Europa História Montadoras/Fábricas Opel

Opel, o braço germânico da General Motors

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Opel 4/8 PS “Doktorwagen”

Em 21 de janeiro de 1862, a Adam Opel fundou em Rüsselsheim, Alemanha, uma empresa com seu sobrenome para fabricação de máquinas de costura. Ela ficava em um estábulo e logo se especializou em fazer produtos personalizados, ganhando notoriedade no ramo.

No ano de 1888, Adam Opel transfere a fábrica para um local maior na cidade, mas dois anos antes começava a entrar em outro segmento, o de bicicletas de roda alta. Em poucos anos, Opel já era líder nos dois mercados. O fundador da empresa morre em 1895, mas deixa seus filhos no controle do negócio.

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Adam Opel

A Opel se junta à Friedrich Lutzmann, um serralheiro de Dessau, que tinha alguns projetos de automóveis. Dessa união surgiram os primeiros veículos motorizados da marca alemã. No entanto, os carros não fizeram sucesso e em 1901, a empresa faz uma parceria com a francesa Darracq, obtendo algum resultado.

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Opel 4/12 PS “Laubfrosch”

Automóvel Opel

A associação com a Darracq acaba em 1907, mas em 1909, a Opel apresenta seu primeiro automóvel próprio, o 4/8 PS, apelidado de “Doktorwagen”, pois a confiabilidade mecânica era apreciada pelos médicos, que assim podiam confiar o transporte de seus pacientes ou consultas mais urgentes.

Dois anos depois, a fábrica da Opel é destruída por um incêndio, mas a recuperação foi rápida o suficiente para que ela fosse considerada o maior fabricante de veículos motorizados da Alemanha. Nos anos 20, a empresa goza da boa liderança no mercado germânico, alcançando até 37,5% de participação.

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Opel Olympia

Ela desenvolveu um modelo aberto, chamado Laubfrosch e veículos impulsionados por foguetes, os RAK, feitos para competições e exibições. Em março de 1929, a GM fica impressionada com a moderna Opel e adquire 80% da empresa, passando a ter 100% em 1931.

Em 1935, começa a produção de caminhões leves Blitz e o modelo P4 se torna um sucesso entre os automóveis. A montadora é a primeira a superar a marca de 100 mil veículos por ano. O Olympia foi o primeiro carro do mundo com carroceria monobloco e se tornou um marco na história automotiva.

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Opel Kapitän

Segunda Guerra

Quatro anos depois, surge o Kapitän com uma série de inovações tecnológicas, mas o começo da Segunda Guerra obriga sua retirada de produção em 1940. A empresa, a maior montadora da Europa em 1939, produziu pouco para a Wermarcht por causa de sua conexão com os americanos, assim como a Ford em Colônia. Apenas aviões de reserva e tanques foram feitos, mas em baixa escala.

Ainda assim, os Aliados observaram o uso das fábricas da Opel e as bombardearam em 1945, a único ano em que a Opel deixou de produzir desde 1899. A fábrica de Brandenburgo foi assumida pelos soviéticos, que levaram até as esquadrias das janelas, erguendo uma fábrica próximo dos Urais.

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Opel Kadett

Mesmo assim, os soviéticos pediram todo ferramental e maquinário para restabelecer a produção do Kadett, um modelo que era feito em Leipzig desde 1937. No entanto, após a entrega, os soviéticos lançaram outro carro, o Moskvitch 400. Mas este era feito em Moscou.

O modelo era uma cópia do Kadett e chegou a ser exportado para a Bélgica. Ele permaneceu assim até 1959. No entanto, os EUA forçaram o fim da reparação de guerra para os russos em proteção dos interesses da população de Rüsselsheim, pois a Opel estava sendo sistematicamente desmontada e enviada para a URSS.

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Opel Blitz

Pós-guerra

A produção recomeçou com o caminhão Opel Blitz – que em 1961 deu origem ao atual logotipo da marca, já que seu nome significa relâmpago em alemão – e depois com outros veículos no decorrer do período pós-guerra. A GM reassumiu o controle da montadora com muita relutância, pois o ambiente econômico da Alemanha e da Europa era frágil após o conflito.

Modelos como Kapitän e Olympia voltaram para as linhas de montagem e foram atualizados no começo dos anos 50, sendo que a empresa voltou ao ritmo dos anos 30 a partir de 1954. Sem o Kadett, ela se posicionava entre Volkswagen e Mercedes-Benz. Nesse período, surge o modelo Rekord e somente em 1962 a Opel volta a fabricar o Kadett. Em 1967 e 1968, surgem os modelos Commodore e GT.

