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Pagani, o fabricante “italiano” dos exóticos Zonda e Huayra

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Pagani Zonda C12S

Horácio Pagani, um empresário argentino, cresceu sonhando em construir seu próprio superesportivo. Fez fama dentro de casa e em 1983, com uma carta de recomendação de Juan Manuel Fangio, foi buscar seu objetivo na Itália.

Aos 20 anos, Pagani construiu seu primeiro monoposto de F3. Na Lamborghini, alcançou o cargo de engenheiro-chefe, desenvolvendo o Countach Evoluzione. Na época, ele tentou convencer a empresa a comprar uma autoclave para produção própria de peças em fibra de carbono, mas a companhia não atendeu ao pedido, alegando que nem mesmo a Ferrari tinha.

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Horácio Pagani

Assim, Pagani rompeu com a Lamborghini ao comprar sua própria autoclave e passou a produzir peças e componentes em fibra de carbono para a F1, assim como para produtos da Daimler, Ferrari e Aprilia. O negócio deu certo e em 1992, Horácio funda a Pagani Automobili Modena.

Desde o final dos anos 80, Pagani desenvolvia seu próprio superesportivo, cujo projeto era conhecido como C8. O bólido iria ser chamado de Fangio F1, a fim de homenagear seu amigo e conterrâneo, cinco vezes campeão da categoria.

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Pagani Zonda Roadster F

Zonda

A construção do carro começou em 1992, sendo testado em um túnel de vento da Dallara no ano seguinte. Pagani conseguiu o fornecimento de motores V12 da Mercedes-Benz, mas durante seu desenvolvimento, Juan Manuel Fangio morre em 1995. Assim, Horácio decide mudar o nome do projeto para Zonda C12, que é lançado em Genebra em 1999.

Inspirado em aviões de caça e com nome referente à uma corrente de ar existente na Argentina, o Pagani Zonda tinha um poderoso motor AMG V12, ganhando três versões de motor e três séries especiais, incluindo uma de competição, até a chegada do Zonda F em 2005. O “F” era uma homenagem à Fangio, cuja morte completava 10 anos.

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Pagani Zonda Cinque

O bólido tinha 602 cv e apenas 25 exemplares feitos. Em seguida surge o Zonda F Ropadster, com mias 25 carros. A série Clubsport chegou a bater o Bugatti Veyron durante um teste para o programa Top Gear com James May ao volante, mas perdeu na aceleração de ¼ de milha.

Em 2009, o Zonda Cinque ganhou muitos aperfeiçoamentos e chegou a pesar 750 kg. O bólido também foi incluído no simulador Need For Speed. O Roadster e o Tricolore chegaram logo depois. Desse ano até 2015, o superesportivo de Pagani teve 13 personalizações únicas, sendo uma delas encomendada pelo piloto Lewis Hamilton. O último foi o Zonda 760X.

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Pagani Huayra

Huayra

Desde a chegada do Zonda, a Pagani já havia ampliado a produção três vezes e melhorado seu sistema de fabricação. Mas até então, ele era o único modelo do fabricante italiano de origem argentina.

Assim, em 2011 e busca aprovação americana para vender um carro de forma oficial, já que o Zonda foi importado de forma independente pelos clientes dos EUA, a Pagani lançou o Huayra. O nome é proveniente do deus Inca dos ventos.

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Pagani Huayra interior

O Huayra é um superesportivo ainda mais poderoso que o Zonda, tendo sua estrutura feita em carbotanium, uma liga de fibra de carbono e titânio. Com motor V12 6.0 da AMG, o bólido entrega 720 cv e vai de 0 a 100 km/h em 3,2 segundos, atingindo 350 km/h.

Mesmo com o lançamento do Huayra, Horácio Pagani continuou a fazer o Zonda, mas espera-se que agora tenha encerrado a produção. De qualquer forma, um pedido especial dificilmente será recusado pelo argentino, que fez história na terra de seus antepassados, a Itália.





  • Mr. Car

    Quero um! Um Challenger Hellcat, he, he,he, he, he! Serve o Charger.

    • Arthur Lima

      Hehe, eu tenho o mesmo pensamento. Estes carros Pagani são os menos desejáveis entre os superesportivos na minha opinião.

      • PEDAORM

        Discordo Arthur, os Pagani são super exclusivos, modelos diferenciados, hoje estão um pouco desatualizados, mas ambos quando foram lançados revolucionaram, tanto o Zonda, quanto o Huayra com seu sistema ainda mais sofisticado de aerodinâmica ativa, atuando com flaps em diversas partes do carro. Não é deusa do vento a toa.

  • ARENANB

    Sei que é uma máquina, anda muito e etc. Mas se eu tivesse dinheiro para comprar um superesportivo com certeza não seria ele. Não sei quanto custava a F12 Berlinetta, mas é o melhor carro da história na minha humilde opinião, e se tivesse todo dinheiro do mundo “apenas” uma F12 seria o suficiente para mim.

    • Pacheco

      Da Ferrari eu compraria a FF. Porem eu prefiro esportivo em forma de carro de passeio. Minha paixão é a CLS AMG.

  • V12 for life

    O design base de ambos modelos é o mesmo, mas os detalhes que os diferem deixam o Zonda F mais bonito, os som dos V12 biturbo é único e incrível mesmo no mundo virtual, e pessoalmente deve ser ainda mais.

  • Bittencourt

    Eu sou louco nesses carros!

  • Blessa

    O ronco desse carro talvez seja um dos mais bonitos, ronca maravilhosamente bem.