
A revista Época dessa semana fez uma matéria sobre os modelos nacionais avaliados pela Latin NCAP, e mostrou como a versão brasileira é sempre muito mais insegura do que a versão europeia. Recebemos a informação do leitor Rodrigo Macedo.
Por exemplo, quem compra um Corolla nacional paga muito mais caro do que um japonês ou alguém que more na Europa, mas isso não garante que seu veículo seja tão seguro quanto suas versões feitas em outros países. Muito pelo contrário.

Aqui, o Corolla conseguiu quatro estrelas para adultos e apenas uma estrela para crianças, ao passo que na Europa ele conseguiu cinco estrelas para adulto e quatro para crianças. A diferença, no caso da proteção para crianças, é o uso do dispositivo Isofix na Europa, que aqui não existe. Se trata de um tipo padrão de fixação das cadeirinhas para crianças.
E as notas inferiores obtidas nos modelos brasileiros não foram privilégio do Corolla. Modelos como Peugeot 207 e Meriva também tiveram notas bem piores. No caso do Peugeot 207, a diferença é a maior dentre todos os modelos. Cinco e quatro estrelas na Europa, duas e duas aqui no Brasil.

Diferença na padronização dos testes não é o caso, pois o crash-test Latin NCAP seguiu exatamente as mesmas regras do Euro NCAP. Modelos como Fiat Palio e Volkswagen Gol nem mesmo podem ser comparados com testes europeus, pois não são vendidos naquele continente, já que não atingiriam um nível mínimo de satisfação do consumidor europeu, que é o mínimo exigente.
A GM foi procurada pela reportagem da Época, mas não quis se pronunciar em relação à diferença dos testes latinos e europeus, pois obviamente não teria argumentos para explicar o tratamento que dá aos consumidores do Brasil. Já a Volkswagen disse que o Gol se deu mal nos testes pois o modelo não era equipado com airbag.


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