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Opel Commodore GS-E Coupé

A Opel vendeu seus carros nos EUA até 1975, através da rede Buick. As operações da Vauxhall foram integradas às da marca alemã, mas a inglesa ficou restrita apenas aos mercados britânico e irlandês, enquanto a germânica atingia o restante da Europa. Em 1970, surge o Ascona e o Manta.

O projeto “J” da GM dá origem ao Monza, que tinha outra carroceria na Opel no começo dos anos 80. Em 1984, surge a última geração do Kadett e aparece o primeiro carro turbo, o Rekord 2.3T. Modelos como Corsa, Astra, Vectra, Zafira e Omega saíram das fronteiras da Europa e chegaram a mercados distantes nos anos 90.

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Opel Monza

A Opel influenciou positivamente a engenharia de muitas filiais da GM mundo afora e praticamente foi a base de produto em alguns países, tais como o Brasil. Na eterna batalha contra a Volkswagen dentro de casa, a empresa também ajudou a moldar a americana Saturn, esta última na luta contra os japoneses.

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Opel Senator

Crise

Em 2008, a crise mundial atinge fortemente a GM, que diante da possível falência, inicia um processo de desmantelamento do grupo a fim de reduzir os custos. Ela concordou em vender 55% dos ativos da Opel para a Magna. Mas o negócio foi cancelado.

Então, após a reestruturação, a GM decidiu investir mais pesadamente na Opel, inclusive encerrando a história da Chevrolet na Europa Ocidental, a fim de garantir exclusividade para a marca alemã. Modelos recentes como Adam e Cascada, surgem para ajudar na renovação do lineup.

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Opel Ascona

Brasil

A Opel nunca vendeu seus carros no Brasil de forma oficial, sendo a GM sempre representada pela Chevrolet. Ainda assim, muitos produtos dessa última tiveram influência direta ou indireta da alemã, tais como Opala (Rekord/Commodore) e Chevette (Kadett), assim como Ascona (Monza aqui), o próprio Kadett, Vectra, Astra, Omega, Meriva, Zafira, Corsa e outros que foram vendidos aqui, incluindo Calibra e Tigra. Essa fase, no entanto, já passou.





  • Minerius Valioso

    O que será que os amantes dos antigos modelos da Chevrolet pensam sobre as mudanças que a GM propôs aqui no país?

    • Apopololo

      Uma merda.

      • CignusRJ

        HAHAHAAHA Perfeito!
        Adorei seu poder de síntese.
        .

      • radiobrasil

        Ficou Ó!!! Uma “b” rss

    • Filipe Augustus

      Depois do meu Vectra eu não tive nenhum modelo da Opel pra usar no dia a dia, aí deixei ele como segundo carro e comprei um Corolla =D

      • Dricks

        ta show esse vectra parabens

      • Offspring

        Apesar de ter muitas peças (boas, é claro) de Monza e Kadett, este Vectra é um carrão! Sou fã deste modelo e gostaria de ter um GSI! Parabéns pela máquina!

        • Filipe Augustus

          Na verdade, ele só utiliza o motor 2.0 do Omega/Monza/Kadett, com 116cv, acredito que 90% das peças são todas importadas. Inclusive o cambio é japonês! Apesar de eu gostar dele, é um carro com a suspensão meio frágil!

    • Freaky Boss

      Tive um corsa e acho q Chevrolet vai demorar a entrar na minha garagem. Linha horrível e sem nada mecanicamente q inove.

      • Pacheco

        Hoje ela faz carro do jeito que a grande massa gosta de comprar. Pelo preço de Onix/Prisma, você compra muitos melhores, porem eles atraem pelo design e diferenciais que nada tem de vantagem (painel digital, my link, cambio de 6 marchas).

        • RyanSX

          Bom comentário. Aqui o carro tem que ser bonito, motor não fica amostra e puxando o carro está bom demais.

    • Kako Sousa

      Lamentável. Hoje temos modelos desenhados na subsidiária coreana Daewo, com alguns componentes Opel (o jurássico motor, por exemplo), e os câmbios mecânicos são projetos antigos da japonesa Isuzu, a qual a GM tinha participação. Vamos estar sempre à anos luz de distância do que a Opel oferece na Europa.

  • Mr. Car

    Pena que no Brasil amputaram este braço. Pena mesmo.

    • Offspring

      No Brasil, exatamente igual ao modelo europeu, acredito que só uns 10 automóveis foram lançados.

