
Muitos falam mal da Gurgel, mas ela sempre esteve á frente de seu tempo, pelo menos em termos de idéias. Se por um lado seus modelos não tinham tanta beleza e funcionalidade quanto os de marcas famosas, por outro lado esbanjavam idéias criativas na montadora brasileira.
O Gurgel TU 1973 tem esse nome como uma sigla de “Transporte Urbano”, modelo pequeno, ágil e elétrico, algo que hoje, mais de 30 anos, nós precisamos tanto. Ele foi o precursor do Gurgel Itaipu.
Só que ao dizermos que o Gurgel TU era um protótipo, ele era mesmo, mais especificamente um protótipo estacionário, ou seja, carro sem motor. A indústria nacional ainda não desenvolvia um motor elétrico adequado ao uso em automóveis.
Um ano depois, ele evoluiu e se tornou o Itaipu, esse sim funcional.
[Fonte: Carro Antigo]
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Hodney
20/05/2009 as 18:00
Apesar de ser bem intencionado o projeto mas em termos de design é uma tristeza mesmo para a época. Parece desenho feito por um menino de 2 anos de idade. :sad:
MaT
20/05/2009 as 18:00
Grande idéia, mas em uma época errada…
ARMOÇO
20/05/2009 as 18:09
Cruzes, já estou no apocalipse???
Só ví dois modelos de gurgel nas ruas: Um que era uma mistura de kombi com pick-up e o superminimi, que foi testado pela 4 rodas de 94, e era uma bosss…ta. Até os modelos da época, os piores, eram infinitamente mais “normais” e melhores que estes, tanto é que acabou. Parece que essas formas de lataria eram feitas na base da marreta hein???
Um caixote com rodas, até para a época. Lixo, já foi tarde. E que ninguém venha me malhar pela minha opinião, pois como disse, é minha opinião. Abraço a todos os colegas…
:trowup: :rayban: :rayban:
Contest
21/05/2009 as 02:13
Contestar, é fácil… chegar perto do idealismo do velho Gurgel, quase impossível para vc… fazer melhor, impossível! Realmente não são os mais bonitos, mas nunca se teve uma unanimidade em termos de automóvel até onde se tem notícia. Se não fossem as idéias novas, nada evoluía. E não se defenda dos questionamentos de outros, pois isto é um blog e não um site pessoal somente seu.
Gah Bastos
20/05/2009 as 18:13
Concord com o Mat, grande idéia, mas em uma época errada…
b.o.m.b.a
20/05/2009 as 18:32
alem de sem motor e feio e pequneo demais , ele deve ter rodas de 10 polegadas , cubo e do fusca , e a mistura de um carro de correio americano com para lamas de puma
paulo
20/05/2009 as 18:34
:pao: É o que se faz com dinheiro público e uma idéia idiota na cabeça.
Bacana mesmo é a parcialidade de quem escreveu o texto: “só não tinha beleza e funcionalidade”. Já foi tarde…
Cortese
20/05/2009 as 18:44
Dinheiro público? Que me conste, o que faltou à Gurgel foi foi justamente apoio do governo. Creio que tivemos duas boas opurtunidades de ter uma montadora genuinamente brasileira: IBAP (Ind. Bras. de Autom. Presidente) e Gurgel.
cortese
27/05/2009 as 20:08
Corrigindo: opOrtunidades
Rafael Santana
20/05/2009 as 19:12
Feio?
e daí, era o 1º passo de um made in Brazil, com muitos chineses que cai aos pedaços e é motivos de piada por aqui… como foi os Japoneses e os Coreanos em décadas passadas… e hoje onde elas estão?
Enquanto a gente fica dependendo de montadoras de foras que só vende verdadeiras carroças ( e ainda por cima caras) aqui no Brasil outros paises aprende a fazer seu próprios carros e futuramente vender para o mundo.
