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Subaru Vivio, o pequeno nipônico que chegou ao Brasil

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Subaru Vivio com duas portas

Desde o início, a Subaru teve o segmento de kei car como um dos focos, embora o sucesso mundial da marca esteja relacionado com os resultados em ralis e outras competições, assim como a segurança e robustez de seus modelos com motor boxer, CVT e tração S-AWD.

A linhagem de kei car estava bem definida na marca quando um novo modelo surgiu em 1992. Para fazer referência ao limite de 660 cm3 em seu motor de três cilindros, a Subaru decidiu lançar o novo pequenino com o nome de Vivio.

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Subaru Vivio com quatro portas

O nome é derivado dos algarismos romanos VI e VI, além do O, referente à 0. Assim, o Subaru Vivio – que também faz referência à “vivas” – chegou ao mercado nipônico para substituir o clássico Rex, que vinha sendo comercializado desde 1972.

Com apenas 3,29 m de comprimento, 1,39 de largura e 1,38 de altura, o Subaru Vivio pesava entre 650 e 700 kg, tendo carroceria hatchback com duas ou quatro portas.

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Subaru Vivio RX-R

Seu motor de três cilindros com carburador entregava 42 cv, mas havia opções com injeção eletrônica e a turbinada, que ficava limitada em 64 cv. O câmbio pode ser manual de cinco marchas, automático com três ou ECVT (com gerenciamento eletrônico). A tração era dianteira, mas havia opção de tração nas quatro rodas.

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Subaru Vivio T-Top

Passados dois anos, a Subaru apresentou uma versão targa, denominada T-Top. Em 1995, surgiu uma versão com estilo clássico, chamada Vivio Bistro. Este apresentava faróis circulares com aros cromados, assim como grade com desenho bem retrô. Houve várias versões deste Bistro, em especial o Club-Bistro, que lembrava os táxis londrinos.

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Subaru Vivio Bistro

O Vivio evoluiu pouco e, ao contrário do antecessor Rex, viveu apenas seis anos. Durante esse tempo, teve também participação em competições de rali, em especial no WRC Rally Japan. Ele também fez a travessia Paris-Pequim. Em 1998, foi substituído pelo Pleo.

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Brasil

Em meados dos anos 90, as importações de automóveis estavam crescendo com grande força no Brasil e a Subaru chegou com sua linha de produtos, incluindo o pequeno Vivio. O modelo chegou com motor 0.66 de 44 cv, equipado com injeção eletrônica.

Da mesma forma que no Japão, o pequeno Vivio, que fazia 13 km/litro na cidade e 17,7 km/litro na estrada, não teve vida longa por aqui. Ele ficou sem sucessor e a Subaru apostou apenas nos modelos maiores. Ainda valorizado, hoje um exemplar 1995 é oferecido em média por R$ 15.000.





  • cepereira2006

    Gostei do Targa. Tem até um banquinho para a sogra ali atrás.

  • jkpops

    chegou aqui como Daihatsu Cuore ainda é possível ver alguns rodando em bom estado econômico e fácil de manobrar cabe em qualquer vaguinha ….

    • DPSF

      São carros diferentes. Mas chegaram na mesma época e tinham o mesmo publico. Naquela época custavam bem caro, as vezes mais do que carros “consagrados” do nosso mercado e com motores maiores e mais espaçosos. Acho que devem dar um pouco de dor de cabeça para os proprietários para fazer a manutenção, mas pela net deve ser mais tranquilo achar peças. O perrengue deve ser achar peças de acabamento…

      • Edson Fernandes

        Peças mecanicas dele também são raras e hoje são um absurdo. Uma curiosidade dele é que as rodas são aro 12 e de medidas raras também (135 originais e 145 para o Brasil).

      • Zoran Borut

        Além do Cuore e do Vivio, ainda vieram algumas unidades do Daewoo Tico, baseado no Suzuki Alto, mas por ser coreano não precisava atender ás leis japonesas para kei cars e por isso tinha motor de 800cm³.

    • André

      Hoje, as pessoas preferem os SUVs para andar nas cidades cada vez mais congestionadas e vagas de shopping e condomínios cada vez menores.