      Conto no dedo:
      1-Chevette G1 (era exatamente o Opel Kadett C, que foi lançado na Alemanha depois do Brasil – os T-Cars foram 100% projetos americanos, assim como os J-Cars);
      2-Kadett GSI (mas ‘somente’ com 4 anos de atraso);
      3-Omega CD 3.0 (mas ‘somente’ com 6 anos de atraso);
      4-Calibra;
      5-Tigra;
      6-Captiva V6 (que é exatamente o Opel Antara com emblema Chevrolet – foi lançado nos EUA como Saturn Vue);
      7-Vectra GSI 1993;
      8-Corsa GSI;
      9-Monza SR 1983;
      10-Por fim, o Opala 1968 (o único da lista que era melhor que seu equivalente Opel, no caso o Reckord, pois o nacional vinha 6 cil, com acabamento mais refinado e câmbio automático nas versões topo);

      Não está nesta lista? Então é porque só teve casca igual, e todo conteúdo com peças mais baratas e antigas…

      • Mr. Car

        Pena mesmo assim.

      • Filipe Machado

        Captiva é projeto Coreano… Daewoo não sei se contaria

        • Pacheco

          E até mesmo a Captiva q era top e tinha bom preço a Chevrolet matou.

        • Offspring

          Não é.

          Captiva Sport: Opel Antara;
          Captiva: Daewoo Captiva.

          Grand Cherokee: Base Chrysler;
          Cherokee Sport: Base Fiat.

          (nome iguais para carros totalmente diferentes).

          Não leve isto mal… Não estou aqui para ser chato… Só acho que é bom a pessoa pesquisar antes de falar algo que não sabe.

          • Lorenzo Frigerio

            Na verdade as Cherokee famosas no Brasil usam base Jeep (AMC), inclusive o motor de 6 cilindros (exceto Grand Cherokee Limited).

            • Offspring

              A Wagoneer era uma AMC. A Grand Cherokee teve duas gerações famosas por aqui. As primeiras já eram baseadas nas picapes Dodge, enquanto as pós 2000 eram base Daimler (Mercedes-Benz).

      • Freaky Boss

        A GM trouxe o astra hatch lá pelo ano 2000 como importado. Meu cunhado teve um, inclusive. Não conseguiram nem substituir todos os emblemas opel pelo da chevrolet. Bom carro.

        • radiobrasil

          Aquele Astra feioso importado acho q era 97, 98… Em 1999 ou 2000 que veio o novo e belo Astra, ja fabricado aqui.

        • Offspring

          Não: Estes Astras eram 1995 e chegaram já em fim de linha na Europa. O 1999 em diante era nacional, com base no Monza/Kadett.

  • Offspring

    Muitos erros neste texto, ein? Sou muito fã de automóveis europeus, e tenho bons livros locais (franceses, ingleses e alemães – além de um Polonês sobre a italiana Isotta Fraschini) que contam muitas histórias e tem, inclusive em alguns, todos carros fabricados por marcas (caso dos livros da Delahaye, da carroceria Saoutchik e da Alfa Romeo pré-guerra, escrito por Colin Crabbe).

    Apontarei alguns:

    1-“Ela desenvolveu um modelo aberto, chamado Laubfrosch e veículos impulsionados por foguetes, os RAK, feitos para competições e exibições.”

    Errado: Este Opel 4PS nada mais era do que um Citroën 5cv feito sob licença na Alemanha. Nada a ver o que o texto disse.

    2-“A GM reassumiu o controle da montadora com muita relutância, pois o ambiente econômico da Alemanha e da Europa era frágil após o conflito.”

    Errado: Por conta da miséria na Europa e da falta de dinheiro na classe média, a GM desistiu da ideia inicial, de colocar a Chevrolet na Europa. Por 2 motivos: 1-Um Chevrolet custaria muito caro na Europa; 2-Não quiseram desenvolver um carro Chevrolet barato (curiosamente, arrependeram-se e adotaram a estratégia na América do Sul e África 2 décadas depois). Optou por manter a Opel apenas para lucrar. Desde então, a Opel antiga morreu, nascendo uma empresa 100% de ideia, dinheiro, controle, projetos e iniciativa da matriz americana.

    3-“O projeto “J” da GM dá origem ao Monza, que tinha outra carroceria na Opel no começo dos anos 80.”

    Tuuuuudo errado: O Monza alemão NUNCA USOU A PLATAFORMA J! Ele era o sucessor do Opel Reckord Commodore (ou nosso Opala coupê). Portanto, não tinha a plataforma J, que foi usada em carros compactos, como o Chevrolet Cavalier, Pontiac J2000, Oldsmobile Firenza, Buick Skyhawk e Cadillac Cimarron (todos nos EUA) – era chamado de Vauxhall Cavalier no Reino Unido e Chevrolet Monza no Brasil. O Monza alemão era maior, da linhagem de Opala e Omega, para melhor entenderem.

