História Japão Subaru

Subaru, a revolucionária do Japão

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Subaru 1500

Em 1915 surge a Fuji Heavy Industries como um laboratório de pesquisa de aviões. No ano de 1932, mudou o nome para Nakajima Aircraft Company, que se tornou um dos principais fabricantes de aeronaves para as forças imperiais durante a Segunda Guerra.

Com o fim do conflito, a empresa foi reorganizada como Fuji Sangyo em 1946 e logo deu origem também à Fuji Rabbit, focada na produção de motonetas e scooters. Estas eram feitas com peças de aeronaves excedentes de guerra.

Quatro anos depois, a Fuji foi separada em 12 empresas, conforme nova lei instituída pelo governo. Em 1953, a Fuji Heavy decide entrar no setor automotivo com o projeto P1. No entanto, a empresa deseja um nome agradável para o novo carro.

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Subaru 1000

Subaru

Por fim, o nome escolhido foi Subaru, designação em japonês para o aglomerado estelar das Plêiades, que foi imediatamente representado no logotipo do veículo, que deu nome à marca. O P1 então surgiu como Subaru 1500, um simpático sedã compacto.

Para atuar no segmento de Kei Car, a Subaru introduziu em 1958 o pequeno 360, que lembrava o Volkswagen Fusca. Três anos depois, surge o primeiro utilitário leve, o modelo Sambar. Até então, a Subaru parecia mais um fabricante nipônico buscando se fixar no mercado, até que decidiu tomar um rumo diferente dos rivais.

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Subaru Leone em propaganda

Subaru Leone

Em 1965, a Subaru começou a criar um lineup de automóveis com motor boxer EA. A designação para motor da marca nipônica coincidentemente era (e ainda é) a mesma aplicada pela Volkswagen. No entanto, o boxer japonês era refrigerado a água. O primeiro modelo foi o 1000. Em 1968, a Nissan adquire 20,4% da Fuji.

No ano de 1969, surgiu o kei car R-2 e em 1971, aparece o hatch compacto Rex. Nesse mesmo ano, a Subaru completa sua revolução com a chegada do Leone, um modelo de porte médio que trazia o motor boxer EA do modelo 1000 com um novo sistema de tração nas quatro rodas.

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Subaru Leone 4WD esquema do sistema S-AWD

Motor boxer e tração S-AWD

Até então, tração nas quatro rodas era um privilégio de veículos off-road e só havia um sistema que poderia ser introduzido em automóveis, o Jensen, mas este era muito caro e poucos carros surgiram com ele. A tecnologia da Subaru era mais simples, funcional e robusta, massificando o uso de tração AWD em automóveis.

O Leone naturalmente se tornou um sucesso nos anos 70 e 80, influenciando outros fabricantes a adotarem a tração nas quatro rodas para automóveis, destacando-se aí o AMC Eagle e posteriormente o Audi Quattro. Chamado S-AWD, o sistema nipônico alinha motor, câmbio, eixo cardã e diferenciais no mesmo nível, reduzindo o centro de gravidade do veículo.

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Subaru BRAT

A Subaru criou diversas variantes do Leone, inclusive picape BRAT. Ela também fez surgir a primeira perua aventureira com tração AWD, hoje um segmento que vem crescendo em outros fabricantes. Em 1985, surge o Alcyone ou SVX, um cupê esportivo com motor boxer de seis cilindros.

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Subaru Legacy Wagon

Legacy e Impreza

No ano de 1989, o Subaru Legacy aparece como um novo topo de linha, enquanto o Impreza põe um fim do clássico Leone em 1993. O Forester foi o primeiro crossover de fato da marca japonesa e foi apresentado em 1997. Em 1999, a Nissan se funde com a Renault e suas ações na Subaru são transferidas para a GM.

A partir daí, a Subaru passou a compartilhar carros com marcas da GM e isso resultou no Tribeca em 2005, mesmo ano em que a montadora americana decidiu se retirar do negócio. Em troca de ações, a Toyota adquiriu 8,7% da concorrente.

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Subaru Impreza WRX STI

Após três anos, é lançado o crossover Exiga e, finalmente, aparece o cupê esportivo BRZ em 2012, sendo fruto de uma parceria com a Toyota. Hoje, esta última tem 51% da Subaru. Ao longo dos anos, a marca japonesa focou muito no marketing de veículos robustos e esportivos todo terreno, forjando também sua marca nos inúmeros campeonatos de rali.

