Car

                    Entendimento errado, he, he! Do meu lado, vem o entendimento certo: o de que há um MAV infiltrado no NA babando os ovos do Haddad. Só que se deu mal, que mav comigo não cria, deixo zurrando ao vento. Vai buscar seu pixuleco com o “nóis pega o peixe”, e não me encha o saco. Adeus. Espero que já tenha procurado um dicionário.

                    • Não sou MAV e nem “babador de ovos do Haddad”, até porque, não vivo num jardim de infância para usar tais termos e, sobretudo, estudo o suficiente para saber que as medidas adotadas são, em sua maioria, as mesmas já recomendadas há décadas por especialistas e também adotadas em cidades de países desenvolvido. Ademais, se você fizesse justiça ao comportamento que diz, não teria respondido. E vou encher o saco, sim, viu? Aprenda que, ao discutir publicamente, nem todos vão concordar contigo e que, nem todos que pensem diferente são eleitores daquele político que você não gosta, mesmo vivendo em Brasília, não em São Paulo (complicado avaliar uma gestão assim, mas tudo bem).

                    • Mr. Car

                      Magoou com o termo MAV, filhote? Então, já que é tão sabido e estudioso. aprenda mais uma: a verdade dói, he, he, he! Fui direto na ferida, he, he! Vá procurar sua turma. E já disse: um bom dicionário, he, he, he!

                    • Nunca fiquei magoado ao discutir com um avatar que usa termos infantis, você já ficou?

                    • Mr. Car

                      Não.Toda vez que uma criança se mete a discutir comigo, eu ganho, e aí, quem magoa é ela. Como agora, he, he, he, he! Vai procurar titio Haddad, quem sabe ele te consola, he, he! Dicionário difícil, heim? Não tem em casa, procure em uma biblioteca pública. Tchau mesmo, mavzinho.

                    • Acho que o único que não sabe consultar um dicionário é você, meu caro.

                  • Brasília não é e São Paulo é? Que curioso…

          • invalid_pilot

            Eu acho o transporte público de SP bem razoável, nota 6/10 – mas talvez porque more num lugar perto de Metrô e com várias linhas de ônibus passando na porta.

            Outras capitais talvez (tenho certeza na verdade kkk) são bem piores que SP no que diz respeito a qualidade e alcance do transporte.

            Curitiba que todos dizem ser modelo nesse campo achei pior que SP

            • Sim, em outras capitais a situação é bem pior, mas São Paulo ainda tem alguns trunfos na região metropolitana, o que eleva ainda mais o patamar do transporte coletivo.

          • Racer

            “já está provado que manter um automóvel tem custo muito mais proibitivo do que utilizar o transporte coletivo”…..depende, e muito, do uso do automóvel. Este argumento é muito fraco para tentar mudar a situação.

        • Darwin Luis Hardt

          em teoria, o transporte coletivo é sem dúvida a melhor solução, mas no Brasil infelizmente é uma zoeira da roubalheira que provavelmente nunca teremos transporte público decente. Mas não dá pra deixar isso de lado, apesar dos apesares, sempre tem uma boa alma na política que pensa no coletivo, vide Haddad.

    • CharlesAle

      Basta ver o acéfalo prefeito de SP, que desapareceu com 40 mil vagas de estacionamento,,para que? para as benditas ciclovias que ninguém usa!(e nem recomendável usar, pois nada são que calcadas e asfalto esburacados com tinta por cima..)

      • invalid_pilot

        Queria entender porque somente o carro tem direito a espaço na cidade ?

        Quem decide pelo uso do carro acho que tem que arcar com pouca oferta de vagas, assim como quem decide pela bike ou transporte público devem arcar com outros tipos de desvantagem – seja falta de segurança, ser cheio e etc

        Antes que fale qualquer coisa tenho carro mas uso transporte público e vou a pé quando dá também.

        • CharlesAle

          Então seja sincero! O que o Paulistano usa mais? carro ou bicicleta??
          O que tem mais peso em decisões, maioria ou minoria??
          Se o Paulistano usa mais carro, então , deveria ser mais criterioso essa decisão de anular tantas vagas..Não sou contra ciclovia, mas que os paulistanos pouco as usam ,isso é um fato!

          • Fred Cintra

            se o paulistano usa pouco as ciclovias e outros meios de transportes alternativos, então cabe ao governo lançar campanhas de incentivo e educação para o melhor uso dessas ciclovias o que já foi um passo à diminuição de um grande problema nos grandes centros urbanos que é a poluição causada pelos automóveis

            • Luis Burro

              Eh preguica, nao eh falta de incentivo.Mesmo os q tem bike, se pudessem ter uma moto , teriam, sao poucos os q pedalam por opção. Aliás, a cada geração a preguica aumenta e é incentivada. Sao tantas invenções pra substituir algo q nos faça nos cansar(escada rolante, elevador, controle remoto e varios outros utensilios), assim como profissionais(assenssorista,chofer, e todo tipo de servico).Daqui a pouco vai ter o carro autonomo, aih eh caixao.

              • Caio César Ortega

                Bicicleta é uma coisa, motocicleta é outra coisa. Dado o histórico do cicloativismo, pedalar por uma opção está longe de ser falta de dinheiro para comprar uma moto.

                • Luis Burro

                  Mas sao soh os q optam mesmo q defendem, os q nao tem condicoes pra bancar um veiculo e sao ciclistas nao fazem questão.

                • Rodrigo Barreto

                  Ativismos de qualquer tipo são na pratica inúteis, só servem como meio de promoção política. Andar de bicicleta exige muito além de pintar ruas de vermelho. Tem que, primeiro, o trajeto que o indivíduo pretende realizar ser razoavelmente curto (entende ai até uns 10km), não dá para pedalar de terno e gravata no clima agradável do verão brasileiro, se chover será traumático, não pode levar carga por motivos óbvios, deve haver segurança pois ninguém quer ser esfaqueado por conta da bike. E por aí vai…
                  Meu amigo, sabe qual é a solução de verdade? Livre concorrência, cada um escolhe o que melhor lhe atende, neste ensejo o governo deve, única e exclusivamente, fornecer a infraestrutura.

                • Rubem

                  bicicleta e moto tem o mesmo fim. A diferença esta em que a moto não atrapalha a fluidez do transito; quem dirige moto esta apto as penalidades do código nacional de transito em caso de alguma infração. já a bicicleta é um objeto que obstrui o transito, atrapalhando inclusive a circulação de transporte coletivo; quem trafega de bicicleta tem medo de assumir responsabilidades pois se esconde na falta de uma forma de ser identificado em caso de alguma infração.

                  • O trânsito não é feito apenas por veículos motorizados, sua argumentação está descolada da legislação vigente.

                  • O conceito de fluidez em questão é rodoviarista e não funciona para a urbanização de cidades compactas e com boa qualidade de vida.

              • Edson Fernandes

                Bem… se a ciclovia oferecesse um meio de transporte mais seguro blz. O problema é que ela em muitas regiões não é.

          • invalid_pilot

            Bem, pelo que já li a respeito apenas 20% das pessoas se deslocam diariamente de carro (trajeto casa – trabalho) logo não é a maioria e esses 20% ocupam praticamente todo espaço de via pública. Supondo que seja maior essa porcentagem eu duvido que passe de 50%

            O certo mesmo era nem precisarmos pintar e delimitar ciclovias de maneira física, mas a falta de respeito, civilidade e impunidade no trânsito obrigam a isso.

            Sou favorável de estrutura e viabilidade de transporte a todos seja o modal que for o escolhido.

            Sobre uso, existem bairros e locais onde se tem fluxo até que razoável de bike (Pinheiros é um exemplo) e primeiro vem a estrutura e depois os usuários, ou você usaria seu carro se não houvessem ruas para ele?