    4-“A Opel influenciou positivamente a engenharia de muitas filiais da GM mundo afora e praticamente foi a base de produto em alguns países, tais como o Brasil.”

    Nada a ver: A Opel produzia carros feitos e desenvolvidos pela matriz americana. O item 3 já explica tudo: Os J Cars foram todos feitos nos EUA, mas a Opel apenas adaptou um cabeçote novo nos motores que conhecemos como Família 2, que foi usado no Brasil – não foi usado nos EUA pois o público de lá queria V6.

    Como estudioso da marca, fico à disposição do Eber para escrever artigos. Tenho bons livros com até figuras técnicas em seus conteúdos.

    • Jackson

      Leitores agradecem pelas correções.

      • Offspring

        Gosto muito do site. Só corrigi por conta disso. Abraço!

    • 4lex5andro

      e tambem, na foto do carro 3 portas, foto imediatamente anterior à do senator sedan..

      trata-se de um senator tambem (mas de 1a geraçao) e nao ”opel monza” , como descrito ..

      / editado: correto, valeu pelo alerta, o opel monza de fato foi fabricado na europa na mesma epoca do ascona, mas maior, e compartilhava plataforma com o senator..

      • Gustavo Miranda

        Opel Monza, versão coupé do Opel Rekord>

    • Alligator

      isso mostra que a Chevrolet já estava vendendo gato por lebre desde os anos 80 aqui no Brasil

      Opel Ascona Hatch e Opel Monza tração traseira GSE 3.0

      • Offspring

        Não. O nome ASCONA no Brasil não foi adotado por conta do termo ASCO. Não soava bem – o mesmo para o nome Kadett, que foi trocado por Chevette por não remeter à então ditadura militar dos anos 70.

    • Alligator

      Em relação a participação da Opel na 2 Guerra acho que não foi tão minima assim também, pois só o veiculo militar Opel Blitz foram fabricadas 95.000 unidades, já a Ford alem de cooperar e financiar os nazistas vetou a venda e produção de motores para os aviões ingleses

    • francis

      Um adendo ao texto do N.A , o Meriva nasceu e foi projetado no Brasil, (com apoio da Opel) , que depois a levou a Europa e olha no que deu… mas tem gente na GM que prefere a Spin rsrsrsrs

    • Antonio Sergio

      Offspring, interessante
      seu conhecimento e a forma como você argumenta. Como
      estudioso da história do automóvel é gratificante saber que não estou sozinho.
      Meu interesse pelo assunto começou por volta de 1967, quando adquiri
      pela primeira vez uma edição da revista Quatro Rodas e despertou em mim a
      vontade de conhecer o que já havia acontecido no passado de tão interessante
      invenção. A partir de então passei a vasculhar os sebos procurando edições
      antigas de revistas, livros e tudo que tratasse da matéria. Hoje, já
      sexagenário e quase 50 anos depois, por falta de espaço físico, tive de me
      desfazer do meu considerável acervo, mas apeguei-me às pesquisas na internet. É
      impressionante o que se pode encontrar. Impressionante também é saber do grande
      número de pessoas, sem qualquer conhecimento, emitindo opiniões sobre o que não
      sabe.

      • Offspring

        Prezado, quanta bagagem! Acredito que vivenciar lançamentos automotivos importantes (linha Chrysler, Opala, Galaxie 500, Esplanada Emisul, Alfa Romeo 2300, etc…) deve ser algo muito bacana e que há muita história boa para compartilhar conosco!

        Abraço!

    • Lorenzo Frigerio

      De que eu saiba, os “J” dos EUA não usavam o mesmo motor dos brasileiros, mas o V6 OHV disponível a partir de 1985 era opcional. O motor do nosso Monza é basicamente o do nosso Chevette, com outro cabeçote, muito mais moderno. Na Europa, o Chevette usou um outro motor, se não me engano também OHV.
      Esse Monza alemão provavelmente era baseado no Chevy Monza americano dos anos 70, que chegou a ter motor V8. Ou não… mas os carros são parecidos.

      • Offspring

        O Monza americano era um carro totalmente diferente. Usava a plataforma H, que é a antecessora da plataforma J. Era a mesma do Chevrolet Vega. Interessante você citar o americano, pois é mais uma prova de que a plataforma J foi feita pensando, principalmente, na modernização dos modelos locais (americanos).

        Os V6 sempre foram opções… abaixo mesmo citei que o Cavalier era muito superior ao Ascona, dentre os quais motivos pela opção V6.