Parabéns Coreia, China, Indía…. chegaram lá…
é o Brasil? :down: :pao: :saad:
Ludley
20/05/2009 as 19:15
verdade…
Todos os paises do Bric tem pelo menos uma empresa automobilistica…
Já o brasil… =/
Weddly
20/05/2009 as 19:16
Se fosse nos EUA, o Gurgel teria todo o apoio do governo e com certeza daria certo.
Corsário Viajante
20/05/2009 as 19:22
Quanta bobagem!
Em primeiro lugar,c omo foi bem dito, o grande problema da Gurgel é que não teve apoio do governo, embora tantas outras fabricantes, até hoje, ganhem terrenos e incentivos por gerarem “empregos”.
Ao mesmo tempo, leiam antes, é um protótipo INDUSTRIAL, não um carro de linha, affff…
O Gurgel antecipou essa tendência de microcarros, de aventureiros (como o carajás), etc… O XEF tinha a mesma proposta do classe A.
O problema do Gurgel não era estar à frente de seu tempo: era estar no Brasil.
helmygalindo
20/05/2009 as 19:44
Eu aprendi a dirigir com um Xef… :clapp:
helmygalindo
20/05/2009 as 19:52
A Proposito
Xef=
Farois dianteiros de GOL G1
Farois traseiros da Brasilia
Plataforma e motor do Fusca
Estrelinha da Mercedes
:banana:
CHARADA
20/05/2009 as 19:30
O povo critica mas acha lindo os carrinhos de fibra de vidro que andam fazendo por ai, mais de 30 anos se passaram e nada de um carro nacional que não use a tal fibra, varios mercados abrindo ao redor do mundo usando tecnicas e materiais diversos e o brasil aonde? na fibra de vidro…. pqp….
william
20/05/2009 as 19:38
eu garanto que o gurgel entendia muito mais de carros do que muito muleque que não entende porcaria nenhuma e acha esse carro um lixo…
helmygalindo
20/05/2009 as 19:40
Eu quando criança tive a oportunidade de conhecer o Sr. Gurgel e visitar sua fabrica de sonhos em Alagoas. Meus pais foram comprar uma Carajás direto na Fabrica.
O cara era um sonhador mesmo, dizia que o futuro seria de carros pequenos com formato de minivan. Enquanto todo mundo na epoca sonhava com Landau e Opalão.
Ele tinha projetos de carros bonitos, só qua pra agilizar a produção e dar resistencia aos modelos de plastel (fibra com resina plastica), as peças tinham que ser quadradas e pré-moldadas mesmo.
Estamos falando dos anos 80 e de uma produção semi-artesanal!
O erro do Gurgel foi apostar 100% nesse plastel, alem de tornar o processo de construção lento, deixava os carros mais proximos de buggys do que dos carros considerados comerciais. Mas acho que ele não tinha muita alternativa, trabalhar com aço era muito caro para a época!
Seus carros zero tinhamcheiro de resina! Não aquele cheirinho característico!
Contest
21/05/2009 as 02:20
Concordo, antecipava o futuro e tinha um idealismo brilhante, à frente de seu tempo. Uma pena que o nacionalismo da época somente era pregado para interesses pessoais, deixando que a indústria automotiva nacional fosse dominada quase que completamente pelos grandes estrangeiros. O Supermini seria uma grande solução para o trânsito poluído e caótico das grandes cidades. Se sobrevivesse a idéia nos dias de hoje, acredito já ser viável um design mais atual e um motor ainda mais eficiente e econômico.
helmygalindo
21/05/2009 as 02:38
O Tata Nano é a maior prova da genialidade do Sr. Gurgel… Mas, fazer o que né.. se a maior parte dos brasileiros é tonta hoje, imagina há 20 anos atrás.
Lembro-me de uma entrevista no fantástico perguntando nas ruas se as pessoas eram a favor da Anulação da Lei da Gravidade… E não é que os tontos diziam que sim! E a devoção a Xuxa, Pele, Roberto Carlos… Todo dia nascia um Rei de alguma coisa. Sem falar nos planos imbecis para combater a inflação como congelar preços, confiscar poupanças…
Foi a época mais BURRA que o país já passou! Nossos tios e pais revolucionários é que eram inteligentes pacas, Liam muito, se embasavam!! A gente só queria ver TV! E ainda acreditávamos que os “episódios INÉDITOS” do Xaves eram inéditos, mesmo assistindo pela 5 ou 6 vez!