          • Caio César Ortega

            O que o paulistano usa mais? Fácil! As pernas e o transporte coletivo, o carro não transporta nem ⅓. Ademais, o uso do carro é discutido tendo como base os danos que ele tem causado à cidade como um todo, em vários aspectos, do sistema de saúde à economia. São bilhões perdidos por capricho. O uso do carro em São Paulo também foi fomentado e hoje pagamos um preço elevado por uma cidade deformada em prol de uma minoria.

            • Edson Fernandes

              Lembre-se que esse tipo de transporte foi aquele mesmo que o governo incentivou com base no crédito.

              Falamos de rodizio… qual a necessidade dele? Coibir transito? Gerar menos poluição? Mas comprar dois carros mais velhos (ou alguem comprar um velho para o dia de rodizio) ninguem pensou?

              Sou a favor que melhorem o transporte coletivo, mas que seja inteligente a maneira de manejar os carros. Não são todos que podem abrir mão do carro para transporte coletivo e esses precisam do carro.

              • Incentivo à compra não pode ser simplificado como se houvesse obrigatório de utilizar inconsequentemente.

                O rodízio hoje tem se mostrado inócuo, justamente pela compra do segundo veículo.

                Não se preocupe, retirando espaço dos automóveis para melhorar o transporte coletivo, o trânsito melhora muito mais do que com novas avenidas e vias expressas.

                • Edson Fernandes

                  Ah sim, vou lembrar disso sobre aquela pergunta que fiz antes: Se hoje deixarem de usar o carro como usar transporte publico? Não é “acostumar” quero uma solução inteligente.

            • CharlesAle

              Daonde vc tirou que carro não transporta nem 1% dos trabalhadores? E os grandes trânsitos que vemos diariamente? E outra, na questão das ciclovias, quase ninguém usa bicicleta para ir trabalhar, é ônibus ,metrô, trens e carros..Quando se faz ciclovias indiscriminadamente, estreitando as faixas de rolamento, se prejudica os ônibus também, pois eles andam nas ruas e avenidas, já que os corredores de ônibus não são sobre toda a cidade. Por isso digo, não houve estudos técnicos e criteriosos nessas ciclovias caras e muito pouco usadas. Sem os carros, a maioria dos trabalhadores estão” ferrados”,pois o transporte público não dá conta de toda a massa de trabalhadores, pois é precário e lotado! É esse ponto que o prefeito acéfalo não vê!!!

        • tjbuenf

          Esse cara é uma porta, vc ainda perde tempo discutindo com ele? As pessoas querem fazer prevalecer a todo custo sua opinião. Até as perguntas mais ridículas tem coragem de fazer: o que o paulistano usa mais? carro ou bicicleta??.
          Há 50 anos a maioria dos paulistanos nem carro tinha, mas ainda assim foi aberto espaço para o automóvel, agora esse pessoal quer que o carro seja o dono da cidade por achar ter conseguido ser maioria, não querendo mais compartilhar espaço.
          Mas o problema dele não é tanto com a bicicleta, é com o prefeito e o partido que pertence.

        • kravmaga

          O problema dessas ciclovias é que cidades como São Paulo e Rio de Janeiro são ENORMES !

          Aqui no Rio de Janeiro há bairros residenciais que ficam distantes mais de 40 km do Centro. Então fica inviável, mesmo que existam ciclovias perfeitas, alguém andar 80 km de bicicleta por dia para ir e voltar ao trabalho. Além disso, as cidades brasileiras são populosas demais para serem comparadas com qualquer cidade européia.

          O que está errado no Brasil é não limitar o crescimento das cidades. Deixam construir favelas em tudo que é canto, construir condomínios de classe média com torres de 20 andares e etc.

          Cidades grandes só têm uma saída para transporte: metrô !

          • Caio César Ortega

            O tamanho da cidade não pode ser usado como fator para simplificar grosseiramente a dinâmica dos deslocamentos, muito menos pode ser mencionado dissociado do potencial de intermodalidade.

            Aplica-se o modelo de commuting do automóvel ou do trem à bicicleta, o que é uma tremenda estupidez. A bicicleta pode e deve ser combinada, sendo deixada num bicicletário, inclusive, os bicicletários da CPTM (sistema de metrô regional) estão sempre lotados nas periferias.

            Não se pode limitar o crescimento das cidades, o que se pode fazer é disciplinar o uso do solo e atrelá-lo ao transporte de massa, ademais, as favelas são um sintoma do mau funcionamento do estado de bem-estar social brasileiro, o que em muito se deve devido à falta de uma reforma tributária. Outra coisa é que o adensamento não pode ser enxergado como vilão, pois sem ele, o que se obtém é um urbanismo difuso e apoiado no automóvel, que rapidamente leva a situações de saturação e provoca problemas nas centralidades próximas, geralmente urbanizadas com foco em transporte coletivo e pessoas.

            Com relação aos sistemas de metrô, sua expansão depende da retirada de espaço do automóvel para ser viável. Sem racionalizar o espaço, precisaremos de centenas de anos. No caso particular do Rio de Janeiro, a SuperVia aguarda os bilhões necessários para investimentos, bem como uma reestruturação da concessão entre o poder privado e a estatal Central. Enquanto o transporte no Rio de Janeiro for pouco intermodal e voltado um modelo pouco funcional de cidade-negócio, os subúrbios pagarão com a vida, perdendo saúde, tempo e dinheiro.

            • kravmaga

              Como o tamanho da cidade não pode ser usado para explicar parte do caos que é se movimentar dentro da cidade ?!

              Cite-me uma cidade do tamanho de São Paulo e Rio de Janeiro, em qualquer país do mundo, desenvolvido ou não, que tenha mobilidade muito melhor. Não existe.

              Claro que usar transporte intermodais é uma medida lógica para tentar amenizar, mas não resolve o problema inteiramente. Não sei se é do Rio de janeiro também, mas aqui criaram os VLTs, que são corredores de ônibus de grande capacidade e nem isso melhorou muito o transporte. Os ônibus, mesmo que sejam articulados com mais de uma composição, não conseguem transportar o mesmo volume de pessoas nos horários de pico que um trem.

              O metrô subterrâneo é caro de construir mas é a única saída onde a cidade já se adensou tanto que inviabiliza desapropriações de grandes áreas. Nos subúrbios os trens e metrô de superfície são mais viáveis e usados há muitos anos. Deveriam é ter a rede ampliada para cobrir mais pontos da cidade e haver mais pontos de interconexão entre eles. O metrô do Rio é ridículo justamente por só haver 2 linhas que, na prática, são uma apenas.

              Nos horários de pico já mal dá para as pessoas entrarem nos trens e metrô, quanto mais imaginar que as pessoas vão carregar suas bicicletas nos trens de subúrbio para depois usá-las no centro da cidade para ir ao trabalho. Simplesmente não dá, só se multiplicassem os trens por 20 em número.

              • Edson Fernandes

                Não… ele é paulistano.

              • Você já sabe a resposta: expandir a malha em superfície e elevado. Como fazer? Reduzindo o espaço desperdiçado com o automóvel. Eu, como paulistano, posso esclarecer dúvidas e discutir a importância do programa de modernização da CPTM, que elevou os níveis de atendimento e permite hoje movimentar em média 3 milhões de pessoas por dia útil.

          • invalid_pilot

            Cada um tem uma realidade de transporte, isso é fato.
            Pessoalmente acredito que qualquer forma de transporte esteja disponível para sermos livres e escolher qual nos atende melhor.

            Não sou contra o carro, pelo contrário – tenho um e adoro usa-lo, mas dependendo da situação evito.
            Acho que deve haver mais equilíbrio no uso de vias (para Onibus, Bike, Moto, Uber, Taxi e pedestres).

