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Range Rover Holland Holland overfinch 6 Propostas de ‘tolerância zero’ de álcool e aumento de multa de trânsito podem gerar injustiças




Ninguém tem dúvida que boa parte dos mais graves acidentes,em rodovias e vias urbanas, no contexto da guerra e da barbárie do trânsito brasileiro, envolvem motoristas alcoolizados e/ou drogados. É ponto pacífico também que boa parte de nossos motoristas são imprudentes, agressivos,estressados e deseducados, cuja fiscalização e repressão permanentes em vias públicas são por demais necessárias.

Falta disciplina consciente e respeito ao próximo na condução de um veículo. Há, sem dúvida, uma verdadeira luta de poder por espaços cada vez mais inexistentes e saturados por parte de muitos motoristas vivem se digladiam, descumprindo normas de trânsito e se consideram autênticos ‘donos de rua’, alguns dirigindo perigosamente sob o efeito do álcool e/ou de substâncias entorpecentes

Assim é que as recentes propostas de alteração do CTB, a serem votadas na Câmara Federal na próxima quarta-feira, 11 de abril, de ‘tolerância zero’ de álcool ao volante e do aumento do dobro do valor de multa por infração de natureza gravíssima de dirigir alcoolizado (passaria a R$ 1915,54), precisam ser objeto de muita reflexão.

Há que se entender primeiramente que uma determinação proibitiva de total de ingestão de álcool para motoristas, pode ser causa de injustiças para quem está dirigindo e não consumiu bebida alcoólica. É fato real que o álcool está também presente em antissépticos bucais, em alguns medicamentos indicados por receita ou não ou mesmo num bombom recheado com licor.

Estariam então todos os motoristas,proibidos, momentos antes de assumirem a direção de um veículo, de fazer sua higiene bucal com antissépticos que contenham álcool? De ingerir medicamentos receitados ou não por médicos que contenham a presença de álcool?

E a sobremesa do delicioso bombom recheado com licor? Seria proibida para os motoristas que logo em seguida assumissem o volante de seus carros? Até onde estaríamos, através de uma lei de trânsito, interferindo na vida privada, no tratamento da saúde, na higiene bucal e no prazer por alguma guloseima?

Há que se refletir sobre isso para que não se cometa injustiças irreparáveis. Uma lei de trânsito deve ter limites de rigidez e não pode ser arbitrária. Suspender o direito de dirigir pelo prazo de um ano de um motorista, submetê-lo a curso obrigatório de reciclagem e fazê-lo desembolsar uma alta soma no pagamento de uma multa, pelo simples fato de que fez uso de um antisséptico bucal, por ter consumido um bombom ou pela ingestão de um medicamento necessário à manutenção de sua saúde, parece-me extremamente injusto.

E se o condutor, punido por tais motivos, for um motorista de táxi ou de um coletivo? Ficaria proibido por um ano do exercício de sua profissão? Não estaríamos causando, injustamente, para si e para seus familiares, que dele dependem para sobreviver, um enorme prejuízo tratando-se de um profissional do volante?

Conclui-se, portanto, a meu ver, pela inviabilidade da proposta de‘tolerância zero’ e pela necessária manutenção do limite de tolerância de 2decigramas se álcool por litro de sangue, conforme previsto atualmente pelo Decreto Federal 6488/08, como medida de puro bom senso.

Salta aos olhos também a notícia da proposta do aumento do valor das multas. Se levarmos em consideração que boa parte das infrações de trânsito são lavradas por agentes da autoridade, servidores que representam o poder de polícia do Estado, seres humanos dotados de um poder discricionário incomensurável, sujeito a falhas próprias da natureza humana, as implicações no ato da aplicação da medida corretiva-punitiva seriam notórias, ainda que saibamos que é sentindo no bolso que se faz pensar duas vezes sobre o cometimento ou não de uma infração de trânsito.

Ainda assim qualquer motorista poderá ser vítima de ter que pagar pela simples fé pública do agente, sempre sujeita obviamente ao erro humano involuntário ou mesmo a ato intencional arbitrário. Mais lúcido e consciente está sendo proposta a alteração do Artigo 306 do CTB, possibilitando que o crime de direção alcoolizada ali previsto, independente de concentração de álcool encontrada na corrente sanguínea do motorista, possa também ser caracterizado pela prova testemunhal, exame clínico, pericial, imagens e vídeos.

Os meios de comprovação do uso de substâncias entorpecentes ao volante também deverão ser regulamentados, o que significa dizer que o teste da saliva está a caminho. Ninguém é contra a fiscalização permanente de trânsito e ao endurecimento da lei, que objetivem punir para reeducar e tornar o trânsito uma atividade mais humana e menos violenta.

Que as novas medidas ora propostas não se tornem, no entanto, fontes geradoras de injustiça e corrupção, nem de mera arrecadação de uma indesejável indústria de multas. Melhor do que altos valores de multa é ter a certeza da punição.

Que se busque, pois, através do bom senso, a mudança comportamental de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres e a melhor qualificação profissional dos agentes da autoridade. Com a palavra o Congresso Nacional e as autoridades de trânsito. Tudo na vida tem limites. O limite da lei de trânsito, sem dúvida, é o bom senso.

Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro


  • Roms

    Falta bom senso mesmo. É como enquadrar um cara que rouba galinha como um criminoso hediondo.

    • Robson Silva

      Mais é isso que acontesse aqui no brasil.
      Você lembra da mulher que roubou um pote de margarina para dar de comer para os filhos. Pois é deu o maior escândalo a mulher foi parar na cadeia.
      Breve Historia'' A Justiça condenou a empregada doméstica Angélica Aparecida Souza, 19 anos, a quatro anos de prisão em regime semi-aberto por ter tentado roubar um pote de manteiga no dia 16 de novembro de 2005, no Jardim Maia, em São Paulo.
      De acordo com o jornal Diário de S.Paulo, ela afirmou que o ato foi causado por desespero, porque ela não aguentava ver o filho de 2 anos passar fome. Angélica entrou no mercado e foi surpeendida pelo dono, Dadiel de Aráujo, com o pote de 200 gramas de manteiga escondida no boné.
      A polícia foi acionada e Angélica passou 128 dias na cadeia de Pinheiros. Seu advogado, Nilton José de Paula, pediu liberdade provisória por quatro vezes, mas todas foram negadas. Ele recorreu ao Supremo Tribunal de Justiça, alegando que sua cliente não tinha antecedentes. Depois de quatro meses, Angélica foi libertada. Mas agora, foi condenada a cumprir pena em regime semi-aberto.

      Tem muitos Boys que matam pessoas e nada aconteçe.
      Tem muito deputados que rouba rouba e nada acontesse.

      • CharlesAle

        Me lembro disso,foi a coisa mais absurda que já vi,mas mostra como nosso País é imaturo,pois a despesa que ela deu presa(fora que prende-la já foi um absurdo)foi muito maior do que o custo do pote de manteiga,e como vc disse,os assassinos motorizados e com grana no banco aprontam,matam inocentes em"acidentes" e ficam inpunes,mesmo não aguentando ficar em pé de tanta pinga no **,e pior que isso não ai mudar a curto e longo prazo,pois aqueles que fazem as leis punitivas são aqueles que tem seus filhos e as vezes eles próprios como alvo!!!!!!!!

        • Edson Roberto

          Na minha opinião, o Brasil é o lugar de dois pesos e duas medidas. Se fosse algo padronizado e sempre a justiça deixasse de ser morosa, eu não acho que o problema seria ela ir presa. Mas sim determinar corretamente de acordo com cada situação sua sentença.

          Ela está pagando com certeza mais que um cara que foi lá por estresse, dirigiu o carro sem condição e matou uma pessoa.

    • Sr_Wilson

      a grande questão é, eu bebo e dirijo sim, e vou continuar fazendo, só que eu vou em um restaurante, janto e tomos uns 4 a 5 chopps, e te garanto que tenho condições de dirigir neste estado, quando estou afim de encher a cara, bebo em casa e ai sim não dirijo.

      agora pelas nossas leis, eu que tomo um choppinho que garanto que se fizer um teste de direção depois disso ainda tenho tempo de reação muito maior que de um idoso, que também tem o direito a dirigir, e se for pego terei de pagar multa altíssima, ser preso, perder a carteira, fazer exame de próstata e sei la mais o que, a mesma pena que alguém que vai num buteco, toma 1 litro de pinga de estomago vazio e mata alguém na rua (só pra não ser preconceituoso, isso também pode ser pro boyzinho que vai na balada enche o * de whisky com red bull e sai se achando por ai com o carrinho importado do papai)

      e é isso ai, roubar galinha = crime hediondo, tomar um chopp = entortar o caneco e matar alguém num acidente. agora desvio de dinheiro publico fica como dizia nosso "amigo" lula, o ministro cometeu um erro e pronto.