Os anos 80 não foram bons para o Brasil. E no fim dessa década triste, a Gurgel e todo o sonho de seu dono morreu!
Claudio
20/05/2009 as 21:50
Realmente o Gurgel só teve um defeito!
A falta do apoio do nosso governo!
Foi assim que as montadoras cresceram no Brasil e no mundo, mas só para a Gurgel nosso governo passou a perna!
Que medo é esse, que chines, indiano, ruuso etc… podem fazer carros, mas quando um brasileiro tenta fazer o mesmo, todo o mundo reage contra e boicota, enquanto nos impedem os outro fazem!
Chineses e indianos ja dão a mostra que vão mandar nesta área e não adianta chorar, quem não estiver com eles só tem a perder!
Claudio
20/05/2009 as 21:52
Os caras tem mais medo que façamos carros do que desenvolvamos bomba nuclear, acreditam?
Luquinha
21/05/2009 as 01:01
Uma tremenda k-gada reclamar assim da Gurgel!!!
Precisa de uma carreta da Scania ou Mercedes pra carregar tanta merrrrda!!!
Por conta disso é que a Tata colocou a Índia na frente do Brasil. Coréia e China estão em outro nível. E começaram pior ainda, sem motores da VW pra adiantar. Hoje estão aí.
Rafael
21/05/2009 as 03:02
Leiam o livro “Gurgel – Um Brasileiro de Fibra”. Só falem algo depois que ler o livro
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É impressionante quantos carros esse cara fabricou, sem ajuda nenhuma do governo. Sem carros eram feios, robustos? Sim, pois design era o último dos problemas que ele tinha que se preocupar. Ele tinha que se preocupar com preço final, como arranjar uma suspensão, freios,… Foi o 1º nesse país a pensar em carro popular. Popular de verdade, não essas tranqueiras custando quase 30.000 Reais.
Esse carro, TU 1973, nada mais é que um Tata Nano do Gurgel… só que a 36 ANOS ATRÁS! Se nenhuma grande fábrica de carros fazia isso, quem dirá de um Brasileiro sem tecnologia nem dinheiro para tal.
Eu cresci admirando o Sr. Gurgel, por tudo que ele conseguiu fazer. Alguns dos que “ajudaram” a fechar as portas de sua fábrica ainda estão por aí, como o Sr. Ciro Gomes que foi apenas um dos pilantras que passaram a perna no Sr. Gurgel. E continuam a ganhar dinheiro em cima do povo.
Mas o mais triste disso tudo, foi saber que por causa de sua doença, este grande brasileiro faleceu sem saber quem ele mesmo era. E saber que mais de 90% dos brasileiros nem tem idéia de quem ele seja… e a grande maioria dos que sabem, o chamam de louco ou seus carros de merda. Enquanto nos EUA, Tucker foi até motivo para fazer um filme… A grama do vizinho é sempre mais verde.
PS: Não consigo esconder o sorriso quando vejo um de seus valentes carros andando por aí, firmes e fortes. Parabéns Sr. Gurgel! :clapp:
Med
21/05/2009 as 06:55
Parabéns ao Sr. Gurgel…
Mas que parece uma Caçamba de Disque-Entulho virada de cabeça pra baixo, parece.
Paulo
21/05/2009 as 08:30
Gurgel sempre foi um pioneiro, empreendedor, alguém que correu atrás de seus sonhos e realizou muito na vida…. entretanto, diferente de alguns q após sua morte o transformaram em deus…. acho q ele fabricou muito lixo tb… muita coisa ruim, de fundo de quintal….
