
Temos assistido recentemente a escalada meteórica da coreana Hyundai no mercado brasileiro. Nas vendas parciais de maio, pela primeira vez a coreana desbancou a francesa Renault. Tratam-se de números parciais, que podem ser confirmados ou revertidos até o fim do mês, mas inegavelmente apontam a tendência de aumento de participação de mercado da coreana e estagnação ou redução da francesa.
Ao analisar primeiro o que ocorre com a coreana, notados que esse crescimento é inegavelmente devido a produtos alinhados com o mercado externo, com uma adequada política de preços e intensa campanha de marketing.
Talvez esse último quesito seja o ponto mais complicado dessa história, com campanhas um tanto quanto polêmicas em relação as informações apresentadas em alguns anúncios. Mesmo assim toda a polêmica não está sendo suficiente para oFuscar o grande crescimento da montadora no mercado brasileiro.
Do outro lado da moeda temos a Renault. Olhando para a gama de produtos oferecidos por ela vemos que a linha brasileira nada tem a ver com sua linha na matriz. Nosso Clio ainda é o antigo, idem para Scenic e Megane. Seu último lançamento, o Symbol, é inegavelmente um irmão do Clio Sedan da mesma geração do hatch ainda vendido por aqui.
Os outros modelos aqui vendidos são produtos de DNA Dacia, subsidiária romena que desenvolve carros para “mercados emergentes”. Trata-se do Logan e Sandero, que tem em sua proposta básica serem carros robustos, espaçosos e de construção barata, coisa que conseguem tendo o melhor espaço interno cada um em sua categoria.
O hatch até consegue aliar essa qualidade a um design bonito, mas o interior deixa claro seu parentesco com o Logan, que é extremamente espartano. Dentre os próximos lançamentos da montadora francesa temos o sedan Fluence (sucessor do Megane), que vai competir num segmento de crescente participação no mercado e com competidores de muitas qualidades.
Outro futuro lançamento de destaque será o utilitário esportivo Duster, baseado na plataforma do Logan. Assim como o Sandero, apesar do atraente desenho da carroceria, pode vir a ser seriamente ameaçado pela falta de atributos do seu interior, aceitável no segmento de entrada, mas muito espartano para o segmento em que deve se inserir.
O sinal amarelo está aceso para montadora francesa!
Texto de Leonardo Constant Oliveira
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