      • bedotRJ

        É por isso que eu defendo arduamente que a Lei Seca tenha implicações apenas na esfera administrativa (multas, pontos na carteira, cursos de reciclagem etc), mas não na esfera penal. Simplesmente porque o flagrado não fez nada a ninguém. A presunção de que possa talvez vir a fazer não pode dar ao Estado o poder de puni-lo. O consumo de álcool deve ser apenas um qualificador de crime ou uma causa de aumento de pena para aqueles que realmente provocarem acidentes. O resto é espuma marqueteira prá sensibilizar e chamar a atenção do povo incauto enquanto as autoridade ficam sem resolver o problema do transporte no Brasil.

        • Ricston

          A presunção de que possa talvez vir a fazer não pode dar ao Estado o poder de puni-lo.

          Pelo seu raciocínio, todos os crimes de perigo (seja concreto ou abstrato) deveriam ser extirpados do ordenamento jurídico. Todavia, cabe ressaltar que um dos maiores exemplos deste tipo de crime é o tráfico de drogas.

      • rafael_rtg

        Meu amigo seu comentário e do tipo de pessoa que bebe 5 chope e acha que esta normal, com os reflexos 100%, porém vc nunca deve ter feito o um teste de direção depois de beber, um limite de 3 chope seria o ideal, aliado com uma maior fiscalização e a obrigatoriedade do bafometro, não quer assoprar esta assumindo a culpa… Simples

        • bedotRJ

          Obrigatoriedade de bafômetro não existe. Nem tem que existir mesmo. É inconstitucional. E se o cara se recusa, ele não assume culpa de nada, apenas confere ao Estado o direito de lhe aplicar a sanção administrativa de multa e outras eventuais que estejam previstas em lei. Tudo isso está correto. Errado é criminalizar a recusa.

          • Caldeira

            Na minha opinião o princípio de não gerar provas contra si mesmo deve ser revisto em algumas situações. No caso do bafômetro é simplismente ridículo isso, não vejo nenhum tipo de injustiça obrigar uma pessoa a soprar o bafômetro para ver o nível de alcool no sangue. O lance é que a galera se apega a esses pontos estúpidos da nossa lei pra manter suas falcatruas e malandragens. Hipocrisia pura da nossa parte na minha forma de ver as coisas.

            • bedotRJ

              Amigo, princípio é princípio. Serve para proteger os bons de eventuais arbitrariedades do Estado. Há diversos artigos constitucionais que derivam desse princípio. O Estado detem o monopólio da força e a capacidade para lançar mão de diversos meios que o permitam chegar à autoria de crimes. O cidadão só tem os princípios e as leis para se defender. Tudo isso são conquistas democráticas. Se alguém defende e permite a relativização de um princípio, escancarou a porta para que se relativizem todos os demais. Cria-se um monstro que, cedo ou tarde, se volta contra vc. Lei Seca nenhuma vale essa relativização (ainda mais quando é sabido que ela se volta apenas contra quem não fez nada e passa batida de outras eventuais situações que podem causar acidentes de trânsito).

              • evtdesign

                Me digam uma coisa, se eu estou com uma Arma (ato ilegal) na cintura andando pela rua e a Polícia me aborda numa 'verificação de rotina' e me encosta no muro e me revista forçadamente (por que não tem escolha, não existe recusa para uma revista) e acha a Arma, isso não é o mesmo de ser parado numa blitz e ter que assoprar o bafomêtro? E por que revistar o carro à procura de coisas ilicitas e tantas outras formas de fiscalização são permitidas? Por que olhar o estado do pneu é permitido, se ele estiver careca é prova contra si mesmo!!!
                Então eu não deveria ser obrigado a deixar me revistar.. a revistar meu carro, e etc.. e assim ladrões, contrabandistas, traficantes e etc passariam reto por toda e qualquer fiscalização.
                Que é a maneira que hoje os criminosos embriagados estão passando pelas blitz.

                Portanto, não tem nada de inconstitucional em ser obrigado a assoprar o bafômetro. Já somos obrigados a tantas coisas.. até somos obrigados a fazer exame psicológico pra tirar a carta, ué, mas se eu for louco vou gerar provas contra mim mesmo na prova e não vou conseguir tirar minha carta!!!

                • Edson Roberto

                  Evt,
                  Mas o Beto defende justamente isso! O pessoal coloca como qualquer pessoa que beba, sendo pouco ou muito, como um criminoso. Só que se o cara não fez nada para ninguém ele não poderia ser classificado assim.

                  Só que outras sanções existentes fazem acontecer um enrolo enorme! E ai, o que acontece? Voce vai lá e bebe… porém justamente o que ocorre com o cara que está com drogas ou outro item? NADA!! Portanto, que se for para aumentar algo, que seja a FISCALIZAÇÃO! Mas concordo com vc que o bafometro deveria ser obrigatorio, mas regular o indice de alcoolismo no sangue também. A ponto que fosse um valor correto. Ou no final, que fosse então proibido beber em publico e além disso, tolerancia zero.

                  • evtdesign

                    Edson,

                    Eu também concordo com a criação de uma classificação dos indices de alcoolismo e suas punições progressivamente, pois não podemos punir com a mesma severidade alguém que bebeu muito pouco acida do limite (que também deve ter, tolerância zero só serve pra aumentar a arrecadação) com alguém completamente embriagado. O que eu não concordo é ver o pessoal defendendo que o bafômetro não deve ser obrigatório, essa de inconstitucional não cola, como já expliquei acima.
                    Caso ele fosse obrigatório, seria mais uma 'proteção' contra injustiças deste tipo, ou seja, com o referido teste você sabe exatamente o quanto de álcool foi ingerido, eliminando a possibilidade de ter que ficar na mão de terceiros que você nunca viu na vida como testemunhas do seu real estado, que podem simplesmente alegar que você estava totalmente fora de si, quando na verdade não estava. E por outro lado, o cara que enche o caneco perde a proteção de se negar a atestar seu erro.

                    Em todo caso, acho que devemos ser a favor dessa 'lei seca' mas que seja aplicada de uma forma coerente, assim, com o sucesso da mesma teríamos em breve uma nova investida em outras áreas, como as drogas por exemplo.

              • Caldeira

                Beto, concordo que deve haver princípios para as coisas, porém a vida não é matemática e princípios não podem ser aplicados em qualuqer situação, pois abre brechas como essa do bafômetro por exemplo.
                Justiça não é algo simples mas as vezes ela cai em armadilhas que ela mesma constrói.
                Um exemplo dessa semana onde o STJ inocentou um camarada de estrupar 3 meninas de 12 anos porque as mesma já praticavam sexo antes. Ora, deu-se a entender que estupro é desvirginar uma menina. Pelo que eu sei estupro é forçar o ato sexual ou ter relações com uma mulher menor de 14 anos em qualquer circuntância ou entre 14 e 16 anos sem concentimento (não tenho certeza dos dados). A lógica mostrada pelo STJ até fez sentido, mas no fim das contas o resultado final foi um absurdo. Ou seja, desde que a mulher não seja mais virgem e não seja forçado vc pode ter relações sexuais com uma menina de 12, 10 ou 8 anos?
                Por isso te digo, as coisas devm ter limites, mesmo que o princípio ou a lógica fale contra.
                Claro é uma opnião minha e necessáriamente não é a correta. É bom discutir ne.

            • Edson Roberto

              Caldeira, na minha opinião uma vez revisto esse negocio de gerar provas contra si, tem que ser revisto os limites também.

              Uma pessoa que bebe não é necessariamente e nem tem na grande parte das vezes culpa de tudo. Eu não bebo, conheço pessoas que bebem, mas há outras que quando bebem, enchem o caneco. Para essas, eu não poderia aplicar a mesma sanção para uma pessoa que não iria causar problemas. Acho que não podemos causar a mesma distinção para duas situações distintas.

              • Caldeira

                Concordo com vc, acho que deve ser colocado um limite aceitável de álcool no sangue. Acima do limite a pessoa deveria sofrer penas administrativas estilo multa, suspensão da carteira por determinado tempo ou serviços sociais.
                Caso haja acidente e o condutor estava bêbado deveria haver o agravante, tipó crime doloso por exemplo, aumentando ou endurecendo bem a pena do condutor.

            • Alex_JW

              Já há exceção a este principio no ordenamento jurídico.

              Numa investigação de paternidade, por exemplo, se o sujeito se recusar a fazer o teste de DNA, presumir-se-á que é o pai.

              Nao entendo pq tanta discussão em torno dessa lei, é muito simples: não beba antes de dirigir.

              Esse papo de antisséptipo bucal com álcool (tem vários sem, alias o álcool destrói os dentes), bombom com licor, etc, é tudo papo pra boi dormir.

              No Brasil as coisas só funcionam assim, na tolerância ZERO.