      • Pipo pipo

        Não gosto muito de concordar com comentários como o seu porque entendo que cada um tem aquilo que quer e que seu dinheiro pode pagar, mas reconheço a sua razão e corroboro seu comentário. No estacionamento do prédio que moro atualmente simplesmente não cabe nenhum carro grande, se for Frontier ou similar dorme na rua.

      • Zoran Borut

        E olha que por aqui chovem comentários criticando quem escolhe um SUV em vez de um sedã, que é ainda maior.

    • Alfredo Araujo

      “em bom estado econômico”
      Virgulas pra que né ?

      • jkpops

        Pra bom entendedor meia palavra basta sem virgulas acentos nada nadinha kkkk

    • Edson Fernandes

      São dois carros distintos. As pessoas podiam confundir, mas o Vivio tinha uma modularidade ainda melhor que o proprio Cuore.

  • Pedro Henrique

    coincidencia, semana passada vi um vivio no estacionamento da faculdade, tava muito bonito, acertadinho e tal, com aro subaru original ainda kkkkkk, ainda brinquei com um colega que tinha achado o “meu uno escada no teto versão japa” e que ia fazer uma oferta pro dono kkkkkkkk

  • LondrinaMatsuri

    kei car

  • oscar.fr

    O carro tem lá seu charme, mas não justifica o preço de R$15000, se a ideia é ter um carro de porte subcompacto e econômico, eu ainda pensaria num Peugeot 106.

    • Tomtilt

      E o 106 seria muito mais fácil de manter, peças são relativamente fáceis de encontrar aqui sem precisar recorrer a importação. Gosto do Vivio mas também ficaria com um 106, por bem menos de 15 mil se compra um 2000 ou 2001 em bom estado e já com ar condicionado.

      • Portuga Goleta

        Por 8 mil se acha um 106 bem conservado e completinho. Ele sofre daquele preconceito Frânces, por isso o preço baixo.

      • oscar.fr

        Ar condicionado sempre achei um item difícil de encontrar no 106. Uma vez apareceu um assim aqui na minhã região (mora na Região Metropolitana de Porto Alegre), mas não tinha dinheiro, na época. Volta e meio penso em adotar um 106 para o dia a dia, sou apaixonado pelo carro. A diferença de preço dele e do meu atual já daria para colocar na troca do carro principal aqui da família. Enfim, mesmo 16 anos depois o 106 ainda mantém seu charme.

        • Tomtilt

          O ar condicionado era sempre instalado como acessório pelas concessionárias. Aqui em Natal a maioria dos 106 tinham AC, quem comprava carro sem o item aqui era por falta de grana mesmo – ou falta de opção, quando o modelo não o oferecia nem como opcional – e o 106 era visto como um carro de certo status: ele era mais caro que um popular nacional já bem equipado (Gol, Corsa, Palio, Fiesta…) e importado, francês e ainda menor que os nossos compactos… era praticamente um carro de nicho por essas bandas, e quem recorria a ele o fazia por querer se diferenciar da “grande massa”, então esse público, que se dispunha a pagar mais por ele, já exigia o AC. Fez bastante sucesso entre as dondocas potiguares na década de 90, era bem fácil ver um 106, e outros Peugeots, no estacionamento do Natal Shopping, reduto da elite, nas tardes de domingo. Até hoje é fácil vê-los rodando firmes e fortes, uns mais surrados, outros menos, mas é um carro que mantem seu charme realmente.

    • pedro rt

      eu prefiro mais um peugeot 106 q o vivio/cuore

  • Franco da Silva

    Lembro. Era interessante mas já sofria muito preconceito pelo tamanho. O pessoal achava melhor comprar um Chevette ou um Del Rey, usados. Lembro tamém que haviam alguns “concorrentes” de marcas que ninguém queria como Daewoo e uma tal de Hyundai.

    • pedro rt

      desses ai oq vendeu mais nessa epoca eu me lembro q foi o hyundai accent

      • Rbs

        Acredito que nessa época não tinha chegado o hyundai atos.

      • Edson Fernandes

        Teve também o de nome bonito Hyundai “Atos Prime”. Segue esse mesmo conceito de kei car.

        • Zoran Borut

          Ele não era um kei car, Edson, porque essa categoria tinha de seguir limites rígidos de tamanho e motorização e era algo exclusivo do Japão. O Atos pode ser considerado um antecessor do i10 e do Kia Picanto.