            As pessoas deveriam ser menos escravas do carro e compartilhar mais o espaço público – inclusive ocupando o espaço tende-se a melhorar nossa relação com a cidade e demais habitantes (algo que o carro segrega totalmente)

            • Edson Fernandes

              Isso é um fato. Defendo o mesmo pensamento. Tanto que onde posso vou de transporte publico. Mas qdo me vejo numa situação onde perco no dia mais de 3 horas na ida de transporte publico que com carro são apenas 1 hora ou menos, não dá para pensar diferente . Ainda como foi citado acima, há linhas deficientes de onibus que prejudicam muita gente. E o nosso prefeito ao invés de incentivar o aumento de linhas, diminui. Que solução é essa? Que mobilidade e incentivo a deixar o carro em casa se todo mundo tem que usar mais de uma linha para chegar a um destino?

              Antes que alguem ache isso certo, pense em quantas vezes um onibus para e veja se ter mais de uma linha que passe por locais diferentes não é uma solução mais inteligente.

              O pessoal quer defender o transporte publico, mas esse está sendo prejudicado e isso gera o desejo imediato das pessoas de ter um transporte individual.

              • Racer

                A insegurança tem feito muitos optarem pelo carro. Aqui acontecem assaltos todos os dias, em qualquer horário, nas paradas de ônibus ou no próprio ônibus. Já saiu até no JN…param nas paradas e limpam todos. Entram nos ônibus e fazem o mesmo.

                • invalid_pilot

                  Como se não assaltassem no meio do trânsito parado… só colocar um insulfilm G5 que o ladrão “vai embora” alguns dizem.
                  Exceto quem tenha um carro blindado todos os demais estão expostos (infelizmente)

                  Segurança é outro tema que dá pra ficar o dia inteiro aqui discutindo

                  • Racer

                    Assaltam também, mas em proporção muito menor, pelo menos aqui. Nas paradas…assaltam 10 de uma vez…no ônibus, não tem pra onde correr, já vão todos de novo. Aqui está uma vergonha, as estações dos corredores de ônibus viraram lugar certo de assaltos, não passa um dia sem que haja um pelo menos. Daí o pessoal começou a optar pelas lotações…não dá, entram e limpam todos os passageiros.

                    • invalid_pilot

                      Porto Alegre ? se for eu vi esses dias mesmo no JN

                    • Racer

                      Isto mesmo….tá uma palhaçada sem tamanho.

              • invalid_pilot

                Aqui em SP a questão transporte público e as empresas que o operam sempre foi uma caixa preta, que com certeza tem muita sujeira. (inclusive tinha uma cooperativa aqui da Zona Norte com indicios de envolvimento com o PCC)

                Apesar disso tudo e considerando onde eu moro, consigo me virar bem de Metrô + Ônibus e não tenho vergonha nenhuma em usa-lo

              • A redução das linhas surge diante de um programa de racionalização, não é simplesmente cortar linha, existe um aumento na troncalização e oferta de ônibus maiores e com ar condicionado, em corredores e/ou faixas exclusivas.

                • Edson Fernandes

                  O problema é que bairros da zona Sul que antes eram atendidos deixaram de ser. Como isso pode resolver o transporte publico?

                  A pessoa que antes pegava um onibus para seu serviço (e perdia por volta de 40 minutos) e hoje pega 2 ou 3 perde 1 hora e meia até 2 horas. Qual a melhoria para essa pessoa?

                  • Quais seriam os bairros e as linhas?

                    • Edson Fernandes

                      Interlagos, Jabaquara, Santo Amaro…. enfim… toda essa região sofre com a falta de linhas. Não sei te dizer por numeros, mas são aqueles onibus que não passam de bairro em bairro e sim, saem de um bairro em direção a um centro.

      • _William

        ninguém usa? Eu uso e vejo uma pancada de gente usando…tem um monte de contagens de usurários tb que dizem o contrário.

      • Diego Lip

        Não esqueçamos que as 40 mil vagas não pertencem aos carros, aos donos das casas e prédios em frente às mesmas. As vagas são espaços públicos, os quais a prefeitura pode transformar em ciclovia ou corredor ou até mesmo extensão da calçada.

        • Perfeito! A privatização do espaço público precisa ser discutida urgentemente. Parklets e medidas de racionalização viária buscam melhorar a qualidade de vida da maioria, aumentar a segurança dos espaços públicos e tornar a cidade mais convidativa.

      • Luis Burro

        Pronto, tenho a solucao! Pra q calcada? Qm nao tem carro q fique em casa ou vah pelos telhados.

      • Caio César Ortega

        A implantação de um sistema cicloviário exige pelo menos 10 anos para adaptação. Como estamos falando de uma metrópole e não de um quintal, é preciso pautar o debate com seriedade, compreendendo a complexidade das mudanças que estão sendo promovidas pela atual administração. As 40 mil vagas em questão são irrisórias perto dos benefícios das ciclovias e faixas exclusivas de ônibus, inclusive, uma faixa exclusiva transporta cerca de 10 mil pessoas/hora.

        • Edson Fernandes

          Me tira uam duvida…. porque ao invés de pintar faixas nas ruas, não foi criado um canteiro central (garantindo assim uma boa sinalização e organização) para a passagem das bicicletas? Seria mais seguro para todos. Bem sinalizada, com faixas nas vias de bicicletas, placas indicativas (onde nosso prefeito disse ser complicado pq confunde com as placas das vias) e dessa forma, vc perde tbm em espaço mas evita a falta de sinalização e o perigo de rodar perto de carros.

          Além disso, muitos bairros não suportam a faixa da ciclovia mas mesmo assim foi colocada a força. E não foi a retirada de estacionar em via publica…. mas simplesmente reduzindo o espaço do carro que, por muitas vezes na hora de entrar em uma rua, prejudica até a passagem de pedestres. Tem muita coisa errada na forma em que foi implantada.

          Não podemos ignorar isso.

          • Ciclovias no canteiro central possuem menor conectividade com os equipamentos lindeiros, os quais ficam próximos das calçadas. As orlas mostram isso muito bem: ciclovia nunca no canteiro central, sempre perto da praia ou do comércio.

            Bom, até onde eu sei, existe semaforização e sinalização dedicada, se está de acordo com as predileções de motoristas desacostumados a dirigir numa cidade com ciclovias, é outra história, o que vale lembrar é que a sinalização necessária e exigida por lei está sendo implantada. Ela é bem suficiente quando as pessoas seguem o Código Brasileiro de Trânsito.

            O que determina se um bairro “suporta” uma ciclofaixa ou ciclovia? Reduzir o espaço do automóvel em prol das bicicletas é necessário, o que a cidade não comporta é continuar priorizando o carro, são mais de 17 mil km de vias voltadas sobretudo a ele.

            Não existem problemas ao entrar numa loja, basta ter atenção, sinalizar a entrada com a seta etc, tudo feijão com arroz. Antes do estacionamento da loja, ainda tem a calçada, não é mesmo?

            • Edson Fernandes

              O que determina? Acho que deve ter sido a mesma determinação de pintar uma faixa no chão e chamar de ciclovia…

        • CharlesAle

          Ciclovia, coisa que menos de 1% dos Paulistanos usam para trabalho e lazer!! Perde se tantas vagas para ajudar uma minoria pequeniníssima!! Não entendo essa lógica. E vc acha que, um dia, daqui a 10 anos ou mais, esse quadro irá mudar? Vai ficar fácil, por exemplo, ir da zona sul à zona norte pedalando!! Isso pra mim é muito mais delírio que outra coisa. Ciclovia em SP só se for para lazer, nos parques e avenidas que há espaço para tal coisa, parem de achar de SP é como as capitais da Europa…

          • É a mesma lógica que foi utilizada no caso do automóvel, mas com um diferencial: ela não está sucateando nada para tentar induzir uma utilização maior.