              • evtdesign

                Eu já acho o contrário, por conta desse pensamento de que brasileiro precisa de tolerâncias zero, grande parte da população procura caminhos alternativos para as coisas, que é onde é gerado toda essa cadeia de corrupção, desgraça, desonestidade e etc.. o povo vê medidas como essa 'pra ferrar a população' e não para ajudar.. é a mesma coisa com radar, se fossem utilizados de maneira justa, quando o governo decidisse investir em novos equipamentos seria aplaudido, e não hostilizado como é hoje.

                Se a lei continuasse com sua tolerância que já era prevista antes da aplicação da lei seca e apenas tivesse se intensificado a fiscalização, hoje no momento que ela dizesse que ia aumentar o valor da multa não ia ter um contra. Olha como está, o assunto já está virando piada e os acidentes continuam em todo o país.

                • Alex_JW

                  Caro evt, aqui no Rio a LS pegou e é forte, são blitzes diversas pela cidade diariamente. E o negócio é sério, sempre há autoridades de diversas esferas atuando e trabalhando nelas, daí que não é raro delegados, policiais, juízes, desembargadores, promotores, senadores, celebridades e afins dançarem miúdo nessas blitzes, td fartamente divulgado nos meios de comunicação.

                  É uma das poucas leis no Brasil que raramente é burlada, o Lixeiro e o Senador caso flagrados, dançam.

                  Aqui os números de mortes e acidentes diminuíram sensivelmente, segundo estatísticas divulgadas de dois anos pra cá.

                  Como disse o Tripa Seca mais abaixo, o mais importante é a fiscalização, sem ela a lei vira letra morta.

                  • evtdesign

                    Mas é exatamente o que eu quis dizer.. se a lei como era fosse aplicada da maneira correta e ocorresse uma intensa fiscalização, estaria perfeito e a população aplaudiria, pois daria resultado sem mexer com quem não enche a cara e sai dirigindo.

                    Agora meter uma tolerância zero, mexe com quem não deve, generaliza toda uma classe que tem suas particularidades. É o mesmo que multar e punir com o mesmo rigor quem está 3km/h acima do permitido e quem está a 60km/h acima do permitido.

                    Como o Tripa disse, não é tolerância zero que resolve, e sim fiscalização 100%. Por isso que eu digo, colocar cabresto no povão na base da força não resolve. O governo tem que ter pulso firme e rigor, e não 'ditar' as leis tornando-as fora do bom senso.

              • Tripa-Seca

                Que tal então parar com a fiscalização zero? Pode voltar os limites anteriores, que mesmo assim vidas serão poupadas…
                O próprio Coronel defende a lei, mas acha que exageraram na dose…

                A questão para mim é de coerência:

                O dobro do limite antigo mais o dobro da fiscalização = vidas são poupadas
                Limite zero mais nenhuma fiscalização = Não adianta nada…

                Você concorda comigo que é a fiscalização, não o limite em si, o problema? Então porque as pessoas focam tanto no limite?

                Edit: E não adianta falar que um bombom transforma um pai de família em um monstro, um potencial homicida, que essa não cola. A questão de existir outros anti-sépticos sem álcool não foge do assunto do tema: Quem usa anti-séptico, está mais propenso a causar acidentes? Não? Então, o limite é que tem que ser questionado, e não a preferência por marcas.

                • Alex_JW

                  Certo que a fiscalização é essencial, sob pena de se fazer da lei "letra morta". Concordo.

                  Não sei onde vc mora, Tripa, mas aqui no Rio as blitzes da LS são constantes e ostensivas. Numa noite já cheguei a passar por 4 em locais diferentes entre as zonas Sul e Oeste.

                  Pra mim pouco importa se foi um copo ou dez, na minha modesta visão o cerne gira em torno do ato (beber E dirigir), e não na quantidade de bebida, até pq não se pode tratar das particularidades, pois os efeitos do álcool são diferentes no organismo das pessoas, daí que a Lei não pode abrir perigosas exceções.

                  Já vi dois acidentes horrendos aqui, um inclusive que o jogador Edmundo, trincado de bêbado, matou três pessoas, e outro onde 5 jovens de aproximadamente 20 anos perderam suas vidas, nunca mais vou esquecer a cena do um pai, como eu, chegar no local do acidente e abraçar o corpo estraçalhado de sua filha jogado na calçada. Em todos esses acidentes os motoristas estavam alcoolizados.

                  Edt: já restou provado que o bombom de licor ou o antisséptipo bucal não adicionam álcool suficiente pra positivaçao no bafômetro, inclusive alguém já postou a reportagem sobre isso mais abaixo. Abçs!

                  • Tripa-Seca

                    Alex, em quais dos dois casos citados como exemplo, punir quem estava em até 0,6 no sangue teria salvo alguma vida? Em nenhum caso, não é? Porque todos estavam acima disso. O que você quase perdeu, que é o que mais tem valor na sua vida, não teve relação com álcool, correto?
                    E das últimas 3 vezes que perdi alguém assim, NENHUM envolvia álcool, embora em um deles a substância era culpada (O cara estava perdendo a mulher para o alcoolismo, e sóbrio, invadiu uma área deserta com o fiesta gatinho e deixou as três filhas órfãs).

                    • Alex_JW

                      Tripa, nos dois casos os culpados estavam com mais de 0,6, fato.

                      Mas abrir brecha para beber até 0,5, 0,4… Dependendo da pessoa, ja é suficiente para ultrapassar a barreira entre a vida e a morte.

                      Entendo seus argumentos, são claros e coerentes, mas creio que a minha e a sua visão possam subsistir juntas.

                      Eu, como conheço o brasileiro médio, creio piamente que só radicalizando pra funcionar. Como já disse, aqui no Rio funcionou, vem funcionando, nao foram poucos os parentes e amigos que arrumaram alternativas para beber a sua pinguinha sem fazer uso dos seus carros depois.

                      Abçs!

          • rafael_rtg

            E claro que tem que ser obrigatório, só não faz o exame quem ta errado, porque nos EUA e obrigatório e da certo, e se recuse para ver, vai dormir um dia no chilindró, vai ter a certeira suspensa por 3 meses na primeira vez, 6 meses na segunda, além de pagar multa, nem sei o que acontece se o cara for pelo pela terceira vez….

            O cara chapa o coco, coloca em riscos muitas vidas e sai apenas pagando uma multa, tem que responder criminalmente sim, se eu miro uma arma para uma pessoa, eu posso não ter atirado, mas vou responder por tentativa ou ameaça de assassinato, porque um cara que bebe e dirige não pode ser do mesmo jeito, não estou falando de quem bebe até o limite atual de 0,06 decigramas, e sim de quem bebe acima, porém a lei o defende porque ninguém precisa provar que esta acima do limite, sendo tratado da mesma forma de quem bebeu menos, entre 0'02 e 0,06….

            Isso e um absurdo

            • bedotRJ

              Nos EUA cada Estado tem a sua legislação. Algumas são mais tolerantes, outras são mais severas. O que importa é que o americano conta com uma malha viária de boa qualidade, transportes públicos baratos e altamente satisfatórios, instituições que punem agentes públicos que cometem arbitrariedades e uma carga de impostos que não sufoca o cidadão comum. Se não falta nada, é aceitável que haja uma lei severa para punir direção sob o efeito de álcool. Pois nesse caso, se tem certeza absoluta, já que tudo o mais feito, que a chance do álcool ser responsável por um acidente é muito maior do que no Brasil. Agora, tente tirar toda a estrutura que o americano tem à disposição; depois vá cobrar dele que espere 2 horas num ponto de ônibus inseguro ou gaste 50 dólares prá voltar prá casa após beber e veja se ele vai aceitar.

            • Tripa-Seca

              Não, a questão do post não foi a recusa do bafômetro, eu nem sei porque as pessoas estão se apegando nisso (Talvez por falta de outros argumentos?). Foi com a tolerância zero. Só que o pessoal muda o discurso para esse foco.
              Você mesmo falou do limite, mas seu post foi todo sobre a recusa do bafômetro, que em nenhum momento o autor do post questionou…
              Aliás, se ele que é defensor da lei, acha um exagero a tolerância zero, o que as pessoas querem então?

              • evtdesign

                O pessoal quer tolerância zero, mas com a possibilidade da recusa ao bafômetro! Ou seja, pra dar em pizza, coisa pra grego ver.

                Se soltassem uma tolerância e obrigassem o uso do bafômetro já seria um avanço extremamente significativo na lei, com muito mais resultado que hoje.

          • gpalms

            Acredito, como você, que não se deve ferir o princípio constitucional de não gerar provas contra si mesmo, mas penso um pouco diferente…
            Acho que o testemunho da autoridade deve valer como prova no caso de embriaguez.
            Caso o cidadão discorde do testemunho da autoridade, ele pode solicitar o bafômetro para provar sua inocência.
            Quem não deve, não teme.