          Acima postei uma foto do Daewoo Tico, que como outros carros coreanos era derivado de projetos japoneses, no caso o Suzuki Alto, e por não precisar seguir a legislação japonesa podia ter motor maior. O Atos também tinha motor maior que os dos kei cars, além de ser mais largo.

          • Edson Fernandes

            Sim, mas o Atos nesse caso seguia a cartilha de carros subcompactos espaçosos com pouco porta malas. Por mais que na pratica não seja exatamente um kei car.

            • Zoran Borut

              O Atos é a mesma coisa na prática que o Kia Picanto. Mas você me fez pensar uma coisa: aqui no Brasil, temos uma categoria nova criada pelo Mobi, com pouco espaço interno, pouco porta-malas e muito cofre de motor, os donkey cars.

              • Edson Fernandes

                Hehehehehe

                Infelizmente no Brasil algumas coisas precisam ser distorcidas para terem vendas garantidas. No Brasil os carros sendo kei car ou não, seriam todos colocados como subcompactos nas avaliações e acabariam com as diferenças.

                E perceba: Não entendo qual a mania de avaliador, dar tanta importancia para tamanho de porta malas em carros pequenos. Pra mim, um city car, tem que espaço interno para PESSOAS. Porta malas será algo apenas para carregar mochilas ou no muito, uma mala maior. Além disso, se usado para supermercado, até carros carissimos conversiveis que quase não possuem espaço para bagagens, possuem espaço suficiente para uma compra de supermercado.

                Portanto, insisto, acho uma besteira enorme essa coisa do porta malas. Entretanto no Brasil, é esse o motivo de não venderem: Colocar os carros numa mesma categoria e assim, denigrir o carro porque o cara quer seguir uma metrica de categoria no Brasil e não de caracteristica de um produto.

  • zekinha71

    Do lado de casa fica um estacionando, está impecável, até os tecidos dos bancos estão em ótimo estado.
    Não sei como o dono conseguiu manter assim, chama a atenção.

  • Felipe S. Rangel

    Na minha cidade vejo um abandonado no garagem.

  • leitor

    Carrinho interessante! Mas não vendeu bastante porque tinha pouquíssima oferta!

    • Zoran Borut

      Na verdade porque era considerado caro para o tamanho e motorização, na época. Em 1995, enquanto um Gol 1000i Plus custava cerca de 8.500 reais, um Vivio custava em torno de 10.000 reais.

  • Edson Fernandes

    Otimo carro para dirigir e transportar pessoas! Ele é espaço com foco na mobilidade urbana. E por isso é bem timido de porta malas. Esse sim chamado de carro urbano!

    Apesar de “fraco”, ele anda bem e é muito economico! Apesar da materia dizer esse consumo, eu já fiz com ele o recorde de 25km/l em um carro. Era de uma ex namorada e deu muita saudade… porque era uma delicia rodar com ele.

    O legal dele também, era a função de farol de neblina: Os farois baixos faziam uma curvatura deixando a iluminação mais baixa e assim conseguindo enxergar! Uma maravilha.

    Nele apesar de tudo muito simples, era tudo muito bem feito e simplesmente silencioso. Teria um kei car facilmente para se mover pela cidade.

    A unica coisa que me estranhou na materia é relacionar o nome vivio como se fosse esse oriundo de numeros romanos, sendo que na realidade a origem do nome é por conta do motor de 660 cilindradas. Logo… VI VI O.

    Se eu não me engano o motor turbo deste tinha até 85cv nesse mesmo motor.

    • Redpeak77

      interessante o lance de onde tiraram esse nome…
      vou seguir o mesmo conceito no meu Gol AP 1.8 e chamar de I XIII O O. hehehe

  • Bruce Wayne

    Uma raridade, pena não terem comercializado as versões automáticas e com tração integral aqui no Brasil. Teria um fácil.

  • Danilo Silva

    meu vizinho tem um igual o da primeira foto na cor branca, o carro esta impecável parece novo, eu nem sabia que era antigo esse carro.

  • Redpeak77

    15 mil Temers? Que absurdo! Quase o dobro do valor do meu Gol caixa APzão! heheheh =P