        • Lorenzo Frigerio

          Existe também o Beretta… era maior que o “J”. Talvez a plataforma seja a mesma do Monza alemão, então. Aliás, ele tem um “ar” de Opel Manta.

    • Rodrigo Queiroz.

      Interessantes pontos destacados por você buscando mais veracidade dos fatos, o que não invalida o bom apanhado feito pela “Noticias Automotivas”. Agora, quanto a sua observação n.4, é fato que a Opel passou a produzir a partir da década de 80 plataformas mais modernas que a GM americana (talvez até por que estivesse mais próximo de uma concorrência mais atualizada na Europa que nos EUA). A partir da crise de 2008, a GM americana (após o socorro do governo americano) foi forçada a atualizar suas plataformas defasadas, inclusive se aproveitando de plataformas da Opel (vide o caso do Malibu, se aproveitando da base do Opel Insignia).

      • Offspring

        A Opel nunca produziu uma plataforma. O que a Opel fez foi com vontade, dinheiro, ideias e determinação da matriz. A Opel, assim como GMB, só cumpre ordens. Assim como a Daewoo ou GM SAIC/Shangai Chinesa, só serve de laboratório para os produtos destinados aos EUA.

        • Rodrigo Queiroz.

          Convenhamos que para sobreviver em um mercado competitivo como o alemão, tem que lançar produtos quase tão moderno quanto a concorrência. Se a Opel sobreviveu até hoje neste mercado, mesmo sob o mando da GM americana, a orientação foi lançar produtos modernos (ex: Vectra, Insignia, Astra, Zafira, motores 3 cilindros com turbo e injeção direta, etc…).

    • joao vicente da costa

      Amigo, sobre a correção “3”, um ajuste. De fato, o Opel Monza não usou a Plataforma J, mas o equivalente ao nosso Chevrolet Monza, o Opel Ascona usava sim. Na verdade, o Chevrolet Monza era um fac-símile adaptado ao mercado brasileiro do Ascona alemão… Acho que foi isso que o NA quis dizer.

      • Offspring

        Você foi redundante: No meu texto eu digo TODOS os carros que usavam a plataforma J, e o Ascona está no texto do N.A (claro que sei disso).

        Errado: O N.A foi erroneamente claro dizendo que o Opel Monza usava a plataforma J. Monza por Monza, prefiro o original: Chevrolet Monza 2+2 1972 com motor V8 (AMERICANO). O Monza é um nome da GM, aplicado em 03 carros da empresa. Simples e nada mais a dizer.

  • Agora temos o Daewoo Lacetti, digo Cruze.

    Que por sinal, desculpem a ignorância, não vi nada de mais em relação ao meu Vectra GT-X de 2008…

    Detalhe, meu painel é emborrachado contra o plástico rígido do Cruze…

    • th!nk.t4nk

      Tá num degrau abaixo sem dúvida. Muita gente prefere não ver, mas a realidade é que o Cruze é repleto de soluções de projeto de baixo custo. No segmento ele ainda é um bom produto, mas não chega aos pés do que a Opel oferece aqui na Europa e que poderia ofertar no Brasil, porque mercado tem.

      • DPSF

        O Vectra gtx na verdade era um opel astra… a ultima encarnação do Vectra no BR era um astra piorado. Verdadeiro sucessor do vectra q revolucionou o mercado de médios no Brasil nunca pisou aqui. Chevrolet Brasil errou feio e pisou na bola… foi uma involução do vectra 97 para o astrão…

        • Alligator

          o nosso Chevrolet Monza também não era um Opel Monza e sim um Opel Ascona

          • 4lex5andro

            o monza brasileiro estava para o monza europeu, como o vectra br, para o vectra europeu, ou seja um degrau a menos ..

            o monza br, era o ascona europeu, tal qual o vectra br, o astra europeu (mas nesse caso somente o vectra ‘c’ brasileiro,já os outros vectras, ‘a’ e ‘b’ nacionais honraram o nome, corresponderam aos similares europeus)..

            • Offspring

              Putz… Monza europeu era outro carro.

              Vão comparar nomes iguais da mesma marca? Então OK.

              1-Tivemos um Dodge Polara por aqui que era um Hillman Avenger, enquanto o Polara americano era maior do que um Galaxie Landau brasileiro. Tivemos um Charger R/T no Brasil que era feito sob um Dart, enquanto o Charger americano era feito em cima do coupe Coronet, maior do que um Galaxie Landau.

              2-O ASX se chama Outlander Sport nos EUA.

              3-O Passat alemão se chamou Santana no Brasil, enquanto o nome Passat soaria de carro velho por aqui;

              4-O Ford Fusion na Europa era uma mistura de Ecosport G1 com Meriva, a grosso modo;

              Tantos carros homônimos e de categorias diferentes! O Monza nosso era um sedã de duas portas, com pouquíssimas unidades HB vendidas por aqui!