            • Alex_JW

              Perfeito!

              É por isso que a Lei será mudada, num futuro próximo não será só o bafômetro que comprovará a ingestão de álcool, bastará prova testemunhal, um vídeo, ou outra prova.

              Aí vai acabar a festa.

              • Tripa-Seca

                Só que a questão do post é o limite zero, e não a questão da recusa do bafômetro, tão discutida em outros temas. Porque vocês desviam o assunto?

                • Alex_JW

                  Tripa, conforme expus mais acima, o limite tem de ser rígido.

                  Exceção no Brasil é sinônimo de jeitinho, as pessoas reagem de forma diferente à ingestão de álcool. 0,6 pode ser pouco pra vc e muito pra mim, então como mensurar quem de nós dois pode ou nào conduzir um auto?

                  Pra mim pouco importa se foi um copo ou dez, na minha modesta visão o cerne gira em torno do ato (beber E dirigir), e não na quantidade de bebida, até pq não se pode tratar das particularidades, pois os efeitos do álcool são diferentes no organismo das pessoas, daí que a Lei não pode abrir perigosas exceções.

                  Tbm curto e muito beber, minha vida não mudou pela Lei Seca, a única diferença é q hj não dirijo após beber, isso já ha alguns anos, então sigo bebendo meu whisky numa boa, solução pra transporte há várias (metrô, oônibus, carona, taxi, a pé, basta se programar e não esperar que o Estafo faça td, embora de fato faça pouco. A sociedade brasileira se viciou nessa atitude paternalista, nos EUA, país tão propalado por aqui, se o sujeito nao tiver um bom plano de saúde particular se ferra, e se não tiver grana não faz faculdade.

                  • evtdesign

                    Alex, eu já acho que o jeitinho vem com a falta de 'exceção' como você chamou… se o cara for pego com 0,1.. 0,2g grama no corpo não acha que vai tentar um jeito de não autuado por uma lei que pune com o mesmo rigor todos (apesar de ambos estarem errados!)?

            • evtdesign

              Dessa forma, só está gerando mais burocracia, coisa que este país já tem de monte. Simplifica, faz o teste do bafomêtro obrigatório e pronto, não vai precisar de autoridade, de video, de audio, de foto, de periquito, papagaio nem nada do tipo, bebeu, assoprou, provou. Tchau e bênça.

        • sergiopsy

          Nos EUA o teste do bafometro foi banido não tem mais efeito em alguns estados por que o pessoal de lá estava usando de um artificio químico muito simples, consumiam alcool e saiam das baladas com pedras de gelo na boca e uma lata de refrigerante no carro, ao serem abordados por policiais e não estavam muito bebados assopravam nos bafometros e acusava apenas H2O mesmo com indicios de embriaguez, com isso hoje eles utilizam colocar o individuo para andar em faixas continuas em rodovias onde fica provado realmente o estado de embriaguez.

      • zzzepa

        eu penso…o cara bebe prejudica alguém..e o estado ganha 1900 estalecas, olha que beleza, multa ,ainda fica bem com a sociedade,.. a cada bebado na rua,,o estado fatura…com aval do senado….o estado não quer consertar nada, ela quer morder grana.. tudo papagaiada politica…..pois se fosse ao contrário, obrigaria o sujeito a indenizar o prejudicado ou vítima, judicialmente….

      • gpalms

        Infelizmente a percepção sobre si mesmo é alterada quando se bebe; 4 ou 5 doses de cerveja são suficientes para alterar os reflexos de uma pessoa (exceto que você tenha mais de 150 quilos).
        Estudos mostram inegavelmente que ingerir bebidas alcoólicas piora a capacidade de dirigir.
        Longe de mim julgar o comportamento das pessoas, mas acredito que o excesso de autoconfiança seja a pior atitude frente ao consumo de álcool e direção.
        Acredito, como médico que já atendeu muito trauma automotivo, que não se deve tomar NADA antes de dirigir. Mas concordo com o artigo que um limite de zero no bafometro é equivocado.

        • evtdesign

          Perfeito.

        • Tripa-Seca

          ".. Mas concordo com o artigo que um limite de zero no bafometro é equivocado…"

          Pronto, essa é a discussão do post, não a recusa do bafômetro. De fato, perfeito.

  • bbrasil2

    É isso que sempre falei, alcool, drogas e demais substancias alucinógenas não fazem do "Vovô" ao volante se tornar um maluco imprudente, a única diferença é q o maluco pensa um pouco menos antes de fazer merda, mas que mesmo sem alucinógenos, ele faz merda do mesmo jeito.

    O fato é que querem achar um motivo para isso, e os brasileiros "pensantes" que ficam em brasília, são tudo umas ****, que assinam qualquer coisa para calar a boca do povão !

    • Sr_Wilson

      mas o se tornar um maniaco por velocidade ao volante, isso é para pessoas que realmente entortam o caneco, para a maioria da pessoas que estão sendo multadas pela lei seca, isso é pessoas que beberam pouco, isso não corre o risco de ocorrer.

  • Lucas Machado

    A Suíça possui o melhor sistema de multas de transito a meu ver. Lá o calculo do valor pago por uma infração é feito com base no patrimônio do infrator, e no caso de excesso de velocidade, vale também a velocidade registrada. Mas por que isso não é feito aqui? Claro, como tudo no país, o interessante é arrecadar, mesmo que os valores sejam menores, a quantidade de multas é inacreditavelmente alta. Enfim, como sempre, não adianta leis pra isso, e para aquilo, só iremos ter uma sociedade quando tivermos uma boa educação para todos, por que o que temos hoje mal dá para chamar de um bando de animais, não me excluo disso.

    • Sr_Wilson

      se aqui fosse assim, todos os meus carros estariam no nome da pessoa mais pobre da minha familia, ou talvez até de um laranja bem pobre mesmo, heheheh, brasileiro sempre dá um jeitinho…

      • Pedro_Lourenco

        Aqui cabe uma reflexão. Existe uma jurisprudência que assegura ao costumaz detentor do automóvel a sua propriedade. Significa dizer que se o carro está no nome de alguém que não tenha meios para sua aquisição nem sua manutenção fica caracterizada a fraude.

      • exmarujo

        Não resolveria o problema porque lá quando é apanhado quem paga é o condutor e não o dono do carro

    • exmarujo

      Esse metodo de multas é na Noruega e não na Suiça

      • Tripa-Seca

        Cara, você conhece seu continente inteiro e veio parar em Goiás?!? heheh…

  • rodrigobertoldo

    O que falta é bom senso. Limite zero é ruim, deve haver um grau mínimo. Tem que tornar a lei de transito bem mais rígida, mas deve haver um grau de punição para cada tipo de infração. Não se pode jogar todo mundo no mesmo saco, o cara que bebeu um copo de vinho e o cachaceiro que está sem domínio mínimo do veículo e do prórpio corpo. O ideal seria uma graduação de punições, proporcionais ao grau de bebida ingerido. E a OBRIGATORIEDADE do exame, em caso de recusa é presumida a embriaguez e ponto final. Quem não bebeu não deve nada, portanto não vai se recusar. Quem beber, tem que pagar, e bem caro!

    • evtdesign

      Concordo plenamente, além do mais.. o bafômetro é não a única fiscalização que gera provas contra si mesmo.. tem várias e várias.. e todas são obrigatórias.

      • rodrigobertoldo

        Se for levar ao pé da letra, toda fiscalização gera provas contra o próprio fiscalizado. Se o cara tem os documentos vencidos e apresentar, está provando que sonegou, então gerou prova contra si. É uma burrice sem cabimento a interpretação desse Coronel. Típico de quem não quer se comprometer tomanddo uma posição firme.

  • Rud

    Nossa que lixo que Hipócita, ridículo!

    Na boa não sei como o Eber tem coragem de publicar esse lixo!!!

    Claro que ninguém irá ser condenado por usar enxaguate bucal isso é óbvio, LIXO!

    HIPÓCRITA!

    É por gente que pensa como esse fulano aí que temos MAIS MORTES NO TRANSITO DO QUE NOS PAÍSES QUE TEM GURRRA, SÓ QUE ANDA MUITO NA RODOVIA COMO EU SABE O QUE É ISSO NA PELE!

    A falta de segurança é tanta que pessoas que NUNCA pensaram em comprar CAMIONETE estão comprando para se protegerem dos bebados ao volante.

    • duhehe

      Isso é verdade !

      Muitas pessoas estão comprando SUV e Pickup grande unicamente por ser mais segura caso algum maluco atravesse o caminho.

