Segurança Trânsito

O perigo dos animais que cruzam as estradas

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Estimativas apontam que em 75% dos casos, o atropelamento de animais resulta em acidente grave, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal. Apesar de placas de sinalização e a fiscalização de concessionárias de rodovias, departamentos de trânsito e polícia, o número de acidentes de trânsito envolvendo animais é grande no Brasil.

Na maioria dos casos, os atropelamentos envolvem animais de pequeno e grande porte, tais como cães, gatos, bois, vacas e cavalos. A recomendação é que em caso de haver um animal de grande porte na estrada, o motorista deve desacelerar e frear levemente, a fim de desviar do animal (que pode ser vaca, boi ou cavalo), mas sempre por trás dele.

No caso de animais de pequeno porte, infelizmente, a recomendação dos especialistas é que não se evite a colisão, pois o desvio brusco pode provocar um acidente grave, colocando a vida das pessoas a bordo ou de terceiros em risco. Se a velocidade for baixa, o desvio rápido pode ser feito, mas em rodovias e vias de trânsito rápido, o risco de acidente é bem maior.

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O impacto de um animal de pequeno porte causa danos ao veículo, mas dificilmente o desvia da trajetória. No caso de animais de grande porte, o corpo destes geralmente fica na altura do capô e durante a colisão, este acaba sendo projetado para o interior do veículo, lesionando ou matando os ocupantes por esmagamento.

O tipo de animal encontrado nas estradas do Brasil varia de acordo com a região e vai desde pequenos cervos e cobras até grandes búfalos e bois. Nas marginais de Pinheiros e Tietê, em São Paulo, por exemplo, não é raro encontrar capivaras próximas das pistas, pois estes animais ainda permanecem nas margens originais destes rios. O NA já presenciou um animal deste tipo morto junto de uma das pistas no Tietê.

Vários casos de atropelamentos com vítima já foram registrados e estima-se que anualmente as colisões contra animais nas estradas do país alcancem milhões. Em qualquer situação, o condutor deve estar atento à via onde trafega. Recomenda-se uma visão periférica durante a condução.

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Na presença de um animal como o cavalo, por exemplo, buzinar levemente ajuda a afasta-lo da pista. Alguns animais viajam em grupos e ao ver um macaco, por exemplo, o motorista precisa ter cautela, pois geralmente haverá outros com ele. No caso de jacarés, a recomendação é parar e acender os faróis, que imobilizam o animal, facilitando assim o desvio.

Como a maioria dos motoristas do Brasil não possui um treinamento adequado para evitar situações como essa, a prudência é essencial. No entanto, o despreparo não pode ser imputado somente ao condutor.

A responsabilidade também recai sobre o dono do animal. Se o motorista acidentado não estiver alcoolizado e acima da velocidade permitida, ele pode acionar judicialmente o proprietário do animal. É essencial fazer fotos do animal e do local, assim como colher duas testemunhas.

[Fonte: Revista Quatro Rodas]





  • Junoba

    Tudo isso seria evitado, se o dono dos animais tivessem juízo. Se alguém morre por causa disso, a culpa é do proprietário que deveria ficar preso por negligência.

    • Louis

      Se for animal silvestre, não tem como responsabilizar terceiros… O ideal é maneirar na velocidade, principalmente de noite.

      • Holandês Louco

        Se o animal é silvestre, ele pertence à união, sendo assim, a culpa é do representante oficial: Dilma
        ;-D

        • Bruno

          Na realidade a culpa é e sempre vai ser dela kkkk

      • Matheus Marques da Silva

        Parabéns pelo comentário sensato! É duro para eu admitir porque vivi até hoje achando que eu já era maduro suficiente, mas a idade nos ensina (e isso não vale para todo mundo) a ser mais prudentes e a pensar no próximo.
        Uma vez minha noiva me disse que sentia mais vendo um animal atropelado do que um ser humano atropelado, e eu me obrigo a concordar: o ser humano é responsável pelos seus atos, os outros animais dependem de nossa responsabilidade.

    • @Junoba:disqus Tem muito fazendeiro que não tá nem aí, não constrói cercados e os bichos acabam chegando ao asfalto. Pura irresponsabilidade.

    • CharlesAle

      Exatamente.Os criadores tem de ter responsabilidade sobre cuidar de sua criação quando estiverem pastando! Pois um atropelamento de animal do porte de um bovino, por exemplo, pode ser até fatal para o motorista e sua familia..

