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Reino Unido: Incertezas também no mercado automotivo

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O Reino Unido decidiu sair da União Europeia. A vitória do “Brexit” por margem apertada muda o panorama do mercado europeu, especialmente o automotivo. Como já publicado, algumas montadoras já haviam se posicionado contra a saída, por conta da elevação dos custos.

A Jaguar Land Rover, por exemplo, estima em € 1,3 bilhão as perdas com a saída britânica. A Toyota estima em 10% a alta nos preços de seus carros. O Nissan Leaf, pode ficar até € 3.500 mais caros no continente.

A BMW também argumenta a mesma coisa, dizendo que haverá um período de incertezas no mercado. A FCA tem sede no país e registro na Holanda, que também já começa a pensar em sair. Caso ocorra, o grupo terá de migrar para Itália ou EUA.

O mercado britânico é o segundo maior da Europa, tendo emplacado pouco mais de 2,63 milhões de carros em 2015, o que representou alta de 6,3%. De janeiro a maio, as vendas subiram 4,1%. No entanto, a saída poderá significar a imposição de taxas aduaneiras, inexistentes atualmente.

Fabricantes e o mercado ainda não sabem o que de fato irá acontecer. Rumores dizem que o processo de saída, através do Protocolo 50, estabelece um prazo de dois anos para o fim das negociações.

Alguns setores querem a manutenção do acordo de livre comércio com a Europa. Por enquanto, as montadoras passam a esperar pelas decisões, mas ainda não se sabe se os planos de investimento continuarão a seguir.

[Fonte: Omni Auto]





  • Felipe

    Sei que a situação não é simples, mas… Nada que um acordo de livre comércio no bloco não resolva.

    • Eduardo Brito

      Pena que acordo de livre comercio entre Reino Unido e UE não vai rolar não.

    • Mas não faz sentido você querer sair do bloco e continuar com a vantagem do livre comércio. O objetivo da união européia é exatamente o livre comércio sem taxas e circulação de pessoas. Agora quem saiu quer continuar com o livre comércio, mas em contrapartida não quer livre trânsito de pessoas. Até porque os outros países não permitiriam isso. Seria como um adolescente querer independencia dos pais e morar por conta própria, mas todo dia ele continua almoçando e jantando na casa dos pais sem contrapartida financeira.

      • Gabriel Daveran

        Concordo plenamente no que você disse acima e digo mais e pior ,os outros países do reino unido provavelmente sairão e continuarão apoiando a UE. A Inglaterra ficará sozinha e enfraquecida. na hora que as empresas começarem a sair desse navio pra irem para os países da UE o desemprego com certeza irá assombrar os ingleses …

      • Felipe

        Sim, um dos objetivos do bloco é o livre comércio, mas iste é apenas um dos objetivos.
        Citei o Mercosul como exemplo por que temos uma moeda própria, uma economia própria e diversos pontos que se diferenciam do bloco europeu.
        Logo, mesmo estando fora do bloco, com pontos que são incomuns entre os paídes dentro do bloco, um acordo de livre comércio pode sim existir.

      • Pedro Rocha

        Mas o Reino Unido sempre foi um membro “com ressalvas” da UE. O problema é que a União Europeia tem por fim último a extinção dos Estados nacionais europeus e a questão dos refugiados abriu os olhos de vários europeus para o que é viver sob o jugo dos burocratas socialistas de Bruxelas.

  • Pedro Rocha

    Fico feliz pelos britânicos, que abriram os olhos e declararam independência da União Europeia, que lentamente estava se transformando numa mistura de Liga das Nações (mas dessa vez não era a Inglaterra que mandava) com União Soviética.

    • TunAV

      Acho até engraçado os comentários acima. Gente que não entende nem o que é a UE, muito menos como ela foi criada, dizendo não haver sentido em continuar na zona de livre comércio (muito mais antiga) sem permanecer sob o jugo de Bruxelas.

  • zekinha71

    E a FCA nem pensa em passar por aqui.

  • Murilo Soares de O. Filho

    Ingleses!!!Sempre querendo arrumar barraco…

    • TunAV

      O UK equilibrava o jogo de poder europeu, contrabalançando o ordoliberalismo alemão. Com a França debilitada pelos anos de governo socialista a hegemonia alemã não terá contraponto, o que pode implodir o bloco. Os outros países não vão aceitar tão fácil essa situação; as lembranças da WWII ainda estão vivas .
      De todo modo, muito difícil prever qualquer coisa no momento. Aguardemos.

      • Pedro Rocha

        Há ainda um problema muito maior assombrando a Europa: o crescimento do nacional-bolchevismo (depois renomeado para eurasianismo, para esconder suas próprias origens malignas), movimento esse encabeçado por Putin.
        Como dissestes, as lembranças da WWII ainda estão vivas e o ambiente mundial está muito parecido com o do entre-guerras, com monarquias e governos socialistas fabianos fracos sendo afrontados por movimentos nazistas e bolcheviques, só que desta vez estes últimos não são aliados (Stálin e Hitler eram aliados até a Barbarossa, causada pela disputa pelo petróleo romeno pelos dois tiranos) mas um só regime.
        Para quem acompanha a questão de mais perto, quando o petróleo estava a mais de 100 dólares haviam generais russos “testando” os demais governantes europeus falando abertamente em rádios russas sobre planos prontos de invasão do restante da Ucrânia e também da Romênia e Polônia! Para frear a máquina de guerra russa, Obama forçou com os sauditas (aliados de longa data – a ENGESA que o diga…) a queda do preço do petróleo e pagou o preço de sacrificar as próprias empresas norte-americanas de exploração de hidrocarbonetos de xisto.
        Voltando à política, há o medo real de que os alemães dessa vez não vão se sacrificar para protegerem a si mesmos e a Europa dos bolcheviques, mas que se aliem aos russos para se livrarem de vez de carregarem os outros países nas costas!
        Não me alongando mais nesse assunto, os erros da humanidade são sempre os mesmos. Muda-se o tempo, o espaço e os atores, mas a essência da maldade humana decaída permanece.

  • Auro_TI

    Reino unido pulando fora do barco antes que ele afunde…