            Quanto aos 10 anos mencionados, foi o tempo requerido por outras cidades, inclusive de países subdesenvolvidos, caso de Bogotá, por exemplo. Com relação ao deslocamento norte-sul, já há, historicamente, um serviço troncal de alta capacidade para tanto, a Linha 1-Azul do Metrô, assim, é preciso fazer valer a intermodalidade.

            Ciclovia em São Paulo, de acordo com a utilização tanto no Centro Expandido como na periferia, com utilização intensa de bicicletários na CPTM, é para mobilidade. São Paulo é São Paulo, tem elementos europeus e outros próprios.

            • CharlesAle

              A única intermodalidade possível é a troca de carro particular para ônibus e Metrô, sonhar com os Paulistanos andando de bicicleta para ir trabalhar não é nem sonho, é utopia das grandes…Vamos investir em prioridades, não em delírios ecochatos..Vamos investir em ônibus, metrô, trens, e deixar ciclovias para lazer ou aonde se é possível te-las…

    • Minerius Valioso

      Em resumo: mais uma encheção de saco dos ambientalistas.

    • vicegag

      Não dá para agradar Gregos e Troianos, creio que aqui este desperdício não é tão grande, visto que a maioria do comércio não pensa muito em acomodar os carros, pode se até criticar os EUA, pois lá (excluindo algumas cidades como NY), sobra espaço para estacionar, mas aqui eu acho que ainda é muito subdimencionado o espaço destinado para os autos.

    • pedro rt

      bons tempos qdo nos eramos criança, ha 20 anos atras…, qdo nao tinha essa histeria por nao comprar carros e outras coisas q jogam a culpa em cima da populacao como pensar mais no mundo no aqueçimento global, no impacto de insumos…

      • A população é copartícipe, meu caro. Ademais, 20 anos atrás tinha gente morrendo pendurada no transporte coletivo, o sucateamento das ferrovias estava escancarado, a extinção dos bondes mostrava a que veio, o modelo de cidade baseada no automóvel já fazia suas vítimas etc. Saudosismo descolado da história.

      • Mr. Car

        Ótimos tempos.

      • Edson Fernandes

        E veja que essa noticia veio bem a calhar: A mesma critica para dizer sobre o excesso de carros pode ser colocada a culpa no governo. Ele que incentivou o aumento da frota.

        • Incentivar a propriedade do carro não implica, necessariamente, no incentivo a uma utilização inconsequente e pouco racional. O europeu tem carro e nem por isso faz questão de usá-lo 24/7.

          • Edson Fernandes

            Ah sim… porque se as pessoas compraram carros realmente elas compraram para deixar parados na garagem porque quase sempre em SP o transporte publico é muito bom.

            E seria estranho usar um carro 24 horas por dia…nem brasileiro faz isso.

            • Bom, se quase sempre é muito ruim, podemos discutir e tratar de como lutar para melhorar, que é um assunto essencial, mas extraordinariamente não discutido, mas bom ou não, a maioria utiliza o transporte coletivo e não o automóvel, assim, todo motorista precisa agradecer, do contrário, nossa velocidade média seria pior do que de muita cidade inchada e subdesenvolvida nos piores países da Ásia.

              Sobre o 24/7, é claro que é uma expressão, uma figura, desculpe se não ficou claro. O que eu estou dizendo é que o uso indiscriminado não deve ser feito, pois o automóvel surge como veículo utilitário e de passeio, principalmente em regiões que são, apesar dos esforços irresponsáveis do poder público, voltadas para o transporte coletivo.

    • Francisco Bruno de Figueredo F

      É isso aí Mr. Car, eu não sei o que essas pessoas que têm tanta raiva de automóvel vem fazer em um site sobre automóveis. As pessoas esquecem que existe algo chamado necessidade. Alguns dias atrás precisei fazer um exame. Sai de casa e em 25 minutos estava na clínica. Ao sair fui para o trabalho e levei por volta de 30 minutos. De ônibus seria cerca de 1 hora e 15 minutos para ir, e de lá para o trabalho seria mais de 1 hora e meia, nos dois trajetos teria que pegar 3 ônibus e ainda andar a pé por alguns quarteirões, sem contar que ando com algumas coisas que seriam bem difíceis transportar de ônibus, e aí, como fica?. Em outra ocasião minha esposa ficou doente, era madrugada, fomos ao hospital retornei por volta de 05:00 horas da manhã, nesse caso o que faria? Colococaria ela na garupa de uma bicicleta e pedalaria por 15 km, que era a distância do hospital para onde à levei?, tem cada uma… Andei de ônibus quase a vida inteira, não por querer, mas por obrigação, pois não tinha dinheiro para mais que isso. Ônibus lotado, calor infernal (Fortaleza-CE), muitas vezes ficava pendurado na porta por várias paradas de tanta gente que eu nem conseguia subir, uma mão segurando os livros da faculdade e a outra me sustentando para não cair, ônibus nunca mais. E nada mudou de lá para cá pois as funcionárias que trabalham comigo continuam sonhando em ter seu transporte pessoal, mesmo moto, pois não aguentam passar pelo que eu passava mais de 20 anos atrás todos os dias.

    • Pedro Cunha

      O nome disso é IDIOCRACIA. É a ditadura dos estúpidos. Um estacionamento para 500 carros é problema? Então um banheiro público com 10 sanitários também é, afinal vai gerar um grande acúmulo de excrementos, ocupar um grande espaço e demandar pessoas trabalhando para sua manutenção. No meu ver, estudos desse tipo são realizados por sujeitos que pensam da seguinte forma: “Se precisamos evitar dores de cabeça, que então arranquemos as cabeças e as eliminemos.”
      Provavelmente é um daqueles estudos feitos para justificar dinheiro público em institutos procrastinatórios de pesquisas vazias ou mesmo justificar algum dinheiro privado de origem suspeita/incerta.

    • Vagnerclp

      Mas este lance aí de casas já acontece. Já vi várias vezes grandes empreendedores cercar pessoas que moram em casas de um determinado local, fazendo pressão para que vendam os seus imóveis para que seja tudo destruído e levantado no lugar um prédio. Na avenida brás leme tem um exemplo disso. Compraram meio quarteirão para fazerem um apartamento de alto padrão, só que tentaram de tudo para que três comerciantes que tinham ponto no local. Os caras resistiram, eles então construíram o complexo e no lado da avenida ficaram três minúsculos comércios debaixo do gigante.

  • Fábio

    “Investimentos em metrôs, trens, ônibus, carona paga e compartilhamento estão sendo aplicados em muitas metrópoles pelo mundo.”
    Hahahaha matéria feita pra invejar os países que dão certo no mundo.
    A propósito, ótima matéria!

    • Bom, pelo menos em São Paulo, apesar de todos os problemas, temos investimentos no sistema metroferroviário, no sistema de ônibus (principalmente na capital, mas não apenas nela), também estão sendo envidados esforços (na capital) para viabilizar o Uber e outros sistemas do tipo.

  • rodrigo oliveira

    -sou amante da natureza e a respeito muito,más esse assunto de poluição com os carros,transito já encheu a paciência,tudo agora é culpa dos automoveis,chega de pegar no pé dos automoveis ,eu quero mais verde nas cidade então chega de predios ok.

    • Mr. Car

      Exato. Brasília foi uma cidade pensada para os carros. Isto não impediu que fosse uma cidade extremamente ajardinada, arborizada, florida, cheia de enormes espaços gramados, e até de árvores frutíferas como jaqueiras e mangueiras em espaços públicos.