              O nome é patenteado, por isto foram batizados. Uma falha grave do texto foi não observar que o Monza só teve este nome no Brasil pois ASCONA remetia à palavra ASCO.

              • Lorenzo Frigerio

                Quando o Santana foi lançado, o Passat ainda era fabricado. Por isso não se chamou Passat.

                • Offspring

                  Não foi por isto: Ele seria o Passat II (ver Quatro Rodas de 1983). Por conta do Passat ter virado carro barato, optaram por um novo nome.

                  • Lorenzo Frigerio

                    Esse Passat II da QR era um Santana hatch. A VW, como é tradição no BR, preferiu manter o velho Passatinho em linha por mais alguns anos e lançar o Santana como um sedan mais luxuoso – o primeiro “sedan luxuoso” da VW.

                    • Offspring

                      A 4 Rodas disse claramente que haveria uma inédita perua, além das duas versões já existentes (Sedã e Hatch, que sempre foram vendidas no Passat brasileiro). Estava claro que o Passat II teria 03 carrocerias (e só teve duas, pois a hatchback foi descartada por aqui… brasileiro não gostava de hatch na época).

          • Offspring

            Olha o texto errado fazendo a cabeça errada do povo leigo…

            O Monza SR, por exemplo, ERA RIGOROSAMENTE O MESMO CARRO QUE O ASCONA. O Monza só teve este nome no Brasil pois ASCONA era um nome que remete à palavra ASCO, pejorativa para um produto que pretendia atingir classes altas. Pensaram no Cavalier, mas não soava bonito como o nome italiano (Monza).]

            O nome Monza surgiu na GM em 1973 como um coupe da CHEVROLET AMERICANA, que usava a plataforma H, antecessora da J.

        • Filipe Machado

          Mas o Vectra C é feio bagario – tava mais pra Omega piorado que Vectra

          Fosse mais justo a GM ter chamado o nosso Vectra de Astra – mas como o Astra Trem vendeu bem até sair de linha, não quiseram acabar com uma galinha dos ovos de ouro

        • radiobrasil

          Pisou tão feio que facilitou a vida da Toyota no segmento sedans médios.

      • Offspring

        Mecanicamente e estruturalmente falando, o Cruze está apenas 15 anos à frente do Vectra GT-X.

        Simples assim.

        Cruze é o mesmo carro que o Astra europeu (2009-2015), mas com outra casca e outro acabamento (inferior). Vectra GT-X é a mesma CASCA que o Astra europeu (2004-2008), mas com chassis e mecânica de Chevrolet Astra 1998 (que já devia em TUDO ao equivalente europeu, pois usava estrutura de um carro de 1993 com casca de um carro europeu de 1997).

        • radiobrasil

          Concordo que o Cruze é mais moderno, mas MERECIA um motor com mais torque e potência. Não é uma EVOLUÇÃO se comparado ao desempenho do GT-X que usa o jurássico Monzatech.

          • Offspring

            O Cruze é pesado. Em 2011, deixava o Civic 1.8 e Corolla 1.8 para trás. O que a GM não fez (custo alto) seria aumentar a capacidade cúbica deste motor. Não fez acertadamente, pois o principal produto da Honda sempre foi o Civic, enquanto o da Toyota o Corolla – a GM tem a linha GSV (Onix, Cobalt, Prisma e Spin) e a S10 como principais produtos no Brasil.

          • Lorenzo Frigerio

            Acho que a idéia da GM é padronizar os carros médios/pequenos com o Ecotec Família I. O Família II fica só para carros como Insignia e Malibu.

    • Offspring

      Você sabe a história do Cruze? Pois é: Os coreanos receberam um carro pronto, e só foram cortando custos com aplicações plásticas.

      1-Cruze só foi lançado antes pela Daewoo pelo mesmo motivo que o novo Cruze saiu antes na China (testar o produto antes de chegar nos EUA);

      2-Vectra GT-X nada mais era do que um Astra europeu (geração 2004-2008) com mecânica e chassis de Astra 1998 nacional, enquanto o equivalente europeu era MUITO SUPERIOR.

  • BorisAWD

    Aquele Opel Monza 2P da foto é muito bonito!

    • pedro rt

      a chevrolet pensou em vender o senator aqui nos anos 80 mas acabou desistindo e aceitando a ultima reestilizacao do opala q aconteceu em 88 e 90…

  • Marcos Vinicius

    Sem duvida alguma a melhor fase da GM no Brasil foram com os produtos da Opel.