  • Mr. Car

    Quando o bicho está no meio da pista, visível, até é fácil tomar uma atitude defensiva, o duro é quando surge do nada, correndo, tipo de um mato na beira da estrada, e às vezes “em cima” do carro, sem dar tempo para qualquer reação. Felizmente sempre tive como reagir, seja desacelerando, freando, desviando…por motivos óbvios não gostaria de atropelar um dos grandes, mas também não um dos pequenos, muito especialmente se fosse um cachorro. Ah, e não pude deixar de pensar também em outro perigo, existente ainda em maior número: o dos animais que dirigem pelas rodovias, he, he!

    • Louis

      Outro animal que está fazendo estrago é a Anta que dirige o país.

      • Mr. Car

        Pode apostar. Um estrago dos infernos.

      • CharlesAle

        Sim. Além de ser o primeiro animal que vejo gostar de mandioca!!!

    • Pedro Henrique

      quando eu estava tendo aulas práticas na auto escola, uma vez desviei de um cachorro que estava dormindo, sim dormindo, deitado no meio da rua em uma curva (era na rua ao lado da rua da minha casa e uma rua que quase não passa ninguém) então eu desviei do animal entrando no máximo 30% do carro na pista contraria.
      Fiquei a manhã inteirinha ouvindo a instrutora reclamar, que nesses casos eu não deveria ter feito oque eu fiz, que o ideal seria atropelar o animal mesmo.
      achei meio arrogante da parte dela, ok entendi e segui diante, mas com toda certeza se acontecer uma situação igual, farei exatamente oque fiz naquele dia.

      • Fernando S.

        Se for possível desviar sem colidir com outro em mão contrária, é o mais correto a fazer. Agora com vários veículos vindo em mão contrária, infelizmente é frear o máximo possível e NÃO desviar. Antes um cachorro do que vc, os passageiros do seu carro e o motorista e passageiros de outro veículo se machucarem com grvidade.

        • Pedro Henrique

          então, mas não vinha ninguém na direção contraria, apesar de ser uma curva com visibilidade mediana e ainda por cima em uma rua residencial sem grande fluxo.

          • Matheus

            mas carro de auto escola n pode passar de 45km/h se n me engano, eu mandava essa loca t0m4r no c#, atropelar o bicho podendo desviar é insanidade… se pudesse eu parava o carro e espantava o bicho…

            • Pedro Henrique

              pode passar de 45 km/h sim ‘-‘
              afinal eu andava nas marginais a 60 km/h… o carro da auto escola não passa de um carro normal com pedais do lado do passageiro também
              não pode é passar do limite da via, independente o quão tartaruga você está.

              • Matheus

                sim, mas vc tem que respeitar o limite da via… se ele disse que estava numa rua residencia dessas sem duvidas n estaria numa velocidade onde não pudesse parar ou desviar de um animal…

                • Pedro Henrique

                  eu estava a 40 km/h, pois sempre andava no limite da via pra não ser tão tartaruga…

      • Mr. Car

        Só não tendo como desviar sem causar um acidente, eu não desviaria. De resto a instrutora podia chiar o resto da vida, e até me reprovar. Mas um malaco que não experimente se postar na frente do meu carro, tentando me fazer parar, he, he!

        • Pedro Henrique

          aí segundo informações de pessoas experientes o correto é acelerar tudo que der. kkkkkkkkk

      • A pior situação é um cachorro de médio / grande porte e você de moto. Primeiro tem que desviar (atropelar de moto pode dar um tombo bem feio) e depois torcer para o bicho não avançar na moto. Isso ainda do risco do carro de trás colidir com a moto ao frear.

    • @robertonvalentim:disqus Tem toda razão! O pior animal é o ser humano imprudente.

    • arzanette

      aqui em sc existem muitas capivaras (nao e da raca spin da gm hehehe)nas plantacoes de arroz ja atropelei uma a noite e o estrago foi grande.

    • Pedro Rocha

      O texto não entrou nesse detalhe, mas há diferenças de reação de acordo com o tipo de animal.
      Bovinos normalmente são calmos e não reagem aos veículos, podendo mesmo manter a trajetória se estiver invadindo a pista (por isso citado que eles devem ser contornados por trás), a não ser que ele já esteja assustado e nesse caso ele pode literalmente tentar passar por cima do veículo. – aconteceu com um conhecido ao qual meu pai emprestou um Fusca: o boi tentou pisar no capô e causou danos ao para-choque.
      Equinos são os piores, pois são imprevisíveis: pode acontecer dele te ignorar ou disparar estrada afora, deixando a situação ainda mais perigosa.
      Cães possuem basicamente dois tipos de comportamento: quas sempre fogem para evitar o atropelamento ou podem partir para o ataque. O último caso acontece mais com cães que vivem em áreas rurais e que não estão acostumados com veículos em alta velocidade. (meu pai estourou a cabeça de um cachorro desses que avançou contra o F-4000 que ele estava dirigindo).