      • invalid_pilot

        Brasília foi construída do Zero… Logo é o mínimo que se espera

        São Paulo, Rio, Salvador e etc são cidades de 400+anos logo crescimento foi totalmente orgânico e pouquíssimo planejado. Maior parte das avenidas de SP foram feitas nos anos 50 e ainda bem que alguém decidiu planejar o mínimo possível, caso contrário estaríamos mais ferrados ainda por aqui

        • Mr. Car

          Podiam construir outras Brasília então, e parar de perseguir e aporrinhar quem tem carro, he, he!

          • invalid_pilot

            Brasília em si é um paraíso, já o entorno é pior que qualquer quebrada aqui de SP.
            Não conheço Brasília mas nesta parte de planejamento urbano dizem ser fantástico! Outra cidade organizada e que funciona bem é Curitiba (mas é longe de ser a maravilha que falam )

            • Mr. Car

              Depende do entorno. Tem lugar bravo como alguns complexos de favelas no Rio, mas outros lugares normais. Brasília em si (o Plano Piloto), é fantástica! Não tem a mulher da vida da gente? Pois Brasília é a cidade da minha vida. Sou loucamente, desesperadamente, completamente apaixonado por “ela”, he, he! Meu avatar não me deixa mentir, he, he!

          • KOWALSKI

            Esses caras nunca tiveram a vergonha na cara de sair pro trabalho de bike em um dia nublado, com avenidas e calçadas estreitas, enfrentar longas subidas. Mas… todos eles vem cagar regra.

            • O mesmo conceito que se aplica ao pedestre e o transporte coletivo se aplica às bikes. Pare de forçar a barra.

              • KOWALSKI

                Quem tem de forçar a barra é você, já tá meio ‘pesadinho’.

                • Quem não tem argumento vem pedir para ver o preço do braço e punho alheios… que vergonha.

                • Quem não tem argumento logo vem pedir para ver o peso do braço e do punho alheio. Que vergonha.

  • fbl

    Simples. Basta investir em transporte publico de massa. Parar de roubar dinheiro publico e beneficiar as mafias de onibus, parar de dar desculpas de que os metrôs sao caros para construir e investir em trens e metros de qualidade para as metropoles. A onda do momento é enganar a população com o tal BRT, que mantém o povo refem dos onibus do mesmo jeito e nao da conta de nossas enormes cidades e regioes metropolitanas de muitos milhões de habitantes.

    • cepereira2006

      O molusco resolveu investir em estádio pro curintia e outros na selva, pantanal, dunas e daí ficamos sem metrôs, trens e transportes eficientes. Povo acéfalo vota em governantes acéfalos que acabam por fod… cada vez mais o povo. Essa porcaria de país nunca vai tirar o pé da lama. Só tem burro e ladrão. A minoria honesta não consegue eleger ninguém.

      • tjbuenf

        Curioso é que há muito tempo o Ministério dos Transportes ajuda a financiar projetos de mobilidade voltada ao coletivo.

  • Sergio

    Vou ver qdo sair versão em filme.

  • Lorenzo Frigerio

    MIND THE GAP! Que saudades de Londres.

    • Mr. Car

      Não seja por isto. No metrô do Rio também tem o aviso MIND THE GAP, he, he!

      • cepereira2006

        E MIND YOUR POCKET, também, kkkkkkk

        • Mr. Car

          MIND YOUR POCKET vale para qualquer lugar no Rio, he, he!

  • Antoniokings1

    Poderiam, no futuro, colocar em cima de cada vaga uma cobertura com painéis solares para reabastecer os carros elétricos. Seria até uma boa opção para chamar clientes para para esses centros de compras, visto que existe uma certa crise no de negócio de shoppings por lá também. Sei lá. Poderia ser um atrativo. “Faça suas compras e recarregue seu carro de graça. Deixe um pouco as compras online’!

    • tjbuenf

      No huezil as placas sumiriam em dois tempos, reaparecendo momentos depois em locais de risco onde o aparato no telhado valeria mais que tudo abaixo dele.

      • Santo vira-latismo!

        • tjbuenf

          Você acha? Eu já cansei de ler notícia sobre interrupção de energia por furto de cabo de alta tensao, por exemplo. A cultura de muitos brasileiros é, lamentavelmente, essa…

        • th!nk.t4nk

          O cara é realista. Lógico que iriam roubar logo de cara. Se duvida, construa e faça o teste. Um saco essa história de chamar de “complexo de vira-lata” toda vez que alguém diz algo óbvio e realista sobre o Brasil.

          • Realidades não são percebidas de forma única.

          • Racer

            Isto acontece com a iluminação colocada nas paradas de ônibus…Se não estiver bem gradeada, não dura um mês.

  • Pedro Evandro Montini

    Por que não cobrir esses estacionamentos com painéis solares? Daria até para abastecer os veículos, que por acaso fossem híbridos ou elétricos estacionados sob eles.

    • ricmoriah

      já existem alguns assim, inclusive da Tesla.

  • Roger Rosato

    A cidade onde moro atualmente, Vancouver, é uma das líderes globais em mobilidade urbana alternativa.

    Uma cidade de 600 mil habitantes com 300 km de ciclovias, 68 km de metrô e um sistema de ônibus e trólebus muito bem estruturado permite que o tempo de viagem nunca seja muito mais elevado que o mesmo trajeto de carro, além de manter níveis aceitáveis de conforto (os ônibus param de aceitar mais passageiros beeeeeem antes do que se observa no Brasil).

    Além disso, ainda é uma das cidades onde compartilhamento de veículos mais prosperou no mundo. Ter um carro (que no Canadá é relativamente caro, haja vista o seguro obrigatório de pelo menos 3 mil dólares) deixa de ser uma necessidade e passa a ser uma opção.

    São incontáveis os casos de pessoas que não têm carro, pois não vêem necessidade ou então que os têm mas que só usam em final de semana ou viagens.

    • cepereira2006

      NUNCA chegaremos a este nível, infelizmente.

    • tjbuenf

      Isso depende muito da educação da população. Aqui no Brasil as pessoas destroem o que elas mesmas precisam. Algo bem primitivo, irracional.

    • kravmaga

      600 mil habitantes ?! Acho que Copacabana já deve ter mais gente do que isso…

      E é um bairro constituído por prédios antigos, quando a maioria deles nem tinha garagem.

      • Roger Rosato

        Sim, o conceito de cidade grande no Canadá é bem diferente do que temos no Brasil. Toronto é a maior cidade do país e tem 2,5 milhões e eles acham enoooooorme LOL
        Mas o que realmente vale são as regiões metropolitanas, a Grande Vancouver tem mais de 2 milhões de hab e a Grande Toronto tem quase 6 milhões.

    • Franklin Clinton

      Vancouver é a cidade do Canadá com o melhor transporte público. É uma exceção. É uma cidade com território médio, com transporte público cobrindo toda a cidade. No resto do país o transporte público é bem menos eficiente do que na Europa. Pra quem veio do Brasil onde o transporte público é péssimo, vai achar lá eficiente mesmo…

      • Roger Rosato

        A discussão não se limita a transporte publico, vai muito além disso. Mencionei as opções alternativas e a mudança na forma que o transporte individual é encarado.
        Eu não disse que Vancouver é melhor ou pior que cidade X ou Y, que o Canadá é melhor que país W ou Z, só estava dando um exemplo bem sucedido.