    • Pacheco

      Lembrando que a Meriva foi desenvolvida aqui pra Europa.

    • Offspring

      Quantos produtos exatamente iguais a um Opel foram vendidos no Brasil? Menos de 10.

      Menos, menos, menos…

      O Chevrolet Cavalier com um motorzinho V6 dava de 10 a 0 no Ascona, imagina no Monza…

      • Lorenzo Frigerio

        Na Europa, houve Vectra V6 – não o mesmo motor do Cavalier, mas um OHC 2.5 24V a 54 graus. Já daria de 10 a 0 no nosso Vectra, especialmente o B.

        • Offspring

          Correto. Muita gente acha que o Opel foi vendido no Brasil. Na verdade, nem Chevrolet nem Opel legítimos nós tivemos depois da nacionalização…kkkkkkkkkkk

  • th!nk.t4nk

    Tá aí uma montadora que aqui na Alemanha perdeu totalmente o apelo. Hoje os alemães torcem o nariz para os Opel. Curiosamente no Brasil a marca ainda tem força na cabeça das pessoas, e apesar disso tem presença zero hoje em dia. Erros gigantes de estratégia, tanto na Europa quanto no Brasil (onde poderia hoje ter uma presença forte, separada da Chevrolet, mas podendo compartilhar a rede de concessionárias).

    • Matthew

      As vezes eu dou uma olhada no site da Opel e tenho a impressão de que mesmo as últimas gerações do Corsa, Astra e Insígnia já não causam mais tanta surpresa como os seus antecessores. Mas não imaginava que chegava ao ponto de serem rejeitados dentro de sua própria casa, a Alemanha. Mas de qualquer forma a lembrança fica no imaginário coletivo das pessoas. Em qualquer pesquisa sobre qual foi o melhor carro da história do Brasil, a GM leva todas até 1990: 1960/70 com o Opala; 1980 o Monza; primeira metade dos 1990 Omega; segunda metade dos anos 1990 o Vectra B. Só na virada do século os japoneses conseguiram superá-la.

      • th!nk.t4nk

        O nome “Opel” é muito queimado na Alemanha porque durante muito tempo a montadora forçou motores desatualizados e plataformas requentadas. Acabou virando certa piada até (algo na mesma linha da FIAT insistindo nos E.torQ no Brasil). Estão desesperadamente tentando consertar a imagem da marca com o novo Astra, no qual botaram todas as fichas, mas vai ser uma briga difícil.

    • Offspring

      Torcem o nariz e teve records de encomenda para o novo Opel Astra?

      Incoerência tua, nobre colega…

      • th!nk.t4nk

        Ler meus comentários acima e abaixo. Em todo caso o seu comentário resume o que eu disse sobre os brasileiros: a Opel tem muita força justamente num país onde não atua. Um erro estratégico da GM, que desperdiçou mercado.

        • Offspring

          Não vejo força nenhuma da Opel, pois tivemos poucos legítimos modelos da marca.

          Lendo 90% dos comentários, vejo que muita gente acha mesmo que tivemos Opeis por aqui… kkkkkkkk Já listei acima quais seriam – creio que nem todos estariam lá…

    • Vitor Yohan Casaes

      Se sem prestigio a marca consegue ser a 4/5 mais vendida de casa e 3 da europa imagina tendo então.

      • th!nk.t4nk

        FIAT lidera o mercado brasileiro e tem prestígio zero. Vocês estão confundindo vendas com o valor da marca, de novo.

        • Vitor Yohan Casaes

          Não sei na Alemanha exatamente, mas sei que na europa em geral os carros da opel são muito elogiados, principalmente os últimos modelos, eu vejo principalmente em reviews de algumas revistas e mídia.. E foi o que eu disse, se a opel sem prestígio vende bem, imagina tendo.

        • Offspring

          A VW tem subsídios do governo da Alemanha há 5 décadas, desde quando comprou a Auto Union e a Porsche (o grupo, não a marca) a adquiriu em boa parte (por uma confusão danada, a VW é dona da marca Porsche, e o grupo Porsche é acionista majoritário da VW).

          Por conta disso, vende horrores. A Opel sempre foi vista como GM na Alemanha, desde a década de 1940, quando a GM publicamente disse que não usaria mais esta marca (cogitou Chevrolet e só não importou Vauxhall por conta da Inglaterra ter muitas dívidas de guerra – tal qual motivo temos inúmeros Austins, Singers, Vanguards, Morris, Vauxhalls e outros britânicos na América do Sul, que chegavam custando pouco em troca de alimentos após a II Guerra).

