Manutenção

O que fazer após um alagamento

enchente

Infelizmente está cada vez mais frequente inundações e alagamentos nas cidades brasileiras. Nesses casos, ter um automóvel na área de risco é prejuízo certo. Mas, todo o veículo que enfrentou alagamento pode ser recuperado, o problema é o custo, que nem sempre vale a pena pagar.

Em caso de simples invasão de água no interior, a limpeza é mais rápida e barata, mas em casos de submersão total, o veículo ainda pode ser recuperado, mesmo com motor e sistemas elétricos atingidos, mas os danos são enormes, especialmente se houve o calço hidráulico. Nesse caso, o motorista tentou passar pela área alagada e aspirou água, danificando os componentes internos.

No caso dos componentes eletrônicos, o custo de reparação será ainda maior que o do motor. O custo para limpeza básica vária de R$ 500 e até a completa recuperação superando R$ 10.000. Alguns modelos importados têm custos muito mais altos. Os preços de reparação vão variar de acordo com a tecnologia utilizada pelo veículo, como por exemplo, acelerador eletrônico ou mecânico (cabo), que geram diferença enorme de valor.

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A recomendação é que, em caso de o veículo ser atingido por uma enchente, o proprietário acione a seguradora o mais rapidamente possível, pois quanto mais o carro estiver molhado ou sujo, mais caro ficará sua reparação. Além do preço alto, o dono deve se preparar para ficar um bom tempo sem o carro, cuja limpeza pode durar de uma semana até um mês.

Em casos mais simples, bancos, revestimentos das portas, tapetes, carpetes e feltro são retirados, mas se a água atingiu partes elétricas, os componentes afetados também serão substituídos, bem como óleo de câmbio e módulos eletrônicos em casos mais graves. Recomenda-se fazer o serviço completo num mesmo estabelecimento, para evitar várias desmontagens.

Da mesma forma, se o veículo enfrentou uma enchente e aparentemente parece que tudo está bem, a recomendação é fazer um checkup de motor e câmbio para ver se não houve danos ainda não percebidos.

Seguro

Na época entre janeiro e março, quando a incidência de chuvas aumenta bastante na maior parte do país, o acionamento de seguros em caso de enchente é maior. As seguradoras chegam a ter 30% dos casos com perda total do veículo, quando o custo de reparação supera o valor do carro em 75%. Algumas consideram perda total quando a água atinge o painel de instrumentos, indicando que os componentes vitais já foram afetados.

Para a maioria das apólices existe a cobertura contra enchente ou desastres naturais, o que é bom para não deixar o proprietário na mão. Raramente as empresas do setor se negam a pagar, exceto se for comprovado que o dono do veículo colocou-o em área de risco, tal como em uma praia, por exemplo.

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Enchente no caminho

Ao se deparar com uma via alagada, o melhor é dar meia volta e procurar um caminho mais seguro. Mas, se não houver como fazer isso, recomenda-se observar se a água está até a metade da roda. Caso positivo, dá para enfrentar, pois acima disso é risco maior para o veículo. Mas, saiba por onde está passando. Se a via não for conhecida, evite a travessia, pois a mesma pode esconder buracos ou depressões acentuadas, que acabaram submergindo o veículo repentinamente.

Na travessia, mantenha o câmbio em primeira e a rotação elevada, evitando assim que o motor aspire água. Dosar bem o pé é necessário para manter o propulsor numa faixa de rotação adequada e evitar velocidade que provoque ondas, pois a água pode acabar sendo aspirada pelo motor, gerando o calço hidráulico.

Se a água subir muito, procure um local alto e desligue o veículo. Após isso, vá embora. Se o motor morrer, não dê partida, pois isso aumenta o risco de calço hidráulico. O veículo deverá ser rebocado nesse caso e depois passar por uma revisão.

CESVI

O CESVI – Centro de Experimentação e Segurança Viária – realiza estudos para descobrir quais modelos de carros são os mais ou menos vulneráveis a alagamento. Esse comparativo pode ser consultado através do site da instituição, que pode ser visto nesse link.

[Fonte: Revista Quatro Rodas]





  • Bourgelat Marinho

    E no caso de carro de câmbio automático?

    • ViniciusVS

      Coloca o cambio na posição “L” ou se tiver Paddle Shift usa o modo Sport/Manual e mantém na primeira marcha.

      • saosao

        E se não tiver L nem sport?
        A posição mais baixa do meu é a 2. Já passei por alagamentos só na 2, e nada aconteceu, mas acho que foi mais pela prudência e velocidade na passagem do que por estar na 2ª marcha.

        • ViniciusVS

          Se não tem o certo é não arriscar.

      • Bourgelat Marinho

        Perfeito amigo. Este ano passei num trecho alagado e talvez por estar devagar demais ou por ter deixado no D, entrou água no escapamento e ficou parado no meio. E pra piorar entrou água dentro do carro aumentando o prejuízo com a necessária retirada de todo o carpete do carro para secá-lo completamente. Ao menos não houvem problemas mecânicos nem elétricos. Ao retirar do local, esperei um tempo para secar e depois… haja vapor de água saindo do escapamento, rsrsrs.

    • João Cagnoni

      Eu passei e queimou a chave seletora de marchas, o carro ficou mais doido que o Batman.

    • T1000

      chore

    • Leonardo C.

      Eu passei e começou a dar tranco na troca da 1ª pra 2ª, era um C3 Solaris com o AL4, troquei o óleo logo após o ocorrido e só depois de meses ele voltou a funcionar normalmente, sem trancos.

      • Marcelo Henrique

        Deu sorte, geralmente os dois sensores de rotação queimam.
        R$ 1.000,00 cada.

  • Fernando S.

    Dica principal: jamais arrisque. Dê meia volta e retorne de onde veio (ou pegue rota alternativa, mesmo q mais longa) ou fique aguardando a água baixar. Sua segurança e a de sua família em primeiro lugar

    • Edson Fernandes

      Mesmo que não seja da familia… mas sua dica é a mais correta.

      Além disso, por mais que não cause avaria em rodar no alagado no momento em que se passou, pode sobrar para depois. Eu atualmente não me arriscaria (mas já fiz no passado)

  • Um detalhe, muitos acham que alagamentos só ocorrem em cidades mal planejadas , não projetadas para o correto escoamento da água. A primeira é segunda foto confirmam que não. Não existe solução quando a água vem em grande volume e por um tempo considerável.

    • T1000

      Cara, na maioria das vezes, sim. Canso de ver kms e kms de ruas sem sequer uma boca de lobo. Quando chove, a rua vira um rio.

  • Leviathan

    O que fazer após?

    Lavar o carro bem lavadinho (por dentro e fora) e vender

  • DTF

    Chore…

    • Ricardo Rangel Lirio

      Ia escrever isso… Kaakakakkk

    • Jackson

      Chora nada, já tem muita água nesta história.

  • Jorge

    Existem procedimentos mais simples em caso de alagamento:

    1. Abandone o carro e salve a sua vida e a dos ocupantes do carro;
    2. Acione o seguro;
    3. Venda o carro.

    Problema resolvido! ;-)

  • Ricardo Rangel Lirio

    Por essas e outras que é umaroubada enfrentar alagamentos ou deixar seu carro em locais alagáveis…

  • Yamaha Mt-09

    Se não tiver seguro só pode se fazer duas coisas, sentar e chorar.

  • Gilvan Mendes

    “quando o custo de reparação supera o valor do carro em 75%.”