    • Roms

      Meu amigo, nem sempre isso é "causado" pelo alcool. Tem pessoas que tem o costume de costurar, estejam embriagadas ou não. Eu também vivo na estrada. E sim, se endurecerem penas da maneira com que estão colocando, podemos sim ter condenações inadequadas, com pesos que não são justos. 1 copo de chope é diferente de 1 litro de vodka. E esse peso e medida precisa sim ser ponderado. É o caso do furto de galinha virar crime hediondo. Então esse fulando que escreveu ali em cima do texto, um coronel da reserva da PM do Rio, escreveu certo. Não achei ridículo e absurdas as idéias. Ele colocou bem sobre pesos e medidas. E é o justo. Acho importantíssimo punir bêbados no volante, mas considerar a quantidade e o efeito da ingestão do alcool é algo que considero primário.

    • Caldeira

      Veja bem Rud, sou contra liberar bebida e volante mas também não devemos ser tão exagerados assim. O texto refere ser contra a tolerancia zero e a favor de manter o nível permitido de 2 decigramas por litro de sangue, o que equivale se não me engano a um copo de cerveja. Tendo um mínimo de bom senso da pra saber que um copo de cerveja não é assim também algo absurdo de outro mundo que vai fazer uma pessoa ficar caindo pelas calçadas né?

  • Gabriel_Nint

    Já foi mostrado na TV em vários programas, como o Muthbusters, que um bombom ou fazer bochecho com anticeptico bucal não é detectado pelo bafometro.

    Só será punido quem beber, quem não bebeu não terá álcool na corrente sangüínea para sofrer consequências injustas.

    • eduardo82br

      Isso é desculpa de quem quer continuar a beber e dirigir em seguida. O cara não quer mudar e fica arrumando picuinha p/ não mudar, ainda que o bom-senso mostre o contrário.

      • ARISTEU

        Verdade. Eu duvido que esse cara sque escreveu o texto ja comeu algum desses bombons de licor.
        Ora, esse bombom não é a única sobremesa que existe nos restaurantes.

        • Tripa-Seca

          Eles provaram que esse homicida estuprador que comeu o bombom estava mais propenso a cometer crimes de trânsito?

    • MBK

      Com certeza Gabriel. Não passa de mito popular. Tolerância Zero sim! Veja o "exemplo" dos comentários do Sr Wilson. Típico brasileiro.

    • Alex_JW

      Boa!

      Sem contar que os famosos antissépticos bucais com álcool são prejudiciais aos dentes, tanto é que os recomendados são aqueles SEM álcool.

  • thales_sr

    Pra mim a coisa é simples, a "lei seca" não precisava ser tão "seca". O valor que era praticado anteriormente era plenamente satisfatório. O que faltava era fiscalização.
    Agora, o governo quer usar a "lei seca" como medida eleitoreira, aí ficam fazendo folia com um assunto que devia ser tratado seriamente.

    • ricardobarros83

      Concordo.
      O que deveria ser feito era alterar o ônus da prova. Se o motorista apresentar qualquer indício de estar alcoolizada, a lei deveria prever a penalidade máxima (prisão), e se o motorista quiser, podeira soprar no bafômetro para provar que não está com a concentração acima dos 0,6 dg/l. Isso sim iria funcionar e seria justo.
      É o mesmo que já ocorre nos casos de reconhecimento de paternidade. O homem é obrigado a fazer o teste de DNA, se quiser provar que não é o pai. Caso contrário, paga pensão.

      • ricardobarros83

        Complementando o comentário anterior, no caso de reconhecimento de paternidade, o principio de não ser obrigado a gerar provas contra si mesmo é completamente atropelado, como pode ser visto abaixo (texto extraído de site jurídico), então por que não fazer o mesmo no caso do alcoolismo no volante?

        "Art. 231. Aquele que se nega a submeter-se a exame médico necessário não poderá aproveitar-se de sua recusa."

        Cabe salientar que a recusa do réu, na ação invetsigatória de paternidade, em se submeter ao exame de DNA induz presunção de paternidade. É o que diz a súmula 301 do STJ:

        "Súmula 301 do STJ: Em ação investigatória, a recusa do suposto pai a submeter-se ao exame de DNA induz presunção juris tantum de paternidade."

        Note que tal presunção é relativa, podendo ser ilidida por prova em contrário.

        Neste caso, o ônus da prova é invertido, ou seja, caberá ao suposto pai investigado (ou a seus herdeiros, como no caso em comento) produzir as provas que afastem aquela presunção. É o que se extrai do artigo 232 do Código Civil: "Art. 232. A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter com o exame."

        • bedotRJ

          As situações não são nem um pouco análogas. Investigação de paternidade não é persecução criminal. Não visa aplicar pena e nem retira a primariedade do indivíduo. Sem contar que se trata de uma lide horizontal, onde os meios que as partes têm para comprovar seus pontos são virtualmente equiparáveis. Bem diferente da aplicação da Lei Seca, onde está se contrapondo a ação coercitiva do Estado aos princípios de proteção ao indivíduo.

    • Sr_Wilson

      por mim tinha de ter niveis de alcool no sangue, do jeito que é 1 copo de chopp da a mesma multa que 1 litro de vodka.

      seria o mesmo que condenar um cara que bateu em outro pelo mesmo crime que um que cometeu uma chacina.

      • http://www.gizmodo.com.br prsalv

        Acontece que as pessoas tem niveis diferentes de tolerância à alcool, que inclusive variam com o tempo. A unica maneira de saber o quanto você tolera de alcool sem prejudicar sua função neural seria através de exames clínicos, que teriam validade temporária (lembrando: variam com o tempo). A UNICA forma de garantir que todos teriam seus limites respeitados é a tolerância zero. Isto não é opinião minha, é o consenso científico.

        • thales_sr

          Me mostra alguém de porre porque comeu um bombom de licor aí eu acredito em ti. O ricardobarros83 falou acima justamente o que eu penso sobre o assunto, um limite baixo (mas não nulo) serviria como "prova dos nove" contra provas como testemunhas, análise clínica, etc: Se o cara fosse acusado de embriaguez injustamente, só era pedir o etilômetro e provar sua inocência. Ou na falta desse, exame de sangue.

    • evtdesign

      Não só como medida eleitoeira, mas arrecadatória também. Afinal a grande parte dos motoristas autuados beberam muito pouco.. os que entortam o caneco, convenhamos, é minoria numa blitz. Se só estes forem multados, o governo não lucra o suficente pra ter interesse numa fiscalização desse tipo.

    • Alvarenga1

      É isso ai thales, falou tudo !

  • epa

    Buraco e falta de sinalização nas BRs também causa muitas mortes !!! Viajei meses atrás de carro e ví várias cenas de quase colisões por causa de 'crateras lunares' na BR em que passei. Quem vai resolver isso??? Se somos um país de primeiro mundo , então os responsáveis pela manutenção das estradas também devem ser punidos!! Alcool + direção mata sim! mas não é somente isso não! tem muito mais!

    • CharlesAle

      enquanto politico só andar de avião,não vai mudar nada,vai continuar as crateras,e mortes,e carros destruidos!!!ou faz como SP,onde o pessoal já não sabe mais o que é estrada ruim,mas tem pedágio caro,mas entre os dois,ainda prefiro o pedágio caro,pelo menos preserva o patrimônio(carro)e mais importante,familia,e isso não tem preço!!não é a toa que muita gente viaja de avião,mesmo tendo tempo e vontade de ir e carro,pois dá calafrio só de pensar em pegar uma estrada federal com suas crateras!!valeu………

    • Sr_Wilson

      viaja aqui na br 101, macaé – rio, tu paga 3 pedágios pra ir e dois pra voltar (por causa do pedágio da ponte) e até agora nada de duplicação (ficou para 2020, e não estou zuando), nada de trevos, você pra entrar na rodovia, tem de cruzar a mesma, nada de passarelas, bom não fizeram nada.

      alias fizeram sim, fizeram o melhor negocio do mundo, fizeram o único negocio do mundo onde primeiro se tirar o lucro para depois investir $$$.

      • BBMP_

        Pensei que era so aqui essa pilantragem. Aqui tem rodovia privatizada ha mais de 10 anos que tem so 30% de duplicacao… Isso sem falar o metro que nunca operou em mais de 10 anos de eterna construcao. Uma roubalheira so!

    • thales_sr

      Nada mais justo. Querem impor um rigor descabido ao álcool, tudo bem. Mas se a motivação maior é a SEGURANÇA NO (E DO) TRÂNSITO, as medidas não devem parar por aí: Fiscalização das rodovias por veículos (e não somente por radares), manutenção das ruas/avenidas e rodovias, pensar melhor ao fazer uma reorientação de tráfego…
      MAS se o objetivo maior é arrecadação de dinheiro de multas e de votos fazendo oba oba com campanha, então continuem fazendo essa baderna com a Lei Seca que isso funciona bem.

  • Moy

    Mano Menezes curtiu essa notícia.