Com exceção dos kei cars, a Subaru tem sua linha completamente composta por carros de motor boxer e a tração S-AWD está presente em praticamente todas as versões disponíveis. A marca também se destaca pela segurança, sendo uma das mais pontuadas nos EUA.





  • Pedro Henrique

    *-*

  • Pedro Evandro Montini

    Sugiro à NA que, ao postar matérias sobre marcas, sempre coloquem as fotos dos modelos mencionados. Dá-lhe Google!

    Com respeito à esta matéria em si, achei muito curioso o design do Subaru 1000 e do BRAT. O primeiro lembra um pouco o Corcel 1, enquanto que o segundo parece uma variação do Corcel 2, especialmente devido ao capô, para-brisas, portas e maçanetas. Será que houve alguma parceria com a Ford naquela época?

    • Marcos Medeiros

      E acrescento mais, coloque as fotos logo apos o modelo ser citado, é chato ter que ficar procurando qual é a foto do modelo em questão que está lendo.

  • Claudio Abreu

    Esses ‘posts’ do NA falando de diferentes marcas carece de muito mais informação. É uma forma de a galera novata se chegar na história, mas é uma chance perdida pra reportagens bem mais completas e corretamente ilustradas. Como diz um amigo, ‘dava pra melhor’, mas ‘parece que piorou’.

    • Concordo! Logo pelo título, fiquei curioso em saber sobre a história da famigerada Subaru. Me surpreendi ao saber que a tração S-AWD era tão bem feita que influenciou até a Audi adotar o sistema de tração integral. Acho que uma pesquisa desse nível requer tempo e muitas fontes. Mas por hora, pra mim foi o suficiente pra dar arranque. :)

  • Zé Mundico

    Fazendo um comparativo, a Subaru representa no Japão o que a Mercedes representa na Alemanha.

  • Murilo Soares de O. Filho

    Apesar de uma linha bem pequena, das japonesas, a Subaru gtem carros bem interessantes.

  • Moisés

    Ainda no aguardo do dia em que a Subaru venderá seus carros aqui por conta própria, sem intermediários (CAOA). O desejo de ter um é grande, mas sem a presença oficial da marca no país o risco também é muito grande. Uma quebra de contrato com a CAOA e a Subaru some do país, deixando na mão dos compradores um enorme prejuízo posterior.
    A presença oficial e com fábrica, de preferência, é muito mais segura e certamente impulsionaria a venda desses veículos primorosos da Subaru em larga escala. “BMW japonesa” :)

    • fschulz84

      Exato… A Subaru deveria atuar sem intermediários…

      Os produtos são superiores aos concorrentes diretos, mas carece de divulgação e disponibilização…

      Os preços não acho que sejam tão exorbitantes comparados aos concorrentes nipônicos, era possível até alguns meses atrás encontrar o Impreza Sedan 2.0 por 95k, abaixo dos sedans médios em suas versões de topo…

  • HENRY ME

    Poderia ter mencionado sobre campeonatos de rally.Pilotos como Colin mcrae

  • Marcos Drawer

    Essa Subaru BRAT me lembrou a antiga Dodge Rampage…

  • Lucas SA

    Achei fraca a matéria. Apesar da intenção de ser sucinta, não enfatizou aspectos importantes como a segurança que a combinação AWD e Boxer proporcionam, ou do histórico da marca nas pistas de rally, ou da simetria que os veículos possuem no sentido de serem divididos ao meio e terem o mesmo peso cada lado.
    Outra informação que me surpreendeu é o percentual que a NA afirma que a Toyota detém hoje da Subaru (51%). Isso procede? Pelo que sei a Toyota detém 51% da Daihatsu e 16% da Fuji Heavy Industries (Subaru). Me corrijam se eu estiver errado.

  • Marco

    Boa reportagem, porém acredito ter havido um erro quando ao percentual da Toyota na subaru, acredito que seja próximo a 20% e não 51%
    Em tempo, sou subarista e não troco de marca.

    • Lucas SA

      Isso mesmo. 16,5%
      Ja tive 3 toyotas e hoje tenho subaru. Ambas são ótimas e cada uma com sua característica marcante. Acho a toyota mais confiável e a subaru, ao
      meu ver, entrega mais segurança e prazer ao volante.



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