Se ele tivesse nascido em outro país, com apoio da iniciativa pública e privada, mão de obra qualificada, provavelmente teria construido carros incríveis…
É a vida =/
maxluppe
21/05/2009 as 10:01
Muitas vezes vejo comentários sobre carros antigos “à luz dos tempos modernos”, o que é um erro. Devemos ver os carros com os olhos do passado. Só para ter uma idéia, deem uma olhada nos modelos de carros elétricos propostos pela própria GM na década de 1970 (contemporâneos ao TU e ao Itaipú E-150), como a série 512 (procure por Electrovette 512 serie) e o CitiCar da Sebring-Vanguard (procure por Sebring Vanguard). Qualquer semelhança não será mera coincidência!!!
Luquinha
21/05/2009 as 14:21
Não pode chamar de lixo o carro que não custava mais de R$20mil.
Ainda hoje os Br-800 e super-minis são procurados.
Rui
21/05/2009 as 14:33
Temos que desmitificar esse assunto. O problema da Gurgel não foi a falta de incentivo do governo. A Gurgel Motores foi erguida com dinheiro do BNDES; o motor de 800cc foi beneficiado por uma lei federal para pagar menos imposto; o governo emprestou recursos para desenvolver uma fábrica de baterias no Nordeste que nunca saiu do papel; etc;etc.
O Gurgel foi sim um visionário da indústria, sem dúvida, mas esse fato se voltou contra ele. Na prática a humildade era uma virtude desconhecida. A arrogância e truculência com que tratava as pessoas era alguma coisa absurda. Na época do desenvolvimento do CENA, depois BR 800, ele teve nas mãos profissionais com anos de experiência, oriundos da Ford que havia se juntado à VW (Autolatina). Quem montou o campo de provas da Ford Tatuí estava lá. Um dos maiores conhecedores de desenvolvimento de protótipos estava lá. Especialistas em design/clay estavam lá. Só que tudo foi por água abaixo infelizmente . Ele não suportava que outros profissionais colocassem a suas experiências em prática. Tudo tinha que sair da sua cabeça, o resto não prestava. E o maior problema é que as idéias não eram práticas. Exemplos? Vamos fazer um câmbio seco, sem sincronizadores.Depois de horas desperdiçadas e vários quebrados optou-se pelo do Chevete. Vamos fazer uma suspensão diferente (spring shock), mola e amortecedor juntos. Várias horas desperdiçadas. Corta ali, fura aqui, abre outro furo lá…tudo na tentativa e erro, sem projeto algum. O carro não vai ter correia, como a moto. Só que o consumo de eletricidade é outro e não havia bateria que resistisse à falta de carga gerada pelo alternador. Mais horas e horas de desperdício. Depois o carro saiu com correia! Haja dinheiro para tanto desperdício.
É isso, uma pessoa visionária que teve tudo na mão mas que não sabia administrar. Foi o seu ego que acabou com a Gurgel, não o governo.
paulo
21/05/2009 as 19:57
Repito o que disse:
É o que se faz com dinheiro público e uma idéia idiota na cabeça.
Bacana mesmo é a parcialidade de quem escreveu o texto: “só não tinha beleza e funcionalidade”. Já foi tarde…
Ps. Só mesmo no Brasil para jogar tanto dinheiro fora com um fracassados destes. Este cara teve todos os benefícios dos governo (até os carros dos correios eram da gurgel).
Então, por que a gurgel não deu certo?
INCOMPETÊNCIA
INCOMPETÊNCIA
INCOMPETÊNCIA
Wállison
21/05/2009 as 16:16
Gurgel!!!! Isso é que era visionário!!!!
Wállison
21/05/2009 as 16:21
Rapá fikei impressionado com o comentariio!!!! Não sabia desse caráter do Sr. Gurgel. Realmente é uma pena, pois a indústria nacional poderia ter dado um grande salto e ele seria mais lembrado e respeitado do que já é!
Bimbo
25/05/2009 as 17:42
ehehehe, olha gente, se vemos carros da tata, minis coopers, e outras coisas horrorosas ai fora, eu entendo que para a epoca, foi muita audacia do Sr. gurgel, penA QUE NAO FOI A FRENTE, MAS ESTAMOS NO BRASIL@@@@ aqui tudo tem comeco, mas nunca termina@@@@@