  • Parte da solução do problema de excesso de carros é relativamente fácil de resolver. Se dois colegas de trabalho moram no mesmo bairro o que impede de um ir de carona com o colega ao invés de ambos irem cada um com seu carro. Se forem três colegas melhor ainda, cada dia um usa o carro. Outro ponto, brasileiro tem mania de usar carro para trajetos muito curtos, por exemplo, se eu almoço num restaurante que fica a 400 metros da empresa onde trabalho eu vou a pé. só que a maioria insiste em pegar o carro para um trajeto até menor que esse. Quanto ao transporte público, no Brasil, deve sim melhorar. Todavia nada substitui o conforto do carro, seja para ouvir a música preferida, não sentar do lado de estranhos, etc. E lembrando, todo metro, de qualquer cidade grande (Tóquio, Nova York, São Paulo) vive lotado nos horários de pique, com gente em pé. Da mesma forma que toda praia badalada vai lotar no período de veraneio, isso pode ser em Miami, Floripa, Rio de Janeiro ou Ibiza. O mundo possui um excesso de pessoas habitando nele, e ninguém quer admitir isso.

    • Mr. Car

      Nem é excesso de pessoas (ainda, mas vamos chegar lá), mas determinados locais com concentração populacional demasiada.

      • Cidades mais densas são mais sustentáveis e proporcionam maior qualidade de vida.

        • Racer

          Qualidade de vida com acúmulo de pessoas? Nunca… Pessoas empilhadas em apartamentos, gerando mais barulho, lixo e movimento, não contribuem em nada para uma boa qualidade de vida.

  • Cris Dorneles

    Como dizem no AE, é tudo demonização do automóvel. Mas ter um carro hoje, é algo que tem que gostar, e muito…

    • Paulo

      Verdade. A demonização do carro é evidente. Contudo o mesmo está cada vez mais se tornando dificil de engolir. No nosso pais então mais ainda, vide os custos e dificuldades de uso. Sou a favor do uso do automóvel para lazer, passeios e etc. Seu uso diário e para deslocamentos curtos foi o fator que culminou nessa demonização.

      • Cris Dorneles

        Eu estou pensando seriamente em abolir o uso do carro, em função dos elevados custos operacionais.

  • Paulo

    Um ponto a se discutir. Porque sempre que envolve mobilidade urbana a motocicleta nunca é citada? A Europa e a asia são os maiores mercados de motos e as mesmas nunca entram em discussão no cunho sobre mobilidade e eficiência do transporte.

    • Diego Lip

      A moto está inclusa com os carros.

      • Problemático isso, era interessante separar, pois são veículos muito diferentes, eu mesmo estou pensando em comprar uma maxi-scooter para alguns deslocamentos específicos, pois não sou xiita com relação à mobilidade urbana, embora tenha predileção pelo transporte coletivo, principalmente para garantir cidades com boa qualidade de vida.

    • th!nk.t4nk

      Moro na Europa há anos, viajo pra caramba por aqui e praticamente nunca vejo moto. Aliás, o que tem são essas Vespas, que a molecada usa só pra curtíssimas distâncias no verão (no inverno somem). Baita solução pra mobilidade mesmo, só que não.

      • Paulo

        Que país você estar? Alemanha, englaterra, italia e principalmente Espanha a cultura da motocicleta é muito forte. Acho que falta você prestar um pouco mais de atenção. Pesquisa sobre os números de vendas de GS 1200 GS na Alemanha, você irá se espantar.

  • tjbuenf

    O leasing é uma forma de não propriedade

    EuMeSmObYmYsElF e Tosoobservando ficam doidos lendo uma coisa dessas. Vão até fingir que não leram a reportagem…

  • André Pessimista

    Estou vomitando um arcoiris aqui com esse papo comuna ecologico.

    • Fanjos

      kkkkkkkkkkkkk

  • Rafael Yashiro

    Aqui na cidade, recentemente, abriu um novo shopping. Passando por lá constatei exatamente isso: O estacionamento é maior que a área construída do shopping e da subestação.
    É muito espaço, caras, deveriam ter aproveitado aquilo melhor. E o principal, muito dificilmente fica cheio, até a metade é difícil.

    • Racer

      Aqui já teve um caso semelhante….até ocorrer a ampliação do shopping e a construção de um edifício garagem. Pode escrever….esta área ainda vai ter construção.

      • Rafael Yashiro

        Aconteceu isso com outro shopping, mas nesse caso o estacionamento a céu aberto nem era tão grande e construíram um edifício de escritórios.

  • Luis Burro

    Quero soh ver a postura dos taxistas no futuro com toda essa concorrência!Os EUA tem transporte publico quasr pior q o brasil, acho q eh descaso msmo (assim como aki),por causa da importância dada ao particular(aki eh pq ngm tah nem aih).
    Serah q o Brasil tbm foi levado em conta nesta pesquisa? Pq aki alem de um transporte publico risivel tbm nao existe uma política do alternativo.

  • KOWALSKI

    Notícias Alternativas está de parabéns…

  • Senhora Liberdade

    o sensacionalismo ambientalista veio parar ate aqui ? a maioria das grandes metrópoles mundiais, suas vias publicas sao controladas pelo establishment que nada resolve os problemas de locomoção dos habitantes. Transporte coletivo são ótimos, porem começam a inflar mais ainda esse problema.

  • Romulo Moreira

    Acho que não dá pra generalizar…Nos EUA pro exemplo tem lugares que é sossegado para estacionar o carro, tem lugares que não….Na Europa é bem mais osso, o espaço é reduzido mesmo, ou seja, é imperativo que seja incentivado o transporte público, e meios alternativos de mobilidade urbana…além de fatores secundários, como por exemplo andar de bike com 15, 16 graus é uma coisa, agora aqui no BR, estourando o ano todo com 26, 27 graus por exemplo é outra coisa totalmente diferente…
    Sei lá, também acho chato essa implicância com carros, mas acho pior ainda ficar preso no transito….seja de carro e pior ainda, de ônibus no calor…no final das contas o que conta é chegar bem e rápido no seu destino. E isso tem inúmeras formas de se fazer, pena que arrisco dizer que no BR esse alcance será algo penoso e atrasado.

  • tjbuenf

    Para os Shoppings Centers estacionamento jamais será desperdício de espaço, na verdade é investimento. Só ver quanto não se ganha com aquela taxinha de R$ 10 que cada frequentador paga ao utilizar ao espaço.

    • Fanjos

      Por aqui ja é comum pagar 20…30

  • André Toledo

    Parabéns. Mais uma excelente reportagem.

  • Estou De Olho

    Concordo plenamente que devemos sempre planejar uma cidade com múltiplas opções de transporte. O assunto da notícia “estacionamentos são espaços ociosos” é historinha de cabeça européia aqui nas Américas. A Europa é um país com pouco espaço geográfico e alta densidade demográfica, é óbvio que o foco por lá é o transporte coletivo. Cidades e países aglomerados seguem esse ritmo mesmo, mas querer que o mundo todo siga esse ritmo é SEM NOÇÃO, cada um tem que ficar no seu quadrado. Países que possuem muito espaço geográfico, como EUA e Brasil, nunca irão construir transporte público para tal, é financeiramente impossível. Investimentos nos carros híbridos, elétricos, hidrogênio ou mesmo em novas formas de transporte individual ou novas idéias, deveriam ser sempre ser o foco da evolução.

  • Celso

    Transporte público é muito bom… pros outros usarem. A melhora do transporte público é de grande importância, mas também há algumas outras soluções: o incentivo a carros minúsculos, de até 2,5 metros de comprimento por exemplo, ou até menos (menos área de estacionamento e de congestionamento), veículos q estacionam de pé, veículos autônomos q seguem em combóio (engate eletrônico), o q diminui consumo e amplia de duas a três vezes a capacidade de fluxo das vias. Um carro para levar uma pessoa não precisa ocupar + espaço do q um kart, com comprimento próximo à uma moto. O impacto espacial de cada carro pode diminuir bastante, e por aí devem ir os incentivos governamentais, criando nova cultura do transporte individual, muito longe dos gigantes desengonçados q temos hoje até nas menores categorias de carros.