    Brincadeiras à parte, se eu for pego numa blitz da lei seca e me recusar a fazer o teste do bafômetro, os policiais tem autoridade para me conduzir a uma delegacia e de lá fazer o exame sanguíneo? Ou simplesmente sou multado e vou embora?

    Eu não entendi esse caso do Mano, em que ele foi liberado na hora.
    Enfim, não procurei ler o que aconteceu, já que isso é meio que rotina entre "gente de poder".
    Mas fiquei curioso quanto as medidas dessa lei seca.

  • http://www.gizmodo.com.br prsalv

    Mais um jurista hipócrita para complicar a lei, cria facilidade e promover a impunidade. Já vi muito cachaceiro dar a famosa desculpa da bla de licôr. Advogados… sei que seria pior sem eles.. mas 905 dos que conheço me dão nojo!

    • Tripa-Seca

      Se não tivesse preguiça de ler, e conhecesse o site, saberia que ele é militar…

  • http://www.gizmodo.com.br prsalv

    Olha conhecendo tantos casos próximos des desgraças provocadas por pessoas alcoolizadas, que sabiam dos riscos desta prática.. chamo-os de assassinos maldito. Por mim, deverima ser proibidos de dirigir por vários anos. Reincidentes, por 30 anos.

    • Tripa-Seca

      E quantos desses assassinos estavam com até 0,6 de álcool no sangue?

  • Salazar1966

    Sou pela tolerância zero e obrigatoriedade dos teste do bafômetro e sangue em caso de qualquer sinistro.
    Quem não deve, não teme!

  • bedotRJ

    Poxa vida, mal tô acreditando que li um texto do coronel com o qual concordo quase que inteiramente. Uma sensatez e um cuidado com a proteção do cidadão comum que ele nunca demonstrou antes. Só me resta parabenizá-lo!

    Apenas um adendo: se o coronel enxerga a possibilidade de má fé do agente aplicador da sanção administrativa de multa como argumento para se contrapor ao aumento em dobro do valor, eu queria entender porque o princípio já não se aplica ao valor atual. Lendo o texto, tendo a achar que o coronel só teme a má fé para o valor em dobro, não para o valor atual. E é claro que isso não faz o menor sentido.

  • AlexMa

    Sou favorável a essa ideia de tolerância zero pela seguinte razão: o álcool tem efeito diferente em cada organismo. Há pessoas que ficam bebaças com meio copo de cerveja, enquanto outros bebem 10 copos e apresentam leves sinais de embriaguês.
    Se houve bom senso de beber e não dirigir, sequer haveria necessidade da lei.
    Mas no Brasil precisamos sempre de leis pois não sabemos usar bom senso e respeitar por livre e espontânea vontade.
    O que nos resta é beber e não dirigir!!! E evitar acidentes.

    • bedotRJ

      Acho que antes de beber e não dirigir, nos resta é exigir das autoridades que usem os escorchantes impostos que nos cobram, não para pagar companheiros e mensalões, mas para garantir um transporte público rápido, eficiente e barato, que me leve da porta da minha casa à porta de qualquer bar onde eu goste de tomar a minha cervejinha. E que garantam ruas e estradas seguras, bem pavimentadas e bem sinalizadas. Serviços de 3º mundo com leis de 1º é injusto, imoral e denota falta de cidadania.

  • bedotRJ

    Vou repetir o que disse no outro post: deem-me as ruas, as estradas, o transporte público, os agentes públicos menos suscetíveis à corrupção, os carros mais seguros e a menor carga tributária dos japoneses. Aí eu lhe dou uma Lei Seca rígida e moralmente aceitável.

    • Caldeira

      Não devemos defender deixar o país a Deus dará porque não tem as condições ideais. Um erro não justifica outro e as coisas tem que começar a mudar de alguma forma.
      Novamente essa desculpa serve apenas para manter nosso jeitinho brasileiro, aliás, brasileiro é o mestre do jeitinho né. Não quero te criticar porque eu também dou meu jeitinho, porém em outros assuntos e não em dirigir bêbado.
      Concordo plenamente que está se fazendo uma caça as bruças e que o alcool não é o principal responsável pelas mortes no trânsito. Porém dirigir após ingerir bebida alcoolica aumenta sim os riscos de acidentes e isso não tem discussão.
      No entanto penso como vc que a infração deve ser administrativa e caso aconteça um acidente, o alcool seja um agravante e ocorra de fato uma pena bastante dura, daquelas de lascar mesmo.

      • bedotRJ

        Que dirigir após ingerir bebida alcoólica aumenta o risco de acidente, disso não tenho dúvida. Mas aumenta apenas na comparação com a mesma pessoa quando em perfeito estado clínico (por perfeito excluo ingestão de entorpecentes, ingestão de tarjas-pretas, insônia, alta carga de estresse e outras situações não detectáveis pelo bafômetro).

        A gente sempre vai chegar à conclusão de que o álcool é apenas um dos vilões das mortes no trânsito, talvez o menor deles; só que causa muita comoção porque seu consumo é lícito, está enraizado nos hábitos culturais da população e seus efeitos são mais visíveis.

        Minha questão é simples: me recuso a demonizar o álcool enquanto todos os outros problemas que afetam nossas condições de trânsito não forem igualmente discutidos e solucionados. Não me rendo a campanhas meramente midiáticas. Exijo das autoridades que querem me punir criminalmente, independentemente de eu ter provocado ou não um acidente, a contrapartida em infra-estrutura de locomoção. Até lá, não aceito dar ao Estado o direito de me considerar um criminoso (que aplique apenas a sanção administrativa cabível). O contrário disso é a rendição à coerção do Estado sem exercício da cidadania.

      • evtdesign

        Um erro não justifica o outro. O Governo então não pode deixar de dar condições por que tem gente andando bêbada de carro.

        As coisas tem que começar a mudal de alguma forma, mas irônicamente nunca é pelo que deveria dar o exemplo, por quem foi colocado lá justamente pra esta função. É sempre o inverso.

        • Caldeira

          Concordo com vc e também acho que os bons exemplos devem paritr do governo. Porém uma vez que foi proposto maior aperto do lado do consumo de álcool e direção, o que não está errado, não deveríamos ser tão resistentes como muitos são.
          Um simples ato de ficar sem beber se estiver dirigindo é algo impossível de se fazer?
          Muito se critica não haver alternativas decentes de transporte para quem bebe, porém está havendo inversão da ótica. Porque não podemos ficar sem beber se estivermos dirigindo?

          • evtdesign

            Você está certo, é facil de se fazer.
            E eu como não bebo antes de dirigir entendo que estou fazendo minha parte 'no acordo', então quero ver o que o governo está fazendo por parte dele. Se hoje temos 1 milhão de motoristas que bebem e dirigem, pode ter certeza que tem ao menos 10 milhões que cumprem a lei, cadê o governo pra prover estes cidadãos do bem de boas condições viárias??

        • Tripa-Seca

          Entre o limite zero que você defende e a pessoa andar bêbada existe um longo caminho…

      • Tripa-Seca

        Mas ele já pagou os impostos que deveriam dar transportes decentes, ruas sem buraco, e limites condizentes com a situação da via. Se ele ficar 10 anos dirigindo sem estar bêbado, o governo fará a parte dele? Se ele ficar 50 anos? Não, não é…

  • DiguinhoSP

    O texto mais sem pé, nem cabeça que li aqui. Já houveram diversas reportagens provando que essa tese dos antissépticos bucais e dos bombons não tem fundamento algum. É lenda urbana. Coisa que inventam para continuarem enchendo a cara de cachaça e matando gente inocente.

    Aqui está somente uma delas: http://tinyurl.com/88kk6m6

    Acidentes acontecem, por isso se chamam acidentes, mas querer achar justificativas para irresponsáveis é imperdoável.

    "Que se busque, pois, através do bom senso, a mudança comportamental de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres". O que é isso?

    Todos os meios de conscientização já foram tentados e nada muda, só piora. Mais carros, mais dinheiro pra encher a cara e pagar advogados e mais mortes. Nem sequer podemos ter campanhas com imagens fortes como ocorre na Austrália. Aqui ficam na simulação, no desenho, no apelo emocional a corações duros pela ignorância.

    Multa neles, cadeia neles, é o último recurso que temos para se combater a violência no trânsito.

    • bedotRJ

      Que tal propor ruas da Austrália, estradas da Alemanha, transporte público do Japão e agentes públicos dos Estados Unidos?

      Se tudo foi tentado e nada adianta, será que não passa pela sua cabeça que o problema pode estar MUITO LONGE do álcool (ou que o álcool representa apenas uma pequena parte do problema)?