  • SDS SP

    Sei que não tem muito a ver com o post, mas existem uns animais velhos com várias rodas (caminhões e carretas), ou mesmo carros de passeio que tiram à tranquilidade de qualquer motorista.

    Me fez lembrar em 2006 quando trafegava pelo rodoanel e um pedaço do feixe de molas (pesava aproximadamente 5kg) de uma pick up caindo aos pedaços foi em direção ao nosso parabrisa, deixando 3 feridos (inclusive eu). A sorte é que o carro tinha uma película no parabrisa, pois poderia ter resultado em uma tragédia.

    Esse é o resultado da nossa frota de veículos que está caindo aos pedaços.

    • Tygra

      Outra coisa perigosa na pista é as carcaças e restos de pneus, é o que mais vejo pelas rodovias, principalmente de caminhões, que normalmente devido ao elevado preço dos pneus novos os caminhoneiros acabam usando pneus recauchutados, que quando arrebentam, ficam espalhados pelo meio da pista, trazendo grandes riscos.

      • SDS SP

        Exatamente. Muito comum em qualquer estrada, um verdadeiro perigo.

      • dielveio

        Melhor ainda quando veiculam propagandas alardeando vida útil maior de um pneu recauchutado do que um pneu novo… .

        • CharlesAle

          Sim. Ms o problema do recauchutado é que ele não suporta sobrepeso, coisa que eles praticam comumente.Por isso, muitos não fazem questão do recauchutado..

      • Colorado

        Esses dias passei por isso, um bitrem no sentido contrario passou por cima de uma carcaça de pneu, jogando contra o capo do meu carro que subiu pelo parabrisa fazendo um estrago, fora que no susto, eu me abaixei pro lado quase perdendo o controle do carro

  • Luiz Pereira

    Vale lembrar que muitas vezes os atropelamentos estão relacionados ao excesso de velocidade!

    • Filipe Machado

      Fala isso na Imigrantes, Anhanguera, Dutra e Marginais aqui em SP onde tem pedestres e animais atravessando no meio da via – sendo que nestes locais a velocidade regulamentada é próximo aos 100km/h (exceto Marginal hoje)

      Problema é deixarem construir casas à beira de rodovias rápidas e não haver barreiras (quando existem sempre dão um jeito de furarem a barreira)

      • CharlesAle

        Bom, pelo menos na Imigrantes colocaram umas grades para evitar “pra lá, pra cá” dos moradores da beirada da pista!

  • Aldo Raine

    Muitos eleitores da Dilma morrem assim nas estradas

  • Arthur Lima

    E o que dizer dos animais atrás do volante que ficam na pista da esquerda e não saem da frente porque já atingiram o limite da via?

    • saosao

      Eles estão no seu direito.

      • 0terceiro

        “Porque atingiram o limite da via.”

        As leis de trânsito falam em velocidade máxima para a via,
        e não em velocidade mínima.

        Não há nenhuma lei de trânsito dizendo que não existe limite de velocidade na faixa da esquerda, @disqus_fhYnyJt6GA:disqus.

  • Tygra

    Já passei por duas situações com animais na estrada. Na primeira, eu estava trafegando à noite em uma curva aberta quando avistei dois coelhos, eles estavam atravessando a pista, reduzi a velocidade e eles passaram, no entanto, como estava contornando a curva, a luz do farol refletiu nos olhos de um dos coelhos e ele se assustou e voltou repentinamente, nesse momento eu não tive muito o que fazer, tentei desviar, mas não teve jeito, ele bateu no canto direito do para-choque. Resultado: R$1300,00 de prejuízo. Foi o coelho mais caro do mundo. No segundo, uma raposa saiu das margens da pista de repente, mas nesse caso consegui frear e desviar sem maiores problemas. É sempre muito perigoso se deparar com animais na pista.

    • Então era verdade: “Quem livra a raposa, condena os coelhos”

    • CharlesAle

      Há dois anos atrás, tive de viajar com meu meu irmão de SBCampo, para Picos, no Piauí.Onde ele teve de vender uma propriedade na cidade..Nossa, nunca vi tantas carcaças de animais a beira de uma pista.(jumentos com certeza, mas tinha de caprinos também)..Viajar a noite nessa BR 407( que me lembro era isso) deve ser tenso..