  • Gustavo Miranda

    Vocês estão confundindo Rá com Javeh:

    1. Opel Monza – versão coupé do Opel Rekord E, antecessor do primeiro Omega, tem quase 5 metros de comprimento;

    2. Projeto J – a versão Opel é o Ascona B, cuja versão hatch só teve com 4 portas carro menor que o Rekord/Monza/Senator;

    3. Chevrolet Monza – versão brasileira do Ascona, a versão hatch teve duas portas, se assemelhando muito ao Opel Monza apenas o visual, comparar os dois é como comparar Passat com Jetta.

  • Gustavo Miranda

    Vocês estão confundindo Rá com Javeh:

    1. Opel Monza – versão coupé do Opel Rekord E, antecessor do primeiro Omega, tem quase 5 metros de comprimento;

    2. Projeto J – a versão Opel é o Ascona B, cuja versão hatch só teve com 4 portas carro menor que o Rekord/Monza/Senator;

    3. Chevrolet Monza – versão brasileira do Ascona, a versão hatch teve duas portas, se assemelhando muito ao Opel Monza apenas o visual, comparar os dois é como comparar Passat com Jetta.

  • millemiglia

    Tem mais um erro: o primeiro carro a utilizar monobloco não foi o Opel Olympia e sim o Lancia Lambda em 1928. E isso foi no mínimo 7 anos antes do Opel Olympia.

  • millemiglia

    Os “carros J” da GM chegaram a ser fabricados até pela Cadillac. O modelo Cimarron era o menor Caddy disponível na linha e vinha com um bagageiro em cima da tampa do porta-malas.

    • 4lex5andro

      outro opel ”norte-americano” foi o catera, era o omega fabricado pela cadillac, já usando uma outra plataforma, a ‘w’ e que tambem foi usado pelo holden commodore ..

  • Ediomar

    Eu tenho um Opel engravatado,o Vectra B,faz bonito até hoje com design limpo que não cansa,tipico de carros alemães,alem de ter uma mecânica que dura a vida toda se bem cuidada,suspensão multi-link excelente,considerado de longe a melhor geração do Vectra inclusive na Europa,onde o verdadeiro Vectra C micou e foi silenciosamente substituído pelo Opel Insignia e o nosso não passava de um Astra empobrecido.

    • pedro rt

      o nosso vectra C era a 3° geracao do astra sedan vendido na europa e mexico na mesma epoca

    • Vitor Yohan Casaes

      O vectra C não estava a altura do B mesmo, mas o insignia substituiu a linha maravilhosamente bem.

    • radiobrasil

      Vectra B se fosse comparar com os carros de hoje seria concorrente de Fusion. Na Europa ele sempre foi de categoria superior (como o Insignia).
      Para brigar com Corolla o atual concorrente seria o Astra.
      Pra ver a CACA que a GM fez ao matar o Vectra B aqui.

  • pedro rt

    o unico opel legitimo q temos a venda ainda no brasil e o classic q e derivado do corsa B ja a montana tem plataforma mista, metade corsa metade zafira… o resto e tudo carro derivado da daewoo/ chevrolet coreia do sul

    • joao vicente da costa

      Caramba!!! É verdade!!! Ainda temos um carro de origem Opel no Brasil! Rá rá rá!!!

  • pedro rt

    todos os dias sonho em ver concessionarias OPEL no brasil como disseram numa noticia anos atras

  • Airplane

    Infelizmente carros da Opel já não nos pertencem mais!

    • joao vicente da costa

      Como o amigo acima falou, ainda nos pertencem, sim: Chevrolet Classic… kkkkkk

  • Freaky Boss

    1. A GM então destruiu a OPEL ao longo das décadas na Europa, pelo texto. E não duvido disso.
    2. Venderia muito aqui no Brasil , como importado que fosse, usando a rede chevrolet. Basta ler nos comentários para ver a receptividade boa que teria. Coisas da GM….. Depois reclamam dos japoneses!!!!!!

  • Bittencourt

    Carros imortais…

  • Rodrigo Queiroz.

    Muito interessante reportagem.

  • Garuda

    A Opel muitas vezes não foi apenas o braço direito e sim o corpo inteiro da GM

    No Brasil principalmente além disso até nos Estados Unidos ( no final dos anos 90 durante a reformulação da Cadillac esta precisava de um carro mais acessível que foi o Cadillac Catera que é praticamente um Opel )

  • kikofar

    Gosto demais da Opel. Seus produtos são bonitos, ousados, sem serem esquisitos. Uma pena nossa GM ter seguido o caminho dos ‘mercados emergentes’.

  • Ronaldo Prado

    Pelas minhas mãos já passaram Ascona, zafira e Omega. carros maravilhosos