      • DiguinhoSP

        Se tivermos as ruas da Austrália e as estradas da Alemanha, teremos certamente um dos maiores extermínio de vidas que o mundo já viu. Neguinho não aguenta ver uma via bem cuidada que senta o pé. É de automóvel, é de moto, é de utilitários, etc…

        Se o álcool é responsável por uma parte, é obrigação da lei prevê punições a este ato. Uma coisa não justifica outra. Não é por termos uma estrutura ruim que vamos fechar os olhos a irresponsáveis que matam no trânsito.

        • bedotRJ

          Impossível não inferir do seu comentário que vc enxerga aspectos positivos na nossa precária estrutura viária. Não deixa de ser um ponto-de-vista bastante pitoresco prá quem parece tão preocupado com a preservação de vidas. Tenho impressão de que vc não vê nenhuma relação de causa e efeito entre a existência de vias seguras e a redução no número de acidentes. Talvez a Alemanha devesse adotar esse raciocínio e detonar as autobahnen como medida para reduzir ainda mais os acidentes fatais por lá.

          Sobre o álcool, o ponto é mais claro do que a regra do Arnaldo: a Lei Seca não faz absolutamente nada contra irresponsáveis que matam no trânsito (e nem precisaria, pois destes o Código Penal já cuida). A Lei Seca se volta apenas contra pessoas que não fizeram nada, na simples suposição de que possam vir a fazer. Uma tremenda de uma arbitrariedade, com mero apelo midiático, que não resolve os problemas do trânsito (a não ser prá quem acha que ter estradas ruins é um passo importante nessa direção).

          • DiguinhoSP

            Digamos que meu comentário sobre as condições das estradas é tão absurdo quanto o seu em defesa do direito de encher a cara e sair dirigindo sem temer qualquer consequência das leis.

            • Tripa-Seca

              Mostre-me uma frase dele que deixa claro que ele defende encher a cara e sair dirigindo. Que dificuldade brasileiro tem de entender textos simples.

              • DiguinhoSP

                "A Lei Seca se volta apenas contra pessoas que não fizeram nada, na simples suposição de que possam vir a fazer."

                Desde quando beber e dirigir é não fazer nada? Em vários lugares do mundo beber e dirigir dá cadeia/processo e apreensão da carteira e/ou carro.

                Se esse trecho do comentário dele não é defender quem bebe e dirige, não sei mais o que é…

                • Tripa-Seca

                  Vou repetir meu post, mas escrevendo devagarinho para você entender, ok?

                  "…Mostre-me uma frase dele que deixa claro que ele defende ENCHER A CARA e sair dirigindo. Que dificuldade brasileiro tem de entender textos simples…"

                  E foi exatamente isso: Mas você considerou que beber é igual a encher a cara. O problema aqui não é de posição a favor ou contra a lei. É de português…

                  E continuo aguardando a frase onde nosso amigo fluminense defende ENCHER A CARA (Entornar o caneco, se preferir) e dirigir. O que ele defende, é que tenhamos um limite sim, e que se separe os potenciais homicidas de quem responsavelmente conhece seus limites e das vias e se porta conforme isso. Independente de ter bebido ou não…

                  Espero ter sido mais claro dessa vez…

                  • DiguinhoSP

                    BEBER e ENCHER A CARA pra mim dá no mesmo… Não existem níveis seguros de álcool no sangue. Varia de indivíduo para indivíduo. Não posso por minha mão no fogo por ninguém e dizer que o cara que toma uma latinha de cerveja tem condições de sair dirigindo.

                    Não existe nenhuma forma segura de separar os homicidas dos "responsáveis conhecedores dos seus limites". Não dá pra afirmar que o cara que bebeu uma latinha pode dirigir na boa e o que tomou três latinhas não pode dirigir.

                    Eu aprovo o uso do bafômetro em blitz, aprovo a aplicação da lei, aprovo o que quer que seja relacionado a conduta de motoristas irresponsáveis que ENCHEM A CARA (ou BEBEM, como queira) e se acham aptos a dirigirem.

                    Quem anda na lei não precisa temer nada.

                    O problema é que cada um entende como quer.

        • Doidim2011

          Entre Paracambi e Japeri existe uma estrada estadual.
          Essa estrada foi "recuperada" por uma construtora.
          Na entrega da obra a pista estava esburacada e os buracos só aumentam pois não são consertados.
          Em fevereiro, em um domingo, um motociclista desviou de um buraco, em uma curva, chocando-se contra uma pick-up.
          Três viaturas dos bombeiros, duas patrulhinhas para o atendimento ao motociclista.
          O motociclista morreu. O buraco continua lá.
          O motociclista e o motorista da pick-up não estavam alcoolizados.
          +++
          Entre a Rodovia Presidente Dutra e Japeri foi colocado um pardal de velocidade máxima de cinquenta quilometros. Detalhes: o pardal estão ao lado de tachões que funcionam como redutor de velocidade. , algo proibido pelo Código de Transito Brasileiro. Pior ainda, as placas que anunciam os obstáculos, velocidade máxima, são todas laranjkas com grafismo preto, modelo inexistente no CTB
          +++
          É séria a preocupação com a segurança do motorista, espalhando obstáculos na vias, estradas mal projetadas?

  • bedotRJ

    As pessoas que têm uma capacidade mínima de raciocínio já perceberam que essa Lei Seca tem muito mais efeito midiático do que o poder de solucionar os problemas do trânsito. Ela age apenas contra pessoas que não fizeram absolutamente nada, na simples suposição de que possam vir a fazer. Li outro dia em um fórum uma comparação que me pareceu perfeita: o que a Lei Seca faz é equiparar um açougueiro que vai cortar um bife a um esfaqueador homicida. Não é o homicídio (ou o acidente que causa mortes) que sai punido pela Lei Seca, mas o ato de segurar a faca (ou o ato de ser reprovado no teste de alcoolemia). Apoiar esse tipo de coisa, deixando de dar atenção às situações que realmente tornam o trânsito extremamente violento, revela mentes atrasadas, moldadas por influências tacanhas e subdesenvolvidas.

    • X11auto

      Tem muito de midia sim por um lado, mas contra quem não faz nada nenhum efeito tem a não ser reforçar a opinião, no meu caso ja dirigi após algumas cervejas ditas inocentes, mas hoje procuro evitar isso e já não dirijo mais nestas condições e olha que nunca fiz uma bobagem dirigindo assim, então mesmo não sendo aquela lei, ainda tem seu sentido positivo ante não existisse, agora é procurar melhorar para quem sabe possa ser uma lei bem mais útil do que é hoje!
      Acho válida, lógico que num país onde a impunidade, desmando e outras coisas mais são lei, até uma lei dessas fica difícel de funcionar corretamente, mas não vai ser por isso que vamos cruzar os braços e dizer deixa pra lá.
      Também não pode ficar só no âmbito da punição é preciso que se desenvolva para o campo do auxilio médico, educacional, ou seja, corrigir aqueles que se proponham a mudar seu modo de agir ao volante e em relação as bebidas, mas esta parte esta longe de sair do papel!

      • Edson Roberto

        Sabe como se faz? Como antigamente: Um policial seja civil ou militar aborda o condutor e pede para fazer simples testes:
        - Andar em uma linha sem cambalear
        - Verificar as reações da pessoa
        - Fazer um "quatro" com as pernas

        Com isso, o mesmo tem o carro apreendido, é encaminhado a uma delegacia e autuado. E também, essas pessoas no qual eu disse que fazem esses testes, são pegas de surpresa, portanto, quem realmente bebeu e estará possivelmente a fazer alguma besteira, as vezes nem percebe a ação do policial.

        Ficar canetando como é hoje em dia não é a solução.

  • Bruno1985

    o antisséptico e o bombom não vão marcar valor suficiente para a pessoa constar como alcoolizada, com o medicamente, se houver diferença, é só comprovar e se sentir lesado, peça danos moral e eventualmente perdas e danos se necessário. No mais, sou mais que favorável a qualquer ação contra os retardados que bebem mesmo que uma simples latinha se acham "normais" e vão dirigir.

    • alan_ichitani

      Concordo, sobre o efeito do medicamento, acho que se acusar álcool no sangue deve ser quantia mínima e uma simples receita em seu nome deve(ria) resolver a situação.

    • Tripa-Seca

      E contra os retardados que não bebem, podem fazer rachas, passar por cima de outras pessoas, que está valendo, não é?

      • http://www.gizmodo.com.br prsalv

        Cara, realmente você está a favor de beber e dirigir… Está claro que você acredita que pode beber um pouquinho e no que jugar sentindo beber ir dirigir. Pq você não declara isso logo? Se for essa a sua opinião, você tem todo o direito de defendê-la, isto ainda é uma democracia Até agora tava lendo seus argumentos… mas agora o prezado está misturando as coisas… Fazer racha é um ato de irresponsabilidade, infantilidade e tantas outras coisas ruins, um crime. Se há retardados que o fazem merecem ser punidos exemplarmente… mas isto não torna, na minha opinião, o ato de beber e dirigir algo passível de punição menor. A vida sai prejudicada em ambos os casos.