    • sigma7777777

      Observando a Índia, acho que a tendência seria carros de tamanho de 4 metros e as soluções que surgiram me pareceram boas e viáveis ideias que já ganharão o mercado.

      • Racer

        Aí entra em uma coisa que defendo: carros tipicamente urbanos, pequenos mesmo, tipo o C1, Picanto…

  • th!nk.t4nk

    Nao troco o excelente transporte público aqui da Alemanha por nada. O ônibus passa a cada 10 min. na porta de casa. O degrau pra entrar é mínimo, o ônibus é de qualidade (muitos sao elétricos inclusive). Chego rápido, pontualmente, pagando menos que pagaria tendo um carro, e com zero stress de trânsito. Carro? Só pra curtir no fim de semana.

    • Filipo

      Como você disse, você está na Alemanha.
      Aqui é a Alemanha do averso!

      • Em São Paulo não é tão difícil assim dispensar o carro, mesmo que parcialmente. O segredo é fazer valer a intermodalidade.

        • Franklin Clinton

          Dependendo do local onde a pessoa mora, até que dá para viver sem carro. Principalmente pra quem mora perto de estação do Metrô. Igual a quem mora na Zona Sul do Rio.

        • th!nk.t4nk

          São Paulo precisa investir urgentemente em ampliar o metrô. Na superfície está melhorando, já tomaram algumas ótimas medidas. Falta investir no subterrâneo, que é o que resolve de fato. Com transporte público bom, automaticamente o povo vai fazer as contas e ver que é a melhor alternativa.

          • Pode investir também em superfície e elevado, que é a tipologia majoritária da malha atualmente em operação também, mas isso vai exigir racionalizar o espaço viário na superfície. Ainda assim, mesmo com 1.000 km de trilhos na Grande São Paulo, os congestionamentos permanecerão, pois a capacidade viária é sempre irrisória.

      • Racer

        Então está explicado…Assim é fácil defender transporte público por aqui, sem usar ele de fato.

    • Franklin Clinton

      Alemanha é um dos países com melhor transporte público do mundo. Ganha fácil do Canadá, EUA, mas perde um pouco para sua vizinha Suíça.

  • FelipeBR14

    Eu tenho carro, mas quase não uso. Só não vendi pq gosto de viajar com o carro.
    Moro na zona Sul do Rio e por aqui não vale a pena ter carro. Tenho metrô e ônibus para qualquer lugar.
    Trabalhei em Niteroi (cerca de 23km da minha casa) e ia sempre de ônibus (demorava 40 min). Na volta eu vinha de barca + metrô (demorava 1:10h).
    Hj trabalho no Centro do Rio e chega no trabalho em 20 minutos.
    Aqui no Rio tem os corredores de ônibus que melhoraram um pouco o trânsito, porem ainda acho q tem linhas demais para percursos parecidos.
    Estou ansioso para ver como vai ficar o VLT. Torcendo para que seja um projeto excelente para a população.

    • th!nk.t4nk

      Não conheço tão bem o Rio, mas o que me assustou foi a atitude dos motoristas de ônibus. Muitos simplesmente ignoram as pessoas nos pontos, mesmo estando o ônibus bem vazio. Isso é uma loucura total. Já tinham me falado, vi acontecer na minha frente algumas vezes, e depois aconteceu comigo também. Bizarro.

      • Mr. Car

        Fora correrem feito uns loucos, e fora dirigirem como quem leva sacos de batata.

    • O sistema de ônibus do Rio estava estagnado em termos de paradigma, por isso, precisava de uma racionalização urgente. O poder público decidiu fazer, mas tem cometido muitos erros, o que com certeza vai prejudicar milhões de pessoas.

      • Racer

        Mas e quem é o poder público? Tirando o fato de haverem políticos que não sabem nada, são muitos “estudiosos” pensando e projetando o que a teoria manda, mas que não atende a população.

        • O poder público é uma maneira de se referir a mais de uma esfera de poder, pois estamos tratando de um tema que geralmente envolve mais de uma esfera, mas como falei, o ITDP (e vale mencionar também a WRI, antiga EMBARQ Brasil) mostrado excelentes cases ligados sobretudo a municípios de médio porte, tudo baseado em BRT, avançando e muito sobre sistemas tradicionais de ônibus.

          Bem, até hoje eu tenho visto teorias que estão de acordo com a realidade, mas pessoas que não conhecem nem as teorias e, para agravar, nem fazem ideia de como analisar metodologicamente a realidade, tentando vender uma imagem de “conhecedores da população”, quando na realidade, não conseguem propor uma solução aceitável e em voga com o que tem sido aplicado no mundo e dado certo (dica, não é o uso inconsequente do carro em países em desenvolvimento).

          • Racer

            Aqui…a muitos anos atrás…já se teve um pré-BRT….linhas alimentadoras servindo troncais, saindo de terminais espalhados pela cidade. Causou uma revolta tão grande na população, foi tão mal planejado (de novo, estudiosos de escritório)… que foi um fiasco e teve de ser abortado.

            Quero ver são os teóricos fazendo a gestão e operação propriamente dita do que planejam. E de novo: o “poder público” engloba muitos que acham saber muito porque são “estudiosos”, oriundos de grandes universidades… O mundo não serve como exemplo, pode ser no máximo uma sugestão… Mas daí aparecem os que estudaram, que acham que sabem mais do que qualquer outro…fazem contas…cálculos…(o papel aceita tudo)…tudo na “metodologia”….Na hora da operação, não funciona e eles não aparecem pra corrigir. Projetar sentado em uma mesa é barbada…quero ver meter a mão na operação e fazer a teoria virar realidade.

            • Será que você está culpando estudiosos, quando na verdade, deveria estar culpando políticos, que passam por cima do que está planejado para agradar concessões feitas de forma fraudulenta ou ainda atender pedidos populistas de vereadores? Acho que antes de reclamar dos estudiosos, é preciso buscar um pouco mais conhecimento para conseguir, no mínimo, entender o funcionamento da máquina pública e apontar um caminho a ser traçado. Engraçado que, quando o assunto é automóvel, novamente, não se vê muita gente reclamando de quem estuda para fazer a máquina e a infraestrutura necessária virar realidade.

              • Racer

                Eu trabalho na máquina pública….e convivo com estes estudiosos…não estou falando por falar. E também se reclama bastante de quem “organiza” a infraestrutura da cidade e sua mobilidade. A CET é a mais famosa por ser chamada de incompetente..

        • No caso específico do Rio de Janeiro? SMRT (município) e DETRO (estado).

          • Racer

            Mas e quem faz parte destas instituições? Fácil colocar a culpa ou elogio em uma sigla, mas são os que compõe ela que fazem acontecer (ou não).

      • zekinha71

        vc é o caioco do SSC?

    • Thiago Porto

      Ahhh meu amigo, com todo o respeito que você merece.
      Morar na Zona Sul é fácil.
      Todo serviço aí funciona.

      E o “resto” da cidade, aquela pequena parte que deve representar uns 75% do território do município? kkkkk
      E lá no Subúrbio?

      “Lá não figura no mapa
      No avesso da montanha, é labirinto
      É contra-senha, é cara a tapa..” (Chico Buarque – Subúrbio)

      BRT que foi encurtado pq não faz as curvas de Olaria.
      Que demora 50 minutos para ir do Galeão a estação de Vicente de Carvalho.