    • saosao

      Entre a raposa e o coelho, é menos pior matar um coelho, pois a raposa é tão raro… rs

  • Zé Mundico

    Realmente para animal pequeno é mais negócio jogar prá cima e evitar desviar, pois se vier outro carro na faixa oposta pode acontecer uma tragédia. Todo caminhoneiro sabe disso e nunca desviam para cachorro, bode, raposa e guaxinim, afinal o cara não vai colocar a vida, o caminhão e a carga em risco po causa de um cachorro, por exemplo. Para animal grande é reduzir e rezar para a porrada não causar coisa pior. Quanto a indenização, o problema é que ás vezes os donos dos animais são mais lascados do que os motoristas.

    • Louis

      Se for animal grande (cavalo, boi) eu prefiro capotar, tentar jogar o carro no mato do que bater de frente com um desses, que entram pelo parabrisa…

      • CharlesAle

        Verdade. Aliás é uma decisão terrível. Pois pode ser uma pirambeira a beira da estrada que dá medo só de olhar.E pior que muitas vezes só tem um segundo para decidir…

  • b.c

    Perigosa essa situação

  • zekinha71

    Uma vez por incrível que pareça entrou na minha frente mais ou menos 50 vagas, na avenida Jacu Pêssego próximo do Aquário, quem é da Zona Leste conhece o local, como pode ter uma boiada no meio de São Paulo?

    E uma outra vez na madrugada lá no Jardim Anália Franco quando ainda não tinha o shopping nem os prédios e era um enorme matal apareceu uma vaga, sorte que estávamos devagar procurando uma rua no meio do breu.

    • Com tanta vaga assim, não falta lugar pra estacionar.

      • zekinha71

        HJ em dia se encontrar uma vaga ou uma vaca na rua fica surpreso de qualquer jeito kkkkkkkkkkkkk.

    • CharlesAle

      Verdade..Já andei muito pela Jacu Pêssego, em meu trabalho anterior..Aquele trecho novo( que vai até Mauá) a noite é loucura andar ali em!! Favelada nervosa na beira das pistas! Faixa de gaza deve ser fichinha perto daquilo rsrsrs

  • Wagner

    “O perigo dos animais que usam as estradas”…

  • Bruno

    Um outro perigo muito comum hoje em dia são os crackudos, quem aqui nunca teve que desviar bruscamente de umas dessas criaturas que surgem do nada em cima do seu carro quando você menos espera?

    • saosao

      Aqui perto de casa, região da Saúde, zona sul de SP, tem uma praça cheia de mortos vivos cracudos cegos. É impressionante, é só eles verem um carro vindo, que decidem atravessar a rua, sabe-se lá para que.
      Minha noiva reduz a velocidade para evitar acidente. Já eu acelero para não ser abordado e colocado num caldeirão.

  • Samuel Fialho Pereira

    Há mais ou menos 3 anos, estava voltando do Município de Piuhim-MG sentido Mococa-SP pela rodovia MG-050 (na época ela era mal sinalizada) a noite; então na Serra da Babilônia passado Capitólio-MG, um animal de porte grande cruzou nossa frente (não vimos que animal que era pois estava escuro e neblina) foi o tempo de desviar rapidamente jogando no acostamento, mas a lanterna do veículo pegou no animal e quebrou toda a lanterna e amassou o para-choque…

    Paramos em Guaxupé-MG (2 municípios antes de Mococa) para comermos e a lanterna tinha queimado, só a do outro lado que ascendia e tinha sangue no para-choque… Até agora não sabemos que bicho era aquele…

  • Wesley

    Já atropelei um veado, nem todos os animais tem donos! Tive o prejuízo de + R$2.000,00.
    Tem coisas que são acidentes mesmo, pois estava em viagem, sem sinalização, noite, então acaba dificultando as coisas.

  • Agnaldo Gastaldi

    O perigo não são os animais, o perigo é o carro que mata

  • Marcos Pastori

    Na minha opinião, a maneira mais eficaz de evitar acidentes desta forma é andar mais devagar em estradas vicinais, próximas a fazendas, e avisar os motoristas que vem no sentido contrário caso aviste qualquer tipo de animal na pista.

    Se os animais tiverem um dono normalmente é difícil de achar o mesmo, caso não tenham, não há o que fazer.

    Palavra de quem já atropelou um bezerro e deu perda total no carro!



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