  • sby

    Repressão total e tolerância zero a quem dirigi sob efeito de alcool ou narcóticos. Chega dessa molecagem.

  • Doidim2011

    Vamos adotar o alcorão
    Sou a favor de cortar a mão dos políticos corruptos

    • Tripa-Seca

      E 7 mulheres para casa homem! E o limite de um cartão de crédito por marido!

  • marcello7007

    Esse artigo mostra bem os despreparo de nossos legisladores, a vontade maior é punir com multa e nao educar, multa engorda os cofres educar custa caro da trabalho.

  • alan_ichitani

    Não sei quanto aos medicamentos mas ja desmistificaram toda esse argumento esdruxulo do bombom e do anticéptico, nem um nem outro pode gerar adulteração no bafómetro graças ao seu teor alcoólico baixíssimo. Sou super a favor da tolerância zero, se as pessoas não sabem se controlar e ter a responsabilidade suficiente de beber um copo e dirigir, que não bebam nada.

  • Caio Meira

    Sério que tem gente que acha que asséptico bucal é constatado em bafômetro?! PQP

  • X11auto

    O atual valor de nível de álcool no sangue deve ser mantido, o valor da multa pode ou não subir, não tenho certeza, mas o que deve mudar é a obrigatoriedade do teste e se positivo que se pague caro por isso, com penas que ficam mais rígidas conforme a reincidência dos erros e em casos de acidentes, mais rígidas a ponto de ter pena de prisão e perda da carta definitivamente, mas também se deve dar a oportunidade daquele que quiser entrar num centro de reabilitação de alcoólicos, ou seja, dar oportunidades para mudar o cidadão infrator, mas quando falamos dessa parte, toda autoridade pula fora, afinal todo mundo é bom para multar, mas para gastar com recuperação ai ninguém quer!

  • fernandoriviera

    CADEIA NELES… Isso não aconteceria no REGIME MILITAR.

    • Alex_JW

      Só a ditadura mesmo para botar esse País no caminho da ordem.

      Tantos foram os Militares no poder que passaram e quantos desses ficaram milionários? Olhe hoje, até filho de ex-presidente que não tinha renda superior a 1.2 mil por mês, hj tem fortuna estimada em mas de 50 milhões.

      Democracia no Brasill, que pena, é sinônimo de putaria generalizada, de libertinagem.

      Aqui, infelizmente, só na rédea bem curta.

      • Tripa-Seca

        Pô, eu gosto da opinião de vocês dois, mas se fosse uma ditadura, eu nem ficaria conhecendo-as…

  • Caldeira

    A crítica a lei se baseia principalmente no fato do governo não fazer a parte dele como oferecer estradas melhores, transporte alternativo de qualidade e com bons preços. Porém essa vizão é meio enganosa porque está sendo feito um discurso lá na frente. O foco deve ser um pouco anterior, na origem do problema. Precisa beber tanto assim? Não pode ficar sem beber quando sair de carro?
    Se respeitarmos o princípio de não beber quando dirigir, essa discusão sobre transporte alternativo cai por terra e perde o sentido.
    Ao discutirmos a questão do transporte estamos partindo do pressuposto que beber é sagrado e vai acontecer de qualquer forma, sendo que isto está errado. O transporte de qualidade e com segurança apenas vai possibilitar o que antes era dificil de conciliar, que seria sair a noite e beber a vontade sem responsabilidades.

    • Tripa-Seca

      Como assim, "beber tanto assim"? A questão é tolerância zero! É uma latinha e "teje preso"….

  • Carlosr2011

    Matéria muito polêmica. Mas é fato que os efeitos do alcool na pessoa dependem da vários fatores. Se a pessoa nunca bebeu na vida, um copo de cerveja pode deixá-la muito tonta. Mas se tem o hábito de beber diariamente uma cerveja ela não sentirá nenhum efeito.
    Acho a tolerância zero burra e injusta.
    Ah! o PT não criou a legislação brasilera. Logo, existe não nenhuma ligação lógica com a legislação de trânsito e o PT.

  • Gabriela Aragão

    Já existem antissépticos bucais sem álcool, e mesmo os que possuem, não é o suficiente para perdurar na corrente sanguínea, portanto deixa o corpo em questão de minutos. Quanto aos bombons de licor, se tem licor é igual a beber licor, se for comer os malditos bombons pergunte se tem licor, se tiver cuspa, basta não ingerir. Se tomar medicações com álcool , você está sob efeito de álcool do mesmo jeito e não pode dirigir. Quanto ao direito de beber e dirigir com responsabilidade, vale a pena perder esse direito para garantir a segurança de pessoas inocentes, afinal é cientificamente comprovado que uma pessoa não é capaz de conduzir um veículo sob efeito de álcool. É impressionante como os motoristas que bebem não assumem que são irresponsáveis e que o fato de matar uma pessoa não é o suficiente para cancelar uma pequena comodidade de dirigir depois de beber, essa comodidade vale mais do que a vida de uma pessoa ?

  • rodrigobertoldo

    Com Certeza! Esse negócio de pena alternativa é uma piada, quem se mete a dirigir estando embriagado deve responder penalmente sim…e com todos os agravantes que se possa aplicar.

  • Tripa-Seca

    Pois é…Igual aquele cara da Hilux, que tinha uma caminhonete para se proteger dos garis que ele atropelava enquanto estava bêbado. Já pensou que perigo, o corpo de um pai de família acertar ele enquanto eles os atropelava? Poderia até machucar o indefeso condutor.

  • Alvarenga1

    Muito boa a materia.
    Essa onda toda com a lei seca é absurda.
    Lei sempre existiu, porem nunca foi cumprida. Não é preciso mudar a lei, bastaria cumprir com rigor o que ja existia.
    Com essa onda toda o máximo que estão conseguindo é nivelar o cara responsavel que bebe um copo ao bandido irresponsavel que enche o caco e sai matando.
    Lamento ver que grande parte dos colegas que aqui postam não enxergam isso. Pior, este meio aqui supõe uma certa cultura das pessoas, imagine por ai a fora , por isto que os políticos vão fazendo esta enganação de "novas" leis e tudo segue igual.

  • ivoacosta

    Pra mim está havendo exagero na interpretação da lei. Eu não bebo, nem fumo e nem faço consumo de tal guloseima. Enfim, de nada vale se não houver FISCALIZAÇÃO E PUNIÇÃO, isso é a mais pura verdade, então é bom mesmo que façam proibição total do uso de qualquer tipo de substancia do álcool. Assim além de preservar a vida de muitas famílias, mas como de muitas outras pessoas que ingerem este tipo de bebia que acaba com ser humano e traz desgraças, desavenças e muitos outros problemas a sociedade. Então, minha opinião é essa.

  • http://www.gizmodo.com.br prsalv

    Pensar na segurança da vida. Tudo para preservar a vida. Bebida e direção não combina. Ponha isto em sua mente. É algo lamentável isto não esta em nossa cerne moral ainda.

  • valdemirjose

    Os políticos poderiam também implantar TOLERÂNCIA ZERO para a CORRUPÇÃO e CRIMINALIDADE de nosso país que já passou dos níveis aceitáveis faz muito tempo…

    O governo quer mesmo aproveitar a situação e encher o bolso DOBRADO, praticamente ninguém fica embriagado com 0,2 decigramas de álcool, essa tolerância existe pros casos no texto citados.

  • maryfotografias

    Tolerância zero é contraproducente. Em um país onde o problema é fiscalização, me causa espanto ver pessoas preocupadas em "endurecer a lei".
    Se é para evitar acidentes, existem alternativas constitucionais e razoáveis. Se é para alimentar o espírito midiático punitivo que reina no nosso Brasil (e que ainda vai destruir nossa liberdade), me retiro da discussão.
    Enquanto as pessoas não entenderem que PUNIR e EVITAR práticas são questões totalmente distintas, não dá para começar um debate sério.

  • maria

    eu acho assim que não pode ocorrer coisas deste tipo pwq neste mundo todos somos iguais

  • X11auto

    Só um inocente não percebe que mudam as siglas, mas as moscas são as mesmas a anos! Enquanto ficarmos acreditando que existem partidos justos e melhores continuaremos sendo marionetes desde o tempo da coroa!
    A não ser que você seja de algum partido, ai não adianta falar o que digo!

  • DiguinhoSP

    Como se o PSDB ou qualquer outro partido fizesse por merecer o voto de alguém… Basta ver a indústria das multas na cidade e no estado de São Paulo. Bem como o maravilhoso CONTROLAR.

    São bons exemplos dados por políticos da oposição e sua festa sem fim às custas dos inteligentíssimos, cultos e cosmopolitanos paulistas.