      Trem que para todo dia entre as Estações e deixa as pessoas caminhando pelos trilhos.
      Avenida Brasil, parada, obras, muitas obras.
      Linha Vermelha, parada.

      E a Baixada, pobre gente que vem da baixada.
      Saí de casa as 5 da manha para chegar as 8 no Centro.

      Ahhh meu amigo.
      A Zona Sul é o Oasis no meio do Deserto.

  • André Pessimista

    Caio Cezar Ortega, que conversa pra fazer jacaré nadar de costas! Discordo de tudo que vc disse, acho perda de tempo discutir com vc, pois vc nao vai mudar de opinião, está centrado em um mundo particular em que tudo que sai de sua boca é certeza. Além de ter muiiiiito tempo livre!!!!!!!!! Abraços de tamanduá!

  • CharlesAle

    Amigo, pelo amor de Deus, vc pode colocar um calhamaço de estudos aqui..Entenda que ciclovia nunca será um meio de transporte para trabalhadores! Como pode isso! SP não tem nem geografia para isso…Então vamos parar de gastar fortunas nessa coisa e investir aonde tem necessidade, que é em novas vias urbanas, mais ônibus e metrô. Carro paga muito imposto para isso.Eu mesmo, apesar de morar no ABC, já trabalhei na Capital várias vezes, e se tivesse de ir de bicicleta, já teria morrido!!! Vamos ser práticos e não ficar gastando em coisas abandonadas, como essas ciclovias….

    • Bom, estudos falam mais do que afirmações que rechaçam conhecimento. Acredito que você precisa entender melhor como se dá o uso da bicicleta em São Paulo, Bogotá e inúmeras outras cidades. Reforço novamente sobre a importância de não subestimar a intermodalidade, os bicicletários da CPTM estão cheios e Mauá (já que você falou no ABC) tem um dos maiores do país.

      • CharlesAle

        No geral, nem 1% dos trabalhadores usa bicicleta para ir trabalhar! E quem trabalha longe de linha de trem?? Repito..Ciclovia é só para lazer em SP, gasta muito para poucos, ou quase ninguém usar…

        • Quando nem 1% dos trabalhadores usavam o automóvel, mesmo assim foi feita infraestrutura para ele, inclusive prejudicando o bom urbanismo das cidades e a qualidade do meio ambiente; quando a maioria usa o transporte coletivo, se espera que estes recebam prioridade nos investimentos, mas quem recebe são aqueles que usam sobretudo o automóvel, o que nos torna ineficientes em logística e nos priva de desfrutar de mais tempo livre, prejudicando inúmeros nichos de mercado, além de tornar a população menos culta (não há tempo suficiente para consumo amplo de cultura).

  • Thales Sobral

    Pois é, o pessoal acha que quem compra carro é “dazelite” e não liga pra nada, e tá andando de carro pra poluir e ocupar espaço. Bota um ônibus decente, que não demore muito, e que o cara não tenha de se espremer feito sardinha pra ver se não vai ter uma adesão espontânea.
    Agora, é difícil haver esse tipo de transporte público quando o pessoal engessa o sistema de um jeito em que quem legisla sobre o serviço acaba nunca usando (ou vereador anda de ônibus/metrô?)

    • Edson Fernandes

      Alias, estou para ver exemplo em SP de politico usando transporte publico.

  • Rubem

    olhando essas vagas nas fotos..pelo menos aqui no rio so me vem dois shoppings com essa área de desperdício de espaço pq de resto, os automóveis ficam integrados as construções seja subterrâneo, abaixo
    ou acima das edificações

  • Porque nessas contas nunca se usa o tempo que a pessoa perde esperando um coletivo? Isso não tem custo?

    • Quer falar do custo do tempo perdido com congestionamentos? Ônibus podem e são monitorados, a espera não necessariamente é indefinida, nem necessariamente significa 15 ou 30 minutos. Novamente, falar de transporte coletivo exige a ótica do transporte coletivo.

  • Sabe o que acho mais curioso? As contas são feitas sempre de maneira a beneficiar o ponto de vista. Um exemplo: Tenho um deslocamento diário de aproximadamente 6 km e nesse verão no calor ou na chuva é complicado ir a pé, embora reconheça um bom exercício. Pois bem, para se chegar nesse lugar se toma 3 ônibus (!!!) ou nenhum. Sem usar a integração, gasto mais de transporte que com gasolina. Mas aí alguém falará dos gastos de manutenção, impostos… Que tem que entrar na conta. Concordo, mas e o tempo economizado? Isso não tem valor? Quantas vezes você já viu nas contas de quem defende transporte público o tempo que se perde? Parece que o tempo dessa gente não tem valor.

    • Matheus

      o cidadão ai que defende com unhas e dentes o transporte publico como se carros fossem vilões em tudo pelo visto tem no dia dele 48 horas… tempo é dinheiro… e para mim o preço que pago a mais no veiculo compensa o que eu economizo em esforço e tempo…

      • Pior é o cara vir defender uma Xangri-lá achando que ninguém conhece e usa transporte público na cidade? Já tive que esperar mais de 10 passagens do metrô na linha Vermelha para ter condições de entrar (E ainda não tinha. Mas o horário começou a ficar imperativo). E ainda vir com essa de que “conforto é relativo”. Relativo é a cara de pai de tentar convencer quem passa sufoco em trem, quem é vítima de violência e assédio que a pessoa não passou por isso. Um recado para essa turminha vermelha: Quer demonizar o carro? Abra mão da parcela do IPVA. Demonizar quem te sustenta é fácil não é?

        • Matheus

          eu nem ligo mais, é cada fanático que tu encontra na net que pqp… pensa que sabe de tudo, e mora em todas as cidades do Brasil… ele dizendo que para melhorar o transito é só tirar os carros… hahahaha mister obvio mesmo… quer acabar com a lotação do sus tbm? é só matar as pessoas, essa vai ser a próxima sugestão dele… conforto é relativo? na verdade ele se esquece de que quase tudo é relativo… “a eu estou confortável nesse ônibus aqui com 6 pessoas por m², claro, comparando com o ônibus que tem 8 pessoas por m²” eu quando preciso ir a um lugar perto, vou de bike ou a pé, ando de ônibus tbm… tem vários lugares que não preciso ir de carro… agora tem lugar que não da, e ele colocando a culpa no carro… cidades só tem engarrafamento sabe pq? excesso de gente… não adianta… a culpa é que o povo se entoca tudo em um lugar e quer que flua tranquilamente… basta ver outras cidades no interior de sp, vai ver se é tudo lotado e engarrafado…

  • Jose Silva

    Cada um tem uma visão. No EUA a maioria das cidades não ultrapassagem 200 a 300 mil habitantes, até mesmo as capitais, é tudo muito bem planejado, e claro, planejado para você ter carro. Por isso os grandes estacionamentos e etc. Carro lá é barato, qualquer trabalhador consegue comprar. As poucas cidades com população acima de 1 milhão de habitantes que investem em transporte público de massa, mas mesmo assim o americano prefere o conforto do seu carro. Lá os estacionamentos são enormes mesmo pois todo mundo tem carro, essa realidade não vai ser mudada da noite para o dia, o que vai mudar é o carro a combustão passar a ser elétrico e não poluir.

  • Rafael Trindade

    Eu resumo tudo em uma palavra “Contradição”.

  • MarcelloHSouza

    Texto imbecil!
    Deixem as pessoas terem seus carros em paz e que tenham espaço para poder deixá-los onde quer que vão.
    Dane-se o espaço ocupado, o dono da propriedade faz o que quiser com ele, que cada um arque com os custos de suas decisões econômicas, tanto os comerciantes que ofertam o espaço para estacionamento quanto os motoristas que pagam (diretamente ou indiretamente) o preço para estacionar.